Tsubasa!!!

3 Visões futuras do passado? Que loucura!


- E vamos começar a aula seus bastardos desprovidos de luz! Boa tarde e, a matéria de hoje... – Blá, blá, blá... Enquanto ele explica toda a matéria o tempo vai se passando e o sinal bate às 18:30, portanto, a aula se encerra e todos vão esvaziando as salas de aula normalmente como de costume; e após a aula de Literatura e Poesia os alunos da 2-C ainda tiveram aula de Inglês. Bom... Sabe-se agora que Setsu ficará até um pouco mais tarde para limpar a quadra, então ele desce se adiantando um pouco lá na frente do pessoal sem dizer nada e Lance grita, perguntando:

- Ou! Setsu-san! Espera a gente cara! Nós iremos com você te ajudar... – E freou, deu meia volta, voltou, pulando em cima de Lance e do pessoal, bastante feliz com aqueles grandes orbes cintilantes brilhando com o tamanho a felicidade que sentia!

- Aaaah, é sério, Lance-“sama”?!

- Sim... Claro! Não é pessoal?! – Perguntou Lance para todos, e Raike fez uma cara bem estranha, dissimulada, dizendo:

- Ou... Não responda por mim não! Quem é que disse que eu vou ficar aqui pra ajudar?!

- Aaaah! Não vai não, Raike-saaan?! – E pulou no pescoço do garoto, olhando bem a fundo nos olhos dele – praticamente como uma mulherzinha pedindo por algo – literalmente... Ele estava pedindo por algo, mas é nojento, então Raike o empurra no chão, rindo, o que fez Setsu rir também e olhar sério pra ele.

- É claro que está brincando, não é, Raike-san? – Se levantando do chão.

- Sim... Claro que eu ficarei aqui, seu idiota. – E os dois bateram os antebraços um no outro como cumprimento, apontando os dedos indicadores para o alto e da ponta dos mesmos saiam uma pequena fagulha de fogo, que eles controlam por causa de seus Genes Superiores.

- Então, vamos pessoal? Quero sair logo daqui! Já não agüento mais olhar os arredores dessa escola por hoje! – Claro que também as garotas concordaram em ficar, mesmo que seja só pela companhia aos meninos e todos descem as escadas do segundo andar para o primeiro, indo caminhando até a quadra, lentamente. Chegando lá, Setsu pega as chaves e vai até o armário para trazer algumas vassouras e tudo que precisa pra limpar a imensa quadra de esportes e educação superior do colégio (menos o gramado, porque isso aí não tem nada a ver com ninguém naquela noite), e por fim... O trabalho começa agora! – Setsu jogou uma vassoura para cada um dos garotos; Raike, Shizako, Kaoru e Lance... Também para Sayo que disse que ia ajudá-lo, só assim terão um trabalho rápido e menos árduo, mas se não fosse pelas regras da escola, Sayo usaria seu Gene Superior pra criar uma grande lufada e espalhar a poeira pra um canto de uma vez só, pena não se poder usar o Gene Superior num lugar cheio de regras e cheio de câmeras, fica meio difícil de desfrutar dessas coisas... Lamentável. Então, lá vai! Todos começam rapidamente a varrer... Da esquerda da quadra para a direita: Raike, Shizako, Setsu, Kaoru, Lance e Sayo, enquanto as outras garotas ficam olhando e conversando normalmente.

- Até que é divertido ver os outros trabalharem assim não é? – Disse Mika, sorrindo...

- Sim... Mas eu iria até lá ajudar eles se já não tivesse pessoas o suficiente para isso! – Disse Sumire, comentando com Mika.

- HEY! Você pode vir se quiser Sumire-chaan! Nunca é o bastante! Quanto mais pessoas, mais rápido a gente termina isso aqui! – Gritou Kaoru, acenando de onde estava para ela, e ao olhar para a mesma lá de baixo, era mais visível avistar os pontos de exclamação sobre a cabeça dela do que tudo! Que aflição... Então ela diz:

- Aaaah, pode relaxar vocês! Eu to muito bem aqui viu?! Vocês terminam logo essa limpeza! Logo, logo... Hehehehêe...! – Que imprestável! Ou melhor... Ela está com preguiça, por isso não vai lá pegar em uma vassoura... Mas tudo bem não é? Esses moleques estão varrendo tão rápido que pensam que estão acabando logo... PORÉM! A poeira mesmo só está se espalhando, o que faz Sayo ficar pau da vida com o resto dos meninos, gritando:

- DROGA! VOCÊS NÃO SABEM VARRER NÃO É?! Se continuarem assim essa quadra ficará infinitamente suja! Vocês estão espalhando a poeira e por isso não conseguem nem sair do lugar! Aaaaaaaaaaaaaaaaaah que ódio! – Parecia que ia bater com a vassoura em cada um, o que acabou colocando todo mundo na linha. — Tratem de varrer essa droga direito, seus infelizes! – E cruzou os braços, terminando a parte dela ali...

- Sim senhor, SARGENTO! – Todos de modo brincalhão, batiam “continência” para ela, voltando a varrer calmamente e também, havia um pequeno detalhe nesse curto espaço de tempo: Setsu parou, fitando o vago... Todos continuaram a varrer e notam que ele fica ali, naquela vegetação toda, por isso ficam a olhar para ele e a olhar para o vago, tentando decifrar o que poderia ser. Assim, repentinamente Setsu larga a vassoura e em seguida, colocou a mão direita sobre a superfície da testa... Até aí tudo bem, não parece nada demais, contudo, Sayo perguntou para ele:

- Setsu! Quer sair logo daqui ou não? Vai ficar aí molengando mesmo?! Vamos continuar! – E gritou, ficando um pouco séria com ele, só que ele não tinha culpa... E logo todos começam a notar isso! – Ele então começava a entrar em uma espécie de transe... Ou melhor, já havia entrado faz algum tempo! E por isso as coisas começaram a piorar com o passar do tempo. Ele não ouvia ninguém; não prestava atenção em nada, mas sua expressão era totalmente modificada! Transformou-se em algo como desespero, uma aflição sem fim! E pra continuar a estranheza espontânea do garoto, ele começava a dizer coisas... Coisas sem sentido:

- Quem são v-vo-vo-c-cê-cês?! O-oqu-que é tudo isso?! Quem está brincando com a minha cabeça?! – E por que está dizendo isso? Que viagem! Mas ele realmente parecia estar viajando sobre efeito de alguma coisa; alguma ilusão. Sei lá... O que realmente estava se passando na mente dele? Algum tipo de vídeo estava se projetando dentro da cabeça dele... Imagens, inúmeras pessoas e um âmbito totalmente destruído por uma guerra que estava talvez no final; uma batalha desconhecida, alguma trama desconhecida... E por que todos tinham que estar ali? Notando ele muito bem, conseguia avistar a presença de seus companheiros, todos eles; as meninas, os garotos, não só como outras pessoas que ele nunca viu também... Parecia que todos estavam indos contra uma única pessoa: um sacerdote é o que aparenta ser... De certeza, aquelas vestes longas até os pés, lhes escondendo, detalhadas, cheias de ornatos brutos e proteções nos ombros, fimbriadas, sustentando orbes avermelhados como o rubro tecido de seu saiote e também aqueles braceletes avantajados; uma espécie de tiara envolvia a circunferência de seu crânio, que partes do mesmo escondiam-se por debaixo das mechas de cabelo despejadas sobre fronte a testa, ruivos... Ou melhor, detalhando, era um vermelho quase púrpuro; e os olhos? Peles? Tinham uma tonalidade estranha! O amarelo opaco habitava como coloração as íris, com o centro o rastro negro, como olhos de um felino, ou mais para olhos de algo de personalidade demoníaca! E sua pele em um tom acinzentado, não totalmente... Pois os braços ainda tinham marcas de uma tonalidade caucasiana, sem contar o que circulava o corpo daquela pessoa, ou sei lá o que aquele homem pode ser! Nem mesmo Setsu consegue distinguir, o que lhe causa mais aflição ainda até vir à forte dor de cabeça, lhe obrigando a menear as duas mãos para tocar com as laterais de seu crânio, latejando! Voltando ao assunto... O que circulava o corpo do homem era Zanaffar! “A besta demoníaca”... Sim, a besta demônio que quase destruiu a cidade de Kyoto (que na época era Heian-Kio) em 1450 DC. Zanaffar cuja maldade inescrupulosa, pútrida e infinita, continuou a viver como um “miasma”, mesmo depois que o “Espadachim da luz” o matou... De fato, aquela coisa fora morta “literalmente”, o que praticamente não tendo solução absoluta, a única coisa que se podia fazer era aprisionar Zanaffar em um selo mantido em um legado, desde então a fera ficou trancafiada lá... Mas por quê? Por que os poderes daquela coisa estavam sendo usados por alguém assim? Todavia, esse também não é o único detalhe da conturbada “visão” sem lógica que ele estava assistindo durante mais do que um feixe... Parecia que ele estava lá, parecia tudo tão real, e o detalhe principal é: a figura carnal que de alguma forma esquentava brandamente seu peito... Aquelas asas brancas, irradiavam um brilho, um esparge intenso... Fora isso à sua volta mais pessoas: um espadachim com a estrutura derme parecendo ser composta por rochas e o rígido cabelo afiado de pontas pontiagudas. Outro espadachim que visivelmente empunhava a “Hikari no Ken” (nota: espada da luz), porém desconhecia o jovem de cabelos loiros porosos e longos... Duas jovens que tinham realmente uma aparência bem próxima e trajavam quase as mesmas roupas – em poucas diferenças de ornatos – e por fim... Uma última feiticeira, de longos cabelos ruivos; de coloração mediana, um vermelho leve e não tão escuro; íris também cintilantes e tão rubras quanto às vestes do homem demoníaco... E mais um casal de jovens, parecendo ser bastante semelhantes aos seus companheiros... O garoto tinha cabelos longos e de coloração verde, enquanto a menina cabelos negros, singela, porém aflita como todos os outros e no decorrer da visão, não dava para se ouvir nada durante o decorrer de toda a ação vista por Setsu... E o que será que está acontecendo com ele? Por fim, todos tentam se aproximar e sem ter controle de nada, Setsu deixava escapar um grito de agonia, onde seus olhos, extremamente abertos, mudavam a coloração do castanho para o azul-anil, quase “marinho”... Resultado, todos que chegam perto dele são lançados para longe, porque a elevação súbita de seu espírito se intensificou! Estranho... Parecia ser algo “ilimitado”!

Uma coisa mal esclarecida... Quantas visões em sequência; o filme que de tanta agonia, e fez Setsu gritar... Então todos não entenderam nada diante do que parecia ser uma \"encenação\" feita por ele, notando por final que tudo aquilo era sério... Ao todo, foram Sayo, Raike, Shizako, Lance e Kaoru para cima dele, e logo em seguida as meninas que estavam fora da quadra conversando. Todos, todos mesmo, acabaram sendo lançados por uma onda de espírito desesperado em elevação frequênte, que aos poucos ia aumentando, aumentando mais e mais a cada segundo!

- O que será que ele tem?! Isso não é normal! – Falou Raike, sem entender nada, entretanto aquilo não era algo que ele tinha que ficar ali matutando a pensar e sim, ir até Setsu para descobrir o que seja! Era diferente de um distúrbio qualquer... Aquela elevação de energia se ocorrendo dentro do corpo do garoto nunca tinha acontecido antes, ou pelo menos ele nunca soube o que mais provável seja a primeira opção, então, Raike se forçou a caminhar diretamente a ele, levando o antebraço o flexionado ao rosto para proteger a face e seus olhos por causa do vento forte emanado do corpo de Setsu, onde por seguida o corpo do mesmo era envolto por chamas intensas, luminosa e cintilante, de cor amarela e vermelha, bastante que se misturavam ao rajado irradiante devido ao seu Gene Superior do elemento fogo... E como aquilo era incrível! Mas Raike tinha que aguentar firme até chegar lá e tentar colocar Setsu na linha, que parecia mais estar com a mente descontrolada do que está dentro de si com tudo; e Raike não aguentou mais... Voou baixo, enfrentou toda a força do vento quente que lhe tentava jogar para trás até que chegou a Setsu e desferiu uma tapa com força em sua testa. Bom trabalho... Só assim o garoto parava de expulsar aquela chama de seu corpo, o que provocou uma leve queimadura superficial na pele da região da mão direita de Raike. Agora, o garoto se ajoelhou ao chão, e suas íris alternavam-se nas duas relativas cores, que tentavam predominar os orbes dos olhos de Setsu ao castanho e aquele tal azul-anil!... Subitamente o rosto do mesmo era habitado pela calma incerta, antes tomada pelo total desdito do momento pouco outrora que agora em um suspiro lhe fez deglutir em uma incompreensão total! Mesmo assim parecia calmo, tentando descobrir razões, mas tinha que se manter calmo ou senão menos acharia o momento para respirar livremente diante da injuriada filmagem da qual parecia viver intensamente o momento, mesmo sem estar lá a propósito... Por que será...? Raike inquieto com aquele incidente direcionou a tocar os singelos ombros sem quase nenhuma resistência de Setsu, que mesmo estando envolto das vestes do colégio, dava para sentir o gelar da temperatura de seu corpo que, no entanto, estava aquecido, para uma temperatura brandamente álgida, superficialmente... Isso tem tendências a piorar!

- Setsu-san! Vamos, responda-me o que está acontecendo com você?! Alguma coisa te incomoda?! Vamos cara, responde! – E como suas mãos estavam aos ombros do garoto, sentindo sua temperatura cair, o mesmo banhou-se em um rio de preocupações, começando a balançá-lo para frente e para trás para com Setsu ter uma resposta, mas nada disso adiantava e só se podiam ver os olhos do garoto por fim voltando a ter seu castanho comum e o arregalar de ambos, aflitos, tremidos, se apagarem logo em seguida com o desmaio sem explicação concreta! Agora todos sim estão preocupados ao verem que Setsu não estava brincando nem um pouco com a vassoura, hora que Sayo lhe chamou a atenção. Existir uma explicação para isso... Talvez só quando o garoto tomar consciência novamente, e sua temperatura corporal voltava a se degelar, propagando calor novamente por toda a derme de seu corpo – tirando isso à prova em tocar-lhe à testa com a palma da mão esquerda – sucessivamente. Por fim um pouco mais de tranqüilidade... Pelo menos isso tinha que acontecer! E, portanto sem dar muito assunto, Raike só fitou e maneou o olhar para ambas as silhuetas presentes ali, afirmando com a cabeça que sim para sem pestanejar e nada por imediatamente apanhar sua mochila, saindo voando para longe dali com Setsu em braços, e logo todos os outros o acompanhavam, também bastante preocupados no que poça ter acontecido; rumo a casa de Setsu é claro, que como todos foram voando não demoraram muito para chegar até lá. Chegando lá, Raike gritou e bateu na porta de sua casa, chamando por Misuko desesperadamente, pois, precisavam deitá-lo na cama rapidamente.

- Senhora Misuko-san! Por favor, abra a porta! O ‘Set está com problemas aqui! – Gritou Raike com o garoto aos braços e logo em seguida pousa o resto do pessoal que vinha logo atrás, levemente ofegantes por causa do rápido desespero. Logo também aparece abrindo a porta a mãe de Setsu, a senhora Kanzaka Misuko, de olhos aflitos e sobrancelhas arqueadas... Pensando ela: “De novo?” Isso indica que talvez o garoto já tivesse passado por isso, ou será que foi só um desmaio seguido de sono profundo? – E ela certamente o apanhava em seus braços franzinos, um tanto jovem (também com seus 29 anos de idade...); o abraçavam seguido de passos ligeiros e sólidos pro quarto do mesmo desacordado. O despojou sobre sua cama, retirando-lhe as blusas e os tênis, e os amigos dele lhe cercavam à volta em certa distância. Após Misuko terminar – e também de checar se estava tudo certo com relação à febre e tudo mais – ela olhava para todos, serinha, perguntando diretamente:

- Me digam: como foi que isso aconteceu?! Como foi?! – Parece que estava a ralhar palavras, mas não é bem assim... Misuko está tão preocupada com seu filho que, seus olhos ganhavam à lenta liquefação ao canto das pupilas, escoando leves lágrimas ao dorso da superfície de sua face, sobressaindo uma expressão de inicio de choro.

- Misuko-san... Foi algo estranho! Ele simplesmente enquanto varríamos a quadra da escola por causa da sua falta marcada na aula, começou a ficar sério e perder a fala aos poucos! – Falava Raike, e logo Sumire o emendou, prosseguindo com o fato acontecido.

- E antes de perder a fala ele começou a dizer coisas estranhas tais como do tipo: “quem são vocês?!”... “Por que estão brincando com a minha mente?” Literalmente e quando tentamos chegar perto para saber o que era simplesmente fomos todos lançados para longe!

- É! Ele elevou o espírito dele de forma intensa e repentina! Parecia algo como o “Gene...!”

- Foi como da última vez! A droga... Eu já estou começando a ficar preocupada com isso! O Setsu anda muito estranho nessa última semana e eu não sei o que está acontecendo com ele! – A mãe de Setsu estava realmente séria, e agora esse fato está mais e mais estranho na cabeça de seus amigos. Como é que é? Ele já passou por isso? Setsu nunca havia comentado nada com ninguém, mesmo que tenha sido em tão pouco tempo, o que deixou a todos num estado de preocupação maior ainda do que já estavam tendo.

- O quê?! Me diz mais sobre isso senhora Misuko-san! – E Raike se aproxima dos dois ali, esperando uma resposta da mãe dele, mas é claro que também todos ali tinham direito de saber de tudo, afinal, eram seus amigos e se preocupavam tanto com ele não é mesmo? Assim, Sumire logo se ajoelhou ao lado da cama, retirando as poucas madeixas despejadas ao rosto do garoto, que estava dormindo tranquilamente... Nem parecia aquele garoto de pouco tempo atrás passando por aquele sufoco infindável.

- É senhora Misuko-san... Por favor, nos conte!

- Tudo bem... Vamos, ouçam. O Setsu anda se sentindo estranho... Anda bastante avoado e parado muito em seus cantos. Eu perguntava de todas as formas mas, ele sempre me dizia: “tudo bem mamãe, não é nada... Eu só ando pensando um pouco na ‘vida’...” Tudo bem que isso poderia ser verdade, só que eu me preocupo tanto com ele! – E levou a mão até também suas madeixas, deveras atrapalhando sua visão um pouco. Sua expressão estava extremamente conflitada e quase flébil – não tanto quanto antes ao dito – até tomar um lacônico suspiro e tornar a falar novamente.

- Acho que... Não, eu tenho certeza! Isso realmente estava acontecendo com ele! Um problema e ele não queria me contar! Setsu sempre se preocupando comigo! Ele não quis me dizer o que supostamente estava acontecendo com ele, até que um dia... Eu vi com meus próprios olhos... Sumire, Raike!

E vamos a um pequeno “Flashback” do que aconteceu nas horas em que seus amigos não estavam presentes...

“- Setsu, vim até aqui te trazer um lanche... Você anda muito cabisbaixo ultimamente. Hã? – E lá ia sua mãe, com uma bandeja contendo dois Onigiris, torradas cobertas por manteiga e um copo com chá verde gelado. Com o pé, ela abriu a fresta da porta do quarto e adentrou o mesmo, onde por um lobrigo olhou para a janela do quarto e teve um pequeno vislumbre de uma atenue luz se refletir ao vidro da janela do quarto, que posteriormente parecia vir da cama do garoto e rapidamente virou a face, fitando o garoto decúbito à cama. O que era aquilo? Aquela luz envolta ao corpo de seu filho; de olhos trêmulos e ressaltados – tendo uma expressão confusa e sua boca aberta – até começar a suspender-se da cama, flutuando... Imediatamente fez Misuko largar a bandeja ao chão, que se espatifava esparramando todo o chá verde e os Onigiris sobre o carpete. Sendo assim, Misuko gritou, o abraçando por imediato, onde começava a balançá-lo em meio de requerer a atenção do garoto que parecia estar perdido, contudo, o abraço se afrouxava por meio a expulsão da elevação de espírito do corpo do garoto, criando atrito com o corpo de Misuko, o que lhe varejou para o outro lado do quarto. ‘O que pode estar acontecendo?’ O barulho já começava a se tornar audível em toda a casa, pois Setsu gritava de agonia provocando um escarcéu junto com sua mãe que começava a se desesperar com aquilo e por azar, a casa estava inóspita pelo pai de Setsu, irmã ou irmão. Misuko levantou e tentou chegar perto, tendo um pouco de dificuldade, o que lhe forçava os passos em um caminhar vago e paulatino, até chegar a seu filho e em um abraço forte e desesperado mais uma vez, só lhe restando desferir uma dentada sobre o ombro direito do garoto, o mordendo para tentar acordá-lo! Então, ao fê-lo sem muita força para não provocar um machucado, surtiu resultado, onde agora o garoto acordava do transe.

- Mam-ma-mamãe...?! – O garoto olhava para o lado virando a cabeça brevemente para a face de sua mãe, que se tornava flébil mais uma vez em pranto de um choro desesperado e aflito, então, Misuko abraçou o filho com força e sem dizer uma palavra o garoto ficou quieto, semi-cerrando os olhos. A visão do garoto estava turva, onde como da vez em que seus amigos viram, ele estava começando a pegar no sono, porém, Misuko gritou, ralhando palavras, admoestando toda a ocultação que Setsu tinha e não queria contar.

- Setsu! Eu falei pra você não esconder nada de mim! Você é um idiota ou o quê?! Hem?! Me diga! O que é tudo isso que você anda sentindo? EU NÃO QUERO QUE ESCONDA NADA DE SUA MÃE! Não entende que eu me preocu...! – Até Misuko notar que sua pele estava se tornando brandamente álgida e lívida, o que lhe causou a deglutir a saliva e um suspiro... – aquele não era um bom momento para dar esporro em Setsu, fato. Os olhos do garoto estavam quase se fechando, lentamente, e por fim ele pegava no sono. Misuko então, se inclinou tocando a tez lática de Setsu com o singelo indicador da mão direita, enquanto escondia seu rosto em prantos ao tecido da camisa branca que o garoto vestia naquela noite. E saber de tudo que estava acontecendo talvez só quando o garoto acordasse outrora, pois ele já se banhava em um sono profundo... E Misuko também acabou passando à noite com ele ali, preocupada, devido ao seu espírito límpido de mãe.”

Fim do Flashback, e Misuko conversava com todos. Logo eles sentavam ali à volta, esperando que o garoto acordasse, e ela contou a eles que Setsu havia dito que tinha visto diversas imagens estranhas, exatamente tudo o que se passou com ele.

- É crianças... Fora tudo isso que aconteceu. Não acham isso estranho? E isso já aconteceu duas vezes! Só que na última vez que eu vi, eu o impedi a tempo! E sério, eu já estou começando a ficar preocupada com isso tudo... Desculpe não ter avisado a vocês antes... É que a minha cabeça anda tão conturbada com tudo! As tarefas domésticas, essas preocupações todas! Então, me perdoem? Vocês têm que me entender...! – A senhora Misuko é realmente uma pessoa afável... É realmente um amor de mãe e até a sua voz era melodiosa na hora de pedir desculpas para o pessoal. Então, todos olham uns para os outros e logo sorriem para ela, afinal, não há motivos para pedir desculpas para ambos.

- Sério. Ta tudo bem senhora Misuko-san. A gente entende e, da próxima vez não deixaremos isso acontecer... – Disse Raike, sorridente, e Sumire logo se aproxima de Setsu, depositando um beijo em sua testa.

- Ele ficará bem... Já está em casa, mas mesmo assim ainda me preocupo bastante com esse garoto! – Disse ela, olhando para o garoto adormecido.

- Ele ficará bem sim. Se ele não acordar dentro das próximas duas horas, Setsu só acordará amanhã de manhã com certeza! Então, ele não sairá atrasado de casa dessa vez! Hehê! – E a mãe dele olhava para ambos, sorridente, emanando um pouco de calma, o que trazia um ar de mais tranqüilidade para ambos os meninos e meninas que estavam ali... Sem preocupações!

- Tudo bem. Nós ficamos mais calmos agora! – Todos dizem.

- Aaah esse moleque! Amanhã na escola ele terá de nos dar satisfações, com certeza! – Disse Lance, carismático, ajeitando as mechas de cabelo que o incomodavam um pouco ao rosto.

- Claro! O ‘Set é braço! Então a gente brisa melhor no relaxo Misuko-san! Pode ficar tranqüila mesmo, não há nada com esse cara! – E Shizako se levantava. — Então, vamos pessoal? Ta ficando tarde... O bebê já está de volta ao ninho!

- Sim... Realmente, minha mãe deve estar me esperando, então eu realmente tenho que ir! – Falou Sayo, até que por fim todos vão para casa em pouco tempo... Agora, saber mesmo as palavras vindas dele com mais detalhes, o pessoal terá de esperar até o dia seguinte, portanto, as dúvidas e a curiosidade terão de ser comprimidas e suportadas até amanhã de manhã, em um novo dia, doravante!

- Misuko-san... Ele realmente ficará bem? – Perguntou Motami, sendo a última a sair do quarto, olhando para o garoto na cama, e Misuko sorri para ela, respondendo:

- Mas é claro que sim... Não se preocupe tudo ficará bem! Amanhã ele irá aparecer normalmente na escola, eu prometo! – Sorrindo gentilmente, era só o que ela podia fazer para acalmar a garota, que também retribuía com outro sorriso.

Tsubasa!!!