Notas iniciais
Boa noite! Tudo bem com vocês? Mais um capítulo saindo quentinho do forno! Hehehe Para minhas poucas, mas importantes leitoras, aproveitem! Se tiver gente nova no pedaço, sintam-se em casa! ^^

E jantar foi o que eles fizeram. Quinn cortava os legumes enquanto Puck preparava o macarrão. Um silêncio confortável preenchia a cozinha. Ele sabia que a amiga ainda estava triste, ela não iria melhorar de uma hora pra outra, é claro. Mas faria qualquer coisa para ajuda-la a passar por isso. Ele era um homem agora e não uma criança. Tinha força e capacidade para cuidar da loira. E Quinn precisava muito ser cuidada.

– Fazia tempo que a gente não fazia isso... Senti saudades! – Ela comentou esboçando um pequeno sorriso.

– Eu também! – O sorriso dele era enorme.

Depois de um tempo, deixou a massa fervendo e foi na direção dela, que também levou os legumes ao fogo.

Abraçaram-se ternamente. A amizade dos dois era fácil, era um refúgio para ambos. Quinn ficava em paz nos braços do amigo. Ele era alto e forte, e ela se sentia protegida por ele.

– Tudo bem? – O rapaz perguntou sem se afastar do abraço.

– Estou tentando afastar da minha cabeça a imagem dos dois até agora. Mas você me fez bem e eu to melhor. Obrigada por ter vindo atrás de mim.

– Você é minha melhor amiga Quinn, eu sempre vou cuidar de você!

Ela se afastou do abraço, mas continuou segurando o amigo com as mãos. Olhou em seus olhos antes de dizer:

– Obrigada!

– Pelo que dessa vez?

– Humm... Por ter limpado a bagunça que eu fiz com o copo. – Respondeu tímida, fazendo o rapaz sorrir divertidamente.


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Eles terminaram de cozinhar e quando arrumavam a mesa, os Fabray chegaram. Tanto Judy, como Russel, ficaram satisfeitos em encontrar o rapaz ali. Cumprimentaram-no com entusiasmo e afeição. Quinn já não estava mais tão triste, embora ainda pensasse em tudo que havia acontecido naquele dia.

O jantar foi repleto de conversas. Sobre a aldeia, sobre a escola (para a infelicidade de Quinn) e outros assuntos triviais. A loira seria eternamente grata à Puckerman por cuidar dela da maneira como cuidava e por lhe dar todo o apoio que ela precisava naquele momento. Ambos receberam elogios pela comida.

– Já podem casar, inclusive! – Judy brincou. O marido lhe acompanhou no sorriso e Puck também, mas a filha, por sua vez, deu um sorriso triste e levantou com a desculpa de que ia pegar sorvete para a sobremesa.

– Eu ajudo! Nós pensamos em tudo! – O rapaz disse se dirigindo aos pais da loira com um sorriso enorme. Ambos corresponderam, mas quando ele se levantou, olharam-se um pouco preocupados. Quinn sabia ser tão reservada quanto óbvia algumas vezes.

Voltaram com tigelas e colheres e retiraram os pratos da mesa, deixando dois potes de sorvete no meio desta. Todos se serviram e as conversas foram retomadas, de forma que o clima anterior havia passado.

Quinn e Puck ainda insistiram em arrumar a cozinha. Depois disso, despediram-se com carinho. A loira não queria deixar o amigo ir embora.

– Ok, agora eu preciso ir realmente! É a terceira vez que você me abraça! Não que eu esteja reclamando, mas temos aula amanhã...

– Você tem razão, estou sendo uma boba! Vou dormir agora e amanhã a gente se vê! Obrigada mais uma vez, ta?

– Se cuida, por favor! Pensa em tudo que eu te disse, ta bom?

– Pode deixar, eu vou me cuidar!

– Boa noite! Eu te amo Q.!

– Eu te amo mais!

Jogou um beijinho no ar enquanto o amigo se dirigia até seu carro. Olhou pra trás uma última vez e acenou para a loira. Quinn entrou em casa e suspirou cansada. O dia havia sido longo e exaustivo.


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Quinn não costumava sonhar enquanto dormia. Na maioria das noites não sonhava. Ou não lembrava, tanto faz. Há quem diga que sonhamos todas as noites. De qualquer forma, naquela noite foi a primeira vez que ela sonhou com Rachel. E o sonho não foi bom.

Ela estava chegando ao McKinley mais cedo naquela manhã. Passou pelos portões de entrada, em direção ao auditório. Não havia ninguém nos corredores, tudo estava melancolicamente vazio. Para completar o frio que fazia do lado de fora. Chegou ao lugar que queria. Ela estava ali. Rachel Berry estava ali naquele palco. A morena cantava de olhos fechados, lágrimas escorriam por sua face. Quinn sentiu uma angústia incomensurável, mas então a morena abriu um sorriso, fazendo a loira entender que o choro era de emoção. Quinn sorriu também. “Minha Rachel! Minha, minha, minha, minha!”, ela não cansava de repetir. Ficou um bom tempo ali. A música parecia não ter fim e por ela, estava tudo bem. Poderia passar o resto da vida observando Rachel! Mas quando terminou, viu que a morena olhou para o lado e abriu um sorriso enorme. Aos poucos, a pessoa pra quem ela dirigia o sorriso, foi aparecendo, andando em sua direção com um buquê de rosas. Jason Reeves. Eles se aproximaram devagar. Uniram seus lábios. Jason a beijava com vontade. Rachel sorria durante o beijo. Os dois se abraçavam. E subitamente estavam em diversos lugares. E Quinn os assistia como a um filme. Andavam de mãos dadas. Beijavam-se nos corredores da escola, despediam-se no estacionamento, jantavam juntos, riam, brincavam, se formavam, se casavam, tinham filhos, envelheciam juntos. E Quinn acabava sozinha. Sem amor, sem Rachel. Sozinha...

Sentou-se com um pulo na cama. Suor escorria por seu rosto e pescoço. Ela tremia e algumas lágrimas caíam de seus olhos também. Sentiu alguém lhe puxando para perto. Era um abraço forte, protetor.

– Shhh... Está tudo bem! Foi só um pesadelo... Estamos aqui! – Ouviu a voz grossa de seu pai. Respirou fundo, se agarrou nele com força. Ia se acalmando aos poucos.

Judy entrava no quarto trazendo um copo de água. Entregou para a filha. Enquanto Quinn bebia como se tivesse sede há muito tempo, o pai lhe observava e a mãe passava a mão em sua testa, desgrudando os fios de cabelo colados ali devido ao suor. Depois de acabar com o conteúdo do copo e respirar fundo mais algumas vezes, a cor foi voltando às suas bochechas e eles finalmente tiveram a oportunidade de tentar conversar com a garota.

– Tudo bem meu amor? – Perguntou Judy.

– Tudo... Foi um susto!

– Um tremendo susto querida, você gritou! Pensamos que tivesse acontecido alguma coisa com você! – Russel falou preocupado.

– Eu estou bem, nem me lembro o que foi que sonhei. – Mentiu. Mais uma vez. Era o que ela fazia de melhor ultimamente. Mentia, mentia, mentia.

Judy comprou. Russel não. Preferiu ficar calado, sabia que a mulher já se preocupava com as outras atitudes da filha. Discretas, mas perceptíveis. E dignas sim, de preocupação. De qualquer forma, ele não pressionaria a garota a dizer qualquer coisa.

– Você não se lembra de nada? – Perguntou a mulher.

– Não... – Quinn disse, sem ter certeza do que a mãe realmente queria saber. – Eu acho que preciso de um banho, estou suada... Que horas são?

– Duas horas! – Russel respondeu.

– Ok... Está tudo bem, só vou tomar um banho, vai ajudar!

Ambos concordaram e se despediram da filha carinhosamente. Judy repetia várias vezes que Quinn poderia chama-los se precisasse de qualquer coisa e bla bla bla. “Eu sei mãe, eu sei...”, a garota dizia.


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O banho realmente ajudou. A loira não se importou em perder algum tempo ali. Pensava e pensava e pensava. Sobre tudo. Sobre seus sentimentos, sobre Rachel, sobre Jason... Estranhamente, não sentia uma tristeza profunda, mas sim alívio. Por constatar que tudo não passava de um sonho. E aquilo abriu seus olhos de tal maneira que Quinn não podia ignorar. Ela tinha que fazer alguma coisa e rápido. Rachel era o tipo de garota que muitos caras gostariam de ter, a loira pensava. Era preciso agir! Ela tinha que ser de Quinn e de mais ninguém.

Ao sair do banho, secou os cabelos, colocou outro pijama e foi se deitar. Revirou na cama durante cerca de vinte minutos. Não conseguia dormir. Levantou. Saiu e foi em direção ao quarto dos pais. Abriu a porta cuidadosamente, não queria acordá-los de novo. Estavam deitados de costas um para o outro. Havia um espaço pequeno na ponta da cama em que Judy estava. Quinn se deitou devagar, mas a mãe percebeu. Nada disse, apenas se afastou para que a filha ganhasse mais espaço. Estavam deitadas frente a frente. Judy sorriu de forma amorosa e segurou uma das mãos da filha, que fechou os olhos e dormiu depois de apenas alguns minutos.


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Quarta-feira, segunda semana de aula.

O dia na escola foi exatamente a mesma coisa de sempre. É claro que estavam apenas na segunda semana, então era bem tranquilo. Na primeira houvera apenas apresentações e uns dois professores passaram matéria. Nesta, todos já começavam a dar alguma coisa.

Sue Sylvester então, nem se fala. O prazer daquela mulher era infernizar a vida dos outros. E quarta era dia de treino. Quinn bufou enquanto batia a porta do armário, pensando nos hematomas que adquiriria mais tarde. De qualquer forma, passou o dia inteiro bufando. Não tivera aulas com Rachel e vira a morena apenas duas vezes. Com Tina e pasmem, com Jason! Aquilo era pior que o inferno de Sue Sylvester. No final das aulas, antes de se dirigir à sessão de tortura, chorou com Puck no banheiro feminino.

– Você está menstruada?

– O que? Que pergunta é essa? – Disse enxugando as lágrimas. O rapaz estava encostado na pia lhe observando.

– Você não para de chorar, é um pouco frustrante. Não sei o que fazer pra te ajudar, estou quase indo atrás dessa Rachel pra me declarar pra ela no seu lugar!

Quinn soltou um muxoxo, contrariada e um pouco ofendida.

– Não me ofenda!

– Não foi minha intenção, mas sinceramente... Tome uma atitude, pare de ficar chorando o tempo todo por causa disso! Parece um bebezinho. – A loira abriu a boca e franziu as sobrancelhas numa expressão completamente incrédula.

– Me desculpa, mas não adianta ser legal com você! Estou num banheiro feminino tentando consolar minha melhor amiga pela milésima vez essa semana. Já chega! Está na hora de você acordar, lutar pelo que quer... Rachel não vai ficar esperando pra sempre! Então, a não ser que você prefira passar o resto da vida se arrependendo da sua covardia, dê ouvidos à coragem que eu sei que ainda existe em algum lugar aí dentro! – Puck falou sério e até um pouco irritado.

Quinn estava sem palavras. Aquilo foi um cutucão doloroso. Puck não demonstrava piedade.

Quem ele pensa que é?

O seu melhor amigo...

Droga!

Você sabe que ele tem razão, por isso está incomodada!

Mais um muxoxo.

– E pare de ficar fazendo esses sonzinhos de desaprovação, você sabe que estou certo!

A loira se aproximou do amigo, olhou em seus olhos, indignada e disse de forma irônica:

– Santana, como foi que você conseguiu trocar de corpo com o Puckerman?

Sorriu provocando o amigo, que revirou os olhos para ela e foi saindo do banheiro.

– Como você tem coragem de falar assim de uma amiga nossa?

O queixo da loira caiu até o chão com a pergunta do rapaz. Levantou uma das sobrancelhas, incrédula pela décima vez diante daquele diálogo.

Defende a Santana como se não tivesse acabado de ser grosso comigo.

Bem, ele está certo. Não misture as coisas... A existência do jiló nada interfere no gosto do chocolate!

Hã?

Santana não está chorando todos os dias, se desesperando o tempo inteiro e etc...

Bem, é que eu...

Nem tente arrumar desculpas. Eu sei que é difícil! Eu sou você queridinha! Mas a nossa diferença é que tento ser a sua parte mais inteligente e racional. E acredito que você esteja perdendo muito tempo enquanto sofre por coisas que não vão mudar, quando poderia muito bem estar providenciando as mudanças que estão ao seu alcance.

Uau, eu sou inteligente!

Sim, você é! E está uma delícia, como sempre, nesse uniforme! Agora vamos treinar e pensar num jeito de fazer Rachel Berry ser nossa!

MINHA!

Como eu disse, eu sou você queridinha.

Eu sei, só estava enfatizando...


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O treino repleto de tortura (é preciso dizer?) chegou e passou. Durante alongamentos, exercícios e coreografias, Quinn e Santana, que até o momento continuavam se evitando, trocaram pedidos de desculpas, mas sem muito “lenga lenga”, como a própria latina dissera quando Quinn foi carinhosa.

Sei que brigamos muito, mas eu sempre sinto sua falta Sant.

Ah, você é uma gracinha Fabray! – (Sim, ela fora irônica!) – Agora já chega, fizemos as pazes! Pare de me adular...

Você sabe que eu te amo!

Não há nada em mim para não amar, mas eu disse “chega!”. Não me irrite.

Não vou parar de dizer até você me dizer de volta... (Cantarolou, provocando a amiga.).

Ah, que droga Fabray! Amo você...

YES!

Era uma vantagem e tanto poder conversar por pensamento. Quinn e Santana faziam questão de usufruir disso. Às vezes conversavam mais por pensamento, do que usando suas vozes. Talvez fosse mais fácil... Mais divertido com certeza era!

Depois do treino, o combinado era de se encontrarem com os meninos em frente ao quadro de avisos do corredor. Quinn foi à frente, deixando Brittany e Santana no vestiário. Disse que tinha algo para pegar no armário.

Andava pelo corredor procurando pelo celular, que vibrava, dentro da bolsa. Foi quando ouviu uma risada chata e conhecida, vindo de uma das salas. Outra risada a acompanhou. Pareciam zombar de alguma coisa. Quinn espiou, se escondendo. Não queria ser notada. Mas acabou vendo Rachel e Tina ali dentro e uma raiva enorme tomou conta de si, porque fazia uma ideia do que aquilo se tratava. Entrou na sala com a pose superior que usava exatamente para se impor diante das líderes de torcida.

– O que ta acontecendo aqui? – Perguntou séria, se virando para as duas garotas de uniforme.

– Era só o que faltava! – Tina sussurrou para Rachel. Ninguém ouviu.

– Hey Quinn, que bom que você chegou! – Disse Hanna Smith, com uma voz chata e horrorosa.

– Nós estávamos falando da RuPaul e sua amiga Lesbatron! – Essa foi Susan Baker.

A loira sorriu, fazendo uma expressão confusa, como se não entendesse do que estavam falando. Queria provoca-las.

– Sério? E onde elas estão? Além de vocês, só vejo Rachel e Tina aqui nessa sala.

As duas garotas, até então vítimas das piadinhas, olharam para a loira tentando entender o que ela pretendia. Rachel franziu as sobrancelhas numa expressão confusa que Quinn viu de canto de olho. E achou adorável.

Hanna e Susan sorriram uma para a outra e se viraram para a loira dando risada. Quinn continuou séria.

– Eu realmente não entendi qual é a graça...

– Quinn, qual é... Olha pra elas. – Hanna falou.

– Você acredita que a Manhands – (apontou para Rachel) – está lendo Romeu e Julieta? – Susan riu de forma zombeteira, como se tivesse dito a coisa mais divertida do mundo.

– Ah, eu aposto que ela sonha em encontrar seu príncipe encantado... Que gracinha! – Completou a outra.

Deus, como elas podiam ser tão idiotas? Quinn revirou os olhos mentalmente, mas sorriu para as outras duas. Fazia parte de seu plano.

– Sabem de uma coisa... – Começou lançando às cheerios um sorriso enorme, como se estivesse achando o máximo tudo aquilo, tanto quanto elas. – Susan, Shakespeare é o dramaturgo mais influente do mundo e uma das figuras mais importantes da literatura inglesa. Se não a mais importante! Romeu e Julieta é uma história de amor trágica e linda. Você deveria ler, não há vergonha nenhuma nisso, muito pelo contrário. Se quiser um conselho, não repita esse comentário que você acabou de fazer nunca mais!

A garota olhou para Quinn incrédula, até um pouco decepcionada. Provavelmente pensara que ela entraria no meio das piadinhas e zombarias, achando tudo realmente engraçado. Tina sentia um alívio muito grande e Rachel olhava para a capitã das líderes com admiração e respeito. Hanna, por sua vez, engoliu em seco, provavelmente seria a próxima. E estava certa.

– Hanna, querida... O fato de que Rachel aprecia a literatura clássica e provavelmente teatro, faz dela uma pessoa culta e interessante. Acreditando em príncipe encantado ou não, com certeza milhares de caras dariam tudo pra fazê-la feliz. Não me surpreenderia se ela tivesse até algumas garotas se jogando aos seus pés.

– Tipo você? – Hanna resolveu desafiar. Susan crispou os lábios, tentando não rir. Rachel manteve seu olhar fixo na loira, esperando sua reação com um pouco de receio do que ela poderia fazer com a outra garota. Achou que ela encararia aquilo como uma tremenda ofensa.

Quinn se aproximou de ambas, morrendo de raiva. Não pela acusação, mas pelo comportamento delas. Seus olhos brilhavam e ela chegou muito perto das duas, dizendo entre dentes:

– E se? E se eu estivesse? – Rachel levantou as sobrancelhas, surpresa com a resposta. A loira não estava negando ou demonstrando raiva pelo comentário, apenas desafiando a outra ainda mais. – Não seria problema de vocês, podem ter certeza! Agora serei bem clara: se eu vir qualquer uma das duas fazendo alguma gracinha com alguém dessa escola, não responderei por mim. Entenderam?

Hanna se aproximou, quase encostando a testa na de Quinn.

– Ou você vai fazer o que?

– Pode ter certeza que você vai se arrepender de ter nascido Hanna Smith! – Disse uma latina na entrada da porta. Acompanhada de Brittany, Puck e Mike. – Você é bem ousada por desafiar a capitã das líderes de torcida. Mas quero ver se desafia todos nós.

A garota se afastou de Quinn, lançando um último olhar de raiva para ela.

– Vamos Susan! Eles que fiquem com essas perdedoras!

As duas garotas se dirigiram até a porta. Santana olhou para ambas antes de saírem, dizendo autoritária:

– Vocês foram avisadas! Não paguem pra ver!

Quando só restavam os quatro amigos, Tina e Rachel na sala, Quinn mudou a postura completamente. Olhou agradecida para a amiga latina. Virou-se para as outras duas, perguntando:

– Está tudo bem? O que foi que elas fizeram exatamente? – Rachel percebeu que havia preocupação e talvez até carinho na voz da loira.

– Não foi nada de m-. – Rachel começou, mas foi interrompida por Tina, que falou de uma vez só.

– Elas nos chamaram dos mesmos apelidos ofensivos que você ouviu e fizeram piadinhas a respeito de nós duas. Disseram para que não ficássemos no caminho delas e coisas do tipo...

– Típico de Hanna Smith! – Santana comentou. – “Não fique no meu caminho!”. – Fez aspas com a mão e disse numa vozinha infantil, imitando a garota. Brittany olhou para a namorada e sorriu.

– Vocês tem certeza que foi só isso? – Quinn ainda mantinha a atenção nelas. Tina assentiu com a cabeça. – Rachel?

– Sim! – A morena disse. – Está tudo bem, obrigada Quinn! Foi muito legal o que você fez. – Sorriu verdadeiramente agradecida, enquanto a loira retribuía, se apaixonando novamente.

Puck levantou uma sobrancelha e deu um sorrisinho como quem sabe de algo, mas nenhum dos outros percebeu. O rapaz ia fazer um comentário sobre a saída do grupo, mas Brittany falou antes dele:

– Vocês podiam sair com a gente! Estamos indo ao Breadstix. Seria bem legal... – O sorriso adorável que ela abriu ao dizer essas palavras, não permitiu que Quinn ficasse brava com a amiga por ter roubado sua fala. Apenas sorriu. Era impossível não devolver cada sorriso carinhoso de Brittany.

– É, seria perfeito! – A outra loira comentou, olhando para Rachel! – O que vocês acham?

– Tudo bem! – Tina concordou primeiro.

– É claro que sim... – Rachel falou em seguida.

– Legal! – Puck exclamou. – Estamos em três carros... Brittany e Santana vão comigo. Tina pode ir com Mike e Rachel com Quinn, para que ninguém vá sozinho! – Tentava claramente ajudar a amiga, que sorriu para ele. – Ou o contrário, vocês que sabem... – Disfarçou levemente.

– Assim está bom... Eu vou com a Quinn e a Tina vai com o Mike. – A loira até tentou diminuir o tamanho de seu sorriso por ouvir essas palavras da boca de Rachel. Mas apenas tentou.

Saíram da sala e foram até o estacionamento, dividindo-se. Quinn sentia seu coração bater tão forte dentro de seu peito, que por um momento pensou se Rachel poderia ouvi-lo.

A loira apontou seu carro para a morena. Era um New Beetle amarelo. Rachel achou que combinava bastante com ela. Foram caminhando em silêncio e ao chegarem perto do veículo, Quinn não sabia se devia abrir a porta ou não para a morena. Achou isso avançado demais. Amigas não abrem a porta uma para a outra. O que Rachel iria pensar? Desistiu.

Entraram no carro e quando Rachel sentou, o olhar da loira foi imediatamente para as pernas morenas. Engoliu em seco, seria difícil se controlar assim. Mas ela tinha que dar seu melhor. Levantou o olhar para a garota, que colocava o cinto.

Ótimo, ela não percebeu nada! Seja discreta...

Eu sei, não quero estragar tudo!

Ótimo, nem eu...

Deus, eu poderia beijá-la agora mesmo... É tudo que eu quero! Ela é tão linda, a boca dela está implorando pra ser beijada. E a minha boca está implorando pela dela... Eu podia...

Ok, já chega! Pare antes que você faça alguma besteira... Deixe esses pensamentos para quando estiver sozinha...

Ta! Humpf!

Não adianta ficar emburrada! Cresça!

– Então, vamos? – Ignorou sua briguinha interna completamente infantil.

– Eu já estou pronta! – Rachel brincou.

– E eu nasci pronta! – Quinn deu uma piscadinha, disposta a finalmente colocar seu plano em prática.

Você vai ser minha Rachel Berry!

Notas finais
Espero que tenham gostado! Que estejam gostando, na verdade. Comentários são um ótimo incentivo e me ajudam a melhorar!
Por hoje é só pessoal...
Xoxo ;)