Turn Memories On
4 Capitulo 03: Entre memórias e lembranças.
[...] Mas então, naquela noite algo estranho aconteceu, a chuva começou a cair e percebi que alguém estava me seguindo, comecei a andar devagar para checar e os passos também diminuíram, resolvi me apressar e com o medo começando a tomar conta de mim, comecei a correr o mais rápido que podia, não conseguia olhar para trás, mas estava completamente certa, a pessoa estava me seguindo, correndo atrás de mim! Como se não pudesse piorar, tropecei em algo no chão, mas estava tão desesperada que simplesmente levantei e corri com a força que ainda me restava. Droga! Meu joelho estava machucado! Porém, eu não podia parar, não agora! Foi então que alguém segurou meu braço e me puxou... Tudo que pensei foi ‘’vou morrer, vou morrer’’, me preparei para gritar enquanto me debatia, mas a pessoa segurou-me forte, virou-me e tapou a minha boca, quando me toquei de quem era, simplesmente atendi seu comando de ‘’fique em silêncio’’, enquanto algumas lágrimas caíam e esperamos até que a chuva parasse e os passos à minha procura cessassem. [...]
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–Você deve ser Elena. Lembra-se de mim? –sorriu ao falar, distribuindo um beijo na minha mão. — Perdão pela hostilidade, eu sou Damon... Damon Salvatore. Encontramos-nos há muito tempo atrás.
–Na delegacia, certo? –sorri.
Ele sorriu de volta.
–Aconteceu alguma coisa? Encontraram alguma prova daquele assassino?
–Na verdade, eu vim aqui te ver.
–Me ver? Por quê?
–Não se engane. – ele soltou uma leve risada. – Estava verificando, afinal, se há alguém realmente te incriminando, provavelmente a conhece e então deveria tomar alguns cuidados extras.
–É Mystic Falls, nada de ruim acontece aqui.
Ele soltou uma leve risada.
–Não é porque nunca aconteceu que nunca acontecerá, digo isso pela segunda vez: Cuidado. – ele aproximou-se. – Boa noite, Elena.
Essa foi a noite em que oficialmente conheci Damon Salvatore, a misteriosa carne nova da cidade. Ele está na lista de um dos solteiros mais cobiçados da cidade, talvez ele só seja sedutor ou apenas fosse seu jeito, de qualquer forma, adoraria conhecê-lo.
‘’Não existem boas pessoas, Elena’’.
De repente, essa frase me veio na mente, junto com uma leve enxaqueca. Depois que voltei do hospital, sempre tenho esses ‘’flashs’’ na cabeça. Lembrei-me de ter ouvido uma conversa entre Jenna e o médico:
–Não se preocupe, é algo que pode voltar com o tempo, pode demorar dias, meses ou talvez até anos, mas há esperanças que volte.
–Ela perdeu a memória por causa do acidente?
–Não exatamente, o que eu quero dizer é que talvez algo estivesse acontecendo antes do acidente, algo que causou muita dor para ela, o suficiente para que ela tenha tido vontade de esquecer tudo.
Algo que me causou muita dor o suficiente para que eu tenha vontade de apagar as minhas memórias? Mas, o que exatamente seria isso? Talvez, realmente tenha matado alguém e não consegui lidar com a culpa? Mesmo que não tenha matado meus pais e se eu tivesse relação com os acidentes passados de verdade? Por que minha família saiu tão repentinamente da cidade, naquele dia? Não sei mais no que acreditar sem memórias, sem nada que prove minha inocência ou a condene, só tenho a mim mesma. Mas, quais são minhas crenças, afinal? Eu sei que sou humana, ao menos era, porém, nada justifica a morte de alguém. Se realmente eu matei alguém, nunca irei me perdoar. Nunca.
Tudo que eu tinha nesse momento era Emma, não poderia acreditar em ninguém naquele momento. Jenna mentiu pra mim e não pareceu surpresa de saber que algo estava me incomodando antes do acidente, na verdade, acho que todos sabem de algo e não querem me contar... Tenho quase certeza. Emma não pode me contar nada, pois devido ao susto do acidente ela perdeu a habilidade de fala, assim como minhas memórias também foram perdidas, não tenho nada para me assegurar de nenhuma verdade agora.
No dia seguinte, mesmo sem ter dormido muito bem, teria que continuar minha vida. Resolvi retomar a faculdade, já que havia parado por causa da maternidade e conseguir algum emprego, afinal, não poderia continuar sem ninguém pagando as contas. O dia parecia estar conturbado, embora estivesse nublado, algo estava incomodando-me, poderia ser à noite mal dormida.
Estávamos assistindo umas aulas sobre, não tenho certeza... Preciso me concentrar!
–Sr. Gilbert? – Anunciou o professor.
Fui pega, pensei. Levantei o braço.
–Faça o caminho até a coordenação. – Gelei. — Alguém está a sua procura. –suspirei aliviada ou não.
Levantei-me e praticamente corri até lá, as possibilidades sobre ser Jenna me desesperavam e se aconteceu algo com Emma? Quando cheguei à sala, alguém de costas com uma jaqueta de couro estava à minha espera.
–Olá?
Sem resposta.
–É você que estava à minha procura?
Ele virou.
–Olá, Elena.
Meu corpo paralisou, meu coração parou e meu cérebro congelou por um momento. Isso não poderia estar acontecendo! Não deveria estar acontecendo!
–S-Stefan? – engoli seco.

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