Notas iniciais
~ ( ' - ' ~ ) OEEE, cara pessoa que veio ler essa one :3
Saibam que não manjo muito de one-shot, mas dei o meu melhor e jarida porque sim e PORQUE JARIDA UM DIA VAI DOMINAR O MUNDO Ò.Ó
Boa leitura ^-^

Anos se passaram desde a última batalha com o Breu; as crianças continuam acreditando em nós, Guardiões e tudo está na mais perfeita paz.

Jamie estava crescido e ia começar a faculdade, éramos bons amigos. Ele tinha mais outros três amigos próximos, que conheceu eu um acampamento de férias, eram trigêmeos;

Todos ruivos e muito semelhantes; meninos travessos; Hamish, Hubert e Harry DunBroch; eles tinham uma irmã mais nova, Merida. Da idade da Sophie e elas também eram muito amigas.

Sophie estava prestes a completar seus dezessete anos, e seu aniversário estava próximo. Ela e a Merida estavam animadas, pois alguns dias depois no aniversário da loira, era o da ruivinha arqueira.

Apesar da idade dos seis e da minha, todos éramos bons amigos. Merida no começo, não acreditava muito na minha existência, mas quando passou a acreditar, praticamente vivíamos andando por aí.

Eu a acompanhava para seus treinos escondidos da mãe, durante a madrugada, sua hora preferida para atirar flechas.

Bem, hoje ela estava com Sophie em um típico “dia de menina”, escolhendo o tal vestido que usariam no aniversário e a roupa de banho que usariam na praia um dia depois da festa.

Claro, eu não achava um boa ideia, porque praia significava calor; e calor significa que não posso ajuda-los, caso precisem, já que é um sol de rachar.

Entretanto, o dia depois do aniversário era no exato momento em que o verão iria começar, e eu não estaria mais na cidade, de qualquer forma.

Acompanhei as meninas até a casa da Sophie, nos despedimos dela e fui com a ruiva até sua casa. Ela não estava com o ânimo de sempre, algo a incomodava.

- O que foi, esquentadinha? – apoiei o cajado no ombro, parei e a encarei

- Nada, Picolé. – apelido carinhoso, não?! – Só.. só sinto uma sensação estranha. Como se devesse aproveitar cada momento com minha família e amigos.

Dito isso ela acenou levemente e entrou na sua casa. Ela realmente decidiu aproveitar o dia seguinte com seus amigos e família.

O aniversário da Sophie chegou, ela estava linda; Usava um vestido rosa de alça soltinho e sapatilhas combinando, o cabelo estava em uma trança lateral e usava luvas finas.

Jamie ficou enciumado quando viu que seus amigos olhavam para sua “irmãnzinha”, mas não podia falar nada, já que também olhava para Merida; e admito, aquele olhar não me deixou muito agradável.

A ruiva estava linda! Usava um vestido preto de manguinhas, meia calça rasgada e um all star de cano longo. Os cabelos tipicamente esvoaçantes estavam presos com uma presilha de caveira atrás da cabeça e ela usava um pingente de arco e flecha.

- Uau, Esquentadinha, arrasando corações. – cheguei perto dela a cutucando e mostrando os olhares masculinos que ela atraía para si.

Sinceramente? A minha vontade era congelar um por um daqueles caras. Inclusive o Jamie. Ei, a menina tinha a idade da irmã dele! Cadê o bom senso?!

- Para, Albino. – ela corou, baixou a cabeça e fechou a mão em forma de soco – Estou com vontade de socar cada um deles! Mas infelizmente, não posso.

Essa é a ruiva que eu gos... não, espera. Essa é a Merida que eu conheço! Abri a boca para falar, mas Jamie se aproximava. Me cumprimentou e chamou a ruiva para dançar.

É... infelizmente nem todos ali me viam mais, então se eu dançasse com ela, iriam a chamar de louca. Eu deveria me sentir bem, afinal o Jamie é meu amigo, e é um bom rapaz.

Mas eu desejava aquela Cabelo de Fogo dançando comigo. Ela emitia um calor tão forte que me fazia saber e sentir como era ser humano de novo.

Antes que eu caísse no meu desejo de tira-la dali, sai voando pela janela antes mesmo de me despedir. Eu a veria novamente dali a um ano, sem problemas, poderia suportar. Sempre suportei mesmo, o que havia mudado?

Nem eu mesmo sabia.

E não poderia imaginar o quanto estava enganado.

~ * ~ * ~

Havia saído do aniversário da Sofia há apenas algumas horas, o dia estava clareando, mas algo me incomodava profundamente.

Eu não poderia voltar para lá, sabia que com o fim do outono, o clima mudaria radicalmente e até os próximos inverno e outono, não poderia voltar lá.

Fui até a Oficina do North, e fiquei em uma das suas janelas observando o Globo.

De repente, uma de suas luzes começou a se apagar, nada demais, todos os dias alguma criança crescia e resolvia parar de acreditar em nós; ou então alguém destruía suas fantasias e puf: parou de acreditar. Mas logo outra aparecia confiando.

Mas algo estranho acontecia e aquilo me incomodou. A luz enfraquecia novamente, até que finalmente decidi e ver quem era.

O maior susto da minha vida, provavelmente.

Não. Não. Não!

Não poderia ser! Não ela!

A luz da Merida enfraquecia. Mas como?!

Ela acredita em todos nós! Ela nos conhece!

Ela confia em mim!

Será que meu sumiço repentino a deixou magoada? O que será que aconteceu?

Eu não podia voltar lá...

Levaria um dia frio, e o verão começou..

- Jack, vamos o mais rápido que conseguirmos – North colocou o casaco apressado e me chamou a segui-lo

- Para onde? O que houve?

- Lembra que decidi usar um celular e o Jamie é a única pessoa que tem como falar através dele comigo? – antes que eu assentisse, ele prosseguiu – Ele me ligou desesperado. Disse que não sabia onde procurar mais a Merida e que as pessoas da cidade não estão acreditando nele. Ela está em perigo, Jack. No meio de um lado de fontes térmicas.

Ao ouvir “Merida”, senti um soco no estômago. North havia acabado de sacar um portal. Não pensei duas vezes, voei rápido, peguei o portal da mão dele e atravessei o mais rápido que pude.

~ * ~ * ~

- Jamie! Onde está Merida? – perguntei ao moreno, desesperado.

Ele andava de um lado para o outro, colocava um pé dentro da água e logo o tirava. Não conseguia suportar o calor da fonte.

- Ela está ali, Jack. – apontou pelo meio do lago, mas não vi nenhum corpo boiando na superfície, O calor começava a me afetar, era dia – Pelo tempo, deve estar quase no fundo. Mas se entrar, não vai resistir, Jack. É muito quente.

Fechei os olhos e me concentrei o máximo que pude. Logo senti que o frio se aproximava dali. Procurei o local exato onde o garoto me mostrou e mergulhei.

Me senti pegando fogo, mas não poderia deixar o desespero me consumir. Precisava encontrar a garota.

Nadei o mais rápido que pude. Ela estava flutuando, quase no fundo. Agarrei sua mão e a abracei, levando-a novamente para cima.

Com meu ato nervoso, não percebi que na verdade levei uma bela nevasca para a cidade. Não me importei, deitei a ruiva na neve e apoiei metade do seu corpo no meu colo.

Novamente fechei os olhos e tentei resfria-la. Estava com um vestido longo, rasgado nos cotovelos e usava botas. O que ela estava fazendo ali e com essas roupas?

Jamie correu até nós; não sabia se ria de alegria ou se ficava espantado pelo que eu fiz. Estava tremendo de frio; todos deveriam estar; antes da minha chegada, o dia estava ensolarado.

- Jamie, preciso ir. Merida vai comigo. Avise aos familiares dela que Jack Frost a salvou e precisou leva-la. – levantei segurando a ruiva nos braços – Mas antes, diga-me o que houve.

Se ele estava ali, só podia estar envolvido. E agora, reparando bem, ele tinha um arranhão no braço. Baixou a cabeça e corou. Então ele realmente estava envolvido e eu esperava que a explicação fosse coerente ou não responderia pelos meus atos.

- Eu... eu pedi a Merida em namoro. Ela disse que não podia aceitar, porque já amava alguém. Saiu correndo e por impulso, acabei indo atrás dela. – botou a mão atrás da nuca e suspirou – Corremos até chegar aqui. Mas do nada, ela me mandou esperar, foi até a floresta e voltou com esse vestido.

Sorri ao lembrar que ela deixava aquele vestido escondido para quando fosse cavalgar escondida.

- Então ela voltou. Precisava me mostrar uma coisa, daí tirou o pingente do pescoço, pôs na palma da mão e do nada, ele virou um arco e flecha de verdade. – ficou empolgado como era antigamente, no dia que o fiz voar com seu trenó pela cidade e perder um dente – Tentei me aproximar dela, que andava na direção do lago. Só que estávamos em margens opostas, foi necessário apenas eu pôr um pé na água, e ela me deu uma flechada. Declarando que eu não suportaria o calor e que uma voz a dizia para entrar na fonte.

Concluiu isso, e acenou, indicando que havia acabado. Acenei brevemente de volta e sai voando até a oficina do North.

~ * ~ algumas horas depois ~ * ~

- O-onde estou? – a ruiva finalmente acordou e recolheu a mão que eu segurava, corando assim que percebeu que estávamos a sós.

- Calma, Meri. Tá tudo bem, aqui é a oficina do North, está segura. – levantei e beijei sua testa.

Ela me afastou com um belo de um tapa no braço e estava da cor de seus belos cabelos cor de fogo...

- Eu me lembro, Jack. Me recordo porque fui até as fontes térmicas... – tocou o pingente que usava, uma luz alaranjada a envolveu e o arco verdadeiro surgiu, junto com uma aljava de flechas – Me lembro que uma voz dizia que..

Nesse momento, foi tudo muito rápido. Em um instante ela falava, no outro, estávamos com os lábios colados; fazendo carícias um no cabelo do outro, eu a puxava pela nuca tentando nos aproximar ainda mais; um beijo que fui obrigado – infelizmente – pela razão a separar e perguntar como ela havia aguentado tanto tempo sem respirar.

- Uma voz que dizia que caso eu entrasse naquele lago, viraria imortal como você, Jack. Me tornei a Guardiã do Verão; escolhi esse caminho para ficar ao seu lado. – ela corou e baixou cabeça, recolhendo suas mãos – É claro, se você me amar como eu te amo, se não, vou embora agora mesmo.

Por que ela fez isso? Deveria permanecer com os braços ao redor de mim! A minha intenção era não larga-la nunca mais, será que ela não via isso?

Espera... ela disse que me ama? Foi isso que eu ouvi?

- Ruivinha, repete as três palavras, por favor. Acho que não ouvi direito. – arregalei os olhos a encarando profundamente.

Ela estava séria e seus olhos demonstravam o brilho azul mais lindo que eu já vi.

- Embora agora mesmo – repetiu as três palavras, mas não eram aquelas que eu queira ouvir!

A puxei para outro longo beijo e declarei:

- Você nunca vai embora, Merida DunBroch. A partir desse momento, você é minha pela eternidade. – ela arregalou os olhos emocionada e me abraçou, enfiando o rosto entre meu pescoço e meu ombro.

- Está falando sério, Picolé? – apertou o abraço e respirou fundo ao ouvir a resposta

- Eu te amo, Esquentadinha. – sorri de lado – Quer palavras mais sérias que essas?

Notas finais
Apareçam ♥
PORQUE SE FOREM FANTASMAS, VOU JOGAR TINTA NO LINDO ROSTINHO DE CADA UM DE VOCÊS Ù.Ú
Obrigada a quem resolver aparecer e dar sua opinião ^^
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!