Notas iniciais
Gente esse capítulo tá um drama só, minha falta de criatividade tá foda :P
Eu fiquei mt irritada qd ontem revisando essa fic vi que vários capítulos haviam sumido :O tudo pq, euzinha aqui mt inteligente, formatei o PC e não salvei essa fic em um pen-drive pq já tenho ela em um CD, só q a versão do CD era mais antiga, mas como já fazia tempo q eu não escrevia nessa fic, eu totalmente me esqueci desse detalhe. Resumindo: q ódio!!!
MICHELLE SE VC TIVER ESSA FIC, POR FAVOR, ME MANDA!!!! Ela é minha única salvação XD

Minha mãe e eu chegamos em casa prestes a dar meia noite. Não estava com pique para comemorações alguma e fui direto para o meu quarto. Minha mãe ainda tentou me fazer mudar de idéia e comemorarmos nós duas o natal com algo simples, sem sucesso. Eu não tinha a mínima vontade. Me deitei e depois de pensar mais uma vez em Gerard, eu consegui finalmente dormi.

Dias atuais...

- Natasha! Natasha, filha. Abre a porta.

Acordei com minha mãe batendo na porta. Me sentei na cama sonolenta e olhei o relógio da cômoda. Eram cinco horas da manhã ainda e fui interrompida de um sono muito bom. Fazia tempo que não dormia tão confortável em minha cama. Minhas olheiras estavam enormes. Sentia-me desfigurada com aquelas olheiras e o rosto abatido extremamente pálido. Caminhei em passos bambos até a porta e quando a abri minha mãe estava com a Jessy no colo, ela tinha o rosto cansado, mas ainda conseguia sorrir.

– Oi filha. A Jessy está fome. – Ela disse sacudindo a bebê no colo.

- Ta. É pra eu dar de mamá? – Eu perguntei sonolenta jogando meus cabelos pra trás.

- É lógico. A mãe aqui é você. – Disse sem querer ser grosseira.

- Ta. – Respondi esfregando meus olhos, tentando despertar.

- Senta lá na cama para eu te ajudar. – Eu me sentei e ela pôs cuidadosamente minha filha no meu colo. Segurei-a com cuidado e com um pouco de medo.

- Está se sentindo bem? – Suas mãos ainda estavam estendidas por precaução caso tivesse que pega Jessy de volta.

- Estou.

- Consegue segura-la?

- Ta tudo bem. – Respondi apreensiva. Só assim minha mãe se sentiu confiante em me deixar segurar a criança. Não era a primeira vez que eu fazia isso, antes da Jessy eu também amamentei a Nicole minha filha que veio a falecer em um acidente, mas nunca tive tanto medo de machucar alguém como eu tinha naquele momento. Eu estava receosa de que tudo voltasse a acontecer como meses atrás e eu a jogasse no chão novamente. Eu não sentia mais repulsa pela minha filha, mas eu não estava totalmente confiável afinal fazia apenas um dia que eu tinha terminado meu tratamento para depressão pós-parto.

- Tudo bem. Isso mesmo. Ta indo muito bem, querida. – Incentivava minha mãe, sempre bastante atenciosa.

- Ela está mamando.

- Está sim.

Algumas lágrimas escorreram em meu rosto enquanto assistia a Jessy mamar em meu peito.

– Você está curada, minha filha.

Eu sorri em meio às lagrimas com aquela frase da minha mãe. Estava muito feliz por ter me livrado da minha doença. Eu dava de mamar a minha filha e eu sentia que a amava novamente.

Um anos atrás...

Minha mãe entrou em casa após um dia de trabalho e ao fechar a porta finalmente me viu ali na sala estirada no sofá. Ela me olhou espantada provavelmente se perguntando o que eu fazia ali naquela hora do dia. Naquela hora eu estaria no trabalho dirigindo a empresa de que um dia foi do Sr. Banks. Agora era eu a dona da maior empresa de umas das revistas mais vendidas do país. Não era um trabalho fácil, eu passava bastante tempo trabalhando para que tudo desse certo com a publicação da revista no final do mês.

- Ué Natasha, o que houve? – Ela deu uma rápida olhada no relógio prata em seu pulso. — Por que voltou do trabalho essa hora? E o que é esse machucado na sua testa? – Minha mãe se aproximou do sofá onde eu estava deitada.

- Está tudo bem agora, mãe. – Eu disse apesar do enjôo que estava sentindo.

- O que aconteceu? – Ela se sentou na ponta da mesinha de centro de frente pra mim.

- Eu tive um desmaio, foi isso.

- Onde? – Ela passou a mão na minha testa afastando meu cabelo para melhor observar o machucado que eu fiz ao cair.

- Em frente ao prédio que eu trabalho. Eu estava atravessando na hora depois de passar na cafeteria, e aí aconteceu.

- Meu Deus! Tem noção do que poderia ter acontecido? Graças a Deus nada de pior aconteceu como um carro ou coisa pior passar por cima de você. – Ela disse nervosa. — Está se sentindo bem?

- Um pouco enjoada.

- Já é a segunda vez que você desmaia, Natasha. Você tem que ir ao médico ver o que você tem. Saúde não é coisa que se brinque, eu já te avisei.

Ela tinha razão. Eu realmente estava dando muita pouca importância pro que estava acontecendo comigo, e já era a quarta vez que acontecia esses desmaios, mas minha mãe só estava ciente de dois. Os outros dois aconteceram no banheiro da empresa e no meu escritório. Claudia me achou nas duas vezes e me socorreu. Mesmo assim eu não achava que uma atitude extrema como ir ao médico fosse necessária. Com certeza foi alguma coisa que eu comi na rua.

- Eu não preciso ir ao médico. Deve ser algo que eu comi.

- Eu estou realmente preocupada com você. – Ela se levantou da mesa e andou até a estante. Como eu já suspeitava, ela pegou o livro de endereços de médicos do meu plano de saúde. — Não come direito, vive enjoada, chora por todos os cantos da casa, e agora esses desmaios. O segundo na mesma semana. – Eu revirei meus olhos cansada. Eram sempre as mesmas frases. — O Gerard não está te fazendo mesmo bem. – Eu arregalei meus olhos, o que ele tinha a ver com a história? Eu tentando esquecê-lo de vez e ela revivendo o passado. — Acho que terei que achá-lo por mim mesma e trazê-lo até aqui. – Ela murmurou enquanto virava a página do livro.

- Você não ousaria. – Rapidamente me sentei aterrorizada no sofá.

- Você tem que viver. Está parecendo uma múmia desde que ele se foi.

- Isso não é pelo Gerard. – Eu gritei irritada.

- Ah, não? E é por quem?

- Eu já disse que comi algo estragado.

- Larga de teimosia. Vai ao médico ou então terei que ligar para a casa dos pais dele.

- Você nem tem sabe o número da casa dele. – Eu desafiei.

- Aí é que você se engana.

- Não, mãe. – Me levantei desesperada. — Deixa meus assuntos pessoais em paz. Eu mesma os resolvo. Não quero que se meta nesse assunto.

- Vai ao médico se tratar? – Ela se mantinha firme naquela decisão. Eu não tinha escolhas a não ser colaborar com a idéia dela.

- Ta. – Respondi me dando por vencida. – Eu vou marcar hoje mesmo.

- Ótimo. – Então ela me estendeu o telefone sem fio para que eu ligasse.

Eu realmente marquei a consulta, mas no dia seguinte ao chegar ao trabalho voltei a ligar para o consultório e desmarquei-a. Achei aquilo desnecessário. Até por que naquele dia havia acordado com uma disposição incrível e sem mais enjôos. Trabalhava normalmente quando me levantei para uma reunião. Me dirigi à sala onde era esperada por alguns dos funcionários da empresa e falava durante alguns minutos sobre as novidades da edição que estava por vir até desmaiar na frente de todos e ser acordada nos braços de um deles enquanto Claudia passava um algodão com álcool no meu nariz me fazendo voltar a si.

Daí minha mãe marcou uma consulta para mim e eu concordei em ir já que realmente aqueles sintomas estavam passando do limite. Nessa hora eu já esperava por más notícias. Até pesquisei na internet por doenças que causavam os mesmos sintomas que eu estava tendo, o que foi ainda pior, pois comecei a imaginar que estivesse com todos os tipos de doenças malignas possíveis e meu desespero só aumentou. Quando finalmente fui ao médico, fiz uma bateria de exames e então no dia de buscar o resultado descobri o que eu realmente tinha. E não era nada maligno, pelo contrário, eu traria a vida de um ser.

- Então doutor. O que eu tenho? É algo ruim? – Perguntei apreensiva enquanto estalava alguns dedos da mão.

- Creio que não. – Ele encolheu os ombros analisando os papéis com os resultados dos exames em suas mãos. — Algumas pessoas adoram receber esse tipo de notícias, são poucas as que reagem contrario.

- O que quer dizer exatamente? O que eu tenho? – Perguntei sem entender.

- Está grávida, Natasha. Meus parabéns. Está de quase quatro meses.

- O-O que? – Perguntei em meio de uma gagueira. Aquilo era praticamente impossível já que... Não, não era. Dois meses e cinco dias. O tempo exato que Gerard havia me deixado.

- Está grávida. – Repetiu ele numa felicidade que invejei. Queria eu estar daquele jeito. Pelo contrario, eu estava apavorada. Mal parecia que já havia estado assim antes (grávida). Era minha segunda gravidez, mas eu me sentia tão perdida, tão mal, tão infeliz.