Quando finalmente me acordei, estava na cabana em que o Trent tinha me levada no nosso primeiro encontro, se é que posso chamar aquilo de encontro. Me levantei e fui para a cozinha, encontrei ele cozinhando. Sorri com aquilo e me sentei na bancada que tinha.

–Bom dia

–Bom,quer comer alguma coisa? Fiz ovos com bacon

–Adoraria, mas antes preciso te contar uma coisa

–Certo,pode falar -ele se virou para mim e sentou-se na minha frente.

Comecei a contar o sonho que tive e que no final dele eu morria

–Bom é isso, não sei muito bem o que pode significar mas estou com muito medo

–Meri, a casa que você estava no seu sonho era a sua antiga casa em 1874. Seus pais morreram naquela casa na sua frente, você sofreu por muitos anos, naquela epóca eu te conheci melhor, bom,foi quando eu realmente me apaixonei por você.

Ele me abraçou e depois me beijou, nesse momento senti que minha mão estava umida.

–Trent?

Ele não se mexia, vi uma mancha enorme em seu peito de sangue e olhei para a minha mão.

Eu o tinha matado

–SOCORRO,ALGUEM ME AJUDA

Gritei para algum lugar, peguei meu celular e disquei o numero do Max, ele atendeu no segundo toque

–Que foi Meri?

–Max ele esta morto...- felei em meio a soluços

–Ele quem? Meri onde você esta? Vou te buscar

Felei onde estava e desliguei o telefone e voltei a chorar

–Trent volta pra mim...

*

Depois de um tempo o Max chegou e me encontrou no chão da cozinha chorando desesperada, ele veio até mim e me abraçou

–Me conta o que aconteceu

–Ele me contou uma coisa sobre o meu passado, e quando tinha se apaixonado por mim e depois disso ele estava morto e minha mão coberta de sangue

–Meri você não...

–Não sei Max, e se eu tiver matado ele? Nunca vou me perdoar, me ajuda por favor

O Max me abraçou com força, e chorei de encontro a seu peito, ficamos assim por horas

–Meri temos que ir, ou pelo menos enterrar o corpo dele

–Certo,okay, enterra-lo

*

Fomos para o lado de fora e o Max cavou uma cova para enterrar o Trent. Fui para uma árvore que tinha ali perto. Não aguentava ver alguem enterrando ele, ja tinha chorado muito, mas não sei como estava chorando mais ainda.

Senti alguem andando em minha direção

–Sai Max, não quero ver ninguem

–Que Max?

Olhei para frente e vi o cara que tinha me raptado, o "irmão" do Trent

–Como você me achou? O que esta fazendo aqui?

–Bem, essa casa tambem é minha, pra você que não sabe, e acho que meu irmão morreu hoje, por isso você esta chorando não é?

–Como você sabe? O Trent é mesmo seu irmão?

–Sim ele é meu irmão, meu irmão mais velho para ser exato,tenho um tipo de ligação com ele, coisa de familia ou algo assim, então eu meio que senti quando ele morreu. E acho que sei quem o matou

Congelei naquele momento, ele sabia, sabia que tinha sido eu, se ele sente o que o Trent sentia então ele sentia os nossos beijos? Que confuso

–Se você sentia o que ele sentia, você sentia tudo mesmo, desde uma batida até, hum...beijo?

–Se você quer saber se sentia os beijos de vocês dois? Não, eu não sentia -Ele sorriu e pegou em uma mecha do meu cabelo que estava solta

–Você o matou não foi? Não consegue ainda controlar a força dos seus poderes, você é igual a mim, America, seu poder é muito forte e não pode desperdiça-lo

–Eu nunca vou ser igual a você, pode esquecer isso. Posso ter até matado ele mas não foi de proposito, foi um acidente. Agora me deixe ir -Dei um passo na direção da casa, mas ele me jogou contra a árvore e me prendeu lá

–America você tem que me escultar

–Se eu pelo menos soubesse seu nome, acho que estou em desvantagem aqui

–Pensei que soubesse o meu nome, não é atoa que me chamou de babaca ontem,mas meu nome é Derek

–Meri onde você ta? -Ouvi o Max me chamando

–Certo,Derek, agora preciso ir, tenho um enterro para fazer, te vejo por ai

Sai e fui encontrar o Max, ele tinha acabado de enterrar o Trent, senti uma dor no meu peito e voltei a chorar novamente

–Max não consigo, tenho que ir -Sai correndo, só parei quando o Derek apareceu na minha frente

–O que aqui sozinha?

–Fugindo de tudo e de todos, simples assim

–É perigoso ficar aqui esta hora sozinha, venha comigo

–Eu sei muito bem cuidar de mim sozinha e como você mesmo disse, tenho meus poderes e não posso desperdiça-los

–Certo, você que sabe, espero que não morra

Assim que ele saiu, 4 homens de preto surgiram ao meu redor e comecei a correr. Um deles conseguiu me alcançar e lutou comigo. Ele era alto, com cabelos um pouco maior do que o apropriado e tinha enormes olhos castanhos. Distrai ele um pouco, mas ele acabou me derrubando. Na queda senti uma dor enorme na minha perna e varios cortes em meus braços.

Tentei chuta-lo mais não conseguia, bati em sua cabeça e ele caiu no chão. Quando finalmente consegui me levantar, um veio por minhas costas e betei em minha cabeça, fiquei um pouco sonza e comecei a ver tudo meio turvo.

Vi que os homens de repente começaram a cair no chão desacordados, senti alguem levantando minha cabeça e falando comigo

–America, você esta bem? Fale comigo por favor, te avisei que era perigoso

–Derek?

–Olhe esses arranhões, e sua perna esta doendo? -Ele me olhava preocupado, preocupado mesmo, e isso me lembrou o Trent. Ele me levantou e me carregou nos braços. Adormeci em seu peito.