Two Faces

1 Único - Depois do fim, virá a loucura


Notas iniciais
HELLLOOOUUUU! Não sei o que a Hariel diria aqui, mas creio que ela está muito feliz de nós duas termos finalizado essa one. QUE ESTÁ SENDO ESCRITA DESDE O HALLOWEEN PASSADO! Mas até QUE ENFIM TERMINAMOS! Essa fic deu trabalho, a capa, a sinopse um pouco, MAS COISA QUE DÁ TRABALHO TEM UM RESULTADO MARAVILHOSO! E com a frase divina do meu crush Klaus Mikaelson tem que ser belo, divino, tudo de bom Talvez essa one seja postada no spirit, ainda não discuti isso com a Hari Não sei mais oq dizer, mas tem uma parte que está em francês e sera traduzida nas notas finas e os links das músicas usadas tbm estão lá BOA LEITURA! Ei galera!! Como a Nyah-chan já adiantou tudo que tinha para adiantar, só queria dizer que a história ficou incrível, e eu sinceramente espero que gostem!!! Bjos da Hari-neesan ♥

França, 1920 – Paris

31 de Dezembro, 22h00

Em um teatro no centro da cidade luz francesa, mais precisamente no camarim, uma moça loira terminava de se arrumar. A pele cor de leite não precisava de pó de arroz, e os lábios rosa coral não precisavam de mais destaque, assim como o colo e os seios, apertados dentro do collant cor de vinho, o tutu da mesma cor e a meia calça preta e a sapatilha vermelha carmesim realçavam-lhe o quadril e as pernas elegantes e fortes que, dentro de instantes, encantariam uma centena de espectadores.

Todos estavam aplaudindo o casal Jellal e Erza Fernandes, o homem de estranhos cabelo azuis se curvou um pouco com a sua esposa em seu braço com o corpo todo esticado e o pescoço arqueado para trás, deixando a cena ainda mais encantadora com aquela cascata escarlate. Enquanto que com a outra mão ele segurava a perna alva da mesma dobrada em sua cintura, enquanto a outra perna da estava esticada.

Fora uma bela dança, todos aplaudiram de pé, jogavam rosas vermelhas e assobiavam. Desfizeram a pose final da dança e se curvaram como agradecimento.

— Lucy! Está na hora! — disse seu amigo Vishtar.

— Estou indo, Vishtar! A Erza já saiu do palco?

— Já! Ela e Jellal arrasaram no tango, como sempre! Você tem cinco minutos. — ele falava tudo com orgulho, e logo antes de sair se virou para a Heartfilia e disse o que não aguentava mais segurar — E quando terminar não faça coisas obscenas no camarim de novo com ele.

Ela arregalou os olhos ficando rubra.

— Ele está aqui? — perguntou se virando para ele.

— Beijos, tesouro! Estarei arrumando as luzes!

Lucy bufou e terminou de arrumar o coque apertado na nuca e ajeitou a franja atrás da orelha, prendendo-a com um grampo da cor dos cabelos para que não caísse no rosto enquanto dançava.

— Senhoras e senhores! Espero que tenham gostado de mais um dança feita pelo casal Fernandes! E também espero que sintam saudades deles no ano que vem — sorriu de canto e continuou — E agora a última apresentação da noite! Remains of The Day, com Lucy Heartfilia e Gray Fullbuster! — anunciou Vishtar, enquanto Lucy entrava no palco e a música da orquestra começou a tocar.

A melodia era um pouco de jazz, um pouco animada para uma peça de ballet. Porém, o responsável pela criação da peça quis algo mais animado já que estava se baseando no Dia dos Mortos ao estilo do México, mas mesmo assim a peça teria um final trágico.

Mas deixando isso de lado…

Ei, caros defuntos

A sua atenção

Ou quem de vocês tiver audição

Vou contar uma história

Melancólica demais!

De uma noiva-cadáver

Sedenta de paz

É isso aí

Bem, a nossa garota

Era mesmo um pitéu

Mas um dia encontrou

Um sujeito cruel

Ele era bonito

Lucy estava curvada como as bailarinas fazem, enquanto o xilofone era tocado levemente. Logo Gray aparecera andando com charme e graça de um londrino, o mesmo se curvara como se fosse beijar a mão de uma dama, mas ao invés disso Lucy levantou a mão e segurou a do rapaz, e o moreno a ergueu com delicadeza sem fazer o gesto conhecido e esperado, e o som do piano na pegada do jazz, fora ouvido.

Lucy se curvou como se estivesse agradecendo a algo, se ergueu e ficou nas pontas dos pés, Gray fizera o mesmo, e ele e a loira começaram a dançar lentamente ao som do piano e do violino. Logo o violoncelo fora sendo ouvido, dando um tom grave para a melodia. O Fullbuster a rodava, ela fugia de suas mãos correndo para o oposto da direção do mesmo e fazia gestos que davam a entender sofrimento e confusão.

Mas sem um tostão

E a pobre garota gamou no vilão

O papai disse não

Ela não quis ouvir

E então os pombinhos

Tramaram fugir

O moreno quando a mesma estava de costas e abraçava a si mesma, esperou o momento em que ela parou de se abraçar e olhou para o teto, levantou um braço e deixou o outro baixo e levemente para trás, e se aproximou pegando a mão que estava para trás e a virando para si. Abraçou a cintura da mesma, e gesticulou como se a estivesse convencendo de algo, e ela sorriu encantada e ele também sorriu, a rodou levemente e a deixou ir, acenando enquanto se curvava e andava para trás. E assim que a Heartfilia saíra do palco, Gray se virou para a plateia e se curvou, quando se ergueu um sorriso macabro forjado para o espetáculo estava presente e o mesmo tinha um chapéu coco em sua mão, e o colocou antes de sair do palco e as cortinas vermelhas se fecharem.

O público aplaudiu a primeira cena, os dançarinos respiraram e foram beber água ou secarem o suor.

Que bonito!

Eles então combinaram

De se encontrar

No meio da noite

E segredo guardar

O vestido da mamãe

Serviu muito bem

Quem tem amor

Não precisa de bens

Exceto umas coisas

Por precaução

Como as jóias da casa

Um anel de um milhão!

Junto ao cemitério

Sob o flamboaiã

Nevoeiro escuro

Às três da manhã

Ela pronta para ir

Mas e o galã?

Cinco minutos depois as cortinas se abriram e o tom da orquestra era mais alegre, o cenário havia mudado para uma floresta escura e com uma neblina densa. Lucy estava com outro collant e tutu, um branco dessa vez, e nas pontas dos pés olhando para um lado e para o outro.

E então?

Ela esperou


Ela repetiu o gesto mais um vez.

E então?


No meio das sombras, seria o rapaz?

O coração batendo


Logo Gray apareceu e só o violino se fez presente na orquestra, dando um ar de suspense, logo o violoncelo também apareceu deixando o clima mais grave e quando Lucy se virou para o outro lado…

E então?

E então, queridos

Tudo ficou escuro


As luzes se apagaram e ela gritou.

Quando as luzes se acenderam, Gray estava todo de preto e com as jóias na mãos, o mesmo saiu correndo nas pontas dos pés olhando de um lado para outro. E novamente as cortinas se fecharam e os que estavam fora do palco cuidando das partes técnicas apressaram Lucy para trocar de roupa.

— Você tem 10 minutos — disse Jellal — Erza, Levy! A ajudem com a maquiagem!

O azulado fora arrumar as luzes enquanto a duas amigas da loira iriam a maquiar para se parecer com um cadáver.

Quando ela abriu os olhinhos

Estava morta, então

As jóias roubadas

Que desilusão

Dez minutos depois, as cortinas se abriram novamente e Lucy estavam deitada no chão como estava no último ato. Porém, sua pele estava em um tom cinza azulado e suas roupas desgastadas, o cabelo bagunçado…

Ela “acordou”, sua atuação era impecável! Parecia mesmo que puxava o ar e voltava a vida. A mesma olhou ao redor confusa, o cenário estava mais macabro, e a orquestra deixou o clima mais tenso. O piano finalmente se destacou, e a loira começou a dançar…

Em um camarim do segundo andar, que ficava acima da entrada do teatro, uma moça de cabelos brancos curtos ajeitou a arma no parapeito. Ela sabia que só teria uma única chance de acertar a bailarina no centro do palco, e teria que ser fatal. Engatilhou e esperou ela terminar e entrar na pose final, onde o peito e o coração ficariam expostos.

Na primeira fila, um rapaz de cabelos rosados escondidos por um chapéu negro observava com um fascínio imenso a moça loira dançando no palco a sua frente. Ela parecia um cisne de tão graciosa, e ainda mais bela quando saltava no ar para depois aterrissar e girar nas pontas das sapatilhas.

Lucy terminou e se curvou, agradecendo enquanto a aplaudiam. Quando ela ficou ereta e abriu os braços para os aplausos, uma mancha vermelha escureceu o collant branco gasto, deixando a mancha se destacar entre o branco.

Ao som do violino

Ao som do piano

Do violoncelo

Das harpas

Ao som da orquestra

E dos aplausos

Ela caíra

Delicada e graciosa como um cisne

Ao final de seu espetáculo…

Ao final de seu último passo…

Ao som dos aplausos…

Aos cortejos feitos por rosas…

A mancha vinha do peito dela, onde havia um buraco onde antes era o coração. O rapaz de cabelos rosados levantou-se, tentando chegar até a sua bailarina, mas era tarde demais.

Vai, vai chegar sua vez

A morte virá

Não importa o freguês

Você pode até se esconder e rezar

Mas do funeral não irá escapar

E ela tombou graciosamente, como um cisne abatido do céu.

E os aplausos cessaram.

E o desespero começou.

Père Lachaise Cemetery – Paris

Quatro dias depois…

Erza e Jellal jogaram a última rosa dourada sobre o caixão, antes que o coveiro começasse a jogar a terra na cova, um pouco mais rápido que o habitual. Deveria ser porque o caixão de Lucy fora encomendado para ter a tampa de vidro, e mesmo sem respirar e prestes a entrar em decomposição, a moça continuava tão bela quanto uma fada.

Porém, as lagrimas de amigos de anos não se compara as lágrimas ainda não derramadas de Natsu Philippe Dragneel, o homem que admirou sua última dança como nenhum outro.

E o homem que perdera a chance de pedir em casamento a mulher que amava.

"Escuro..."

Sussurrou uma voz delicada no teatro agora fechado para luto.

"Tão escuro... Onde estão todos? Onde está Erza? Cadê você, Jellal? Gray? Juvia? Vishitar?

Olhara para todos os lados.

“Natsu?"

O espírito do cadáver da bailarina olhava para o chão do palco, restos de sangue…

Pensamentos conturbados…

"Foram embora. Foram... Embora. Foram..."

A moça gritou, um grito de raiva e ódio, pois quando ela morreu, morreu onde não devia, sobre um lugar que nunca, jamais, deveria ser manchado com a cor escarlate de seu sangue. Seu vestido branco começou a ficar preto, a visão era de misturar tinta branca com preta, tão hipnótico.

Seu cabelo cresceu, ultrapassando sua bunda e então…

Ela gritou de novo…

E as tábuas de madeiras do chão foram destruídas.

Olhos pretos como noite

Pele branca como neve

Sangue

Deseja sangue, minha menina?

Desejas teu direito negado?

Quer a cabeça

Daquela que se atreveu

A destruir-te?

Grite, menina

Chore, menina

E amaldiçoe a tudo

E a todos


Até que a morte os separe

A criatura que agora andava pelo palco era uma Banshee, um espírito que ao gritar azarava os sortudos, adoecia os sãos, jogava pais contra filhos, mães contra filhas, destruía laços de amor e matava aqueles que tivessem coração puro. A não ser pelo cabelo, aquela criatura de longe se parecia com Lucy Heartfilia, a bailarina fantasma.

Teatro Bataclan – Paris

07 de Julho de 2014

Ela dava mais um giro com a posição passé e alternando para a posição chamada attitude.

E voltava ao chão, se curvando para a plateia que não existia.

Enquanto fazia isto, o som de Les Misérables se fazia trilha sonora de seu espetáculo. Seu tutu e collant era cinza bem clarinho, seu cabelo estava em perfeito coque, porém nem tão perfeito. Sua franja, que há pouco tempo havia crescido, não estava presa e era enfeitada por uma flor. Voltou à coreografia que se formava em sua mente.

1, 2, 3.

1, 2, 3.

Logo a melodia mudara, era sofrida, grave e em alguns momentos aguda. Logo, seus passos eram rápidos e precisos, girava e girava e quando voltada a primeira posição se olhava no espelho. Girava e girava.

Com movimentos precisos de uma bailarina com raiva em meio a dança.

Girava e girava, com o collant voltando a ser preto.

Girava e girava, com a pele se tornando branca como a neve novamente.

Girava na pose attitude lentamente, já com o vestido preto com detalhes meio prateados, com os olhos escuros e com o risco em sua boca. Que fizera apenas por uma brincadeira maldosa, “Não posso gritar, mas posso te matar” fora o que havia escrito com sangue falso para Gray antes de o matar.

Agora a melodia parara e mudara novamente para uma melodia sofrida e encantadora, e a Heartfilia levantou o braço esquerdo, enquanto ficava nas pontas dos pés e os cruzava, e com o outro braço ela o colocava sutilmente a frente de seu corpo, fazendo uma concha com a mão. A expressão de uma princesa em desespero estava em sua face, enquanto a cor preta do vestido ia para baixo, como se fosse água escorrendo pelo corpo da moça.

Casa de Natsu Philippe – Paris

15 de Fevereiro de 1921

[…]Você não viu o meu homem

Você não o viu

Ele tem o fogo e ele anda com fama

Ele tem o fogo e ele fala com fama

Sua garota ao lado, garota ao lado

Me faz tão triste, garota

Seu dinheiro ao lado, dinheiro ao lado

Me faz tão triste, garota

— Providencie cartazes para o show hoje, Vishitar — disse Philippe para seu sócio do outro lado da mesa de madeira.

— Natsu, se me permitir perguntar, como você está? E tem certeza disso? Coisas estranhas tem acontecido lá.

O rosado tirou os olhos do jornal do dia 01 de Janeiro e olhou seu sócio.

— Sim, eu estou bem.

Do lado de fora, estava o espírito errante de Lucy, sem saber de sua morte, sem saber o que havia feito com o teatro depois que morrera.

“Natsu, eu estou bem! Olhe para mim!” — falava, ou tentava, sua boca estava costurada, suas vestes estavam tingidas de preto nas pontas, suas sapatilhas estavam pretas e as fitas ondulavam como alga marinha ao redor da perna de Lucy, e sua pele estava um pouco mais pálida do que o normal e mesmo assim…

Ela não notava.

“Natsu! Eu estou aqui!” — a voz em sua cabeça dizia, enquanto a mesma flutuava até a janela do escritório, ela sabia que há essas horas ele estava lá. E ficou a espiar pela cortina o que ele ia falar.

— Só porque a mulher que eu ia pedir em casamento morrera...

— Por favor, Natsu, não se refira a Lucy apenas como “mulher”. Ela não é apenas uma mulher qualquer.

—Tsc, mas ela está morta! Do que vale isso então?!

“M-M-Morta?”

Carros bateram, a pele de Lucy ficou mais pálida, os olhos ficaram escuros…

— Ela morreu, Vishitar… olhou para o anel dourado com uma Granada vermelha em seu dedo do meio. — Fora assassinada, e ninguém descobrira quem fora o responsável.

— Mas, Natsu, mesmo com a morte dela não podes dar esse anel a Lisanna.

“L-L-Lisanna? Anel?”

Lágrimas…

— Por que não? Ela fora a única que me entendera e consolara depois da morte da Lucy.

“É Luce…” — mais lágrimas, mais pequenos acidentes — “Por favor, não me chame de Lucy, Natsu” — mais lágrimas, mais lamentos. — “Por favor…”

Pensamentos confusos, mentes se chocando…

— E nós?! — se exaltou Vishitar — Erza e Jellal continuaram aqui, mesmo com a Erza estando com uma gravidez arriscada! Quando você quase não tinha dinheiro para reconstruir Bataclan eles fizeram o favor de te ajudar!

— Vishitar, não aumente o tom comigo.

— Levy te ajudara quando não quis mais sair de casa, Juvia te ajudou a querer voltar a ver o mar de novo, uma das coisas que tu mais gostas de ver! E eu gastei do meu próprio dinheiro para os figurinos, para pagar o compositor e o maestro da orquestra!

— Estou avisando! — ameaçou.

— E o Gray?! Antes de tudo, antes de Lisanna até mesmo saber, ele estava lá lhe ajudando!

— Vishitar! — esbravejara se levantando da cadeira e batendo as mãos na mesa — Não precisa dizer isso, não estou sendo ingrato.

— Como não?! Depois de tudo, nunca mais fizera as coisas que tu gostas de fazer, viver fazendo as coisa que aquela branquela quer!

— Não fale assim dela!

— GRAY FULLBUSTER ESTÁ MORTO! — gritara — MORTO! A primeira pessoa a te consolar, o seu amigo de infância e a pessoa que mais te ajudou a seguir em frente está morto há dias!

— Sim, eu lamento — disse olhando para os papéis em cima da mesa

— Lamenta?! Então, onde tu estava quando ele fora enterrado? Onde tu estava quando era a hora do discurso fúnebre?!

“G-G-Gray” — Lucy se encostara na parede e logo somente um de seus olhos estava escuro — “Ah, o moreno? Sim, sim, fora engraçado ver o rosto que fizera ao lhe ver”

Um grito de ódio da verdadeira Lucy fora audível.

Barulhos de carros se chocando fora ouvido, o de pessoas gritando também.

Eu sou uma garota triste

Eu sou uma garota triste

Eu sou uma garota triste

Eu sou uma garota triste

Eu sou uma garota louca

Eu sou uma garota má

Logo o vestido e os outros itens em suas vestes branca, estava totalmente negro, a pele pálida como neve, as linhas na boca de Lucy totalmente a mostra, e somente os olhos… Estavam normais, e derramando mais e mais lágrimas.

A linhas na boca de Lucy se rompeu, mais um grito. Só que um grito de diversão, e quando a boca fechara as linhas se cruzaram e fecharam a boca que um dia fora rosada. Uma risada maligna ecoou na mente de Lucy:

“Não é divertido?" — o som de murmúrios foram ouvidos, murmúrios de alguém tendo a boca fechada a força. — “Não, não. Os olhos são o espelho da alma e não a boca, querido anjo”

E mais lágrimas.

E mais gritos.

Veja o que você me diz

Cuidado com quem você está falando

Veja o que você me diz

Cuidado com quem você está falando

Estou em chamas, baby

Estou em chamas

Teatro Bataclan – Paris

Atualmente, 07 de Julho de 2014

O piano ainda tocava uma melodia grave, e a bela Lucy continuava ainda a dançar, mas enquanto isso nas portas do teatro abandonado…

Natsu Dragneel abria as portas do teatro Bataclan. Segundo o vendedor, uma moça loura havia morrido lá dentro, em cima do palco, com um tiro no coração. Desde então, ninguém jamais havia entrado no teatro, pois de tempos em tempos, pelos últimos noventa e quatro anos, eram ouvidos feitos vindo de lá. Acabou que a morte da moça virou uma lenda urbana, a Star Déchue. Diziam que ela tinha um namorado, e que esse namorado tinha uma admiradora, pois ele era muito bonito. Então a admiradora foi até o teatro e matou a bailarina enquanto ela se apresentava. Natsu conhecia essa história de trás para frente, pois fora seu antepassado, Natsu Philippe Dragneel, fundador do teatro, que vira a bailarina morrer, e, infelizmente para Natsu, ele era idêntico – ou quase – ao fundador, além de ter o mesmo nome.

Natsu Philippe Dragneel, tinha o cabelo maior, tinha uma barba rala e também era um pouco mais velho que seu descendente Natsu Dragneel, já que o mesmo beirava aos 25, enquanto Philippe tinha seus 31 quando Lucy morrera.

— Que espelunca! — a música parara, Lucy parara, até mesmo o próprio Banshee parara seus movimentos e torturas psicológicas ao ouvir aquela voz.

Os olhos achocolatados de Lucy se arregalaram.

Era impossível que ele estivesse ali, de pé na sua frente, com quase exata aparência!

Natsu vestia uma camisa social verde, jeans pretos e um cachecol branco, e olhava tudo com um misto de curiosidade e nojo. Bem, aquele lugar era um pouco nojento, pois tinha pó, teias de aranha, ratos, e um negócio marrom escuro podre em cima do palco. Natsu não sabia se vomitava ou dava meia volta e botava o teatro para vender de novo.

"Natsu... Aqui! Olhe pra mim!" — a voz de Lucy não conseguia alcança-lo, e a Banshee estava se agitando, atraída pela presença do rapaz.

— Argh, que nojo. Bem que podiam ter dado uma geral nesse lugar. — disse ele, se afastando da porta. Mal sabia ele que seria o pior erro da sua vida. — Eei! Tem alguém aí? Dona fantasma?

"Aqui! No palco! Natsu, olhe pra mim!"

— Eu sabia que Gajeel estava mentindo. Não tem nada aqui.

Nessa hora, o telefone de Natsu tocou e ele atendeu.

Outro erro foi ter colocado no viva voz.

— Oi.

Oi amor. Onde você tá?

"Amor?" — a voz de Lucy começou a ficar mais grave, a Banshee estava despertando — "Quem ousa chama-lo de amor?!"

— No Bataclan. Sério, esse lugar é uma espelunca.

Não fale isso. Você sabe como o seu bisavô teve que dar duro para abri-lo. E falando em teatro,, quando você vem pra cá? Quero te ver. E tocar.

Natsu riu. Aquilo irritou mais ainda a Banshee dentro de Lucy, mas a garota estava conseguindo segurar o grito da coisa, mas a vontade de manter Natsu com ela era igual em ambas as partes.

— Amanhã, Lissana. Amanhã eu vou para aí e nos vamos mandar ver.

Gritos de duas vozes possessas de ódio.

LISSANA?!

Natsu olhou para o palco e quase teve um ataque do coração. Ali parada estava uma moça loura, idêntica a garota das fotos do diário de seu bisavô, mas não podia ser ela, afinal ela estava morta a mais de noventa anos.

Quem está aí, Natsu? — perguntou a albina desconfiada ao ouvir gritos femininos, ou nem tão femininos, mas mesmo assim percebia que era uma garota.

— Lis, acho que aquela história da bailarina fantasma era verdade.

Como assim, amor? Enlouqueceu? — ela ria

— Ela está na minha frente, Lis! E eu tenho certeza que não estou alucinando!

Então as portas do teatro se fecharam com o estrondo e o telefone de Natsu estourou, calando a voz desesperada de Lissana perguntando o que havia feito aquele barulho.

“Ele não é mais seu, Lisanna” — até a própria Lucy zombava da albina

Meu. — Lucy ria vitoriosa — De mais ninguém, só meu.

Natsu estava mudo no lugar. Não se atreveria a se mexer, pois seus instintos diziam que, se ele se movesse um centímetro sequer, ela iria mata-lo.

Que encantador o rosado achar que ela não o mataria de qualquer jeito.

E então ela falou as frases que condenariam Natsu a quase danação eterna.

Você vai ficar comigo. Ficar comigo para sempre.

Então a escuridão veio.

E Natsu desmaiou.

E depois de décadas ela o tinha, e ninguém iria o tirar-lo de si.

(…)

Haviam se passado dias, Natsu estava deseperado! Era horrorizante ver seu próprio cadáver no chão: frio, sem vida, pálido como nunca fora, com algumas marcas roxas e a de veias em seu corpo. Era frustante falar com os outros e não ser ouvido, era estranho tomar susto quando algo se quebrava ou voava quando estava irritado.

Era mais frustante, irritante e horrorizante ver a beldade loura flutuar pelo teatro e não lhe dizer nenhuma palavra.

Então, por que?

E então, por que o matara? Por que o mantivera perto dela e ficaste distante?

— Por que? — ele dizia sentado ao lado dela, ela o ignorava e por mais que tentasse fugir do rosado, ele o perseguia.

Então por fim decidira conversar com ele.

— Seja mais claro. — pediu calma, olhando as pessoas na rua sentada na ponta do terraço.

— Por que me fez ficar preso aqui para não falar comigo depois?

Ela começara a balançar os pés, fitava sem foco os franceses pela rua. Sentia falta das músicas que Erza cantava com Levy, sentia falta de se emocionar com a voz grave da ruiva cantando e a voz fina de Levy alcançar as notas mais altas e finas.

E com a música de Erza em sua cabeça respondeu o rosado:

“Je me regarde. Dérive. Une vision tellement assombrie. Je ne peux pas rester.”

— Porque quero que sinta a mesma dor que eu, quero que sofra as mesmas torturas que sofro há quase um século…

“Je suis atteint à l'échelle. Essayant d'attraper moi-même avant que je tombe. Trop peu, trop tard”

Ela quase chorava…

Quase ia aos prantos como nunca fizera depois de sua morte.

Porque quero que pague por me largar.

E mesmo com lágrimas nos olhos, Natsu pode ver a raiva nos olhos sofridos, pode ouvir o ódio em sua voz e pode ver sua ruína quando suas vestes e ela não era mais a mesma.

E quando Lucy na forma possuída pelo Banshee percebeu que ele iria continuar a olhando com pena e compaixão, ela se levantou e flutuou de volta para dentro se trancando em seu camarim.

“Vous pouvez me sauver?”

(…)

Natsu batia diversas vezes na porta de madeira velha e com uma placa desbotada que estava escrito Lucy Heartfilia em amarelo e meio apagado.

Quando decidira ir atrás de respostas o mesmo sempre acabava a vendo se trancar no camarim velho e caindo aos pedaços.

— Lucy…

A chamava fitando o cartaz na parede ao lado da porta com os seguintes dizeres.

Remains Of The Day!

Venham ver o ultimo espetáculo do ano de

Lucy Heartfilia!

“Ela não é a Lucy desde que eu possuí sua alma” — ele pode ouvir uma voz zombeteira em sua mente. Há alguns dias quando teve um pequeno ataque de ciúmes ao ver um policial paquerar a sua “esposa” quando vieram ver o que havia acontecido com ele, Natsu começara a ouvir essa voz e não entendia o por quê.

Ele grunhia enquanto dentro do camarim Lucy cantarolava a música que ouvira Erza cantar varias vezes, sem saber que se via livre do Banshee e que…

Nunca voltaria a ser a mesma de antes.

E do lado de fora do camarim Natsu grunhia, puxava os cabelos que estavam crescendo sem ele notar.

E então?

Os olhos se tornaram ônix, deixando de ser belos e ferozes olhos verdes.

O cabelo cresceu…

Suas vestes se transformaram em um terno alinhado e preto com uma gravata vermelha.

E o sorriso encantador e alegre….

Se transformou em um malicioso e maligno, com linhas em verticais nos cantos e com uma pequena chama saindo de sua boca.

“É a sua vez de sofrer, Natsu Dragneel” — o Banshee o tomava por completo, enquanto que por agora os desejos carnais de Natsu o tomava e o forçava abrir aquela porta.

E possuir aquela beldade loura.

A fazer sua.

E se fazer dela.

(…)

Lucy havia ficado tão atônica quando o mesmo quebrara a porta daquele quarto e a atacara com tanta luxuria. Mas não é como se ligasse agora, já que havia amado tal atitude, tanto que ali estava ela. A mercê dele e quase nua.

A mesma segurava o vestido aberto para cobrir a parte da frente de seu corpo, enquanto as costas estava nua e Natsu estava atrás dela, beijando delicadamente seu pescoço. Lucy estava de olhos fechados, de frente para sua penteadeira. Natsu adorava ter aquela visão erótica dos dois no espelho, mas para ele…

Aquela visão estava inocente demais.

Ele segurou na cintura da loura e a fez andar para frente, fazendo ela andar aos tropeços e soltar o vestido. A mesma gemeu de prazer ao se chocar com a penteadeira e ao sentir a mordida de Natsu em seu pescoço.

— A princesinha gosta disso? — murmurou rouco no ouvido dela, a fazendo suspirar. Ele soltou o cabelo longo da mesma, aspirando o cheiro em seguida e depois pegando um pouco do cabelo e a fazendo arquear para trás. — Eu pensei que mortos tinham um cheiro podre.

— Os corpos apodrecem, os espíritos não. — falou ofegante.

— E espíritos gozam? — perguntou safado e a loura sorriu de canto.

— Não sei — rebolou um pouco o fazendo apalpar um de seus seios com força — Por não descobre?

— Que princesinha safada. — A fez empinar a bunda alva e deu um tapa forte antes de voltar a falar — Merece ser punida.

Puxou seu cabelo de novo e a beijou com selvageria, sendo retribuído da mesma maneira. A virou de costas de novo e levou sua mão para a intimidade dela, roçando bem de leve as duas peles a fazendo morder os lábios.

— Não, não, princesa. — disse Natsu, e em seguida mordeu a orelha da mesma — Quero a ouvir gemer…

Ah! Ela iria ficar louca!

— E pedir… — ele sorria sacana, massageava o clitóris da mesma e beijava a orelha da loura — Vamos, Luce…

O rosado soltou o cabelo longo dourado e levou sua mão para a cintura dela, mordeu seu pescoço o empurrando um pouco pro lado.

— Peça…

— Natsu… — gemera arrastado, ao ouvi-lo murmurar impaciente, grunhiu — Por favor…

Ela podia sentir o sorriso malicioso de Natsu contra sua pele.

— Ao seu dispor, princesa.

E a penetrou com os dois dedos, fazendo movimentos lentos de propósito. O Dragneel sorria ao ouvir os gemidos de frustração, beijou mais uma vez seu ombro, parou seus movimentos e colocou Lucy de lado, pegou a cadeira que o atrapalharia e a jogou na parede, a quebrando.

O rosado pegou a loura pela cintura e a deixou de costas para si.

— Agora, delícia, empine essa bunda para mim. — disse em um tom de ordem, e a Heartfilia prontamente obedeceu, espalmou suas mãos na penteadeira e empinou a bunda alva. Natsu também se apoiou na mesa com as duas mão e sussurrou novamente no ouvido de Lucy. — Boa menina.

E a penetrou.

A deixando louca de prazer com seus movimentos lentos propositais junto com as paradas que ele fazia. Lucy gemia de prazer e frustração.

— Natsu… — grunhiu ao ele parar novamente.

— É só pedir, princesa.

Ela gemeu alto, ao ele sair lentamente e voltar com tudo.

— Natsu…— gemera — me fode.

— Que falta de educação, princesa.

Massageou o clitóris da loura.

— Por favor…

Ele voltara a se apoiar sobre a penteadeira com as duas mãos e começara a fazer movimentos selvagens, indo e voltando com tudo. Gemendo junto a ela, suspirando, grunhindo…

Gozando depois de vários minutos prazerosos…

E partindo para outra novamente.

Os dois amantes passaram alguns minutos se recuperando. Depois disso, Lucy se virou e o beijou, com calma e logo sedenta por Natsu Dragneel e seus toques. O rosado fez a loura se sentar na penteadeira e logo a pegou no colo a prensando na parede.

Lucy apertara o membro do rosado antes dele a penetra-la de novo, mais devagar e provocante. Quando a loura arqueava o Dragneel beijava seu ombro e seio. A bailarina gemia insana de prazer e o rosado queria a ouvir gemer e clamar por si mais e mais. Porém, aquilo não duraria para sempre.

Ah, mas ele poderiam repetir.

Várias e várias vezes.

Os movimentos de Natsu eram lentos, ele queria que aquilo fosse eterno, mas ele estava quase em seu segundo ápice. Lucy teve uma ideia e o afastou, o deixando frustado, mas logo o mesmo sorriu malicioso ao vê-la de joelhos na frente dele.

Ela notara que ele ia gozar, mas não queria que fosse em sua vagina, mas sim em sua boca.

A Lucy lambera lentamente o pênis ereto e depois sem perder tempo colocara tudo que podia na boca. Natsu gemia e murmurava coisas sem nexo, massageava os fios dourados de Lucy e a estimulava com a mão em sua cabeça. O rosado gozara, Lucy se levantou e beijou o rapaz, que a prensara na parede e a penetra-la com dois dedos.

E logo ela gozara.

Mas era apenas uns dos primeiros deliciosos orgasmos.

Eles iam repetir, de novo e de novo.

Quem é Lisanna Strauss mesmo?

Um dia.

Logo foram para dois, três, quatro, cinco…

Logo foi um mês…

E em breve seriam três meses sem o renomado pianista Natsu Boucher Dragneel II.

Sem os “bafões” sobre seu casamento com a prima, sobre seu cabelo, sobre a tatuagem que ia de seu pulso até o cotovelo, e sobre qualquer loucura do pianista Salamandra, ou Natsu Dragneel

“Há três meses o famoso pianista Natsu Boucher Dragneel II fora encontrado morto no teatro Bataclan. Os corretores disseram que o teatro entrará a vendo no próximo mês, se por acaso o caso do assassinato de Natsu Dragneel não for continuar aberto.

E por citar o caso do Salamandra, a polícia ainda não tem suspeitos e nem provas os suficientes. O responsável pelo caso, o policial Morrice Roux, alega que não há quaisquer sinais do assassino e que as causas da morte de Natsu Dragneel só possa ser explicada por envenenamento.”

Ela não queria terminar de ler.

A Strauss largara o jornal que havia voado até ir de encontro com sua face.

Estava de frente para as portas do teatro Bataclan, chorava como nunca antes.

— Não me deixe, Natsu…

Sussurrara.

Ah! Mal sabia que há 94 anos atrás Lucy Heartfilia pronunciava as mesmas palavras enquanto via Philippe e Lisanna caminharem pelo teatro com as roupas do casamento.

Não me deixei só, Natsu…

Implorava aos prantos.

Acariciando seu ventre, implorava por seu amado, implorava pelo amor que só tivera por culpa de sua tia-bisavó…

Ah, se as coisas fossem diferentes…

Ela não estaria com seu olhos arregalados fixos no espírito de uma mulher loura, branquela e com os lábios costurados e com sangue na roupa preta, que aparecia na janela do teatro. A albina estava horrorizada, mas como?! E por quê?!

Lucy se divertia ao olhar a descendente aterrorizada da mulher que a condenou. Ela se apoiara na janela e sorrira de um jeito maldoso, mas sexy ao ver do homem que estava nu atrás dela que Lisanna ainda não vira.

— Não me olhe assim, Lisanna. Até parece que nunca nós vimos.

A Strauss caiu sentada no chão, ainda bem que a rua estava deserta. Senão… a dose de loucura que Lucy estava dando não teria efeito.

Ah! Como ela queria gritar!

Oh! Como Lucy queria faze-la sofrer!

Mas… uma dose de loucura.

Já era a danação.

Mas uma segunda dose, seria a danação perfeita.

Lisanna não acreditou no que vira depois: o rosado, seu marido – ou ex-marido, que diferença faz? – um pouco diferente, chegara atrás da loura e se colocou a acariciar o busto da mesma. A albina sentiu nojo e sentiu o vômito lhe subir a garganta, e logo a ardência ou sentir o liquido voltar.

— Natsu…

Lágrimas escorriam, assim como a sanidade que a deixava.

Ela via a maneira como ele tocava o corpo esbelto da loura, como nunca tocara o seu. A brutalidade, a sensualidade, a selvageria…

Nunca teve isso

E nunca vai ter.

Só ver.

“Depois do fim…

Virá a loucura”

7 de Julho de 2016.

Seria aniversário de Lucy, caso estivesse viva, mas isso não a impedia de comemorar com o rosado que havia a pedido em namoro, enquanto…

A albina em uma camiseta de força, encolhida no canto da sala acolchoada, chorava.

Novamente é claro.

Ela não ligava para os abusos e xingamentos que recebia, e nem para como os outros a olhavam. Depois de um tempo, depois de ser encontrada desmaiada na rua, depois de ela ter várias “alucinações”, depois de ser diagnosticada como louca, ela passara a não se importar com os alheios naquele hospício. Apenas queria ver sua filha, ah e como queria.

Os médicos acreditavam que seria melhor para a Strauss ver a filha vez ou outra, mas raramente. Temiam pela criança de cabelos albinos e olhos ônix, mas mal sabiam…

Que o perigo estava no abandonado teatro Bataclan, comemorando seu aniversário com o pianista morto que tivera a identidade roubada e destruída.

Lucy Heartfilia.

Guardem esse nome, guardem seu nome artístico, ou sua história.

Dane-se! Apenas a conheça.

Conheça a amante e namorada do pai da querida Rose Strauss. E a temam.

Principalmente você, Rose Strauss.

Ela virá.

Roubara sua vida e alma.

E derramará seu sangue rubro pelas ruas…

— Pois o está história só terá final feliz quando todos seus frutos com o meu amor

Murmura Lucy, no ouvido do corpo sedado de Lisanna Strauss.

Estiverem mortos.

“Para todos os poemas escritos sobre o amor não correspondido, há tão pouco sobre a dor de ser objeto desse afeito”

— Niklaus Mikaelson

E quem dirá a ser fruto desse afeto.

F i m

Notas finais
OQ ACHARAM???!Enfim, espero que tenham gostado, pois essa one deu muito trabalho.Tradução da música que a Lucy canta:Je me regarde. Dérive. Une vision tellement assombrie. Je ne peux pas rester. -> Estou me vendo. Afastando. Uma visão tão obscurecida. Eu não posso ficar.Je suis atteint à l'échelle. Essayant d'attraper moi-même avant que je tombe. Trop peu, trop tard -> Eu estou alcançando fora de largura. Tentando me pegar antes que eu caia. Muito pouco, muito tarde.Vous pouvez me sauver? -> Você pode me salvar?Infelizmente essa música não é em francês, mas mesmo na versão original a música é emocionante.Nome: Raign - Don't Let Me Go --->Versão original: https://www.youtube.com/watch?v=s_rSrHmJGw0Nome da música da peça: Remains of The Day - Copse Bride Em inglês: https://www.youtube.com/watch?v=j4p9WKnDQzQE em português: https://www.youtube.com/watch?v=MSvlpZ3De4kNome da música do flashback dps da morte da Lucy: Lana Del Rey - Sad GirlLink: https://www.youtube.com/watch?v=UnfM-7py58ESe caso eu tenha esquecido de explicar algo devido a traduções e etc, me perguntem nos comentários.E COMENTEM! Favoritem!E se achar que merecemos...Uma recomendação ;)Bjos meu e da Hari
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!