Twincest
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Uma luz ofuscante adentrava a janela do quarto indo direto em meu rosto. O despertador soava alto, o que me fazia ficar completamente extressada. Peguei o maldito e taquei-o na parede. Pra minha felicidade, o infeliz continuou tocando. Que dor de cabeça... Caminhei até a grande penteadeira posicionada no outro lado do quarto. Mas que camisola era aquela? Será que me deram Boa Noite Cinderela? Atenção garotas, não aceitem bebidas de estranhos. Que dor de cabeça! Bateram na porta. Fiquei quieta, por questões de segurança. Pulei na cama novamente e agarrei meu travesseiro.
- Meiko, destranque essa porta, eu sei que está acordada! — esbravejou Loki batendo continuamente na porta. Ele era chato demais comigo, dava até raiva!
Rolei na grande cama enrolando-me cada vez mais nas cobertas. Havia bebido muito noite passada, estava exausta, com dor de cabeça e... Perai, com quem eu havia vindo pra casa mesmo? Levantei-me apressada e abri a porta, fitando a expressão insolente do meu gêmeo.
- O que quer a essa hora da madrugada? Não pretende me molestar, pretende? — coçei a cabeça, bagunçando meus cabelos mais do que já estavam. — Não me lembro que me trouxe pra casa...
- Madrugada? São 13h e você ainda não desceu pra tomar o café! E fui eu, claro! — Loki falou num tom superior. — Meiko... Precisa parar com isso! Chegou em casa quase desmaiando, meu coração quase saiu pela boca!
- E quem colocou essa camisola indecente em mim? — olhei para baixo, logo em seguida fitando meu irmão, cerrando os olhos.- V-Você queria que eu f-fizesse o q-quê? Deixasse v-você dormir c-com aquela r-roupa s-suja? — ele corou, desviando seu olhar e cruzando os braços.
- Bom, se eu estou sem sutiã, isso significa que... — fiz questão de me aproximar ao máximo do ouvido de Loki. — ...você viu eles, certo?
- M-MAS O QUÊ? — o garoto berrou, afastando-se de mim. — E-EU... FOI SEM Q-QUERER...
- Então foi você! — dei um salto e encolhí-me à parede. Estava vermelha como um tomate, e para a minha surpresa, ele ficou também. — Então... eles são grandes?
- Muito... — Loki falou distraído, coçando a nuca, completamente corado. Só percebera o que tinha acabado de falar algum tempo depois. — Q-QUER DIZER, ALGUÉM PRECISAVA FAZER ISSO! E-EU VOU FAZER O ALMOÇO!
- Está me dando toda essa lição de moral mas na verdade é um grande pervertido!
Ele sabe que sou sincera, e até dei uma gargalhada de tanta ironia. Loki levou as mãos ao rosto vermelho e coçou a testa.
- Olhe, pelo menos vá almoçar, ok? — dizendo isso, ele se foi.Hum, pensei. Olhei-me em um grande espelho. Loki poderia ter sido mais discreto. Colocou em mim três camisolas, por que será? Era tão feio o que ele via?
Fui pro banheiro, despindo-me e entrando na banheira. Lavei o corpo todo, mas não demorei muito, se não, aquele troglodita viria me perturbar novamente. Abri o closet, que estava completamente lotado, e peguei a roupa mais acessível dali. Enrolei uma toalha em meus longos cabelos rosados, escovei os dentes e desci as escadas, dando de cara com... miojo?
- Como você quer que eu me alimente comendo miojo! — cruzei os braços e fiz bico, dando ênfase na palavra "miojo".Meu pai morrera há muito tempo, e minha mãe casara-se com outro cara, quando eu era pequena. Desde então, mesmo sendo da mesma idade que Luki, ele sempre havia cuidado de mim. Não havia muita emoção na família. Luki era um famoso cantor internacional de K-music e J-music, trabalho que ele não gostava muito, por ser ameaçado de morte muitas vezes e ter que nadar num mar cheio de garotar histéricas sem ser engolido. As vezes eu cantava em alguns shows dele, mas só quando era obrigada. Não gostava de cantar, não era mundialmente famosa e não queria ser. Felizmente sempre o via em casa, e sempre que ele viajava, eu ia junto. É por isso que eu gostava de sair para me divertir, aproveitar minha mocidade, a juventude, afogar minhas mágoas, para chegar feliz em casa no dia seguinte. Ele não concordava com isso.
Bem, alguém tinha que animar aquela família, não?
Eu disse que poderia viver bem sozinha, desde que a mamãe me abandonara para ficar com um magnata, assim que o papai morreu. Mas ele se negou firmemente, e era tão chato que eu iria realmente provar como ele se meteu numa fria comigo.
- Pode me passar o ketchup? — perguntei. Luki me olhou de rabo de olho e voltou a ler um jornal. Obama ganharia as eleições, a política de segurança e apaziguamento nas favelas não dava certo. 4 mortos em Inhoaíba. Sempre morriam 4 pessoas lá. Quando eu estava para desistir ele levantou uma mão e me passou a travessa.
- Vamos, vai ficar me dando gelo até quando?
- Até você criar juízo — falou ele, sem desviar os olhos das linhas do jornal. Não me diga que se importa alfinetei. Ele cerrou os olhos como se ouvisse um grande absurdo, e a campainha tocou.
- É melhor eu atender a porta — murmurou ele, sinalizando que não responderia à altura.Comi meu almoço com alegria. Saber que Luki se preocupara comigo era realmente interessante. Luki era tão lindo quanto a irmã. Ter aquele belo anjo preocupado comigo causaria inveja a qualquer uma. Eu estava feliz da vida.
- Mãe? — ouvi Luki falar.
- Luki! — disse Kurosawa Juuri, cortante — Quanto tempo não o vejo! Você está tão bonito, meu filho! Ah, eu acho que perdi as minhas chaves daqui...
- Talvez esteja presa à cueca de um desses magnatas. — cuspi, não me surpreendendo com a presença daquela bruxa alí. Sabia que ela viria se encontrar conosco assim que a popularidade de Loki aumentasse.Juuri olhou-me, irritada.
- Olha quem fala! Pela maneira como chega em casa bêbada todos os dias! Ou acha que eu não sei o que aconteceu ontem? Eu já fui contatada!
- Ontem é passado, veja como estou hoje: feliz da vida, o que me diz de você? — Luki levou a mão à cabeça.
- Estou muito bem, mesmo! — exclamou Juuri, em resposta.
- A gente percebe — falou Luki, pronto para fechar a porta na cara daquela meretriz. Antes que fizesse isso, pude perceber uma mancha roxa no pescoço de Juuri.
- Quanta baixaria — murmurei em bom tom — Você não tem escrúpulos, não?
- Escrúpulos é o ... — BLAM! Luki trancou Juuri do lado de fora. Estava acostumado com os foras que eu dava nas pessoas.
Luki costumava ser mais recatado, porém atualmente estava bastante inquieto. Sempre que eu saía ele fazia coisa pior, ou semelhante. Eu sei que fazia, nem adiantava falar que não!
- Não se preocupe, aposto que haverá duzentos homens para confortá-la — esbravejei eu, quando vi a cara de culpa de Luki por ter fechado a porta na cara de Juuri.Luki fechou sua expressão. Pegou a mochila que estava jogada em cima do sofá e saiu de casa, batendo a porta. Ele sempre ficava assim, quando ela vinha nos encher o saco, era incrível.
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