Tudo acontece por uma razão
8 Perspectivas de recuperação
A sorrir também, Maura disse:
MAURA: Bem, acho que tudo está claro, exceto por uma coisa...
FRANK: Os custos da operação? — Perguntou o Sr. Rizzoli.
MAURA: Não me refiro a isso — respondeu Maura- Os custos da operação não podem ser determinados até que a Jane seja submetida a alguns exames preliminares que determinarão a magnitude e o escopo do implante ósseo que ela requer. Embora eu não ache que o senhor se deva preocupar com isso, a Jane tem um seguro de saúde, e se ela me ajudar em questões da Fundação, ela também pode ser beneficiária de um dos seus programas de assistência, então, a única coisa que resta a esclarecer é quando a Jane pode viajar para Miami para iniciar o procedimento, sabendo que deve ser em breve, muito em breve.
FRANK: Eu acho que nós concordamos com a brevidade que é necessária, então assim que eu a levar para o hotel e voltar para casa, vou verificar a disponibilidade de passagens aéreas online, para que a Jane possa viajar no primeiro voo disponível a partir de amanhã. O que a doutora acha? – respondeu o senhor Rizzoli
Ambos assentiram, no entanto, o olhar e expressão de Jane refletiram uma dúvida, que o seu pai logo percebeu.
FRANK -Jane, há algo mais que te está a preocupar. O que é?
Ela hesitou em responder, mas no final, disse num tom sombrio:
JANE: Numa viagem como essa eu não vou conseguir colocar a minha balaclava, nem o patch, pelo menos não dentro de um aeroporto... cheio de gente.
O senhor Rizzoli e Maura olharam-se nos olhos, entendendo perfeitamente a inquietação de Jane, então Maura, depois de ler um pedaço de papel que ela tirou da bolsa, disse:
MAURA: O meu vôo para Miami é o AA2382, sai amanhã às 14:00. do aeroporto JFK, pela American Airlines. Acho que devemos verificar agora se tem disponibilidade, assim eu poderia passar por Brooklyn no caminho para o aeroporto, colocar-te um curativo especial Jane que te faria se sentir melhor, sem precisar de um adesivo ou uma máscara, e então iríamos juntas para Miami
Se não houver disponibilidade no voo, posso passar por aqui amanhã a caminho do aeroporto e com o equipamento necessário, deixar o curativo colocado. O que e que vocês acham disso?
Encorajados pelo excelente ideia, Jane ofereceu-se para subir ao seu quarto e investigar se havia disponibilidade online para o vôo mencionado por Maura. Frank e Maura assentiram. Jane, animado, subiu as escadas a correr. Quando Jane desapareceu das suas vistas, Sr. Rizzoli, animado, disse a Maura:
FRANK: Dra. Isles, eu realmente não tenho palavras para agradecer tudo o que a doutora está a fazer pela a minha filha. Eu tenho a certeza que eu não estava errado em pensar na doutora para tratá-la, não apenas porque a doutora é uma excelente médica, mas a doutora é também um incrível e único ser humano. realmente muito obrigado.
A sorrir Maura respondeu:
MAURA: Obrigado pelas suas palavras Sr. Rizzoli, a Jane é uma bela jovem que merece recuperar a sua vida, a sua auto-estima, e o senhor é um pai excelente que merece a alegria de ver a sua filha feliz novamente.
Ao ver a forma apressada como Jane desceu os degrau da escadas, e a emoção que se refletia no seu rosto, algo muito incomum nela, fez o Sr Rizzoli imaginar que ela havia encontrado espaço no vôo, então, assumindo o óbvio, o sr Rizzoli tirou o cartão de crédito da sua carteira e deu para a sua filha, que apenas em três grandes passos, voltou ao andar de cima para comprar a passagem online.
Maura e o sr. Rizzoli olharam-se nos olhos e sorriram.
FRANK: A dra. Isles percebe? Eu juro que estive muito tempo sem ver em Jane aquele raio de esperança que a doutora instalou nos olhos de ambos. Eu sempre acreditei que na Terra há anjos disfarçados de pessoas, tenho certeza de que a doutora é um deles.
Maura não pôde deixar de se comover com as palavras do Sr. Rizzoli, que agradeceu-lhe com um sorriso enorme, mas no momento em que ele ia responder ouviram Jane descer as escadas novamente, enquanto dizia, bastante animada, que já tinha comprado o bilhete de avião.
Naquele momento, Maura levantou-se do sofá e disse
MAURA: Perfeito Jane. Agora, preciso voltar ao hotel amanhã passarei aqui ás 10:30 da manhã para que tenhamos tempo de colocar a bandagem e ir para o aeroporto, tudo bem?
JANE: Sim — Jane respondeu, mostrando um pequeno sorriso novamente.
FRANK: Dra. Isles, deixe-me levá-la ao seu hotel como prometi.
MAURA: Claro Sr. Rizzoli, vamos?
FRANK: Ok — disse o Sr. Rizzoli, enquanto abria a porta da casa. Antes de sair, Maura, seguindo um novo impulso, o terceiro ou quarto daquele dia, aproximou-se de Jane e abraçou-a, quando o fez, notou um tremor quase imperceptível no corpo de Jane.
Maura supunha que isso se devia à emoção, por causa das novas perspectivas de recuperação que se abriram diante dela, aquela pequena luz no fim do túnel, que agora talvez ela pudesse ver.
Fale com o autor