Tudo acontece por uma razão
22 Pesadelo ou realidade?
Jane entra em casa sozinha e, imediatamente, o medo toma conta dela, dentro da grande sala com vista para a piscina e para os jardins, quatro homens saem do esconderijo, os mesmos quatro homens que já a atacaram uma vez. Ela começa a correr, tenta escapar, mas ela não pode, eles são muito mais rápidos que ela e um deles a agarra firmemente por trás, imobilizando os seus braços, enquanto os outros três se revezam para lhe bater e insultá-la, eles gritam de forma aterradora e Jane se força a não sucumbir perante aqueles quatro homens.
— Lésbica do diabo — gritou um dando-lhe um forte pontapé no estomago.
— Demente pecadora — grita o outro enquanto mantêm um sorriso e satisfação no seu rosto.
— Abominação do inferno — ouve Jane quase ao longe.
— Batam, batam mais para ela aprender, parece que nao aprendeu da primeira vez!
Em pânico e incapaz de escapar, ela observa quando um desses homens puxa uma faca e perfura o seu rosto de forma agressiva e sem titubear. Quase inconsciente, ela cai de cara no chão, percebendo como o seu próprio sangue obscurece a sua visão, os homens continuam a chutá-la, ela quase não sente mais dor. Um deles com um martelo bate no seu rosto. Jane ouve o barulho produzido pelos seus ossos a quebrar, depois, ela recebe um segundo golpe na cabeça gritando de dor.
Incrivelmente, apesar do espancamento, ela continua consciente e então ela vê a sua mãe se aproximando,
Jane — Mãe, por favor ajuda-me, eu sou tua filha! — Jane implora a ela para ajudá-la, apela-lhe ao coração, ao facto de ser sua mãe e dever ama-la, mas em vez disso, Angela acende um fósforo e joga para o lado dela, enquanto grita:
Angela — Como ousas chamar-me mãe? Eu não tenho filhas.
Jane — por favor! — Pede por entre lágrimas.
Angela — Agora, tu vais queimar no inferno, vais ter aquilo que mereces, sua pecadora, não foi isto que Deus quis ao criar o homem. — Fala virando as costas e retirando-se pouco a pouco da sala junto com aqueles homens. E então...
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