Tudo Mudar.
1 No meu mundo
Notas iniciais
Essa fic foi totalmente feita para a Lumi.
Ela me desafiou a criar um Drama de Hizaki e Masashi que tivesse um final feliz.
Também me deixou claro o que ela queria que acontecesse no decorrer da fic. Se gostarem agradeçam a ela =3
A betagem ficou a cargo da Mallany (Te amo coisa divina) ♥
A fic terá apenas 3 capitulos e um epílogo. Todos postados na segunda feira *-* Exceto esse claro '-'
Sem mais...espero que gostem. ♥
Ela me desafiou a criar um Drama de Hizaki e Masashi que tivesse um final feliz.
Também me deixou claro o que ela queria que acontecesse no decorrer da fic. Se gostarem agradeçam a ela =3
A betagem ficou a cargo da Mallany (Te amo coisa divina) ♥
A fic terá apenas 3 capitulos e um epílogo. Todos postados na segunda feira *-* Exceto esse claro '-'
Sem mais...espero que gostem. ♥
[Hizaki Pov]
- Bichinha estúpida. Levanta. — Gritou o rapaz magro de cabelos coloridos para mim, eu procurava controlar minhas lágrimas para não parecer ainda mais patético.Passei as costas da mão pelo canto dos lábios machucados, observando a pele pálida de meus dedos ser manchada por meu próprio sangue.Se eu fosse parar pra pensar, não só ele, mais todos sempre me trataram assim. Eu não sabia por que ainda doía tanto.- Este não é lugar pra pessoas como você seu projeto de garota mal acabado. — Eu fazia questão de fechar meus ouvidos para as insinuações maldosas de Melody, namorada de Miyavi, o cara que sempre me importunava.Silenciosamente tateei o chão em busca de meus óculos. A garota pareceu perceber o que eu buscava com certa dificuldade, pois mal enxergava sem eles.- Está procurando por isso "esquisitinha"? — Disse a modelo com desdém quando em meio aos borrões de minha visão notei que ela segurava meus óculos entre os dedos finos.- Por favor...- Sussurrei envergonhado. — Me devolva. — Estendi minha mão em direção a figura deformada a minha frente, enquanto ainda permanecia sentado no chão.- Quer de volta? Tudo bem eu devolvo. — A ouvi sorrir cínicamente antes de jogar meus óculos no chão e pisar sobre eles com a bota de salto.Eu não sabia o que havia feito a ela, nem as outras pessoas que se divertiam as custas de minha dor. As gargalhadas ecoavam por meus ouvidos fazendo com que a primeira lágrima caísse, deixando meu coração em pedaços.Abaixei a cabeça e deixei o primeiro soluço escapar, lembrando do quão desgraçada era minha vida. Não existia nada de bom em nenhuma parte dela.Era frustrante ver que falhei em todas minhas tentativas de suicídio pra continuar vivendo nesse inferno.- Agora eu posso te devolver rídicula. — Usou uma cota extra de nojo na última palavra, e eu apenas fechei os olhos quando notei que ela jogaria os óculos em mim.- A única coisa ridícula aqui é essa sua atitude Melody. — Ouvi a voz grossa e séria soar próxima, abrindo meu olhos e notando com dificuldade que uma pessoa muito alta segurava o braço da garota, a impedindo de me lançar os óculos quebrados.- Largue minha namorada seu...- Não consegui ver direito, mais imagino que não precisou mais que um olhar por parte do grandalhão para que Miyavi se calasse.- Seria uma pena que um cara tão gostoso como você se interessasse por um tipinho feito esse. — A moça me apontou com soberba e eu novamente abaixei o rosto, ciente de minha insignificancia.- O que é uma pena, é uma pessoa como você fingir que não está se roendo de despeito por um cara conseguir ser mais bonito que você. — Não acreditei no que meus ouvidos ouviram. Ele me achava bonito? Com esse meu cabelo enorme, liso e escorrido, essa cara de besta, o óculos maior que minha cara e minhas roupas de nerd?Forcei a vista para ver se conseguia enxergar com clareza a expressão de Melody. A vi puxar o braço com força, libertando-se das mãos do grandalhão.- Vai se arrepender de dizer isso pra mim Masashi. — Bateu o pé no chão bufando furiosa. O homem a sua frente se quer se moveu. Eu estava com os olhos arregalados, surpreso por alguém ter me defendido depois de quatro anos aturando toda aquela tortura diária.Ela não poupou esforços, e ao passar por mim chutou um de meus cadernos o jogando sobre meu colo. Suspirei o pegando e tentando alcançar os outros espalhados pelo corredor.Eu já deveria estar acostumado com aquilo, mais a dor nunca deixava de ser latente. A solidão sempre foi algo doloroso. Será que foi com esse propósito que Deus me criou? Pra ser abandonado e humilhado por todos e pra sempre?- Você está bem? — Me perguntou a voz grave me fazendo encolher por instinto no canto da parede quando ele se aproximou de mim sorrateiramente. — Tudo bem, eu só quero ajudá-lo. Eu sou Masashi. — Abriu um sorriso que não pude enxergar mais do as sombras. Daria qualquer coisa pra estar com meus óculos.- Hi-zaki... — Sussurrei tímido abaixando minha cabeça em uma leve reverência.- Eu sei. — Senti meu coração esquentar com essas palavras, podia até dizer que eu estava feliz. Mais por que eu estava feliz? — Acho que isso é seu. — Me estendeu a mão com o que sobrou de meus óculos.- Arigatou gozaimasu. — Agradeci pegando o objeto. Ele me ajudou a recolher os cadernos e em seguida me ajudou a levantar.- Vai ficar bem? — Perguntou ainda com o meio sorriso e eu apertei meus cadernos contra o peito, deixando minha mente vaguear. Eu poderia mentir e dizer que sim, ou eu poderia contar a verdade e dizer que nunca vou poder estar bem de fato. O que me deixaria ainda mais ridículo.- H-Hai...- Gaguejei sentindo minha garganta raspar a resposta mentirosa. Novamente me inclinei fazendo a reverência tímida e em seguida me virei-me de costas me preparando para seguir mais um dia de torturas e humilhações naquela escola.Meus cadernos abraçados contra meu peito, meus óculos arrebentados, pela nonagésima vez naquele ano, preso entre meus dedos, eu de frente para um corredor, cheio de pessoas que me desprezam e sem enxergar um palmo diante do meu nariz.
Novamente meus olhos se encheram de lágrimas que eu relutava em não deixá-las cair. Eu esperava a confiança que sempre me obrigava a conseguir para poder dar um passo a frente e continuar.Realmente, não existe nada mais cruel do que estar sozinho.- Parece que não vai conseguir sozinho. — Esqueci como se respirava no momento em que as duas mãos grandes seguraram meus ombros de forma gentil, me trazendo para junto de seu corpo.Com o sobresalto, soltei os cadernos que segurava fazendo com que caíssem novamente. Alguém estava me ajudando. Ele estava me ajudando.- Gomen...- Disse com a voz chorosa tentando ocultar a vontade de chorar o máximo que me fosse possível.- Não se preocupe, sei que não está acostumado com ajuda. — O ouvi sorrir minimamente.- É...não estou. — Sussurrei na intenção de que só eu ouvisse, mais ele pareceu ouvir. Recolheu calmamente meus cadernos os estendendo para mim novamente.Os peguei com as mãos trêmulas, sentindo meus dedos tocarem os seus quando agarrei os cadernos.Corei de imediato, buscando me desculpar com a dificuldade que minha tímidez proporcionava.- Não se preocupe, está tudo bem. — Novamente tentou me tranquilizar. — Você não está enxergando bem não é? — Perguntou fixado os olhos em mim.Eu realmente sou o ser mais estúpido da face da terra, nerd, sem amigos, tímido, antesocial e além de tudo, cego.Balancei a cabeça negativamente, enquanto encarava o chão que estava me causando náuseas, por parecer estar se movendo.- Te levarei até um amigo. Ele com certeza irá te ajudar. — Eu realmente não tinha muitas opções. Não podia dizer que isso já não tinha acontecido e que passei praticamente o dia todo esbarrando e tropeçando em tudo o que aparecia em minha frente.Mais nunca alguém se preocupou em me ajudar, aquilo foi como se pela primeira vez alguém notasse que eu existia.- Está chorando? — Mesmo com a visão embaçada pelas lagrimas e pela miopia, consegui notar que ele me olhava confuso.Tentei negar com um maneio de cabeça negativo enquanto comprimia os lábios machucados.- Segurar as lágrimas não é pior? — Perguntou num tom de compreenção que fez com que minhas lágrimas desabassem silênciosas por meu rosto machucado.Deus como eu odiava chorar. Era tão sem propósito, se lagrimas resolvessem, minha mãe estaria viva e meu pai não me odiaria por ter causado a morte dela.Sentia meu coração bater tão forte, que minhas pernas ficaram bambas. Meus soluços aumentavam e droga, agora eu nunca pararia de chorar.Eu já estava quase me ajoelhando no chão quando as duas mãos voltaram a tocar meus ombros, desta vez me trazendo de encontro a seu peito e me abraçando forte.Meus olhos se arregalaram com a surpresa, mais eu não me movi, permaneci envolvido em seus braços, sentindo a mão grande acariciar o topo de minha cabeça.Deus como ele é grande. Perto dele eu parecia menor do que de fato sou.Ele não disse uma palavra, apenas continuou me abraçando no meio do corredor, agora vazio, até que eu me acalmasse.Lentamente fui conduzido até o local que conhecia tão bem. O lugar daquela escola que eu mais visitava, a enfermaria.- Jasmine. — Masashi chamou o enfermeiro o fazendo nos olhar.- Olá Masashi. Hizaki...- Caminhou até mim. — O que lhe fizeram desta vez? — Colocou uma das mãos em meu ombro esquerdo.Estendi-lhe a mão mostrando o óculos esmilhado.- Tsc. Esses garotos não tem jeito. Venha, sente-se aqui. — Me puxou gentilmente pela mão, me ajudando a sentar na maca. — Vamos cuidar primeiro desse corte em sua boca sim?Jasmine era sempre gentil. E graças as minhas frequentes visitas a enfermaria, ele era a única pessoa que me dirigia a palavra naquela escola.- Prontinho. — Disse satisfeito após terminar o curativo.- Obrigado. — Sorri timidamente, não era bom em expressar minha gratidão.- Jasmine, quanto aos óculos, ele quase não enxerga sem eles. — Disse Masashi ao enfermeiro.- Sim. Hizaki tem miopia, quase 8 graus. Está bem avançada. — Concluiu o enfermeiro.- Ele não pode passar o dia sem enxergar. — Reforçou o mais velho fazendo um pequeno riso escapar dos lábios de Jasmine.- Claro que não Masashi. Hizaki...- Virou-se para mim. — Já usou lentes de contato?Balancei a cabeça negando, o ouvindo sorrir. - Bom, então talvez incomode um pouco, mais é melhor do que não enxergar. — Disse num tom alegre me fazendo sorrir minimamente.- Você tem lentes aqui? — Masashi não escondia a surpresa.- Infelizmente não. Mais como o grau de miopia de Hizaki é superior ao meu, ele pode usar uma de minhas lentes sem nenhum problema. Claro que não por muito tempo. — Resaltou.- Melhor do que nada. — Ouvi o mais velho sorrir.- Vou pegá-las. Fique quietinho aqui Hizaki. — Disse alegremente antes de sumir pela porta. Me deixando novamente na companhia do moreno.- Você mora com seus pais? — Perguntou tentando puxar assunto. E também, já tocando em uma ferida completamente aberta sem saber.- Com meu pai...minha mãe morreu quando nasci. — Sorri tristemente, me lembrando dos problemas que isso me causava.- Sinto muito. — Percebi que ele ficou sem graça, mais ele não tinha culpa.- Tudo bem. - Por que não conta a seu pai as coisas que lhe acontecem? — Novamente um cutucão em meus machucados mais profundos, fazendo meu coração se esmigalhar cruelmente.- Ele...sabe. — Abaixei a cabeça sentindo as lágrimas molharem meus joelhos.- E por que não faz nada então? — A indignação estava presente em suas palavras.- Ele me culpa. — Me permiti sorrir amargamente.- Pelo que?- Pela morte de minha mãe. — Agora eu já não conseguia controlar as lágrimas.- Isso é um absurdo. Seu pai é doente.- Por favor, não o julgue. — Mesmo sem ver direito, senti seus olhos pesarem sobre mim. — Como se sentiria se a pessoa que mais ama no mundo te deixasse para que outra pessoa vivesse? E pior, como seria olhar pra esta pessoa todos os dias e se lembrar que ela te tirou a coisa mais amada de sua vida?- A culpa não foi sua. — Disse em tom sério.- Mais ele não vê isso. — Sorri mesmo que entre as lágrimas.Eu era mesmo uma pessoa desgraçada na vida, problemas com o pai, com colegas de escola e até mesmo animais me odiavam. Realmente nasci pra ficar sozinho.- Voltei. — Notei o vulto saltitante de Jasmine adentrando a sala novamente. Abaixei a cabeça quando ele se calou, provavelmente notando que eu estava chorando. — Hizaki, se continuar chorando desse jeito vai me fazer economizar colírio. — Disse em tom zombeteiro me arrancando uma risada.A única verdadeira em meses.- Vamos lá, erga a cabeça. — Disse calmamente segurando meu queixo e levantando meu rosto. — Masashi, faça algo de útil e segure aqui. — Estendeu a caixinha para o grandão parado ao seu lado.- São verdes. — Ouvi a voz supresa de Masashi.- Só tenho verdes e azuis esqueceu? — Sorriu enquanto cuidadosamente pegava a fina camada com um dos dedos levando-as até meus olhos. — Abra bem os olhos. — Obedeci, e a primeira lente se encaixou em minha orbe. E rapidamente o ato se repetiu, indo para meu outro olho.Pisquei algumas vezes com o incomodo causado pelas lentes. Vagarosamente passei a abrir os olhos, e notei Jasmine que estava com o rosto próximo ao meu, com as mãos apoiadas em seus joelhos.- Você está uma graça Hiza-chan. — Sorriu apertando uma de minhas bochechas, e se levantando, me deixando corado.- Olhos verdes combinam com você. — Ouvi a voz grave ao meu lado, me virando para seu dono e me deparando com o sorriso mais lindo que já vi.Droga! Como eu desajava ter conseguido sair do lugar e ter sumido da frente dele naquele corredor. Desejei nunca tê-lo visto na vida. Por que eu sei exatamente o que quer dizer meu coração batendo desesperadamente em meu peito.Eu sei que isso só significa uma coisa. Quer dizer que sofrerei muito se eu insistir. Esse sentimento nunca terá chance de dar certo. Tire isso da cabeça Hizaki. Tira agora seu idiota.Enquanto tentava me convencer de que eu teria problemas maiores se me apaixonasse eu continuei a olhá-lo, somente desviando os olhos quando ouvi um pequeno risinho por parte de Jasmine. Corei violentamente por ser pego a encará-lo daquela maneira.- Acho que vocês se conheceram hoje não é? — A voz alegre de Jasmine dominou meus ouvidos. — Este foi o garoto que lhe falei Masashi. A razão de eu ter lhe pedido que voltasse para a escola.
Não entendi uma palavra do que Jasmine falava. Ele havia falado de mim para Masashi e por isso ele estava aqui? O que isso quer dizer?- Hizaki. Masashi é o filho mais velho do diretor da escola, e estará aqui todos os dias como vice diretor. Eu o chamei para tentarmos resolver esse problema dos alunos com você. — Ele sorriu e eu fiquei ainda mais envergonhado.- Ora por favor...não se incomodem, eu já estou...- Meu sorriso falso morreu em meus lábios ao pensar na ultima palavra. — Acostumado. — Saiu como um sussurro.- Não se preocupe Hizaki. O Masashi é muito experiente em lidar com valentões. — Notei a voz de Jasmine pesar consideravelmente, mais logo ele retomou o tom alegre. — Ele com certeza colocara fim em seu mártirio. — Sorriu.Busquei os olhos do maior e ele me encarava também com um sorriso. Sorri minimamente, agradecendo com um manear de cabeça. Por que pra quem não tinha opção nenhuma, confiar nele era a única solução.***As semanas se passaram, eu era ignorado, Melody ainda me olhava como se quisesse me explodir e meu pai ainda não suportava olhar em minha cara.Mais pelo menos, eu tinha parado de visitar a enfermaria todos os dias. Toda vez que um grupinho se aglomerava a minha volta e eu me sentia ameaçado, Masashi surgia do nada e me protegia.Cheguei a cogitar que ele fosse um anjo. Eu não queria amar. Eu já tinhas motivos de sobra pra sofrer. Não precisava de mais um.No entando, estava sendo impossivel segurar aqueles sentimentos dentro do meu coração. Mais eu não os revelaria.Sei meu lugar. E tambem sei que esses sentimentos jamais serão retribuídos. E é pensar nisso que faz minha alma doer desgraçadamente.- HIZAKI. — Ouvi o grito por parte de meu pai, desligando a torneira e indo até a sala enquanto enxugava as mãos no avental de babados da mamãe.- Sim. — Respondi um tanto baixo demais. Como tudo que eu falava.- ONDE ESTÁ A DROGA DO MEU RELATÓRIO DA EMPRESA? — Gritou me fazendo encolher. Meu pai era muito rígido, comigo e com todos os seus funcionários mais a diferença é que ele só se lembrava de mim para me dar bronca.- Na sua mesa...lá em cima. — Gaguejei apontando as escadas.- NÃO ESTÁ LÁ. VOCÊ LIMPOU O QUARTO ONTEM. — Se aproximou rapidamente me fazendo dar um passo para trás, o que não o impediu de agar meus ombros e me sacudir violentamente. — ENCONTRE AQUELA PORCARIA ANTES QUE EU PERCA O POUCO DE PACIÊNCIA QUE ME SOBRA. Ao término do grito ele me empurrou com violência para diante da escada. Com a força aplicada no golpe, não pude evitar enrroscar o pé no primeiro degrau da escada, sendo obrigado a proteger meu rosto com os braços quanto caí com força sobre os mesmos.Fiquei alguns segundos deitado sobre os degraus, sentindo a ardência nos meus braços ralados e eu parecia ter torcido o tornozelo.Comecei a me mover me sentando sobre o terceiro degrau e observando meus novos machucados com uma tristeza além do normal.Senti as lágrimas se formarem em meus olhos, tentando impedi-las de cair. Embora não fizesse sentido já que depois eu choraria de qualquer forma.Vi meu pai dar um curto passo em minha direção, obrigando a si mesmo a parar no mesmo momento, fechando suas mãos e virando a face para o outro lado.Eu sabia a mágoa que ele tinha. E sabia que até hoje ele só não havia me espancado por em tudo eu lembrava minha mãe.Segurei firme o corrimão me forçando a levantar, sentindo meu tornozelo doer 10 vezes mais. Mordi os lábios enquanto subia os degraus com dificuldade devido aos pés machucados. E só agora eu havia notado, mais meus joelhos também sangravam. Igual meu coração.Cambaleei até o quarto de meu pai, indo até sua mesa para tentar encontrar seu relatório. Ele tem tanto ódio de mim que trabalha até aos domingos para não ter que olhar em minha cara.Pensar nisso fez meu coração se apertar tanto que as lágrimas quase explodiram em meus olhos, escorregando por meu rosto.Finalmente encontrei o envelope com o relatório sobre suas anotações. Respirei fundo pensando no longo caminho de volta.- Por que está demorando tanto? — A voz igualmente séria mais um tanto mais baixa soou próxima a porta me fazendo travar.- Go...Gomem. — Abaixei a cabeça estendendo a mão com o envelope. Ele se aproximou minimamente puxando o mesmo de minha mão de forma violenta. Me olhou por curtos segundos e me deu as costas novamente, caminhando para porta.Essa era uma das vezes em que eu apenas tinha de ficar calado.- Papai...- Mais eu não fiz isso. Ele parou já proximo a porta, mantendo-se de costas pra mim. Eu sabia o quanto ele odiava quando eu o chamava de pai. Nesse momento minhas lágrimas já me dominavam, me dificultando falar. — Si...Sinto...Muito...Eu não...Eu juro...Nunca quis estragar tudo. — Me entreguei ao choro compulsivo e aos soluços desesperados, enquanto escondia meu rosto com minhas mãos.Por longos minutos tudo o que ouvi foram os sons dos meus soluços, que quase me impediam de respirar. Então, me surpreendendo completamente, senti dois braços me envolverem.Arregalei os olhos enquanto uma das mãos estavam em minhas costas e a outra acariciava meus cabelos. Minha cabeça estava descançando em seu peito e senti as lágrimas de meu pai caírem sobre mim.Realmente não sei o que estava acontecendo, mais pela primeira vez em anos me senti seguro. Agarrei a camisa preta de meu pai e afundei o rosto em seu peito, chorando toda minha dor e mágoa, para que pudesse encará-lo com meu coração mais leve.- Eu preciso entregar esse relatório. — Me afastou calmamente olhando em meu rosto, me segurando pelos dois ombros. — Seja um bom garoto. Eu volto logo, e te levo no médico. — Disse acariciando minha face com uma das mãos.Maneei a cabeça em positivo e ele deixou o quarto. De certa forma eu me sentia mais leve. Mais eu ainda não podia dizer que estava feliz.***No decorrer dos dias minha amizade com Masashi e Jasmine só tinha aumentado, e quase sempre eu estava com eles. O que rendia muitos cochichos e muitos olhares maldosos em minha direção.Miyavi sempre dava um jeito de esbarrar em mim, um modo de deixar claro que ele estava atento a qualquer oportunidade de me pegar sozinho.Senti meu corpo tremer. Mais logo os braços de Masashi repousaram em meus ombros fazendo meu coração se acalmar. Tê-lo por perto sempre me deixava calmo.Eu até arriscava sorrir quando ele estava comigo. Com ele, minha vida parecia não ser o inferno de costume. A relação entre mim e meu pai estava se tornando interessante, a falta de convivência estava deixando os dois em situação difícil. Ambos não sabiamos o que fazer ou dizer um ao outro.Mais pelo menos ele não brigava mais comigo, e não me machucava. As vezes até sorria para mim, e isso já é mais do que cheguei a sonhar para nosso entendimento.Meu pé ainda não estava 100% bem depois que o torci nas escadas, então fui dispençado da aula de Educação Física.Aproveitei para ir visitar Jasmine, já que Masashi provavelmente ainda não haveria chegado.Deixei a quadra seguindo para o pavilhão da escola onde ficava a enfermaria, do outro lado do imenso terreno.Mais ates mesmo que eu passasse pelos vestiários na saída do ginásio, senti meu braço ser puxado com força, me fazendo travar e olhar assustado para quem me segurava.Ao vê-lo senti meu coração falhar umas duas batidas, e eu não acreditava na minha má sorte.- Mi...Miyavi. — Gaguejei seu nome com os olhos arregalados, e em seguida fui empurrado para dentro do vestiário.- Sentiu minha falta viadinho? — Sorriu malicioso me olhando de cima a baixo. Enquanto ele se aproximava eu buscava desesperadamente um lugar para onde pudesse correr. — Não tem para onde fugir. Você só sai daqui passando por mim, e você não vai passar. — O sorriso de soslaio me botava medo.Me amaldiçoei por ter deixado a quadra sozinho.- O que...quer? — Perguntei tendo plena vontade de socar minha cara por estar aparentando tanto o meu medo. O que só divertia mais o maior a minha frente.- Quero matar a saudade. — No momento em que ele fez um gesto estralando os dedos das mão, meu corpo enrijeceu contra o azulejo frio do vestuário.Merda! Acabei percebendo que as coisas eram muito piores quando uma de suas mãos me puxou pela cintura, colando nossos corpos.- O que vai fazer? — Perguntei encarando seus olhos desesperado.- Vamos apenas dizer que ultimamente reparei o quanto você é gostosinho, e senti...- Aproximou os lábios de meu ouvido sorrateiramente. — Uma vontade enorme de te foder. — Pânico. Foi tudo que senti naquele momento.Minha mente ficou em branco e eu não tinha forças pra agir. Eu estava cansado de sempre chorar, mais era só isso que me restava, já que desta vez Masashi não estava ali.- Por favor...Pare. — Implorei tentando afastá-lo inutilmente, enquanto seus lábios estupravam meu pescoço, prendendo meu corpo trêmulo contra a parede. Juntei ambas as mão em seu peito na tentativa de afastá-lo mais nada do que eu fazia o atingia.Me obrigando a virar o rosto para ele, ele tomou meus lábios, me obrigando a comprimi-los para que ele não me roubasse o primeiro beijo.Consegui fazer com que uma de minhas mãos chegassem aos seus cabelos, e então a embrenhei nos mesmos, puxando com toda força que não tenho idéia de onde veio.Ele se afastou minimamente e eu puxei o ar com força, antes de sentir o golpe contra meu rosto que me deixou tonto.- SEU MERDINHA FILHO DA PUTA. — O ouvi berrar e então senti outro soco em minha face, desta vez fazendo o sangue em meu nariz espirrar, junto com o sangue que já escorria nos cantos dos meus lábios.Deslizei as costas pela parede até me sentar no chão, eu já não estava enxergando as coisas muito bem.- Eu vou te ensinar loirinho. Vou te ensinar como uma vadiazinha tem que ser fodida quietinha. — Gargalhou de forma doentia, amarrando meus pulsos um no outro com minha gravata, parte do uniforme do colégio.Eu já estava me esforçando muito pra ficar acordado depois das pancadas na cabeça. Nem tive força para sequer mover as mãos enquanto ele me amarrava.Com um forte puxão, ele rasgou um a um, todos, os botões da camisa branca do uniforme, deixando meu peito a mostra.O vento frio da manhã chocou-se contra minha pele fazendo meu corpo arrepiar-se involuntariamente.Eu só conseguia pensar em Masashi enquanto os lábios e as mãos asperas de Miyavi passeavam por meu corpo.Por que eu? O que eu fiz afinal?Mesmo com a pouca consciência que eu tinha no momento, minhas lágrimas não pararam de cair...e tudo o que eu queria, era que Masashi aparecesse e me salvasse de novo.Mais ele não ia aparecer. Nem sempre ele poderá estar comigo, e eu sabia que isso iria acontecer cedo ou tarde. No entanto foi mais cedo do que eu imaginava."Onde você está Masashi?"Mais uma lágrima derramada inutilmente.- Miyavi, larga ele. — A voz soou firme, mais não era a voz que eu queria ouvir.- Melody? — Os olhos do garoto se cruzaram com os olhos assustados da loira.- O que está fazendo seu idiota? ISSO JÁ É LOUCURA. — Gritou dando uma bronca no namorado.- Isso não é da sua conta. Caia fora daqui e me deixe continuar. — Ele se virou pra mim com o sorriso demoníaco e por instinto me encolhi como pude.- Para Miyavi...DEIXA ELE EM PAZ. — Melody pulou nas costas do namorado na intenção de pará-lo, mais tudo que ela conseguiu foi uma bofetada e um empurrão que a fez bater a cabeça na parede.- Eu disse que não era da sua conta. — Sorriu de canto se virando para mim. — Onde paramos? — Novamente se abaixou até mim, puxando meus cabelos e me obrigando a levantar.Agora com as mãos amarradas, eu não conseguia fazer muita coisa. Tentei gritar mais minha voz simplesmente não saía.Meu coração estava em pânico e eu tremia completamente.Puxou um pouco mais minha camisa descobrindo meus ombros e dando uma forte mordida em cada um deles.Minha garganta ardia devido aos meus soluços e minhas súplicas para que ele parasse. Maior foi meu desespero quando suas mãos pararam no cós de minha calça, intencionando abaixá-la. - P-Por...favor...- Resolvi tentar apenas mais uma vez, mais ele apenas riu de minhas palavras.- Você vai gostar...- Sussurrou sensualmente em meu ouvido depois de se ajeitar entre minhas pernas. Não me restava mais nada a não ser me conformar. Eu não conseguiria me salvar.Fui totalmente surpreendido quando alguém puxou Miyavi bruscramente, o tirando de cima de mim. Notei que esse alguém era Masashi, e assim que Miyavi estava longe de mim, Jasmine o acertou em cheio um murro no meio da cara.
Masashi o soltou deixando que ele caisse no chão, cuspindo o sangue de seus lábios.- Da próxima vez que pensar em se aproximar dele, lembre-se que o soco será dado por mim. — Masashi o alertou terrivelmente sério.E só então notei Melody encolhida atrás de Masashi. Não entendo por que, mais ela foi buscá-lo acho que devo uma a ela.Masashi se aproximou de mim — agora praticamente deitado sobre o chão — rapidamente. Desamarrou meus pulsos e em seguida ajeitou minha camisa cobrindo me peito.- Você está bem? Ele fez alguma coisa? — Perguntou olhando em meus olhos enquanto segurava meu rosto entre as mãos.Não contive o choro e me lancei em seus braços o abraçando fortemente.- Obrigado...- Sussurrei com voz embragada. — Obrigado por não me abandonar.- Eu jamais te deixaria sozinho pequeno. Mais me desculpe por ter chegado tão atrasado. Nunca mais vai acontecer. Eu prometo. — Disse acariciando meus cabelos e me levantando nos braços, seguindo comigo pela enfermaria.Eu apenas continuei chorando em silêncio sobre seu peito. Eu confiava nele. Eu via nele, a esperança de TUDO MUDAR.
Notas finais
Se gostaram deixem review =3
E se não gostaram... '-'
ME XINGUEM MAIS DEIXEM REVIEW ....XD
E se não gostaram... '-'
ME XINGUEM MAIS DEIXEM REVIEW ....XD
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