Tudo que Vai Volta Ii
24 Capítulo 24
Notas iniciais
O capítulo ficou uma bosta, minha criatividade evaporou e parece q pra sempre, sei lá, espero q não.
Vou fazer o possível pra continuar escrevendo. bjus
Vou fazer o possível pra continuar escrevendo. bjus
– Você reparou que ele tem sorrido com mais freqüência? Meu pai fez um gemido como se concordasse, mas sem tirar os olhos do jornal.- Essa menina está fazendo muito bem a ele. Bem que eu te disse da primeira que essa menina iria ajudá-lo a esquecer daquela garota. Quem ela não parecia gostar mesmo era da Natasha. Minha mãe se referia a ele como se ela fosse uma pessoa da pior espécie, o que não era verdade. Eu posso até sentir raiva dela, mas ela não é essa ruim. É uma boa pessoa, mas que me fez sofrer. Talvez eu merecesse isso. Às vezes fico imaginando em o quanto ela sofreu também por mim na adolescência, ainda mais quando descobriu que esperava um filho meu. - Acho até que irei convidá-la hoje pra um jantar especial. O que você acha? – Minha mãe continuou. Meu pai deu outro gemido dos que eram de costume como se concordasse. Eu resolvi descer. – Olha quem resolveu acordar. – Disse minha mãe me recebendo com um sorriso. - Bom dia. – Eu disse enquanto a abraçava. - Bom dia, meu filho. – Ela me abraçou. – Está tão cheiroso. - Vou me encontrar com a Betty. – Eu disse rápido indo em direção ao meu pai. O beijei como cumprimento que se atrapalhou com o jornal, ele ficava sem jeito com algumas demonstrações de afetos das pessoas. - Então você pede pra ela aparecer hoje pra um jantar. Prometo preparar uma coisa bem gostosa. – Ela disse enquanto eu vestia meu casaco pendurado ao lado da porta. - OK. Beijos. – Beijei a palma da minha mão e joguei pra ela antes de sair. Peguei um ônibus na rua principal. Olhei a tela do meu celular esperando ver as costumeiras ligações não atendidas da Betty, mas dessa vez só havia nossa foto de plano de fundo. Disquei o número do celular dela, mas ninguém atendeu. Guardei o celular no bolso e olhei pela janela do ônibus, observando o crescimento do bairro. Tudo agora era tão diferente. O ônibus passava em frente ao local que antes era o colégio que freqüentei na minha adolescência, agora era um prédio enorme. Mais a frente passamos por um pub que eu freqüentei bastante com os amigos da faculdade, este continuava a mesma coisa. Próximo dali havia o único cinema duplex do bairro. Reparei nos cartazes e decidi que traria a Betty pra assistir algum filme antes de irmos até minha casa pro jantar que minha mãe planejava fazer. Recostei-me no banco e fechei os olhos. O ônibus parou no ponto e quando abri meus olhos me dei conta de que aquela era minha deixa. A minha sorte era que muitas pessoas desciam, então tive tempo antes dele partir. Cumprimentei o porteiro, Alex, um cara muito legal com quem eu costumava conversar nas vezes que precisava esperar a Betty que ficava horas se arrumando pra sairmos a algum lugar, dessa vez eu recebi um olhar diferente dele, tipo de surpresa, mas eu não disse nada por que estava com pressa, na volta eu falaria com ele. Eu precisava chegar logo no quinto andar do prédio pra beijar a Betty. Acordei com uma terrível vontade de transar com ela. Entrei no elevador e arrumei meu cabelo do jeito que ela gostava. O indicador sonoro que o elevador havia chegado ao quinto andar soou. Dei uma ultima ajeitada em meu cabelo que não queria ficar no lugar, então me virei. Sorri ao ouvir as risadas gostosas da Betty. Ela teria alguma visita hoje? Isso era um pouco ruim já que eu tinha alguns planos com ela, mas não me importaria em conhecer os amigos dela. Deveriam ser tão legais quanto ela. Mas meu coração ficou apertado quando a ouvi gemer. Não era um gemido de dor ou coisa qualquer e sim um gemido que qualquer um reconheceria como de prazer. Olhei pelo espelho da lateral do elevador e percebi dois vultos abraçados. Coloquei minhas mãos a frente impedindo que as portas do elevador se fechassem, então saí. Foi um baque ver no final do corredor, em frente a porta do apartamento da Betty, ela e outro cara se esfregando. Ele segurava uma das pernas dela junto de seu corpo enquanto fazia alguns movimentos alarmantes. Era quase impossível, mas eles não tinham me visto ainda. Eu não podia continuar assistindo mais daquilo, então bati palmas e os dois se separaram lentamente como se não estivessem fazendo nada demais. Betty arriou a saia que vestia e se aproximou de mim. Seus olhos estavam vermelhos demais como se estivessem irritados. Aquela com certeza não era a Betty que eu conhecia.
- Gerard, o que faz aqui? – Ela me perguntou séria. – Eu te disse que não poderíamos nos ver hoje. Eu tinha um compromisso. - Um compromisso e tanto pelo que vejo. – Eu gritei apontando pro cara de barraca armada logo atrás dela. - Não seja bobo. Ele não estava nos meus planos. – Ela disse da forma mais natural possível como se aquilo fosse normal. - Como pode agir tão naturalmente depois que te peguei com outro? – Eu disse irritado. Ela não respondeu, abaixou a cabeça e permaneceu em silêncio. Eu balancei a cabeça e apertei o botão do elevador que continuava naquele andar. Não iria ficar mais nem um minuto ali fazendo papel de palhaço. - Me desculpa, Gerard... – Ela disse quando as portas do elevador se abriram. – mas eu não tenho culpa se você não deixou claro que queria exclusividade. Eu fiquei irado ao ouvir isso. - E o que era isso que estávamos tendo? Uma ficada? Não significou nada pra você? Eu não sabia que precisava explicar que estávamos tendo uma relação. – Eu disse com sarcasmo.Ela novamente não disse nada. Apertei o botão do elevador e as portas se reabriram, então entrei nele e desci. Novamente cumprimentei o Alex, mas não disse nada a respeito do que eu tinha presenciado. Me pergunto se ele já não soubesse, por isso aquele olhar. Em meu pensamento, eu a xingava. Dresgraçada! Como ela pôde fazer isso comigo? Nós costumávamos nos divertir juntos e ontem ela quase me disse que me amava, não com essas palavras exatamente, mas disse que não conseguiria mais viver sem mim. Fingida! Por que isso sempre tem que acontecer comigo? Por que eu tenho que ser tão idiota com relação às mulheres? Prometi a mim mesmo que nunca mais faria isso novamente. Eu vou fazer o que eu devia ter feito assim que cheguei aqui, pensar só em mim e dane-se Natasha ou Betty, danem-se as duas. Eu finalmente caí na real e decidi que voltaria ao meu foco inicial. Quando vim para cá não foi pra me aventurar em outra relação e sim para pensar mais em mim, viver cada dia como se fosse o último. Mesmo pensando dessa maneira eu precisava de algo que me fizesse me esquecer dos problemas, pelo menos naquele dia. Entrei no pub que ficava próximo ao prédio que me formei em administração, o mesmo que freqüentei durante anos com os amigos. Fui pra lá andando, então minha garganta ardia por uma bebida gelada.- Uma cerveja, por favor. – Eu pedi ao barman que no mesmo instante se virou para pegar meu pedido. Eu sei que é um tanto vergonhoso estar bebendo nessa hora do dia quando eu devia estar em casa ou em algum restaurante almoçando (antes meus planos eram de estar fazendo um sexo animal com a Betty), mas lá estava eu sentado junto ao bar de um pub praticamente vazio bebendo um chopinho. Bom, pelo menos eu não era o único. Bem ao meu lado havia um cara no pior estado que o meu e ele parecia estar mais pra lá do que pra cá, portanto a muito mais tempo que eu, talvez nem tomara o café da manhã. Opa! Isso me faz me lembrar de que nem eu tomei o meu também. - Mais alguma coisa? – Perguntou o bar man desviando minha atenção. — Só o chope, obrigado. Então ele se afastou para secar alguns copos próximos a uma pia e eu pude voltar a aprestar atenção no rapaz ao lado que, coincidentemente ou não, olhava para mim. Foi então que eu percebi que ele não me era estranho e pareceu-me que eu também não era estranho para ele já que ele me olhava do mesmo jeito. Eu quase levei um susto quando ele disse o meu nome. Só então eu me lembrei de quem se tratava, apesar da aparência desleixada, estava nítido que era o Marcus, marido da Kate. - Marcus? – Eu perguntei me garantindo que não estava fazendo confusão. - Sim. – Ele abriu um sorriso de puro alívio, talvez por encontrar um rosto conhecido, ou sei lá. Eu me levantei do banco que estava e caminhei até ele sentando-me ao seu lado. Apertei a mão dele e fiquei assustado com sua aparência que parecia ainda pior visto de tão perto. - Estou surpreso. – Ele me disse com a voz rouca. - Eu também. – Eu disse. Só não sei se nos referíamos a mesma coisa. - Eu pensei que estivesse... – Ele sacudiu uma das mãos, a outra segurava uma garrafa de cerveja de marca barata. – Por aí. – Ele concluiu. – Eu soube que estava famoso. - Já faz um tempo que eu voltei. - Está morando aonde? - Ainda estou pesquisando alguns preços. Por enquanto estou na casa dos meus pais até encontrar alguma coisa. – Eu menti. Eu não tinha nenhuma intenção de deixar a casa dos meus pais no momento. Não tinha necessidade, eles gostavam da minha companhia e eu me sentia muito bem lá.- Sei... Se estiver interessado conheço um apartamento pra alugar. – Ele disse antes de terminar com o que restava em sua garrafa. – Estou me mudando. - Sério? E pra onde vocês pensam ir? - “Vocês?” – Ele perguntou confuso. - É. Você e a Kate. É por causa do novo bebê, certo? Estão querendo algo maior, presumo. – Eu expliquei, mas ele não pareceu entender assim como antes. Aquilo só pareceu deixá-lo mais confuso. - Do que está falando? Que bebê? - Você sabe, uma menina. – Eu começava a achar que a cerveja tinha lhe subido ao cérebro. – Faz tempo que eu não via vocês, eu não sabia que tinham tido outra criança... - Peraí! – Ele me calou nervoso. – Kate e eu só temos dois filhos: Alicia e Lucas. – Eu ia falar sobre o outro que eu vi com a Natasha, mas ele novamente tomou a frente. – Só se... – E parou confuso como se tentasse se lembrar de algo. Então ele se levantou sem dizer mais nada e sumiu no corredor de acesso ao banheiro. Achei melhor ir embora antes que ficasse como ele. Definitivamente beber de barriga vazia não era coisa boa.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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