Notas iniciais
*Oie...
*Nome original do capítulo: 'Cause with you, i'd withstand all of hell.
*Mais um capítulo para vocês!
*Espero que gostem
*Boa leitura!

“Você foi ferido antes

Posso ver nos seus olhos

Você tenta sorrir

Isso você não pode disfarçar

Não quero partir seu coração, eu posso aliviar a dor (dor)”

-Give Your Heart A Break, Demi Lovato

POV EDWARD

Tanya me disse que já tinha se envolvido com Jacob, mas por sorte ela acabou antes de ferrar com ela, sorte que Annabeth não teve.

Agora eu estou na frente da única delegacia de Forks no meio de um monte de jornalistas para ver fim levou Annabeth.

Não demorou muito para que o delegado anunciasse o que aconteceu.

-O que aconteceu? -Gritou um repórter -Porque Annabeth está aqui?

-Bom, algumas denuncias anonimas disseram que a casa onde mora Annabeth, era um ponto de venda de drogas -”O que...?” -Encontramos tabletes de maconha no carro dela, mas ela alega que não é dela. Iremos investigar, por hoje é só.

Então, o delegado ordenou para os policiais expulsassem os repórteres dali, parqa que eu não apanhasse dos policiais também, fui para casa.

-O que aconteceu? Você viu o que passou na TV? È verdade? A Annabeth é capaz disso? -Nem bem cheguei em casa, Alice veio me “afogar” com perguntas.

-Eu não sei de nada, Alice. Ela que estava andando com os caras barra pesada daqui do bairro, a sujeira ia acabar indo pra cima dela que qualquer jeito -Dei de ombros.

-Como você consegue ser tão sem coração desse jeito? -Perguntou chocada -Ela pode ser pressa, ou algo do tipo e você não está nem ai.

-Quem disse? -Exclamei -Eu vou fazer de tudo para tira-la de lá... Principalmente depois de hoje.

-O que aconteceu hoje? -Perguntou confusa.

-Se vocês fossem meus amigos de verdade ficariam sabendo.

-Você estava com a cobra da Tanya e isso eu não suporto.

-Eu não estou mais com ela, e só para sua informação a “cobra da Tanya” que me ajudou hoje e durante esses tempos -Ela me olhou cetica.

-Ah! È? O que ela fez? -Perguntou debochada.

-Falou com a Annabeth e abriu os meus olhos -Disse isso e fui para o meu quarto.

Acordei bem cedo, peguei minha bike e fui para delegacia, creio que quem está lá tem direito a visita e foi um chute certeiro.

Me identifiquei e esperei em uma sala separada Annabeth chegar, Logo ela estava lá com uma energia tão negativa que mataria um campo florido só por respirar lá (sei que parece gay, mas foi o único exemplo que eu consegui achar).

Ela se sentou, mas não levantou a cabeça para ver quem era. Ficamos em silêncio por alguns minutos, ou horas até que eu não aguentei.

-Eu vim te dizer que eu li a sua carta e também sinto o mesmo... Só não estou preparado para dizer “as três palavras”, ainda.

Ela paralisou, levantou a cabeça, lentamente, e arregalou os olhos quando me viu.

-È você mesmo, ou eu estou ficando doida? -Disse assustada.

Não pude conter o sorriso, não tinha como descrever o quão grande era a minha saudade de ouvir a voz dela.

-Sou eu mesmo, em carne, depressão... -Sorri de leve -E saudade -Segurei a mão dela.

“E como era bom sentir a testura da pele dela”.

-Saudade? -Perguntou sem ar.

-Morrendo de saudade -Sorrimos -Você me faz muita falta... È por isso que eu não quero que você vai embora, de novo -Confessei.

-Eu... Também... Não quero... Ir... Embora -Gaguejou.

-Eu vou fazer de tudo para te tirar daqui -Ela arregalou os olhos.

-O que? -Perguntou sem ar.

-O que você ouviu -Sorri -Eu vou te tirar daqui.

-Mas, se você não conseguir?

-Não confia em mim? -Nem sei por que eu fiz aquela pergunta.

-Mais que em mim mesma -Sorriu timida.

Ficamos nos olhando por alguns minutos, aquilo que só acontecia entre a gente.

-Eu quero explicar tudo, te pedir desculpas e me redimir -Disse quase sussurrando.

-È melhor não pensar nisso agora -Mordi o lábio inferior -Eu queria te pedir uma coisa... -Corei. “Merda! Porque isso sempre acontece?” -Eu quero te pedir um... Abraço -Disse timidamente.

Ela sorriu largamente, então eu entendi o que a Tanya disse... O fato dela sorrir não quer dizer que ela está feliz, e ali era a prova de que todos os sorrisos que eu ví ela dar até agora não era de felicidade, mas sim por educação? Ou, conforto? Não sei, mas esse era de plena felicidade.

-Era o que eu mais queria fazer desde que eu fui embora -Disse sorrindo.

Nós nos abraçamos... E Deus! Como era bom. Sentir o corpo dela no meu, o perfume floral dela, o cheiro de chocolate que vinha dos cabelos dela a e maciez da pele dela, que cheira a pêssego... Como eu fui capaz de deixar isso escapar? De esquecer dessa sensação? Não sei, mas agora eu não vou deixar isso escapar de novo.

(...)

Eu sabia muito bem onde ir, já fui muito lá quanto tinha 14 anos.

A turma de Jacob morava em uma casa da arvore abandonada na floresta, era inconfundível, uma casa totalmente detonada e caindo aos pedaços da cor preta.

Eles estavam sentados ao pé da arvore.

-Olha quem está aqui! Edward, o nosso antigo companheiro -Disse Jacob, debochado.

Quando cheguei perto dele não pensei duas vezes dei um soco na cara dele, O fazendo cair no chão.

-O QUE VOCÊ FEZ PRA ELA, EM SEU INUTIL? -Gritei furioso.

-Pra quem? Pra estrelinha? -Disse debochado -Ela não me deu o que eu queria... Só dei o troco -Sorriu sínico.

Sabia muito bem do que ele estava falando. Ele tinha a mania de enganar as garotas e se elas não transassem com ele, ele fazia alguma coisa contra elas... Foi o que aconteceu com Jane, só que eu não deixei ele aprontar com ela.

-Você é sujo mesmo -Balancei a cabeça -O que você queria de verdade? Aparecer nos jornais e nas revistas? Isso você conseguiu, pois perdi a conta de quantas fotos de vocês eu ví.

-Ah! Isso foi divertido -Sorriu -Encontrar a estrelinha que estava perdida e depois dizer que gostava dela, só por diversão... Foi interessante -Se aproximou de mim -Mas, eu e toda a cidade sabia de vocês... O mal de cidade pequena... Então, eu pensei melhor, que tal foder com a estrelinha e depois larga-la e ver o “bad-boy”, ou Edward Cullen, sofrendo pelos cantos... Mais do que já sofre com a filhinha morta-viva dele -Gargualhou.

Meu sangue ferveu, pois podia me xingar de tudo, mas mexer, ou xingar com a minha filha já era demais.

Parti pra cima dele, e dei tanto socos que acho que desfigurei o rosto dele, até que os outros da turma dele me seguram.

-ISSO TUDO PRA QUE, SEU INUTIL? -Ele me olhou com ódio -ELA NUNCA GOSTOU DE VOCÊ! JANE NUNCA GOSTOU DE VOCÊ! POIS, QUEM É GOSTA? INFELIZMENTE, ELA MORREU POR SUA CULPA, E VOCÊ SABE MUITO BEM DISSO -Consegui me soltar e puxei Jacob pela gola da camisa até ele ficar na altura dos meus olhos -Eu podia acabar com você, pois você mexeu com duas pessoas importantes da minha vida, mas eu não fazer isso, sabe porque? -Ele não disse nada -Por que mesmo que eu acabe com a sua raça, você sempre vai ser um pedaço de nada que respira e desperdiça espaço no mundo.

O soltei, o fazendo cair no chão, e fui para casa.

(...)

Não soube de mais noticias de Annabeth, nem sabia se ela avia saído da delegacia, e isso me matava por dentro, pois se Jacob não se entregasse não tinha como tira-la de lá. Mas, se ela sair de lá eu vou fazer de tudo para dar certo entre a gente.

Estava na lanchonete, mas só de corpo, pois a minha mente estava viajando.

-Edward, você sabe de alguma coisa sobre a Annabeth? -Perguntou Jasper.

-Pensei que você estava com raiva dela.

-Alice e o resto da turma está, eu não... Eu até a perdoei -Deu de ombros -Eu entendo os motivos dela.

-Hum... -Resmusguei -Eu ainda quero conversar com ela, ver o que pode acontecer... Se ela quiser conversar comigo -Dei de ombros.

-Creio que sim -Sorriu.

Suspirei.

-Mas, ela ainda não saiu da delegacia.

-Ah!

-Bom... Vou no hospital ver a Taylor -Sorri.

-Tudo bem. Diz que eu mandei um beijo pra ela -Sorriu.

Assenti. Peguei a minha bike e fui direto para o hospital, me identifiquei e fui para o quarto a Taylor ficava.

Quando cheguei perto do quarto, ouvi uma melodia e logo reconheci a voz, o nervosissimo tomou conta de mim.

Little House – Amanda Seyfried

“Eu amo esse lugar

Mas, ele é assombrado sem você

Meu cansado coração

Está batendo tão devagar

Nossos corações cantam menos

Do que nós queríamos

Nós queríamos

Nossos corações cantam porque

Nós não sabemos

Nós não sabemos”

Ela estava em uma das camas co o violão no colo, as meninas que ficavam junto com a Taylor na area infantil de leucemia, estavam todas sentadas a volta dela.

“Para iluminar a noite

Para nos ajudar a crescer

Para nos ajudar a crescer

Isso não é dito

Eu sempre soube”

Ela cantava com os olhos fechados e com um pequeno sorriso nos lábios.

“Você pode me pegar

Você não corre

Você não corre

Se você viver um outro dia

Nessa casinha feliz

O fogo está aqui para ficar”

“Para iluminar a noite

Para nos ajudar a crescer

Para nos ajudar a crescer

Isso não é dito

Eu sempre soube”

Era bom ouvir ela cantar, e melhor ainda era saber que ela saiu da delegacia.

“Por favor não se exalte

Isso não vai embora

A maravilha de tudo

A maravilha que eu fiz

Estou aqui pra ficar”

“Estou aqui pra ficar”

Ela abriu os olhos e sorriu para meninas.

“Ficar”

As garotas a aplaudiram e correram para cima dela, em um abraço em grupo. Depois elas se afastaram e Taylor sentou no colo da Annabeth.

-Você escreveu essa música pra quem? -Perguntou Taylor.

Annabeth a encarou, corada.

-E por que você acha que eu escrevi essa música para alguém, em curiosa? -Apertou de leve o nariz de Taylor, que sorriu.

-Por que sim -Deu de ombros.

-Hum... -Respirou fundo -Eu escrevi essa música para o meu príncipe encantado -Disse Annabeth sorrindo.

Todas as meninas deram um gritinho de animação, então na confusão das meninas perguntando um monte de coisas para Annabeth, Taylor me viu, e deu o sorriso que eu tanto gostava e veio na minha direção.

“Tudo bem, Edward. Seja homem e diga toda a verdade sobre Taylor para Annabeth” -Disse minha consciência.

-Papai! -Gritou Taylor.

Entrei no quarto e a peguei no colo, a abraçando.

-Hey, pequena! -Sorri -Tiraram os aparelhos, isso é bom.

-Eh, papai -Sorriu -Agora eu posso te abraçar -Me abraçou forte.

Nesse momento esqueci de tudo, era só eu e a minha princesinha que me abraçava fortemente, mas tudo que é bom dura pouco.

-Ela é sua filha? -Perguntou Annabeth, atordoada.

-Sim -Disse sorrindo.

Não importava quem perguntasse isso, eu sempre iria responder com muito orgulho que Taylor é minha filha. Por mim gritaria ao mundo que ela é minha filha, mas isso traria consequenciais e eu não quero que ninguém magoe a minha Taylor.

-Ele é o meu príncipe encantado -Disse Taylor sorrindo.

-Oh! Que honra -Sorri.

Annabeth sorriu de leve, olhou para mim e saiu do quarto. Coloquei Taylor no chão.

-O papai vai ali e já volta -Taylor assentiu e foi brincar com as amiguinhas dela.

Sai do quarto e fui atrás de Annabeth, a achei parada no meio da recepção, olhando o nada.

-Annabeth...

-Porque você não me disse? -Se virou para mim -Porque não me disse que tinha uma filha? -Disse pausadamente e entre dentes.

-Eu não posso ficar falando pra qualquer um que eu conheço sobre a Taylor, eu tenho medo que a magoem.

-Agora eu sou qualquer uma -Disse debochada.

-Annabeth...

-Você mentiu pra mim -Me interrompeu.

-Então, estamos kits -Ela me olhou confusa -Você também mentiu pra mim.

-Não sobre um filho.

-Mas, sobre quem você era de verdade.

Ela se calou, respirou fundo.

-Certo... Agora eu sou vilã.

-Annabeth, deixa eu me explicar.

-Não. Pois, você não me deixou me explicar da outra vez.

-Então, estamos kits, outra vez -Ela deu de ombros -Mas ao contrário de você, eu não vou sair gritando igual você fez na lanchonete -Ela me olhou fria -Vou ver minha filha, com licença.

Voltei para o quarto da Taylor.

Notas finais
*Esses dois não se resolvem, néh?! Mas se acalmem, pois no próximo capítulo creio que vocês vão gostar kkkkkkkk. Gostaram da minha Amandinha catando "Little House"? Linda, néh?!
*Infelizmente, as minhas aulas começaram. Vou tentar continuar postando todos os dias (menos sábado e domingo), mas se eu não conseguir, vou avisar e organizar os dias que irem postar, ok? ^^
*Espero que tenham gostado!
Bjokas, LilizIris^^