Notas iniciais
Hoii! Gente me desculpe pela demora. Eu ia postar o cap na sexta mas uma das melhores autoras(na minha opinião) de fanfic da Seleção deu adeus ao nyah e partiu para outros sites. Juro, me senti muito triste e depressiva pois não terei tempo de continuar a ler suas histórias, infelizmente. Na madrugada de sexta pra sábado a minha vó desmaiou e bateu a cabeça, então tivemos que levá-la ao hospital e eu passei o fim de semana cuidando dela. E, como se não bastasse de desgraças, ontem acabei descobrindo pela pior maneira que tenho alergia alimentar a pipoca. Então eu estou branca de tanto vomitar, mas vamos pular essa parte nojenta né? Enfim, aqui estou eu em toda minha glória, ou o que sobrou dela, pra escrever um cap fresquinho pra vocês. Ah, e lembrando que é meu dever como autora fazer vocês conhecerem e, de certa forma, amarem todos os personagens, então teremos uma temporada de caps de selecionadas, començando pelo cap 25 que foi da Sophie. Espero que gostem!

POV Mary

Foi tudo tão rápido que eu mal intendi o que estava acontecendo no começo. Eu estava saindo do Salão das Mulheres conversando com Gabrielle, a única que conseguira ter uma conversa civilizada até agora, quando ouvir um estrondo alto. Virei para trás, como a maioria das meninas, e vi uma delas jogada no chão com outras duas em volta. Puxei Gabrielle pelo braço e me aproximei da menina, que eu não sabia o nome.

–Ei! Saia de perto dela! — uma das outras, uma albina, disse quando me ajoelhei perto da que estava estirada no chão.

–Olha, o meu irmão é médico e tudo que ele pode me ensinar eu aprendi. Eu posso ajudar, de verdade. — me defendi.

–Nem sabemos o seu nome! Como podemos confiar em você? — disse a outra, a de cabelos pintados em várias cores.

–Prazer, Mary Kaminise, e só confiem em mim. Não é como se eu fosse envenená-la e nem nada do tipo. — disse, já olhando pra menina novamente. — Qual o nome dela?

–Sophie. Eu sou Katlin e esta é Veronica. — disse a albina, que agora eu passaria a chamar de Katlin.

–Tudo bem.

Comecei a pegar levemente no corpo dela. A pele estava gelada, mas o pulso ainda dava sinal e vida. Em questão de segundos, vi Sophie passar de um extremo a outro. De relativamente bem ela passou para péssimo. Pude sentir que sua pressão caíra e seu tom de pele ficava esbranquiçado cada vez mais.

–Ela está em choque. Quem foi a última pessoa a falar com ela? Algo realmente importante?

–Fui eu. — disse a rainha America, surgindo atrás de mim com sua irmã, pelo que eu ouvira.

–Majestade, sobre o que exatamente vocês estavam conversando? Ela está em choque e talvez possa ser de algo que disse ou que ouviu, porque ela não comeu nenhum alimento agora então só pode ser isso.

A rainha olhou bem para sua irmã. Abriu a boca algumas vezes, mas sempre a fechava logo em seguida. Aquilo já estava me irritando. Sophie estava estirada no chão, quase morta, e a rainha estava pensando se dizia ou não o motivo.

–É particular demais, tanto pra ela quanto para nós. Chamarei os médicos e você pode acompanhá-la para informá-los o que ocorreu. Logo te direi o que era mas antes vamos logo chamar os médicos. — disse, se dirigiu a porta e chamou por um guarda que logo começou a correr em direção a aerea hospitalar, provavelmente.

Eu peguei em um braço dela e disse para Katlin e Veronica pegarem o outro. Juntas, levantamos Sophie e a colocamos sentada em uma poltrona ali perto. Em questão de segundos, quatro médicos apareceram com uma maca. Eles pegaram os pés e braços de Sophie e a colocaram em cima da maca, partindo pela porta logo depois.

–A senhorita pode nos acompanhar, senhorita...? — perguntou a rainha.

–Mary, Majestade. E sim, por favor. — disse.

Despedi-me com um rápido olhar para Gabrielle e fui atrás da rainha.

Ela caminhava calmamente pelos corredores, cochichando com sua irmã de vez em quando.

–Então, Majestade, sobre o que vocês falavam com Sophie? — perguntei, não aguentando mais ficar calada.

–Bem...minha irmã perdeu um bebê recentemente, — disse, apontando para a mulher ao seu lado que se encolheu um pouco depois dos dizeres da rainha — e Sophie estava prestando atenção em nossa conversa então ficamos curiosas para saber o porquê de ela se interessar tanto. Então ela nos contou que a irmã também já perdera um bebê, que a família se separou dela durante a gestação e que o pai ameaça a mulher constantemente.

Ouvi tudo atentamente e no fim, já havia chegado em uma conclusão. Sophie jamais ficaria assim por contar algo que aconteceu com sua irmã. Ela distorceu os fatos. Ela sofreu o aborto. A rainha estava olhando pra mim, com expectativa. Creio que ela já chegara a essa conclusão também, mas queria que eu falasse.

–Majestade...

–America, por favor. Quando estivermos a sós pode me chamar de America. Já me chamou de majestade vezes demais hoje. — disse humorada.

–Tudo bem. — concordei com um sorriso fraco. — America, acha que Sophie sofreria tanto apenas por contar esse...fato que aconteceu com sua irmã?

–Não. Na verdade, acho que você já chegou a mesma conclusão que eu.

–Sim. Sophie sentiu a dor do aborto, porque foi ela que perdeu o bebê, não a irmã. — disse, olhando fixamente para ela.

America suspirou rapidamente e logo recuperou sua postura. Enfim chegamos á ala hospitalar. America perguntou a um dos enfermeiros que passavam em que quarto estava a selecionada. Fomos para o quarto 453, onde o homem dissera que ela estava, e adentramos o quarto que estava com a porta aberta. E lá estava ela. Em uma cama hospitalar, com vários canos ligando ela a algumas máquinas. Olhei para a máquina que constatava o batimento cardíaco e a pressão dela, e como imaginava, ambos estavam baixos. Uma bolsa de soro estava ligada a ela, mas creio que não há necessidade disso.

–Demoramos tanto assim? — perguntei.

Aquilo deveria ter demorado, no mínimo, cinco minutos, mas para mim nós não estávamos tão de vagar assim.

–Nós pegamos o caminho mais longo sem contar que estávamos caminhando e não correndo. — disse America.

–Tudo aqui é feito muito rápido, não? — comentei sorrindo fraco.

–O mais rápido que conseguimos. — concordou.

Um médico entrou no quarto e examinou o quadro de Sophie. Ele disse que por ela estar muito fraca precisaria passar a noite em observação.

–Quem vai ficar com ela a noite? — ele perguntou.

–Ela, Mary. — disse America.

–Como? M...mas eu mal a conheço. — disse.

–Querida, se algo acontecer com ela ao longo da noite, eu sei que você pode ajudá-la. E creio que não é problema pra você. Suas amigas podem vir aqui até ás 20:00h e as dela também. Seu jantar será servido aqui e ela não acordará até de manhã, certo doutor?

–Sim. Ela não está dopada mas está fraca demais para acordar. Então, você ficará? — perguntou, com expectativa.

–E...eu...fico. — concordei, sem saber exatamente o porquê de estar aceitando aquilo.

–Bem, eu voltarei a vê-la de manhã. Até breve. Com licença, Majestade. — disse o doutor, se retirando.

–Muito obrigado por aceitar. Sei que isso pode não ser muito prazeroso pra você mas será...um ponto a mais comigo. — disse America, com um sorriso orgulho na face.

–Sim America, obrigado. — agradeci.

–Até amanhã, querida. — disse ela, saindo do quarto logo depois.

Olhei atentamente para Sophie. Ela parecia tão frágil, como se fosse quebrar ao toque de uma pena.

–É, parece que vai ser uma longa noite. — comentei, suspirando.

Andei pelo quarto para passar o tempo. Sentei-me no parapente da grande janela vitoriana que havia ali e observei tudo que acontecia do lado de fora. Os guardas estavam terminando o seu treino semanal, afinal já eram quase 19:00h. Todos pareciam meio jovens. E bonitos. Um em especial me chamou atenção. Conseguia ver boa parte dele, pois todos os homens estavam sem camisa. Ele tinha um cabelo loiro acobreado, sua pele é tão branca quanto a de Ethan e ele parecia um pouco mais alto que os demais. E ele parecia muito...bonito com a pele suada. Todos saudaram o capitão e começaram a recolher seus pertences.

–Uau. — sussurrei para mim mesma.

–Entretida com a visão? — disse uma voz familiar atrás de mim. Gabrielle.

–Hey. Entre Gabe. — disse, me levantando e sentando na cadeira ao lado da cama de Sophie.

–Então? Por que está aqui? — perguntou.

–Acho que ela pode precisar de ajuda de noite, caso acordar, e eu posso ajudá-la muito bem. — disse. Jamais contaria em relação a rainha pra Gabe. — E como estava o jantar? — perguntei, mudando de assunto.

–Ah, bem lembrado. — disse, indo até a porta do quarto e pegando um embrulho que estava na mesinha ao lado dela.

–O que é isso? — senti a curiosidade formigando.

–Trouxe um pedaço da torta que serviram pra você. Perguntei a cozinheira e ela disse que só pode trazer o seu jantar depois das 20:00h, então decidi trazer esse lanchinho pra você. — disse me entregando o embrulho.

–Obrigada. — agradeci, abrindo o pequeno pacotinho e pegando um pedaço pequenino do que ela me trouxera. — Então, algo interessante aconteceu durante o jantar?

–Ah, sim. O rei disse que, por questões de segurança, cada selecionado e selecionada terá um guarda guardando a porta de seu quarto todos os dias. Ele disse que os homens já estão treinados e que a partir desta noite eles assumiram seus postos.

–Ah, acabei de vê-los terminando o seu treino. Achei até um que se...destaca dos outros a meu ver. — comentei.

–Pensando no guarda em vez do príncipe Mary? — disse Gabe, lançando-me um olhar malicioso. — Sabe que "devemos nosso corpo, mente e alma ao príncipe. Ao infringir esta lei você será submetido a severas punições e a expulsão da Seleção". — disse ela, empinando o nariz e engrossando a voz para se parecer com o guarda que nos disse isso no primeiro dia.

–Pare! Sabe o real motivo por eu estar aqui, e não é o príncipe e muito menos a coroa.

–Acha mesmo que sua família te aceitará depois de perder a Seleção?

–Sim, pois fui boa o bastante para entrar e se isso ainda não bastar, o dinheiro que estão recebendo vai. — terminei por fim.

–Então tá, só cuidando com esses...olhares, sim? — pediu.

–Sempre, amiga.

Então Gabe se despediu de mim, afinal era quase 20:00h e ela não poderia mais entrar na ala hospitalar. Minutos depois de sua saída uma mulher muito bondosa trouxe o meu jantar. Comi tudo o mais lento que pude, apenas para me dar o que fazer por meia hora. Assim que terminei comi o resto de torta que havia deixado e finalmente me aquietei na cadeira ao lado de Sophie. Sua respiração já estava mais forte, assim como sua pressão e seus batimentos. Em breve ela estaria boa e eu livre. Inclinei a cadeira em que estava sentada e pousei minha mão em cima da de Sophie, se algo acontecesse, o primeiro reflexo que ela teria seria remexer as mãos, então eu acordaria e resolveria o problema. Pude sentir que ela apertou a minha mão e sussurrou, quase imperceptivelmente.

–Ah, Ethan.

Ela achava que era ele que estava com ela. Não ligo, não mesmo, mas me sinto estranha estando assim, onde ele deveria estar. Então, completamente entediada e sem nada pra fazer, adormeci.

Acordei com um toque no ombro. Abri os olhos vagarosamente e pude ver que já era de manhã, pois a claridade incomodava meu olhos. Quando consegui focar na pessoa que estava a minha frente, me assustei. Ethan. O que ele estava fazendo ali? Será que viera ver Sophie? Então por que ele não viera na noite passada.

–Bom dia, Mary. — disse ele, sorrindo.

–Bom dia. — respondi.

Levantei-me e tentei arrumar meu cabelo, em vão. Olhei para Sophie e vi que ela já estava muito melhor, até o corar de suas bochechas já era perceptível, e sei longo cabelo castanho parecia viver novamente. Finalmente, eu podia ir.

–Ela já está melhor, não? — perguntou Ethan.

–Muito melhor, Alteza. E creio que em poucas horas ela acordará. — disse o doutor, que acabara de entrar.

–Então...posso ir? — perguntei.

–Claro, senhorita. Muito obrigado por passar a noite com a senhorita Sophie. — agradeceu o doutor.

–Não foi nenhum incômodo. Até mais. — disse.

Me virei e fui em direção a porta, o cheiro de hospital já impregnara o meu vestido e eu não estava aguentando mais. No meio do corredor, senti alguém pegar meu braço e puxá-lo delicadamente.

–Espere. — disse Ethan.

–Sim? — disse, virando-me para ele.

–Obrigado por passar a noite com ela. Eu sei que vocês não são amigas e que só ficou por insistência da minha mãe.

–Sua mãe apenas me pediu e eu concedi pois não tinha nada a perder. E sei que está mais feliz por ela estar bem do que por eu ter passado a noite ao lado de uma garota que não conheço.

–O que está insinuando? — perguntou, mudando seu tom de voz.

–Não estou insinuando nada. Apenas estou dizendo que...

–Eu sei o que você quis dizer. Mas saiba, que eu me importo com você, Mary. — disse, tocando levemente em meu rosto.

–Sim, se importa comigo assim como as outras selecionadas.

–Não. Você...é especial.

–Assim como Sophie? — perguntei, levantando a sobrancelha. Não estava com raiva de ele amá-la, estava com raiva de ele deixar isso tão exposto a qualquer um. Isso tiraria as esperanças de qualquer uma, e eu não desejo ver nenhuma delas sofrerem por esse imbecil egocêntrico.

–De certa forma sim, mas eu me importo de um jeito com ela e me importo de outro jeito com você.

–Por que será que acho que está mentindo?

–Eu pareço um mentiroso?

–Quer mesmo saber em minha opinião?

–Seus lábios não mentem.

–E seus olhos também não. — comentei. — Esse joguinho doentio já é ruim demais para mim e somado a falsidade só piora a situação.

–Joguinho? Então tudo isso é um joguinho pra você?

–Mas é claro! Quantas não estão deitadas em suas camas, sonhando e pensando com você, esperando que você as escolhas quando tudo o que vai fazer é tirar, uma a uma, de seus sonhos? Destruir corações não é algo certo, porém é muito fácil, ainda mais para você. Todas se importam demais com você, e dou graças, todos os dias, que eu não caí na sua. — disse ,por fim.

–Então não se importa comigo? — disse, aproximando seu rosto do meu.

–Eu não disse isso.

–Disse sim. Sabe, já que não se importa com o prêmio não há razão para ficar no jogo. Acho que meu próximo passo será expulsá-la senhorita, já que está tão irritada e incomodada com a maneira que isso aqui funciona.

Bati a mão em minha perna, só para demonstrar a raiva que estava sentindo. Que menino odioso!

–Não me importo com você, mas me importo com o país. Eu sei o que está aconteceu e quero te ajudar a não fazer burradas, a começar por deixar a sua opinião sobre Sophie mais do que clara para qualquer um que queira ver. — disse, e ele gargalhou.

–Está com ciúmes?

–Não. Estou com raiva de você não como Mary, mas como selecionada.

–Se se incomoda tanto com Sophie, por que passou a noite com ela? — pergunto, e dessa vez eu rir secamente.

–Querido, se você soubesse a razão para ela estar desse jeito, não estaria perdendo tempo comigo e sim com ela.

–O que? Então você sabe sobre o que ela e minha mãe conversavam?

–Ahn...acho que sim. — respondi irônica.

–O que era?

–Pergunte a ela. — disse aproximando meu rosto do seu. — Tenha uma ótima manhã, Alteza.– cuspi minha última palavra.

Andei o mais rápido que pude para fora daquele lugar, acho que a presença de Ethan estava impregnando o local. Depois de errar o caminho algumas vezes, finalmente cheguei ao andar dos selecionados. Pude notar que realmente havia um guarda em cada porta, e isso era um pouco assustador. Cansada e com a mente a mil depois de minha conversa com Ethan, me concentrei no caminho e fui direto a meu quarto. Chegando na porta, não acreditei no que vi. Era o rapaz que eu achara bonito no dia anterior, vendo-o da janela. Ele era melhor pessoalmente, mas deixei que isso ficasse apenas em minha mente.

–Bom dia, senhorita. Serei o seu guarda pessoal até... — parou, ponderando se realmente deveria dizer aquelas palavras.

–Até que eu saia da Seleção. — completei por ele.

–Ou até que a senhorita a ganhe. — disse sorrindo.

–Vamos torcer para que isso não aconteça. — deixei minha opinião bem clara a ele.

–Como quiser senhorita...?

–Mary. E qual seu nome, soldado?

–Axel Lobb, senhorita.

–Muito prazer, agora se me dá licença, eu preciso de um banho e de minha cama o mais rápido o possível.

–Sim, senhorita Mary. — disse ele, abrindo a porta para mim.

Assim que passei da batente da porta, ele a fechou logo em seguida. Andei até minha cama e sentei na beirada dela, sorrindo comigo mesma. O quão sortuda fui. Será? Posso considerar Axel um pretendente após a Seleção, porque ele é realmente bonito e me pareceu uma boa pessoa, mas até lá, deverei ter cuidado para que os elogios dirigidos a ele fiquem apenas em minha mente. Afinal, não quero sofrer severas punições e muito menos que ele sofra.

Notas finais
Nossa, que cap grande, não? Então gente, eu agora tenho contas no Wattpad e no Spirit. Já postei três criações no Wattpad, duas que também estão aqui e uma nova, e por enquanto nada no Spirit, mas pretendo começar em breve. Então sigam-me lá! Wattpad: http://www.wattpad.com/user/A_VeggieDreammer Spirit: http://socialspirit.com.br/aveggiedreammer Comentem e favoritem! Bjs