Tudo Aconteceu Em Seattle
22 Voando
Notas iniciais
Pov. Anastácia Steele
—Acorda baby, já está na hora. –escuto a voz de Christian e logo sinto seus beijos pelo meu rosto, ombro e costas. Me remexo e me ajeito mais as cobertas quentinhas morrendo de sono. –Vamos baby se não, não vai dar tempo para a surpresa. –diz no meu ouvido e morde a pele onde colo o brinco.
—Que surpresa? –pergunto me espreguiçando já que ele não vai me deixar dormi mais.
—A que eu preparei para você. –diz ele sorrindo feito uma criança. Sorrio para ele e puxo a gola da sua camisa para mim e o beijo.
—Tudo bem, que horas são? –pergunto bocejando. Ele fica parando olhando para mim ai eu percebo para onde ele está olhando, puxo o cobertor cobrindo meus seios e ele balança a cabeça e vai pegar o celular.
—Quatro horas e quinze minutos. –diz me fazendo arregalar os olhos.
—O que?! Eu não acredito que você me acordou as quatros da manhã Christian. –grito com ele.
—Não grite comigo Anastácia, você tem vinte minutos para se arrumar e coloque uma roupa quente, está frio lá fora. Se demorar mais que vinte minutos eu venho te buscar e te levo do jeito que estiver. –diz ele serio e sai do quarto.
Nossa, ele não gosta que gritem com ele. Nunca tinha visto ele assim, bem ele se pareci com aquele que eu vi na minha primeira vez. Decido deixar dele lado esse episodio e vou tomar um banho quente. Tomo banho as pressas com medo de que Christian apareça no quarto e me leve só de toalha, coisa que eu não duvido depois do que ele falou. Vou na mala e pego uma roupa de frio e as visto rapidamente, pego meu celular e desço as escadas mais desperta pelo banho e a ansiedade para saber que surpresa é essa.
Assim que desço vejo Christian perto da porta vendo a paisagem na janela que mostra um céu todo escuro. Ele escuta os meus passos quando caminho até ele e vira a cabeça estendendo a mão para mim, seguro sua mão e logo ele me puxa para fora de casa em direção ao Audi R8 cinza. Ele abre a porta para mim e fecha quando me acomodo no banco do passageiro, dá á volta no carro e entra no lado do motorista, pega as chaves do bolso da calça e liga o carro.
Ele não fala nada durante todo o trajeto, e eu só fico admirando seu lindo rosto de homem com H maiúsculo. Seu rosto está sério, acho que ele está com raiva de mim por ter gritado com ele, mas poxa! Ele me acorda as quatro da manhã depois de eu ter dormido, acho que umas quatros horas, após termos feito sexo e eu não sou muito experiente com outros homens, mas eu tenho certeza que nenhum bateria Christian na cama. Não sei quando durmo, mas o sono que antes foi espantado pelo banho começou a voltar, e a ultima coisa que vejo é o perfil do lindo rosto de Christian antes de cair no mundo dos sonhos.
O cômodo todo era um borrão completo, as únicas coisas que estavam focadas e nítidas eram a cama de couro vermelho e Christian andando a minha volta, em pé, com um chicote de montaria de couro.
—Você está prestes a saber quem realmente sou, baby. –diz passando a ponta do chicote entre meu sexo e depois sobe e passa no meu umbigo e depois vai para a minha boca. –Acorde, baby, acorde. –diz ele para mim.
—O que?-pergunto confusa e louca para ter ele dentro de mim.
—Acorde. –diz ele novamente só que mais distante e a ultima coisa que vejo é seu sorriso malicioso.
—Ana! –me chacoalha Christian. Olho confusa para ele e logo me lembro do meu curto sonho erótico com ele. Coro imediatamente. –Vamos, já chagamos.
—Certo. –digo e abro um pequeno sorriso e saio do carro as pressas sem lhe dar a chance de abrir para mim como de costume. Esse sonho foi bastante intenso e eu gostei muito disso mas eu não entendi a parte do Você está prestes a saber quem realmente sou, baby. Será que já está perto de Christian me confiar seus segredos? Será que aquela versão de Christian e realmente real? E se for será que vou aceitar bem isso? São tantas perguntas sem respostas e por mais perguntas que eu tenha, já não estou certa de que quero as respostas delas.
—Tudo bem? –pergunta se colocando na minha frente com a testa franzida demostrando sua preocupação.
—Tudo. –digo sorrindo para ele e passo meus braços ao redor do seu pescoço e ele me empurra contra o carro e aperta a minha cintura me olhando serio com os olhos cinzas escuros.
—Você é minha, só minha. Entendeu? –rosna para mim passando uma mão pelo rosto.
—Sim, completamente sua. –digo e ele aproxima a boca da minha mas não me beija, pego o meu lábio inferior com os dentes e o puxa depois me beija com força invadindo minha boca com sua língua dominadora.
—Vamos. –diz se separando de mim quando o beijo estava começando a me esquentar por inteira.
Ele puxa minha mão e me guia para um campo a nossa frente que está com alguns aviões de porte pequeno. O céu já está sendo pintado por alguns raios de sol então dá para ver as coisas com mais clareza. Christian caminha até um planador e me deixa lá. Vai falar com um senhor que está mais a frente junto de um avião pequeno, fala algumas coisas com ele e volta para perto de mim, abre o vidro e me ajuda a subir e me prende com todo cuidado, quando o faz noto o brilho de satisfação em me amarrar. Depois de confirma que eu estava devidamente segura ele foi para o seu banco, atrás do meu, e se prendeu aos cintos de segurança e abaixou o vidro.
O avião da frente começa a tomar distancia e logo suas rodas saem do chão nos levando junto, pois está conectado com um tipo de cordão bem forte. Quando chegamos a certa altura eu já estava mais que encantada com a vista daqui de cima, e tudo tão pequeno parece até uma miniatura de brinquedo, sorrio com esse pensamento e olho para Christian sobre o banco. Ele está serio olhando alguma coisa nos controles atrás do meu banco, mas assim que olha para mim ele sorri que nem um menino que ganhou um enorme pirulito da mãe.
—Novecentos metros, estão prontos? –uma voz preenche a cabine, provavelmente do senhor que estava conversando com Christian.
—E ai? –pergunta Christian. Como uma boba apaixonada solto um pequeno riso de ansiedade misturada com a animação que sinto balanço a cabeça.
—Vai, pode ir. –digo sorrindo.
—Pode soltar. –manda Christian e logo sinto um planador descer um pouco e isso me faz soltar um gritinho e rapidamente cubro minha boca com as mãos sorrindo.
Nossa como a vista e linda, mas o que torna tudo mais especial de tudo é Christian ao meu lado. Olho para e rapidamente e sorrio para ele dizendo obrigado com os lábios, ele sorri para mim e logo volto minha atenção para a paisagem que no horizonte vai mostrando o sol nascer, realmente uma cena de tirar o folego.
—Se segura. –diz Christian e logo aperto minhas mãos no cinto e logo sinto o planador virando em trezentos e sessenta graus, meu cabelos voam e o meu sorriso se amplia ainda mais. –Feliz? –pergunta quando voltamos a planar normalmente.
—Muito. –digo e logo solto uma risada.
Acho que rir foi a melhor maneira que o meu corpo consegui para demostrar o tamanho da felicidade que eu estava sentindo nesse momento. Ficamos o máximo que deu, pois o planador foi perdendo altitude e velocidade e logo Christian aterrissou com maestria perto do outros aviões. A adrenalina ainda estava no meu corpo e o sorriso não abandonava o meu rosto em nenhum momento e quando aterrissamos eu estava muito elétrica e animada. Christian saiu e logo me ajudou a sair também do planador e assim que pisei no chão pulei em seu colo o pegando de surpresa, nos derrubando no chão com ele por baixo. Solto uma risada e ele logo me acompanha, rimos por um tempo até que nos acalmamos e ele segura o meu rosto com uma mão enquanto a outra me mantem firme em cima do seu corpo.
—O que foi isso? –pergunta com um sorriso lindo no rosto que eu beijo varias vezes antes de responder.
—Eu feliz com você que é o melhor homem do mundo. –digo sorrindo e o beijo.
Dessa vez eu comando o beijo, agarro seus cabelos macios e os puxo para mim fazendo ele soltar uns gemidos baixos. Ele prende minha cintura com seus braços e nos vira na grama ficando por cima de mim e abrindo espaço, ficando no meio das minhas pernas que passaram ao redor de sua cintura e ele começa a insinuar os movimentos que ele faria se estivéssemos a sós em um quarto, nus.
—Vamos para a sua casa antes que sejamos presos á tentado ao pudor. –diz ele se separando de mim, se desvencilhas dos meus braços e pernas e se levanta. Me ajuda a levantar e me abraça beijando meu pescoço depois sobe para a minha orelha batendo sua respiração quente nele. –Você não sabe o quanto eu quero te foder com força agora, baby.
—E por que não o faz? –digo levantando uma sobrancelha para ele e mordo o meu lábio para o provocar ele ainda mais, sei muito bem que ele fica louca quando mordo o lábio.
—Não me provoque Anastácia, não sabe do que sou capaz agora vamos. –diz e pega na minha mão e juntos começamos a andar em direção ao carro.
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