Trying Understand Him
3 Teste Desastroso
Notas iniciais
– Não estou acreditando, você? – perguntou Lucy, estupefacta vendo Natsu saindo do seu apartamento abraçando a uma garota de cabelos castanhos ondulados, com um tom de olhos achocolatado, ambos a observando com certo desagrado.
A única coisa que passava nos pensamentos de Heartfilia era apenas saber o que demônios o rosado estava ali a fazer. “Haviam vendido a casa para se alojarem em um prédio onde apenas alunos da Akademi Fairy Tail podiam se hospedar?” Não fazia qualquer sentido.
Lucy aguardou resposta da parte do rosado, mas este manteve-se calado ate a jovem de cabelos ondulados decidir quebrar o silêncio que reinava no corredor.
– Conhece-a!? – a acompanhante de Natsu perguntou visualizando Lucy, percorrendo seus olhos pelo corpo da jovem desde os sapatos rasos até aos fios dourados dos cabelos.
– É apenas uma garota que entrou este ano na academia, nada de mais! – respondeu o rosado não mostrando interesse em continuar aquela conversa.
Lucy tentou manter a calma, não queria iniciar uma discussão com Natsu, não ali no prédio onde as paredes tinham ouvidos, e muito menos em frente a suposta namorada dele, ou conquista, ou o que fosse. Sem aguentar permanecer um minuto que fosse perto dos dois, virou-lhes as costas caminhando na direção da escadaria, não queria arriscar entrar no elevador, pois poderia ficar fechada com aqueles dois e era a ultima coisa a face da terra que queria que acontece-se, além que o apartamento de Levy era apenas um andar a baixo.
A jovem de cabelos castanhos como estava de saída do prédio pregou um ultimo beijo ao rosado sabendo que nunca mais teria outra chance como aquela, ele nem correspondeu a troca de lábios, ficou apenas sério vendo a garota seguindo para os elevadores.
Natsu não era de relacionamentos sérios, longe disso, contentava-se em apenas ter garotas apenas por diversão de mínimas horas de duração. Começava com palavras provocativas, prosseguia com pequenos toques suaves em partes restritas do corpo delas, até chegar ao ponto que queria, depois de colocar suas mãos tanto nas nádegas como nos seios, o resto evoluía por si, troca de beijos, sussurros provocativos, até por fim tê-las nuas na sua cama. Não queria amar ninguém, muito menos ser amado, estava muito bem assim como desejava, não faria sofrer ninguém, e muito menos elas o fariam sofrer, deixava bem claro que apenas as queria para uma vez, e apenas uma.
No segundo andar, Levy, encontravam-se com Lucy ambas sentada no sofá enquanto comiam pipocas assistindo um filme de romance que antes Levy estava assistindo antes de a loira aparecer em seu apartamento.
– Você sabia que o idiota do Natsu estava morando no prédio e não me contou! – Lucy indagou furiosa, não bastava ter que vê-lo no colégio a ignorando e agora teria de se cruzar com ele também pelos corredores.
– Nem lembrei, já vi que se cruzou com ele, e não tiveram uma conversa amigável, presumo! – respondeu Levy colocando uma pipoca na boca enquanto clicava no botão do comando para desligar a televisão
– Nem conversa ouve para dizer a verdade, estava acompanhado por um garota de cabelos castanhos encaracolados. – afirmou revirando os olhos.
– Mais uma para a coleção, nem ligue, já perdi a conta as jovens que ele entrou no elevador as levando para o covil.
– E o pai dele, não se zanga? Não compreendo!
– Pai?! O Natsu não tem pai, pelo menos desde que aqui estou, vai fazer um ano, vejo ele sempre sozinho. – disse Levy percebendo a feição de surpresa estampada no rosto da amiga.
– Sozinho! – Lucy suspirou. – Como assim sozinho, e o Igneel? – perguntou confusa.
– Não sei Lucy, nunca me cruzei com esse tal senhor! – respondeu a azulada tentando se lembrar de alguém do prédio com esse nome enquanto se levantava do sofá.
– De qualquer forma o pai dele estava sempre ocupado, por isso é que provavelmente você nunca se cruzou com ele nos corredores. – disse a loira se levantando também do sofá. – Quer continuar vendo o filme?
– Nem por isso, prefiro dançar! – respondeu Levy animada se aproximando da aparelhagem. – O que você me diz, na academia você me chegou a contar que amava dançar.
– Ah mas eu não danço nada de jeito, na verdade era algo que fazia na aldeia, quando ia para a cachoeira pensar no N…na vida.
– Não se precisa ser profissional para dançar, estamos aqui apenas as duas, vamos nos divertir, já que o dia não foi dos melhores! – proferiu Levy ligando o aparelho de som, enquanto sorria animada. – Vamos Lucy, se descontraia, precisamos nos divertir! – disse aumentando ainda mais o volume enquanto ia abanando as ancas ao ritmo da música.
Heartfilia riu da animação de Levy, não demorou muito a se juntar a amiga, ambas agora cantavam enquanto davam pulos, e alguns paços de dança, algo que Mcgardeen estava admirada por Lucy conseguir dançar tao bem.
Girls Dead Monster — Crow Song
Cessaram a dança assim que escutaram fortes pancadas na porta de madeira. Levy correu na direção da aparelhagem diminuindo o volume. Ambas se olharam mutuamente, o receio de ser a síndica quase partindo a porta do apartamento era grande, e tinha motivos para isso, afinal o volume não estava propriamente baixo. Em paços suaves, Mcgarden caminhou pelo assoalho se xingando mentalmente por June não ter colocado olho mágico nas portas, agora não poderia observar a feição de raiva que a proprietário deveria estar. Arranjando coragem decidiu abrir a porta e enfrentar a fúria da velha, o que não contava era se deparar com uns olhos vermelho sangue fixados em si, raiva, era o que Levy podia presenciar a sua frente.
– Dá para baixar o som dessa porra aí, estou tentando assistir Bleach e com essa merda de música não dá para escutar nada. – disse Gajeel furioso.
– Temos pena, eu também tenho de ficar escutando suas musicas Eletrónicas, Heavy metal, todas de péssimo gosto a toda a hora. – protestou a azulada, não ia obedecer a nada que aquele garoto disse-se.
– Estou ordenando, desligue essa joça agora! – disse entre dentes fechando os punhos mostrando claramente a raiva que estava sentindo.
– E se não desligar? Estou cheiinha de medo de você, olhe eu tremendo. – respondeu a baixinha ironicamente ainda irritando mais o garoto de cabelos negros.
– Você está mesmo pedindo para morrer! – ele disse colocando seu braço esticado contra os cantos da porta.
– Pois sim, saia logo daqui seu paspalho! – Levy falou por fim fechando a porta que foi impedida de fechar pelo forte braço de Gajeel que agora empurrava a porta para se abrir de novo.
– O que você disse? – perguntou abrindo de uma vez a porta que com a força bateu na parede assustando a azulada. – Repita isso de novo a ver se é capaz. – disse aproximando-se de Levy que não esperava aquela reação de Gajeel, desesperada retrocedeu dois passos , enquanto ele ia se aproximando cada vez mais de si. – Me desculpa eu não queria dizer isso! – assustada colocou seus braços em defesa esperando pela suposta agressão que ia receber, o que na verdade não ocorreu.
– Achava mesmo que lhe ia bater? Você é mesmo uma tolinha de língua afiada que depois se arrepende rápido do que diz, sai logo da frente! – proferiu empurrando a azulada para o lado para aceder a casa da garota, queria apenas desligar o aparelho com a musica que poluía seus ouvidos só em escutar. O que não esperava era deparar-se com Lucy dançando toda animada, isto ate se aperceber que estava sendo observada, ficou o olhando paralisada.
– O…olá – gaguejou Lucy ainda não acreditando que o garoto que antes a havia empurrado agora se encontrava ali à sua frente na casa da melhor amiga.
Gajeel também se espantou quando viu a loira. Quem era ela mesmo? Nem importava, pelo menos para ele não. Seguiu até a aparelhagem desligando por fim o som deixando o apartamento em silêncio, isso até Levy aparecer gritando irritada pelo atrevimento que ele havia tido de entrar assim a descarada em sua casa.
– Avisei para desligar, você não o fez logo tratei eu do assunto, e se escutar mais algum barulho poluente saindo dessa aparelhagem eu juro que arrombo a porta e mando aquela porra pela janela fora juntamente com você baixinha.
– Nos desculpe! – Lucy tentou se desculpar, tinha medo daquele garoto e o que ele poderia fazer com elas duas.
Gajeel mirou Lucy notando o pavor que ela demonstrava no seu rosto.
– O que vocês duas estavam fazendo aqui fechadas com a música aos altos berros? – perguntou com um sorriso pervertido estampado em seus lábios, pensando em várias situações pervertidas que as duas poderiam estar fazendo trancadas no apartamento.
– Você não tem nada a ver com isso, agora saía.
– Estavam tendo um caso lésbico, para a próxima me chamem, quero ver. – comentou debochado.
– Você é mesmo um idiota, DESAPAREÇA LOGO DA MINHA CASA SEU NOJENTO! – gritava Levy empurrando o garoto enquanto este ria da fúria da azulada, amava irrita-la.
Assim que o moreno finalmente havia saído dos aposentos de Levy, ambas ficaram conversando sobre o ocorrido, e o que demônios Gajeel estava ali fazendo e por fim como o dia havia sido horrível.
– O dia de hoje foi péssimo, mas amanhã ainda vai ser pior, só de pensar já me dá náuseas. – disse Levy fazendo uma careta de desagrado.
– Porquê, o que vai acontecer assim de tão preocupante na academia? – perguntou a colegial de cabelos loiros curiosa.
– Os testes de cheerledears, todos os anos fazem provas para saber quem vai ser o novo integrante da popularidade, e poder se juntar ao grupinho de cobras vadias, você é que podia tentar, talvez conseguisse estar mais perto de seu amigo e perceber o porque de ele a ignorar tanto.
– Eu? Deus me livre, nem pensar, ele me trata assim por ser da aldeia e não ter os requisitos para ser uma popular, nem eu tinha intenções de ser, prefiro continuar no anonimato. – bufou Lucy.
– Admito que adoraria que você fizesse parte da turma de cheerledears, ver a cara da Lisanna e Sherry se corroendo de odio por você conseguir passar nos testes. Sempre fazem troça de pessoas assim como nós, sem uniformes justos, ou sem qualquer tipo de vaidade, seria uma facada nas costas delas. – gargalhou Levy imaginando o espanto exposto nas caras da albina e da outra.
– Porque você não tenta? – perguntou Heartfilia.
– Nem pensar, não tenho jeito nenhum para abanar pompons. – respondeu Levy rindo. – mas você sabe dançar, muito bem, devia com toda a certeza tentar.
– Não sei se é muito boa ideia, fazemos assim, eu aceito se você também participar! – Lucy sabia que Levy iria recusar, pelo menos era esse o objetivo.
– Mas eu não… — a azulada foi interrompida por Lucy que não estava disposta a fazer o teste sozinha.
– É pegar ou largar! – disse confiante sabendo que a Levy ia acabar por desistir e assim ambas estariam safas de fazer a maior asneira do século.
– Tudo bem, vou só fazer isso para ver as caras da Lisanna e da Sherry quando você passar nos testes! – Levy sorriu animada, já Lucy apenas queria um buraco para se esconder.
Continuaram conversando sobre variadíssimos assuntos, enquanto o tempo foi passando rápido chegando por fim a hora da reunião com a sindica. Todos se encontravam na sala de arrumações acomodados nos seus acentos esperando o discurso da Dona June, que parecia estar mais preocupada em procurar pó ao redor do extenso lugar do que a informar do que se tratava o assunto da reunião.
– Sempre nos vai dizer algo de interessante ou posso ir jogar, estava ganhando matando todo o mundo lá. – questionou o moreno de olhos vermelhos com a cabeça apoiada em uma das mãos mostrando o quanto entediante estava sendo ficar ali observando a sindica caminhar de um lado para o outro.
Lucy apenas observava a sala vendo todos os residentes que moravam no prédio, conhecia Levy, acabou de conhecer Gajeel, não pelos bons motivos, e já conhecera Natsu, pois agora era um completo estranho. Finalmente foi quebrado os pensamentos de Lucy pela voz da proprietária.
– Como devem ter reparado, nestes dois anos, têm vindo umas senhoras limpar a sujeira que se vai alastrando pelo prédio todo, mas devido a uns pequenos problemas pessoais, tive de ficar com o dinheiro que a academia me entregava para pagar as senhoras da limpeza.
– E o que temos a ver com isso? – perguntou Natsu bocejando, só queria sair logo daquela sala antes que adormecesse ali mesmo.
– Oras, como é obvio vocês vão tratar das limpezas do prédio, me facilita muito mais a vida, alem que tem de fazer alguma coisa do que apenas virem para o prédio o sujar.
– Como é?! – Gritaram todos em uníssono.
Começaram todos protestando que não faziam limpeza coisa nenhuma e que a estadia já estava paga pela Akademi Fairy Tail, e que ninguém os tinha informado que precisariam futuramente se agarrar a baldes e esfregões.
– Falei com o diretor Makarov, ele está disposto a aceitar, pois é menos uma despesa a ser gasta, e deviam agradecer de poder dormir sem pagar absolutamente nada no final do mês, não fazem mais do que a vossa obrigação limparem as escadas do prédio e a sala de arrumações onde nos reunimos.
– E como faremos isso, então? – perguntou Levy sendo das poucas que não reclamava com o serviço, ate Lucy que havia entrado a apenas um dia resmungava não o querendo fazer.
– Grupos de dois, cada semana vai rodando de grupo, por exemplo, o primeiro grupo pode ser…- disse June enquanto observava os rostos a sua frente. -…pode ser você mesmo baixinha, e o garoto roqueiro aí do fundo.
– Com esse grosso, não fico nem morta! – protestou a azulada, era o que faltava ter de aturar aquele imprestável.
– Qual é baixinha, você bem me quer saltar para cima, agora está ai fingindo não estar feliz de ter ficado no meu grupo, vê se pode! – comentou Gajeel esboçando um sorriso de contentamento.
– Não se ache o dono do pedaço, estou longe de ser uma de suas conquistas.
– E você está longe de um dia ir parar na minha cama.
– Como se eu fosse querer ir para uma pocilga que nem seu quarto e…. – Levy estava fora de si, aquele garoto conseguia irrita-la profundamente, acabava sempre por perder o controle.
– Silencio, chega de conversa fiada, vamos passar ao próximo grupo. – interrompeu a sindica farta das discussões dos dois adolescentes.
June foi dizendo os grupos um por um, ate apenas restar quatro pessoas, Lucy rezava para não ficar com ele, implorava a todos os santinhos, mas como é obvio não chegaram a tempo de concluir seu chamado, e ela acabou por ficar com o piglet, nome que se lembrava de chama-lo a primeira vez que se conheceram. Para piorar ele estava se aproximando.
– Loira, quando for nosso dia nem pense em se escapar, porque se não eu não faço limpeza nenhuma e deixo tudo igual como estava, ouviu bem? – perguntou o rosado assim que passou perto dela para sair da sala de arrumações.
– Primeiro que tudo, não me chamo loira, mas isso você já sabe e a muito, segundo digo o mesmo para você, nem tente se escapulir. – respondeu virando o corpo na direção de Natsu que já estava a poucos centímetros de sair.
– Ótimo! – disse sem ao menos olhar para a garota.
No dia seguinte, as aulas da parte da manhã passaram correndo e agora havia chegado a altura que tanto se aguardava, os testes para saber quem faria parte da ‘turma dos populares’. Levy ainda não acreditava que estava metida naquela fila, tudo apenas para que Lucy tivesse oportunidade de participar e mostrar como tão bem dançava, e claro dava tudo para ver a cara de fúria de Lisanna e Sherry.
Ambas nem tinham noção de quantas pessoas poderiam estar assistindo aos testes, pois estavam escondidas pelo pano que se prolongava desde o teto ate ao chão escondendo todas as candidatas que haviam decidido se inscrever de manhã.
– Se eu soubesse que era necessário usar este uniforme tão justinho nem tinha metido aqui os pés. – comentava a loira nervosa mirando os trajes que tinha vestido, parecia que ia para um cabaré.
– Não deve estar ninguém a assistir a não ser garotas, não se preocupe! – tentou Levy tranquilizar a amiga, afinal, que garotos iam perder seu tempo assistindo a provas chatas como aquelas?
– Como tem tanta certeza? Você própria disse que nunca assistiu as provas para fazer parte das cheerleaders.
Enquanto ambas conversavam e Levy tentava de tudo para acalmar Lucy que estava uma pilha de nervos a fila ia diminuindo, nem tinham pequena noção do que estava acontecendo do lado de fora, devido ao som das musicas que iam tocando a cada prova que se ia realizando. Levy foi a primeira a prestar a prova, podia se ver a distancia que a baixinha tremia de medo mesmo depois de tentar tranquilizar a loira, Lucy estava arrependida de ter colocado a amiga naquela situação, vamos ser sinceros Levy estava longe de ser das melhores bailarinas ali presentes, com certeza ia passar vergonha.
– Participante numero 37 pode começar uma pequena dança, passando depois para as piruetas assim que a música iniciar. – disse a chefe de claque de nome Minerva, uma garota de cabelos compridos negros e olhos roxos.
Levy estava tão nervosa vendo o publico em sua frente, o que raio os garotos estavam ali a fazer, pior, o que Gajeel estava ali fazendo nas fileiras da frente. Tentou respirar fundo para não desmaiar. Porque se tinha metido ali? Ah sim, para ver os rostos das vadias das cheerleaders assim que vissem Lucy dançando, mas agora que pensava melhor, quem iria rir naquele momento seriam elas, para não falar nos garotos populares, humilhação garantida. A plateia assim que a viu no palco não conteu as gargalhadas, o que raio uma nerd fazia ali em cima do palco prestes a dançar com roupas coladas ao corpo? Sem outra opção aguardou que a musica começa-se o que não demorou muito.
Nya nya dance – Anime dancing
Levy assim que escutou a batida da música iniciou uma coreografia improvisada que se lembrava de Lucy dançar em sua casa, havia sido um erro inscrever-se sem nem ao menos treinar uma dança que pudesse mostrar aquelas cobras, agora estava num beco sem saída, a música continuava tocando em um ritmo contagiante, seu corpo pedia para se mexer, mas ela simplesmente não sabia ao certo se estava se saindo bem, pois continuava ouvindo risos e comentários maldosos como.
“Vá estudar, a única coisa que você sabe fazer”, ou ate mesmo, “A anã achava mesmo que conseguiria fazer parte da claque, ridícula”, mas a pior de todas foi a que Sting o garoto de cabelos loiros gritou para todos os presentes conseguirem escutar em alto bom som. “EU SABIA ELA É UMA TÁBUA, VEJAM BEM, TÊM DUAS COSTAS, UMA PRANCHA DE SURF!”. Não tinha mais motivos para continuar dançando, para alem de ninguém ter gostado de sua performance, pois ambas as cheerledears haviam dado zero de pontuação, a chefe de torcida esboçava um sorriso de contentamento pela humilhação.
Correu o mais depressa que pode para fora do palco e para bem longe da plateia que continuava rindo do comentário maldoso de Sting. Queria assistir a performance de Lucy, mas as emoções não o permitiam precisava se esconder, precisava chorar longe de tudo e todos. Quem não tinha achado piada nenhuma ao comentário era um garoto que por acaso estava mesmo ao lado do loiro.
– Você foi longe de mais! – indagou Gaajel irritando pegando em Sting pelo colarinho.
– Qual o seu problema, passa a vida infernizando a vida da garota, agora está aí a defendendo? – perguntou o loiro empurrando o roqueiro, não permitia que ninguém o agarra-se daquela maneira.
– Sting, o Gajeel têm razão, isso foi desnecessário. – Natsu interrompeu a discussão de ambos não desviando os olhos do palco, estava esperando a entrada de Lucy, se a amiga azulada tinha se inscrito, significava que a loira também o tinha feito.
Lucy descrente do que se tinha acabado de suceder com Levy, caminhou nervosa para o palco esperando que o som iniciasse logo, queria despachar o mais depressa possível aquilo. Lisanna assim que a viu arregalou os olhos, desacreditando que aquela era a loira que havia inventando conhecer Natsu.
Não era apenas a albina, a plateia toda que havia visto Lucy com o uniforme largo não acreditava que agora a mesma garota estava ali, em cima do palco com uma saia azul as riscas amarela que se prolongava ate as coxas muito acima dos joelhos, se podendo ter uma boa visão das pernas, da parte de cima vestia apenas um top de mangas compridas azul e riscas amarelas, deixando a barriga a vista, aquilo só podia ser uma ilusão.
– Minerva, nem vale a pena ela fazer sua performance, é amiguinha da falhada que acabou de sair, vai também ser uma completa inútil, mais vale chumba-la e passar a seguinte candidata. – Tentava Lisanna a todo o custo impedir Lucy de ter seus minutos de fama.
– Qual o problema Lisanna, temos de dar oportunidade a todas as candidatas, e quem sabe ela também não seja uma desajeitada e passe humilhação como a outra tábua. – comentou Minerva esboçando um sorriso maléfico, Lisanna também não deixou esconder seu contentamento, Lucy com toda certeza era apenas mais uma labrega tentando ganhar alguma popularidade.
Os garotos naquele momento babavam na colegial de cabelos loiros, ate Natsu estava estupefato com o semblante de Lucy, o que não escapou a Lisanna que mesmo de longe tinha os olhos pregados no amigo.
EGOIST — Extra terrestrial Biological Entities
Lucy assim que escutou as batidas da música iniciou uma coreografia improvisada mediante o som da música. De inicio rodopiava enquanto dava pequenos paços suaves em frente para mais perto da plateia que não tirava os olhos de si, mais uma vez estava sendo o centro das atenções, algo que detestava. Quando começou escutando a letra da musica, levantou os braços movimentando seu quadril de forma circular descendo e subindo sedutoramente elevando a saia para cima despropositadamente devido aos movimentos na dança a saia acabava por remexer-se para cima deixando as pernas cada vez mais expostas. Deixando seu corpo se levar pelo ritmo da musica.
Lisanna quase rasgava os papeis que tinha em sua frente com as pontuações das candidatas anteriores tanta era a raiva. Minerva também estava espantada, Lucy realmente dançava bem, tinha de admitir, mas não tava na disposição de colocar uma candidata desmazelada e que andava com nerds.
Os garotos assobiavam cada vez que a saia de Lucy levantava mais do que queria, outros batiam palmas pela excelente performance. Natsu se mantinha boquiaberto descrente que aquela ali no palco era sua amiga de infância, sempre a achara bonita, mas dai ter um corpo daqueles, estava longe de pensar isso.
Enquanto Lucy continuava encantando o publico com a dança, Levy chorava agarrada as suas pernas no chão encostada a uma parede do exterior do pavilhão de desporto. Tão perdida no seu choro não notou uma presença em sua frente.
– Vai continuar chorando, deixando eles a humilhar? – perguntou a voz que Levy conhecia muito bem.
– Vá se embora, você também se diverte assim com eles rindo as minhas custas, simplesmente me deixe em paz! – respondeu se encolhendo mais entre suas pernas, não queria que o garoto visse seu rosto vermelho e húmido devido as lágrimas.
– Não sou capaz! – respondeu Gajeel respirando fundo.
– P…porquê?- gaguejou Levy corada com o comentário que o moreno havia feito, mas mesmo assim mantendo seu rosto escondido.
– É divertido inferniza-la!
– Pois claro, se é tudo pode ir embora, já me sinto extremamente mal, você já ganhou o dia! – E só em pensar que corou com o comentário dele, estava se sentindo cada vez mais ridícula.
– Não, você não está assim por mim, você está assim por causa do idiota do Sting, prefere ficar aqui chorando enquanto sua amiga está fazendo sucesso lá dentro? – perguntou o moreno sabendo que a azulada reagiria se soubesse que Lucy estava conseguindo deixar a plateia animada.
– Lucy! Ela está conseguindo? Eu sabia, eu sabia que ela ia conseguir. – respondeu a azulada finalmente levantando o rosto das pernas, estava animada, muito feliz por sua amiga, finalmente poderia ver os rostos das víboras.
– Anda logo! – ele disse esticando a mão para a baixinha pegar.
– Obrigada. – Levy respondeu aceitando ajuda para se levantar, mas quando ia pegar na mão do garoto ele a desviou gargalhando alto pela feição de raiva que ela logo em seguida colocou. – Dá para parar de ser imbecil?
– Achava mesmo que eu Gajeel RedFox ia ajuda-la se levantando, corra logo para ver sua amiga baixinha.
– Idiota! – proferiu antes de correr para dentro do edifício, já não se importava com a humilhação que tinha passado ainda a minutos atrás, aquele era o momento de Lucy e queria estar lá para apoia-la.
A colegial de cabelos loiros continuava balançando seus braços e corpo conforme o ritmo da música, mas a meio da performance se pode escutar um comentário maldoso através dos microfones.
– Quem diria que a labrega, mulambenta sabia dançar.
A fala havia ecoado pelo edifício chegando aos ouvidos da plateia, agora se podiam escutar gargalhadas seguidas de comentários sobre o que havia sido proferido. Lucy sabia que tinha sido Lisanna, não conseguia entender qual era o problema que aquela albina tinha contra si, estava começando a sentir odio por aquela menina. Decidiu não ligar ao comentário e continuar dançando, mas foi impossível se manter focada, agora todos riam, e gritavam palavras como “Labrega”, “Mulambenta”, “Pobre”, “Imunda”, e muitos outros insultos. Escutando todos os comentários maldosos sendo maior parte proferidos por garotas acabou por se desconcertar da coreografia tropeçando com seus próprios pés caindo de cara no chão.
Os que antes assobiavam e aplaudiam por sua performance, agora riam do fracasso e da queda. Lisanna olhou logo para Natsu certificando-se que este também ria do acontecimento, mas não, era um dos poucos que não ria do que tinha sucedido. Ele parecia, preocupado? Irritado? Porquê? Quem afinal era aquela garota?
– Loira saia logo daí, temos ainda muitas candidatas a prestar o teste, e não podemos perder tempo com uma falhada que nem você que nem sabe onde coloca os pés. – disse Sherry anotando zero na pontuação.
– Sherry, mas ela dançou muito bem, tenho certeza que seria ótima na nossa claque! – respondeu a garota de cabelo azul.
– Me poupe Juvia, ela nem ao menos devia ter se inscrito, não tem qualidades para isso. – disse Lisanna com raiva.
– Ela tinha um corpo impecável para entrar na noss… — Juvia acabou sendo interrompida pela voz da chefe de claque.
– Estão se esquecendo de quem dá a ultima palavra aqui meninas? – ambas pediram desculpa a chefe de claque deixando esta decidir se Lucy faria ou não parte do grupo. – Desculpe candidata numero 39, não tem o perfil para fazer parte da claque Happy Cat, sempre pode fazer de mascote, vestindo o fato do gato azul nos treinos. – disse Minerva troçando de Lucy enquanto esta ficava agarrada ao nariz, Natsu podia jurar que havia visto sangue na mão da garota, provavelmente havia partido a cana do nariz com a queda.
Levy estava pronta para correr na direção de sua amiga assim que a avistou saindo aos tropeços chorando pelo fracasso e humilhação que se submeteu, só que Droy e Jet decidiram se meter no caminho perguntando se ela estava bem e como tinham vontade de pregar uns socos em Sting mas como era obvio aquilo era da boca para fora, afinal ambos eram uns fracos medrosos.
Quanto a Natsu seu desejo era correr ate a loira, ele não era nenhum ser sem coração, e por algum motivo se sentia mal vendo-a chorando, sendo humilhada em frente ao colégio, quando finalmente havia decidido ir atrás dela percebeu alguém se manifestando primeiro na direção do percurso que Heartfilia havia feito.
“O que pensa que está fazendo?”, pensou o rosado mudando seu semblante para furioso enquanto fechava seus punhos. – Gray…
Continua...
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