Notas iniciais
Novo capítulo!

26 de Agosto, 9h30, colégio Phoenix, Refeitório

Ju and girls:

- Aff, não aguento mais estudar! — Manu disse

- Nossa fia, mas as aulas começaram não faz nem um mês! — Carol falou

- E eu por acaso gosto de estudar? Só essa daí — apontou pra mim — que largou a 'faminha' pra se tornar nerd! Tu é louca Ju!

- Até parece que você não sabe o porque disso tudo! — eu falei e um nó já se formava em minha gartanta, estava pretes a chorar, mas aguentei. Não iria mais aguentar um dia com tantas lembranças, é muito pra mim.

- Ah Ju, não fia assim! Vai, é passado! — Milena disse.

- Eu queria! Mas quem disse que eu consigo? Tudo mudou tanto, mas parece tudo igual de novo! Não entendo mais nada!

Elas não falaram mais nada. Sabiam que o silêncio consola tudo. Pelo menos pra mim. Mas minha cabeça fervia. Não queria que tudo voltasse, já havia superado pelo menos um pouco e agora vem essa avalanche de surpresas. As aulas se passaram rápido e eu voltei pra casa. Entrei, disse pra minha mãe que não estava com fome e subi para meu quarto. Me joguei na cama. Fiquei olhando pro teto pensando em tudo o que estava acontecendo e derrepente comecei a chorar. Não estava aguentando, era muita pressão, tinha que chorar pra acabar com aquilo tudo. Fazia tempo que não chorava desse jeito. Tudo o que aconteceu acabou comigo e eu chorei tudo o que tinha que chorar somente no dia.

~FLASH BACK ON~

Pedro olhava nos meus olhos dizendo não. Mas seus olhos estavam marejados e não diziam isso.

— Você não me ama Pedro?

- Não Ju.

- Mas, porque? Todo esse tempo foi fingimento?

- Não, mas eu não posso falar.

- Você tem outra não é? Uma melhor do que eu. — e saí correndo pra casa, no meio da chuva, mas antes escutei ele falar:

- Um dia você vai saber Ju e eu espero que entenda.

Depois desse dia nunca mais fui a mesma, nunca mais fui aquela Ju.

~FLASH BACK OFF~

Em meio a pensamentos eu dormi.

26 de agosto, 13h00, Casa dos meninos.

Pedro Lanza and boys:

- Dudes, eu estou com sono e não aguento mais estudar. — Thomas disse se jogando no sofá.

- Nossa, nem fomos pra escola direito! — Pedro Lucas disse rindo.

Thomas só virou os olhos e ligou a tv. Lucas foi pra cozinha e eu sentei no outro sofá, olhando pro nada.

- Ei dude, o que aconteceu? — Pedro Lucas perguntou — Faz tempo que tu tá assim.

- Verdade. — Lucas chegou na sala.

- Não sei — eu disse, confuso.

- Como não sabe? — Thomas perguntou.

- Só.. não sei.

- Tem a ver com a Juliana né? — Lucas disse.

- Tem. Ela caiu em cima de mim hoje e eu fui falar com ela depois, ela só me deu patada. — eu disse.

- Também né. — Thomas retrucou.

- Caramba, você sabe o porque daquilo não é Thomas! Você pensa que eu não me condeno por isso até hoje? — eu disse, ficando irritado.

- Faz alguma coisa ué! — Pedro Lucas disse.

- Tipo o que? — eu disse.

- Sei lá! Vai falar com ela.

- Hm, vocês vão me ajudar nisso.

- A gente? — Todos disseram juntos.

27 de agosto, 7h30, Colégio, Pátio.

Ju and girls:

Cheguei na escola e fui sentar com as meninas na mesa de concreto.

- Hey girls! — eu disse.

- Hey — responderam em coro e me olharam assustadas.

- O que foi? — Perguntei.

- Você tá de lápis? — Milena disse.

- Tô, porque?

- É que faz tempo que tu não passa. — Manu disse.

- Deu vontade, tava lembrando de quando eu passava quinhentos litros de lápis no olho — eu ri e as meninas começaram a rir junto comigo.

Milena parou de rir e disse:

- Ih Ju, se prepara.

- Pra que? — Eu perguntei e olhei pra onde ela estava olhando. Seria melhor se eu não tivesse olhado. Pedro Lanza, Pedro Lucas, Thomas e Lucas estavam vindo em nossa direção. Virei pra frente e encarei Milena.

- Oi meninas! — Pedro Lucas disse e sentou ao lado de Carol.

- Oi — dissemos em coro.Lucas sentou ao lado de Manu e Thomas ao lado de Milena, advinha quem sentou ao meu lado? '-'

Na hora em que ele sentou, meu corpo estremeceu todo, mas eu tentei disfarçar. Pelo que eu vi, o dele também. Meu coração havia disparado. Eu admito, não esqueci ele. Mas fazer o que? A vida é injusta, não é?

As menina logo começaram a conversar com eles e eu fiquei lá, brisando.

- E aí? — Pedro disse.

Olhei pra ele com uma sobrancelha erguida e respondi.

- E aí. — isso era comum já, quando algupem me fala E aí, eu respondo E aí. É.

- Não mudou nada não é?

- Hã? — Perguntei.

- Ah, quando falavam E aí, você respondia a mesma coisa.

Eu ri, mas logo parei.

- Quando eu falei desculpas era verdade tá? — ele disse.

- Sério Pedro? Tu acha que eu acredito em você? — disse.

- O que eu tenho que fazer pra tu acreditar? Eu amava você, não, amava não. Eu amo você.- Ele disse olhando pra mim.

Eu fiquei sem reação, porque ele disse aquilo justo agora? Que raiva. Não sei mais nada, não seio que fazer, não sei o que falar. Estava sem reação quando o sinal toca, peguei minha mochila e fui direto pra sala, sem falar com ninguém. Sentei no fundo e logo veio Pedro Lucas sentar em uma cadeira ao meu lado.

Notas finais
Eu tinha escrito tudo, quando meu navegador fecha sozinho. Queria quebrar meu computador. Mas tá aí.
Ah, desculpem a demora, não tive tempo ):