Tudo Acontece em Baker Street
17 Desventuras de um casal que acabou de ter um filho
Notas iniciais
— Eu não acho que ele esteja com fome John. — Sherlock em vão tentava decifrar o que o pequeno bebê de cara amarrada.
John teve que contar até 10, não bastasse que Hamish estivesse chorando sem parar há alguns minutos, ele tinha que aguentar Sherlock adivinhando o que o filho deles queria ou não. — Você pelo menos leu o livro que eu pedi?
— Aquele sobre bebês?
— Sim. Esse mesmo.
— Não. — John não acreditava no que tinha acabado de ouvir. — Não tive tempo, estava ocupado com alguns casos para resolver.
John olhou para o marido se perguntando em como foi se meter naquilo, claramente a escolha deles terem um filho não foi a melhor, eles tinham se precipitado. — Sem tempo? SEM TEMPO? Por favor Sherlock! Invente outra desculpa! Estamos esperando a formalidade da adoção há quase um ano. E você vem agora me dizer que não teve tempo? — A voz do ex militar queria aumentar de tom, mas ele tinha medo que isso piorasse ainda mais o choro do bebê. — Você não priorizou, você não priorizou a porra do nosso filho! Sabe por que? Porque você não se importa com nada além de você mesmo. Quando começamos a namorar eu pensei que você teria um pingo de consideração de me avisar o que estava acontecendo, mas não, eu passei noites sem sono esperando a porra de uma notícia sua! Sabe porque? Por que eu te amo! Mas me enganei pensando que era reciproco.
— John …
— Não Sherlock, não venha com uma desculpa agora. Não tem mais desculpa para isso. Eu pensei que você mudaria por Hamish, mas nem por ele. — John se sentou na velha poltrona, com tudo rodando ao seu redor, a que ponto eles tinham chegado? — Foi um erro sabia? Tudo isso foi um erro.
“Foi um erro” Aquelas palavras frias penetram Sherlock sem pedir licença. Por sua vez, Holmes pegou o pequeno e levou para o quarto. John o olhou sem entender nada. Alguns minutos depois o pai e a criança tinham voltado e o choro se dissipado.
— Cccomo? — Watson gaguejava.
— Era a fralda. — Sherlock sentou no braço da poltrona entregando a criança para o outro. — Eu não li o livro porque preferi fazer aulas em um grupo de pais de primeira viagem, eu queria te surpreender. John eu te amo e amo o Hamish, eu só lhe peço um volto de confiança, acredite em mim e vamos ser a família mais feliz da Inglaterra.
John sorriu e roubou um beijo do outro, mentalmente se sentiu culpado por ter dito tais coisas, ter deixado a raiva lhe dominar, mas aquilo não importava mais, ele e Sherlock eram uma família.
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