Tudo acontece em Hangout Ville
2 Capitulo 2 – Esse mundo está perdido.
Notas iniciais
(Narração: Chloe) –
Observei tudo o que estava em minha volta. Tudo aqui mudou muito, agora as pessoas mal vão à rua e as que vão estão sempre com medo. E eu me perguntei: Medo de vampiros? Não há o que temer... Eles são apenas... Esfomeados. Que não gostam de pizza, hambúrguer, coca-cola, pão de queijo e todas as outras comidas boas... Eles preferem sangue, realmente é uma opção ruim, pois se eles forem a algum restaurante e falarem: “Poderia me dar sangue?” Com certeza o garçom iria rir, pois pensaria que seria uma piada.
– Aqui parece ser meio sombrio, não acha? – Logan me perguntou, ele é como se fosse um irmão para mim. Um caça-vampiro, assim como eu. Ele também é um ótimo amigo, companheiro e sempre está ao meu lado.
– Um lugar normal. – Respondo, logo em seguida volto a andar. Olhando para todas as casas, á procura do apartamento Losang Blues, que minha avó comprou para nós.
– Chloe! Espera, vai deixar suas malas? – Ele me perguntou, carregando apenas á dele. É... Esqueci-me de mencionar, ele não é nem um pouco cavaleiro. Parei para olhar para ele, e logo voltei para pegar a minha mala que estava no chão.
– Vamos perguntar para aquele homem... – Ele apontou para um homem que estava sentado em um banco lendo um jornal. – Ele deve saber onde fica.
– Pergunta você. – Respondi. Ele revirou os olhos. Fomos até o homem, que dobrou o jornal e nos olhou. Ele estava de óculos escuros, um chapéu e um casaco enorme. Bem estranho, pois nem sol está fazendo.
– É... Desculpe o incomodo, mas sabe onde fica o apartamento... – Logan ia terminar de falar, mas eu o interrompi.
– Está precisando pegar um sol. – Falei. – Tá muito branco. E esses óculos? Estão fora de moda a anos sabia? Sem contar esse seu casaco... Ah, claro... Lembrei! Você é um vampiro.
– O quê? – Logan arregalou os olhos e me olhou.
– Sem querer me gabar, mas... Eu sou muito inteligente! – Sorri. – Se fosse por você... Você nunca iria saber que esse cara é um vampiro! Logan, você é um retardado! Já ia falar onde era o apartamento, para um vampiro, idiota! Já pensou esse aí vir de noite no apartamento e nos matar?
– Como eu vou saber, se o cara tava de óculos e nem parecia vampiro? – Logan me perguntou, ficando com raiva.
– Não, nem dava para perceber! Apenas estava escrito na testa dele: VAMPIRO. – Gritei. E por um minuto desviei meu olhar. Percebendo que o vampiro não estava, mas lá. – Droga! Ele foi embora.
– Esquece. Depois ele aparece. – Logan falou. Concordei e seguimos andando, até chegar numa rua que parecia ser o lugar que minha avó descreveu para nós. Entramos na rua, e logo vimos um apartamento que havia um cartaz escrito: LOSANG BLUES.
Fomos até a portaria e nos apresentamos para o porteiro, entregamos um papel onde dizia que éramos os novos proprietários do apartamento 105, e ele nos entregou as chaves. Caminhos até o elevador em silêncio.
– Será que conseguiremos matar todos os vampiros de Hangout Ville? – Logan me perguntou, apertando o botão que estava com o número: “8”. Era o andar do nosso apartamento.
– Não sei. – Respondi sendo grossa.
– Chloe... Você está chateada por causa daquilo? – Ele me perguntou. Olho para ele e começo a sorrir.
– Não. Só estou pensando... E se formos mortos igual ao... – Paro de falar, ao me lembrar de tudo. Respiro fundo e volto a olhar para a porta do elevador.
– Não seremos. – Ele responde. Confirmo com um gesto de cabeça.
E finalmente chegamos ao nosso andar. Andamos até a porta e abrimo-la, revelando uma sala enorme, com sofás, televisão, mesa de centro, tapete e etc. Vou caminhando até o corredor, onde encontro uma porta. Vejo um quarto grande e com os móveis que minha avó havia mandado. Sorrio ao perceber que esse é o meu novo quarto.
Coloco minha mala no chão e vou olhando para todos os detalhes tentando absorver tudo. Essa vida nova, que eu terei que me acostumar. Deito na cama e fito o teto, observando a tinta branca que foi pintada delicadamente, e o ventilador que está parado. Levanto decidida a explorar toda a cidade, mesmo que eu ainda não tenha visto o apartamento inteiro. Abro a porta e vou até o Logan que está na cozinha parado, olhando tudo.
– Logan? Vou sair rapidinho, já volto. – Avisei.
–Tudo bem, vou com você. – Ele falou.
– Não precisa! Vou sozinha. – Respondo, saindo rápido pela porta antes que ele me siga. Entro no elevador e em questão de minutos já estou passando pelo porteiro. Começo a andar pelas ruas, e encontro algumas pessoas olhando assustadas para mim. O que elas querem? Uma foto minha? Eu sei que sou bonita...
Paro de andar e começo a observar um parque, onde tem bancos para se sentar balanços, escorregas... Tudo o que uma criança iria querer. Mas ao contrário disso, não vejo nenhuma criança. Está tão... Abandonado. Uma mão toca o meu ombro, uma mão gelada, diferente das que eu conheço. Sinto um leve arrepio percorrendo o meu corpo quando ouço uma voz.
– Está perdida? – Uma voz masculina, terrivelmente assustadora diz. Engulo em seco, e olho para a pessoa.
– Não. Só estou observando esse parque. – Digo, formando um sorriso nos lábios.
– Ah, viu Peter? Nossa você é paranoico! Desculpa, ele achou que você era uma caça-vampiros. Ele está igual um maluco procurando eles... Achando que poderá matar. – Uma garota diz.
– Vampiros? Como assim? E vampiros existem? Caça-Vampiros? – Finjo não entender nada, e começo a rir. Ela forma um sorriso nos lábios, fazendo uma expressão amigável. Ela gostou de mim tenho certeza.
– É. Vampiros não existem, a Tracy está louca. – Ele diz. Os dois são vampiros.
– É... Meu nome é Tracy e ele é o Peter. Quem é você? – Ela pergunta, sorrindo.
– Eu sou a Chloe. Sou nova aqui, eu e meu amigo. – Digo.
– Onde está ele? – Peter pergunta.
– Arrumando o nosso apartamento... – Minto. Passo as mãos pelo meu cabelo, enrolando as pontas deles.
– Espera, só um segundo. – Peter diz. E eu fico observando ele sussurrando algumas coisas para a Tracy. Como eu sei muito bem fazer leitura labial consegui ler algumas coisas.
– E se ela não for confiável? Podemos jantar ela... – Ele falou.
– O que? Ter uma amiga que não seja vampira, deve ser legal! Peter, temos que ver se ela é mesmo confiável. Vamos conversar com ela. – Tracy falou. E logo depois não consegui entender mais nada.
– Chloe, o que acha de ir até a casa da Tracy? – Ele falou. Confirmo com um gesto de cabeça. Mesmo sabendo que é muito perigoso visitar uma casa de vampira... Eu quero conhecer mais ela, para saber onde estão os outros.
– Você parece ser bem legal! – Ela sorri. Começamos a andar lado a lado, e eu vou falando com ela, até sentir algo vindo por trás de mim.
– SAI DAÍ! – Uma pessoa grita. Mas antes que eu pudesse sair, sou atropelada e jogada para o chão, por uma bicicleta. Rolo no chão e acabo caída, sem forças para me levantar permaneço no chão, um pouco tonta.
– AI MEU DEUS! Isso foi... ILÁRIO! – Tracy diz começando a rir. E Peter também. Reviro os olhos ainda no chão. Um garoto que quase não dá para eu ver o seu rosto, pois ele está com uma máscara de palhaço e uma touca na cabeça vem até mim.
– Está tudo bem? Eu que fiz você cair? Desculpa! – Ele diz.
– Não magina... Eu estou aqui, porque fiquei cansada de andar e resolvi deitar um pouco. – Digo sendo irônica. – E guarda essas suas desculpas, pois eu não aceito ela! Parece retardado! Não sabe desviar com uma bicicleta não?
– Ih, toda estressadinha! Bem feito! Era para ter machucado mesmo! – Ele gritou.
– Mal educado! Tomara que um carro passe por cima dessa sua bicicleta para você aprender! – Coloquei o meu tom de voz no mesmo que o dele. E me levantei, ficando de pé, e decepcionada por ver que ele era maior do que eu.
– Tomara que um carro passe por cima dessa bicicleta... Ai meu Deus! Isso é muito engraçado! – Tracy ri. Mas logo em seguida um carro em alta velocidade passa por cima da bicicleta e quebra ela todinha, fazendo as rodas irem para todos os lados. E o dono do carro, para e dá a ré parando na nossa frente.
– Bando de idiotas! Não vou pagar nada, não! – O homem grita e mostra o “dedo do meio” para nós. Vejo a Tracy tampando a boca com a mão. E percebo que o homem já está indo embora.
– AH, O QUE VOCÊS SÃO? PARANORMAIS? – O garoto grita. E eu seguro uma risada. Ele tira a máscara e joga no chão. Mas eu não consigo ver o seu rosto, pois ele está juntando as rodas da bicicleta que está toda destruída.
– Desculpa... – Tracy fala, olhando para o chão.
– Você não fez nada. – Peter fala.
– Realmente... Isso foi merecido. – Eu digo, com um tom de vitoriosa.
– Esse mundo está perdido. – O garoto choraminga. E começa a correr na direção que veio com a bicicleta. – Eu vou mandar a conta da bicicleta nova que irei comprar, para o correio de vocês! – Ele grita e vai embora.
– Eu vou ter que pagar por isso? – Tracy fica chocada.
– Claro que não! Ele nem sabe onde você mora. – Começo a rir. E então eu vejo que não percebi se ele era um vampiro ou não. Só irei saber na próxima vez que ver ele.
– Tudo bem... Vamos para a minha casa? – Tracy pergunta. E eu confirmo. Coloco as mãos nas costas enquanto ando, e vejo o resultado de ser atropelada por uma bicicleta: uma dor enorme.
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