Trying Understand Him

9 Tentando entende-lo


Notas iniciais
Antes de mais nada obrigada a todos que comentaram, e agradeço do fundo do coração não me terem abandonado. Fico imensamente feliz.O capitulo está muito extenso, eu não tenho por habito dividir, eu basicamente escrevo e posto tudo O_O e depois da nisso, admito que o meu maior "defeito" erro nessa fic é dar destaque a vários casais, acontece que no fim eu quero que entendam os motivos de todos eles ficarem juntos, os motivos de nesse momento não o estarem e como vao no fim ficar. Maior parte dos casais tem uma "historia" e motivos para não estarem juntos, obvio que por exemplo no caso de Levy e Gajeel é a relação cão e gato. Tambem já tenho na minha cabeça o que aconteceu nos dois anos ao Natsu e etc... agora vai ser so ir escrevendo os capitulos e ir revelando. Mais tarde provavelmente farei capitulos dedicados a cada casal, mas isso vai ser mais no fim quando estiverem para ficar juntos. Por enquanto vou misturando tudo, e eu sei que é chato porque vocês nao estão interesados nos outros mas sim em NaLu me desculpem :(Espero que comentem, tentei no máximo postar mais cedo, quero agradecer a Pri e a Feer minhas duas lindas por me ajudarem e estarem ate hoje a me aturar :P

– Mas eu não vou lhe ensinar é NADA! – ela disse assim que viu Natsu se sentando à mesa na qual ela estava. Aquilo não poderia ser real, estava fugindo de todo o tipo de problema cor-de-rosa, e por ironia do destino teria de ensinar logo ele em qualquer matéria? Isso não era justo!

Ele apenas mostrou sua cara de maior tédio enquanto esperava que decidissem quem afinal iria ajuda-lo na matéria.

– Esta me perseguindo, agora? – a loira indagou irritada, olhando-o com olhos cobertos de raiva. O rosado por sua vez, que já estava sentado na carteira, todo esparramado, com seus materiais jogados em cima da mesa, sorriu irônico.

– Não é como se eu quisesse estar aqui... – respondeu apoiando os dois braços enquanto esticava a cabeça , fitando densamente aquelas Iris achocolatadas que apenas Heartfilia possuía. – Sua presença também não é das mais agradáveis, se é que você me entende. – sorriu sínico, virando os olhos demonstrando desapontamento e ignorância.

– E desde quando você passou a frequentar grupos de aulas extracurriculares? – Lucy perguntou cruzando os braços frente ao peito fitando-o seriamente. Natsu por sua vez só suspirou enquanto revirava novamente os olhos. Como se ela soubesse o que ele fazia ou deixava de fazer naquele colégio. – Que maravilha, venho aqui para fugir de problemas e encontro a origem de todos estes... – ela concluiu sentando-se em sua carteira. Não poderia arrumar confusão no recinto, então decidiu apenas calar-se e cumprir seu dever. Dar aulas e ajudar o burro. Tinha de deixar seus assuntos pessoais de parte.

– No que você precisa de ajuda? – perguntou enquanto Natsu ainda tentava se ajeitar em sua carteira. Ele simplesmente ficou quieto, encarou Lucy e como não podia deixar de ser caiu na gargalhada. Inicialmente ela não conseguia entender o motivo de tanta graça, afinal desde quando estudar era algo engraçado?

– Para inicio de conversa, eu não preciso de sua ajuda. – o rosado declarou arrogante. Aquele jeitinho esnobe de Dragneel conseguia cansar a “beleza” de qualquer um. – Estou aqui por culpa daquele diretor gago, pediu para que eu fizesse aula de todas as matérias. – certamente aquilo havia sido um choque para Heartfilia que manteve-se atônica por longos instante. "Todas as matérias..", pensou repetidas vezes, isso seria o completo fim.

– Podemos começar com matemática? – questionou enquanto pegava o caderno do garoto que estava largado em cima da mesa. Lucy não tinha muita opção, ela tinha que ensinar algo, então que se iniciasse logo aquela tortura.

Natsu de 5 em 5 minutos observava o teto, remexia no celular, voltava sua atenção novamente para o teto e de novo para o celular... Ele conseguia fazer de tudo, menos prestar atenção na loira que tentava manter sua postura. – Então acho que isso é um sim, afinal quem cala consente. – ela disse em um melancólico suspiro. "Isso só pode virar problema...", pensou e logo de seguida reparou no garoto dando de ombros, simplesmente ignorando o que teria para ensiná-lo.

"Não Lucy.. Isso não pode se tornar em problema ... — ela corrigiu em pensamento — Isso já É um problema... e dos grandes" – concluiu sibilando baixo. – Meu carma. – Natsu que no momento observava o celular com total desinteresse encarou Lucy atentamente causando certos arrepios por seu corpo que a muito eram conhecidos pela loira. "Mas que raio ele esta olhando?" – ela perguntava-se. – V-Vamos começar logo... – sussurrou abrindo o caderno do garoto, revelando a si mesma uma grande surpresa. – Mas que é isto? — perguntou mostrando o caderno de matemática que por incrível que pareça se encontrava em branco.

– Um caderno, e como pode ver, está cheinho de exercícios para você resolver, para depois me explicar. – disse em tom brincalhão mas no fundo realista e Lucy não conseguia acreditar em tamanho descaso com os estudos. Jogou o caderno do rosado em cima da mesa novamente, aberto na pagina com os exercícios em branco. Natsu arqueou uma sobrancelha ao ver tal ato e fitou Heartfilia que mantinha-se com as costas escoradas na carteira e com os braços cruzados.

– Pretende fazer os exercícios com a força da mente ou coisa assim? – ele indagou esboçando um sorriso tomando a mesma posição que a loirinha mantinha-se. – Só para constar, eu já tentei... isso não vai funcionar...

– Pare de falar basbaquices.. – começou séria demonstrando um tom de voz alterado. Parecia nervosa, muito nervosa. – Pegue o lápis e comece os exercícios, agora. – e como de imediato Lucy sentiu um pequeno arrependimento de sua atitude, mas manteve-se firme.

– Desde quando você manda em mim? – ele perguntou nervoso mas de certo modo divertido. Aquilo sem dúvidas chegava a ser cômico. Será que sua audição estava captando bem ou a loira havia realmente perdido a noção do perigo?

– Me desculpe, mas aqui você é apenas mais um aluno, Dragneel.. – Lucy respondeu debruçando seu corpo para a frente da mesa, enquanto apoiava seus braços em baixo de seu peito e fitava-o com olhos de cobiça. – Agora, caso queira aprender algo e passar de ano, acho bom você entrar nos trilhos, ok?

– Faça-me rir Heartfilia. – sorriu sacana apoiando-se assim como a loira na mesa, de forma a ficarem cara a cara. Os olhares de ódio, ressentimento e inquietude estavam presentes. Lucy desviou sua atenção assim que escutou alguém reclamando de ambos estarem fazendo muito barulho em uma sala de estudo.

– Que seja... — pigarreou enquanto pegava no lápis e no caderno do rosado que arqueou a sobrancelha. “Pelo jeito ela não tem muito pulso firme para bater boca comigo" — pensou vitorioso. Lucy por sua vez , simplesmente não se encontrava minimamente com vontade de discutir com uma mula sem cabeça como Dragneel. "Vou dar essas aulas logo e me livrar de você de uma vez..." – pensou.

– Preste atenção... Nós vamos começar por trigonometria, por acaso você sabe alguma coisa sobre essa matéria? – aquela pergunta fora a mais retórica que Heartfilia poderia ter feito nesse dia. Em um suspirou voltou com sua explicação enquanto desenhava um triangulo retângulo. – Muito bem, esse triangulo é retângulo, existem vários tipos de triângulos, mas não vou entrar em detalhes, ok? – Natsu por um instante decidiu tomar atenção a jovem que logo prosseguia a explicação. – Bem, nesse triangulo você tem que saber três coisas, Hipotenusa e os dois catetos.... – parou de falar assim que percebeu a careta que o garoto provocou... "Isso realmente vai dar um trabalho do demo" – Lucy pensou enquanto girava o lápis por entre seus dedos.

– O que é que você não entendeu? – perguntou, no seu ver não tinha explicado nada mal para ele não ter conseguido assimilar tão pouca coisa.

– Tudo. – Natsu respondeu erguendo uma de suas sobrancelhas confuso, enquanto sua voz havia saído inacreditavelmente infantil.

– Por meu God, eu acabei de começar a explicar... – Heartfilia suspirou tentando se aclamar. – Preste atenção nesse desenho. – apontou para o triangulo retângulo. – Esta vendo este angulo aqui? – ele acenou com a cabeça ao ver o angulo reto no ilustre. – Muito bem... o lado oposto a esse angulo se chama Hipotenusa.. – o garoto demonstrou uma feição maravilhada mas ao mesmo tempo parecia não estar dando a mínima para o assunto...

– Esses outros dois lados do triangulo são ditos como Catetos! — ela falou animada. Não se importava em explicar a matéria para uma porta, na realidade Lucy adorava ajudar as pessoas, mesmo que as pessoas fosse aquele desgraçado.

– Esta conseguindo acompanhar meu raciocínio até aqui? – perguntou e o rosado apenas acenou positivamente. – Então bem.. agora vamos supor que esse angulo aqui é o alfa, e esse outro seja o beta, você sabe que esse lado do triangulo é sempre a hipotenusa e esses outros dois são catetos, mas agora nós temos Cateto Oposto e Cateto Adjacente, esses Catetos vão ser encontrados conforme o exercício pedir...

– Arrrrg.....Você ta me ferrando garota. – disse irritado e extremamente confuso, enquanto remexia no seu cabelo impaciente. Parecia que aquela história de Cateto Oposto e Adjacente havia feito um nó enorme na cabeça de Dragneel. "Meu Deus, como vou explicar isso de maneira mais simples?" — ela se perguntava. – Você não é lá grande coisa a explicar matemática, por o que estou percebendo.

– Não acho que seja esse o problema. – Lucy disse encarando-o nervosa. Deixando subentendido que o problema não era quem explicava e sim quem estava tentando aprender. Resumindo, Natsu Dragneel. – Vamos desde o inicio... – continuou partindo para o ensinamento novamente.

Por mais que Heartfilia tenta-se colocar a matéria naquele cérebro do tamanho de uma ervilha, Natsu sempre recebia mensagens no celular, ou remexia-se na cadeira.

– Caramba você ouviu alguma coisa que eu falei? – perguntou enquanto mais uma vez assistia Natsu remexendo no celular. – Te juro que estou quase quebrando esse aparelho inútil... – pigarreou enquanto quase quebrava o lápis que estava utilizando para desenhar os triângulos retângulos e montar as malditas formulas de Trigonometria. "Não quero nem imaginar quando entrar a parte dos radianos.." – pensava irritada. "Em que merda eu me meti.."

– Loirinha, vê se relaxa... – Dragneel apenas desviava sua atenção para os lados, aparentemente todos os presentes já estavam terminando e bem, ele certamente iria se retirar da sala juntamente com os outros, mal podia contar os segundos para sair. – Eu já entendi tudo sobre esse Catetos ai.. e a Hipotenusa é uma maravilha que eu não quero saber, por isso..

– Ah não diga... – interrompeu irônica enquanto anotava alguma coisa em seu caderno. – Muito bem, você disse que o diretor Markarov te mandou aqui para recuperar as notas, certo? – indagou com um sorriso sacana nos lábios. Natsu não entendia o porquê da pergunta estúpida da menina, mas acenou positivamente. – Como sua professora, vou passar a anotar o que você faz durante a aula, e se não conseguir resolver nenhum exercício até o fim do dia, eu infelizmente terei de reportar isso ao diretor... e sinceramente não quero nem imaginar como ele ira te punir.

– Você não faria isso... – disse despreocupado, Lucy não fazia mal a uma mosca, com toda certeza não iria perder tempo o infernizando fazendo queixas no velho, mas ao mesmo tempo o receio de ela o fazer também pesava na balança, ainda mais que Lucy não parava de fazer anotações no bloco. – Ta Ta, eu faço um exercício ou outro, mas não vá dar uma de linguaruda para o velho vir me punindo novamente.

– Ótimo! – exclamou satisfeita, finalmente ele estava dando atenção a sua pessoa, admitia que havia sido cômico a forma como ele havia se pronunciado, fazia a lembrar de a uns bons tempos atrás. – Então, tente fazer esse exercício aqui.. – apontou o exercício e logo Natsu pegou em um lápis e tratou de começar a fazer contas.

– Está errado. – a menina avisou antes mesmo de ele fazer uma linha de exercício. Natsu encarou-a com raiva indagando mentalmente "Onde esta errado, sua maldita?" – e Lucy como resposta simplesmente apontou no exercício.

– Utilize outra formula, com essa você não vai chegar em resultado algum. – concluiu. Natsu logo riscou aquela formula e partiu na tentativa de outra, e antes de conseguir prosseguir com a conta Lucy pronunciou-se novamente.

– Está errado. – Natsu sentiu o sangue ferver de ódio. Mas que merda Lucy estava fazendo? Só poderia estar brincando com sua cara. Ele olhou friamente para a menina que estava demonstrando-se séria mas no fundo morria de tanto rir. "Como ele é burro, senhor!" — ela exclamava em pensamentos.

– Porque você não faz? – ele perguntou estendendo o lápis em direção a face da garota, mas Lucy acenou negativamente enquanto gesticulava com os lábios um som de quem não iria fazer nadinha.

– Não sou eu quem precisa de nota para passar de ano... – ela sibilou baixinho enquanto encostava suas costas na cadeira relaxando. – Estou esperando o exercício. – concluiu enquanto fitava o teto. Natsu virou os olhos e em seguida, após um longo suspiro, tratou de voltar a atenção as contas.

Lucy encarava-o com atenção, não era como se sentisse ódio dele, bem o queria ter mas não conseguia, também não podia se alegrar em vê-lo tão próximo. Na verdade Lucy não conseguia entender o que passava dentro daquela cabeça de vento de Natsu, e com isso não sabia como devia se sentir... Talvez, Frustrada.

Certas vezes ela se pegava pensando no passado, e perguntava-se repetidas vezes o motivo de ser tão odiada pelo rosado... Mas mesmo assim, nunca conseguia encontrar uma resposta sensata. Ela de fato gostaria de conseguir entende-lo... Mas aquilo parecia uma meta impossível. Natsu parecia uma daquelas contas de matemática no qual apenas são dados incógnitas e com isso nunca se consegue chegar ao resultado. – Queria entende-lo melhor... – balbuciou em um tom quase inaudível que não passou despercebido por Dragneel, mas para evitar um problema ele simplesmente ignorou.

Mal o sinal soou pelo extenso corredor, Levy assim como todos os outros que ainda restavam na sala, guardaram os materiais preparando-se para ir para casa, o dia de estudo havia encerrado por aquele dia, Freed por algum motivo já tinha ido embora. Natsu como esperava ansioso por o momento de saída, foi o primeiro a arrumar seu material, que na realidade era apenas um caderno todo amassado e uma caneta e um lápis dentro dos bolsos das calças, quando estava preparado para fechar seu caderno é parado pela mão da loira.

– O que você está fazendo? – perguntou, abrindo novamente o caderno com o exercício a meio por resolver. – Você ainda não terminou.

– Tá de brincadeira comigo, todos estão indo embora, a aula está mais que terminada.

– Como avisei, você não vai sair da sala sem antes terminar o exercício, por isso se fosse a você tentava ao máximo despacha-lo para depois poder sair. – Lucy revidou satisfeita pela feição que Natsu havia adquirido naquele momento.

– Maldita. – bufou entre sussurros, Lucy havia se tornado mais chata que antes. A loira revirou os olhos e ficou o fitando novamente. Incrível como aquele paspalho podia se sair tão mal em matemática. "Tomara que ele seja melhor em alguma outra matéria..."

– Que bixo mordeu o teu namoradinho? – perguntou Lisanna depois da forma rude como Freed havia interrompido os treinos. – Todo stressado, aconteceu alguma coisa?

– Digamos que ele deixou de ser meu namorado. – a albina respondeu avançando para seu lugar. – Vamos continuar onde paramos meninas! – disse perseguindo os treinos, não estava minimamente feliz com o que havia acontecido, mas não iria dar o braço a torcer por algo egoísta que seu namorado estava disposto a propor.

– Finalmente uma excelente noticia. – sorria Lisanna satisfeita, nunca gostou que sua irmã andasse com gentinha reles como Freed, a única coisa que tinha a agradecê-lo era pelo menos ter a feito esquecer Laxus, ao menos era o que ela pensava que tinha sucedido.

Uma jovem de cabelos vermelhos já se encontrava com uma sabre entre seus dedos. Manuseava o objeto agilmente, golpeando o vazio como se treina-se com um adversário que no momento não existia. Erza sempre teve uma fascinação por katanas, havia recebido em seu 12º aniversário sua primeira como presente de seu pai, desde então sua paixão focou-se no esgrima. Quando soube que a Academy Fairy Tail tinha como objetivo preparar seus alunos de forma a que os mesmo pudessem entrar em guildas e proteger pessoas importantes, viu sua oportunidade de poder assim utilizar sua experiência de manuseamento com a Katana em legitima defesa para proteger os cidadãos, mais animada ficou ao saber que existia esgrima como uma atividade extracurricular. Apenas detestava competir contra mulheres, não que fossem fracas, longe disso, apenas queria mostrar que tinha competências para vencer os homens, que conseguiria ganhar a taça do campeonato contra um do sexo masculino. Não percebia porque os campeonatos não podiam ser mistos. Achava tudo uma tolice pegada.

Tão concentrada em seus devaneios, não percebeu uma presença atrás de si, só deu conta disso quando sentiu algo bicudo pressionar contra a jaqueta branca do equipamento. Erza movida por seus reflexos rápidos, voltou-se para trás prensando o sabre sobre o capacete da pessoa na sua frente. Esperou que o individuo ou individua disse-se alguma coisa, mas esta continuou em silêncio, apenas moveu seu pulso chocando ambas as laminas de forma a retirar o objeto bicudo de seu capacete. Posicionou-se para o ataque, esperando que a jovem de cabelos vermelhos entendesse o recado.

– Está me desafiando? – Scarlet perguntou esboçando um sorriso desafiador. – Tem certeza? Está se metendo com a pessoa errada, fica sabendo que fui campeã 3 anos consecutivos. – comentou orgulhosa, não tinha como um novato que nem ao menos tinha coragem de mostrar seu rosto a vencer. O jovem apenas abanou a cabeça afirmativamente, colocando de novo a sabre em posição de ataque. Erza não entendia qual era o problema do garoto, um gato havia lhe mordido a língua? Não sabia falar? Também não sabia se era garoto ou garota, desconfiava ser mais um garoto pois a pessoa na sua frente não tinha peitos, mas a realidade é que haviam garotas que também pareciam tabuas de engomar, não podia ter uma conclusão exata. – Se continua tendo intenções de seguir com a disputa avante, pelo menos retire o capacete, devemo-nos cumprimentar como as regras o ditam. – Nada como pedir para resolver o mistério.

Espantou-se com o que se seguiu, a pessoa não retirou o capacete, em vez disso avançou na sua direção lançando diversos golpes de forma a acerta-la, esta a única coisa que teve tempo de fazer foi desviar-se de todos esperando o momento certo para atacar.

Não sabiam quanto tempo já havia passado desde que haviam começado a disputa. Ela tinha conseguido espetar a sabre 7 vezes no(a) jovem, mas ele(a) não ficava atrás pois também estava com a exata pontuação da Scarlet. Nunca imaginou que seria tão difícil vencer aquela “coisa” misterioso.

Furiosa querendo terminar logo com o “treino” deixou a defesa de lado concentrando-se apenas no ataque. E estava dando resultado, a pessoa não tinha tempo para atacar, apenas concentrava-se em defender-se. A Scarlet aproveitando isso atacava cada vez com mais força chocando sua sabre na do(a) adversário(a) tentando ao máximo que a pessoa a solta-se. Com a raiva consumindo sua mente, deixou de prestar atenção aos movimentos do(a) outro(a), quando deu conta o feitiço havia virado contra o feiticeiro, devido a força do impacto, Erza acabou soltando sua sabre que acabou sendo projetada para fora de seu alcance. Tentou afastar-se da área para a recuperar, mas não conseguiu avançar muito longe, devido a lamina que agora estava direcionada para seu pescoço a impossibilitando de se mexer.

– Isso ainda não terminou... – Erza nunca aceitaria perder contra uma pessoa que havia aparecido ali do nada, ainda por cima não era capaz de revelar sua identidade. Precisava de desforra, e seria já. – Quero desforra, agora! – Pegou na lamina que continuava direcionada para seu pescoço estava pronta para a retirar de sua frente e finalmente recuperar sua sabre, o que não contava era que o vencedor puxa-se a lamina, ela como segurava o objeto firmemente acabou sendo projetada juntamente com a lamina, chocando no corpo do garoto. Sim, para ela não havia mais duvidas, a pessoa que a havia derrotado era nem mais nem menos que um garoto, o que a enervava mais, não podia ser derrotada por um do sexo masculino. Em meio aos seus devaneios, sentiu sua cintura sendo envolvida por dois braços aproximando ainda mais seu corpo ao do jovem, corou com o atrevimento. – O que você pensa que está fazendo? – Afinal quem ele pensava que era. Ia retirar o capacete dele e quando o fizesse daria um belo de um tabefe na cara daquele atrevido.

Não conseguiu executar o que tinha planeado, mal levantou a mão para retirar a mascara aquele desgraçado, ele executou um ataque de judô atravessando sua perna posicionando-se atrás de Erza fazendo com que ela perdesse o equilíbrio e cai-se para trás. Aproveitando que Scarlet agora se encontrava caída no chão, fez uma vênia e logo afastou-se na direção da porta de saída.

– Onda você vai! – gritou indignada, como ele podia provocar aquilo tudo e sair assim sem mais nem menos. – Volta aqui, isso ainda não terminou, quero uma desforra! – Erza continuava aos berros na direção do garoto que continuava seu percurso sem ligar aos gritos.

Havia chegado a vez de Cana juntamente com seu acompanhante lavarem as escadas do prédio. De inicio a jovem de cabelos castanhos não se interessou por fazer os serviços, pois seu ajudante tinha conseguido marcar uma consulta no médico exatamente a mesma hora que teriam de limpar, sem duvidas uma ironia do destino, ou deva-se dizer esperteza alheia. “Foi marcar a porra da consulta só para não ter que limpar, aquele fedelho vai ter que se haver comigo, não perde pela demora“, bufava a jovem em pensamento quando Jude tratou de lhe fornecer a noticia, só que claro em vez de ser uma boa inclina e dizer algo como “Coitadinha, deixe estar faz para a semana pois seu ajudante não está presente”, claro que isso nunca passaria na cabeça daquela velha, em vez disso quase puxou Cana por uma orelha para fora do apartamento proferindo frases como. “Sua maldita, vê se larga o vinho e vai limpar as escadas, quero ver tudo num brinco, tá me escutando?”

Sem outra opção, desceu pelo elevador caminhando para a sala das arrumações para pegar nos materiais de limpeza, sua visão percorria os baldes e ao mesmo tempo o banco, já se encontrava assim fazia 5 minutos, não aguentando mais acabou preferindo o banco aos esfregões, sentou-se ajeitando-se confortável de forma a dormir a sesta, as limpezas podiam esperar mais uns minutos.

Nem meia hora tinha passado já a proprietária do prédio esmurrava a porta furiosa. “Eu juro.. – respirou fundo antes de prosseguir. – que se você não for LIMPAR AQUELAS ESCADAS, NUNCA MAIS VAI POR UM PÉ NESSE PRÉDIO!!! – berrava a velha sem pudor, conhecia muito bem Cana, já previa que ela não iria limpar e acabaria se distraindo com outras coisas como por exemplo, dormir.

Bocejou cansada, ela não ia fazer as limpezas sozinha, era injusto. Em meio aos protestos e xingamentos a velha que já a muito tinha ido para seu apartamento, lembrou-se de alguém que a poderia ajudar. “Como fui me esquecer dele.”, pensava feliz discando o numero no seu celular, não demorou muito para no outro lado da linha atenderem. – Você precisa me ajudar, fiquei fazendo as limpezas sozinha... – a jovem lamentava-se enquanto ouvia as respostas no outro lado da linha. – Sim, aquela velha colocou todo o mundo daqui do prédio trabalhando, mas vem logo me ajudar. – nunca na vida Cana pediria por favor.

Passado 20 minutos depois, surge uma senhora de cabelos encaracolados ruivos de avental, juntamente com o jovem que ela havia ligado momentos antes.

– Quem é essa? – Cana perguntou observando a senhora seguindo para o local onde se encontrava os matérias de limpeza.

– Oras sua ajudante, achava mesmo que eu iria sujar minhas mãos tendo empregadas em casa que podiam perfeitamente fazer seu serviço. – respondeu animado entregando um saco com umas “guloseimas” para se divertirem na casa da morena, afinal não teria percorrido aquele caminho todo só para entregar sua empregada e ir embora. – Estou convidado para ir na sua casa, madame?

– Ainda bem que esse seu jeitinho não me seduz em nadinha. – disse rindo da feição do garoto. – Vamos que eu tenho umas coisinhas que preciso mostrar a você. – Pegou logo no saco que o amigo trazia, direcionando-se para o terceiro andar juntamente com sua companhia e a empregada que já trazia em mãos os materiais para limpar. De inicio Cana preferiu manter-se um pouco observando a senhora varrendo o chão e o esfregando com receio que a sindica aparece-se e presencia-se a cena, mas por sorte ela não apareceu mais, provavelmente teria adormecido, com isso foi para seu apartamento se divertir com o garoto.

Os minutos iam passando, e os dois continuavam na sala resolvendo exatamente o mesmo exercício que haviam dado inicio horas atrás.

– Francamente Natsu! Que merda esta fazendo? – ela berrou pegando o lápis da mão do garoto e em seguida apagando a conta totalmente errada. – Me diz, quando você vai entender que quando o numero esta dividindo desse lado ele passa para o outro lado multiplicando? – ela perguntou enquanto mostrava como se devia fazer aquela simples equação. – Isso se não me engano até aparecia nos livros da sétima série... Meu deus! — ela falou incrédula com tamanha burrice.

– Desculpa ai, gênio! – respondeu irônico e nervoso com a forma que menina estava o tratando. Lucy novamente simplesmente o ignorou, deixou o lápis em um cantinho qualquer e suspirou enquanto encostava suas costas na cadeira o encarando.

– Qual é o seu problema? – perguntou séria. Natsu não respondeu nada, apenas a encarava sem entender o que ela queria dizer com 'problema'. Lucy suspirou frustrada, e logo levantou-se. – Já esta tarde, pode ir embora. — falou desistente. Afinal, já havia se passado das oito da noite e ambos continuavam naquele colégio estudando. Ela estava exausta e sua cabeça já latejava. A academia por incrível que parecesse deixava sempre as portas abertas ate a meia noite, devido as atividades extracurriculares, e os treinos.

– Amem. – o menino balbuciou levantando-se enquanto pegava no seu material saindo da sala sem nem ao menos despedir-se. Parecia que tudo o que a garota estava fazendo por ele não valesse de nada. E isso conseguiu deixar Heartfilia ainda mais chateada. "Acho que vou pedir para Levy colocar outra pessoa a ensinar aquele paspalho..." – ela pensou um tanto triste. Não era como se Lucy fosse uma garota desistente, mas precisava se afastar daquele garoto que só a causava tristeza e indesejáveis lembranças.

"Preciso tomar um banho e dormir..." – pensou enquanto guardava o material dentro da bolsa. Saiu da sala certificando-se de que não estava se esquecendo de nada. Apagou a luz e em seguida partiu em direção a porta do colégio "Aquele retardado não perde tempo para sair correndo para longe de mim..." – deu um longo suspiro, mas logo aquele pensamento desvaneceu.

– O que esta fazendo aqui? — perguntou enquanto descia a escadaria e dava de cara com um rosado encostado na parede, como quem não queria nada. – Imagino que esperando uma vadia que esteja até agora dentro da escola. – pigarreou nervosa passando ao lado do menino e simplesmente o deixando para trás, enquanto se dirigia aos portões do colégio. Natsu a acompanhou e em seguida respondeu dentre um riso abafado.

– Bem, se você é uma vadia ou não isso não me importa. – o que havia pronunciado fez com que Lucy abranda-se e o encarasse com raiva. Contou mentalmente um, dois e três, para que não o atacasse arrancando aqueles malditos fios róseos de sua cabeça.

– Não sei porque me esperou, e nem quero saber.. – revidou baixinho enquanto dava as costas novamente. Suspirou desanimada, parecia tão melancólica naquele instante, e logo voltou a caminhar lentamente. – Apenas me deixe em paz. – concluiu, e como resposta o rosado calou-se, mesmo assim não deixou de acompanhá-la.

Lucy inicialmente sentiu-se desconfortável e confusa. Porque ele estava a acompanhando? Mas, depois de alguns minutos de uma silenciosa caminhada naquela noite escura e estrelada, já se sentia bem na companhia silenciosa do ex-amigo. "Porque você tinha que ter mudado tanto...?" — pensou enquanto sentia os olhos marejados.

– Não vá chorar agora, né? – ele perguntou observando o céu. – Não é como se eu me importasse com você, mas na boa... isso me irrita.

– Não estou chorando, nem pretendo chorar perto de sua presença... – respondeu manhosa. Não conseguira evitar com que algumas lagrimas deslizassem por seus olhos castanhos, e aquilo não passara despercebido do ponto de vista do rosado.

– Realmente... – ele sorriu. – Você não esta chorando.. Na realidade essas gotas saindo de seus olhos não passa de SUOR, NÊ?! – falou irônico, mas aquela provocação não havia irritado Lucy, na realidade a fez lembrar-se dos velhos tempos não conseguiu conter o riso, que logo desvaneceu transformando-se em uma carranca.

– Err.. – começou baixinho. Não sabia porquê, mas sentia-se na necessidade de perguntar. – Você também foi muito amigo da Lisanna Strauss, não é? – Natsu parou de andar, prossesando o que a garota havia dito, de todas as conversas possíveis e imaginarias que poderiam vir a ter naquele momento, nunca achou que ela fosse tocar no nome da albina. Resolveu voltar-se para Lucy encarando-a com um misto de raiva, e com um certo ódio. Ela sabia que não devia, porque sempre tinha de falar mais do que a sua boca? "Maldita língua Lucy..."- ela pensou encarando aqueles intensos olhos ônix.

Natsu continuava a encarando sério, seus pulsos agora cerravam com força demonstrando a raiva com que apenas uma simples pergunta havia o irritado. Resolveu aproximar-se da loira, pronunciando-se por fim. – Preste atenção, eu não quero me aproximar de você, eu só estou a acompanhando para casa porque não quero ser o vilão por ter deixado uma caipira andando sozinha a noite na cidade grande... – suspirou observando nitidamente as iris castanhas que agora demonstravam-se confusas e perdidas.

– E-Eu.... queria apenas saber os motivos de se afastar de seus amigos, Lisanna não era considerada como uma irmã para você? – Sim ela só estava piorando as coisas, mas se assim fizesse com que ele abrisse a boca e revela-se alguma coisa, então aceitaria de bom grado as consequências de seus atos. Não suportava nem um pouco a albina, mas lembrava-se que o rosado sentia um carinho especial por ela, e agora queria entender porque as coisas pareciam diferentes...

Natsu voltou-se de costas para Lucy prosseguindo o caminho que os levaria para a pensão, a loira por mais que tenta-se extrair informações dele, acabava sempre na estaca zero, suspirou derrotada por não ter qualquer tipo de resposta. Mas espantou-se quando o rosado finalmente havia decidido responder. – Vocês duas não passaram de duas desilusões na minha vida. – aquilo havia sido um choque para Heartfilia. Como assim duas desilusões? Sua mente tentava captar algum momento que o tivesse desiludido, mas não, o único que a havia desiludido tinha sido exclusivamente ele, afinal o que Natsu estava para ali a dizer? – Esse assunto se encerra aqui. Vamos embora. – Também não conseguia entender o que Lisanna havia feito de tão grave para o desiludir. “Essa foi ter nascido”, Lucy tentou conter o riso por seu pensamento maldoso e decidiu não perguntar mais nada, não queria enfurecer ainda mais a fera, quando ele tivesse mais calmo voltaria com o interrogatório.

No segundo andar, encontrava-se Levy deitada no sofá assistindo tv, agarrada ao comando enquanto passava os canais deixando escapar diversos bocejos devido ao dia exaustivo. A cada botão que clicava suas pálpebras fechavam aos poucos, sem se dar conta sua visão havia escurecido, assim como o comando escorregava de suas mãos.

A campainha soou estridente aos seus ouvidos seguido de socos na porta. Quem se atrevia a fazer aquele chinfrim tão tarde no seu hall de entrada? Levantou-se bufando furiosa por interromperem seu descanso, abriu a porta de rompante deparando-se com o ser mais idiota a face da terra, esse mesmo Gajeel, qual seria agora a desculpa esfarrapada para a ir chatear naquele momento de tranquilidade?

– Já viu que horas são? – perguntou furiosa prestes a esgana-lo. – Não tem mais nada que fazer do que me... – Não conseguiu terminar a frase, pois seus lábios haviam sido capturados por o moreno, petrificada, totalmente em transe. Ele a havia beijado? Aquilo era algum tipo de sonho, quer dizer um pesadelo, e dos bem grandes. Foi empurrada pelo forte corpo de RedFox para dentro do apartamento, ele continuava a beijando como se o mundo fosse acabar amanhã, seria um eufemismo dizer que ela estava surpresa por que na verdade, estava era passada com aquilo. "Como ele se atreve a me beijar desta maneira?" Tentando afasta-lo de si o empurrou com o máximo de força possível.

– O que pensa que está fazendo seu idiota? – perguntou indignada com os lábios vermelhos devido a intensidade com que fora beijada.

– O que já deveria ter feito a muito tempo sua pequena irritante. – Gajeel respondeu e sem dar tempo para que Levy revida-se mais alguma coisa a beijou novamente.

Daquela vez McGarden não teve como se safar. Os braços de Gajeel no seu redor eram como aço e por mais que se movimentasse ele não afrouxava o abraço. Os lábios dele contra os seus eram firmes mas não violentos e depois de algum tempo, Levy se viu rendendo-se a ele. Rendendo-se como nunca pensou que fosse possível, Gajeel era tão forte e ao mesmo tempo tão doce á sua própria maneira, que ela tinha uma certa dificuldade para assimilar o que estava acontecendo no momento.

A jovem de cabelos azuis nunca imaginou que beijar pudesse ser tão bom, o calor que os envolvia era como uma chama que precisava constantemente ser alimentada. As mãos de Gajeel acariciavam suas costas causando arrepios nada inocentes por seu corpo que em um gesto automático começou a corresponder as investidas dele.

Suas mãos enroscaram-se no cabelo volumoso e surpreendentemente macio do garoto conseguindo arrancar um rosnado totalmente quente da boca de Gajeel. Levy se sentia nas nuvens enquanto seu corpo queimava de desejo. Um desejo que até então era desconhecido.

Um desejo que nublava sua mente para o fato que as mãos do moreno posicionavam-se nas suas nádegas, apertando-as com vontade enquanto subia para sua blusa a retirando do seu corpo lentamente. Um desejo que não a deixava perceber que os beijos não estavam mais em seus lábios e sim em seu pescoço trilhando uma descida excitante e molhada até os seus seios pequenos e rígidos. Ela não pôde impedir-se de gemer prazerosamente com o contato dos lábios quentes em seus seios, hora um hora outro. Tudo era tão loucamente erótico e novo que ela só queria senti-lo com todo o seu ser. Sentia a boca dele deixando seus seios arrepiados e doloridos, sentia a língua dele desenhando círculos em seu abdômen e descendo mais abaixo chegando a barra do short minúsculo que vestia e as mãos grandes retirando-o juntamente com sua calcinha a deixando trêmula de desejo.

Ela percebeu que não tinha qualquer tipo de controle no seu corpo, quando sentiu as mãos do roqueiro nas suas coxas a elevando para cima, movida pelo desejo rodeou suas pernas na cintura do garoto. Gajeel direcionou-se para o sofá ainda beijando a pequena que mantinha-se colada a seu corpo, sem demoras atirou-se para cima do sofá mantendo-se por cima dela. Percorreu seus dedos pela pele macia de McGarden direcionando-se para um ponto específico.

– Ga.. Gajeel... – Levy não conseguiu conter o gemido quando sentiu-o acariciar seu núcleo molhado.Ele parecia tão experiente em mover os dedos por toda a extensão de sua cavidade que a única coisa que vinha a mente de Levy naquele momento é que poderia explodir de prazer.

– Vou fazê-la minha. – Ela o fitou quando o moreno sussurrou roucamente.

A azulada não desviou os olhos nem por um misero segundo quando RedFox levantou-se de cima de seu corpo para retirar a t-shirt revelando seu abdômen definido. Enquanto ele desapertava as calças pronto para retirar todas suas roupas, Levy admirava o corpo perfeito do jovem sem deixar de pensar como ele era lindo com uma maneira rude de ser. Poderia morrer naquele momento que não se importaria, pois estava totalmente no paraíso.

Estava pronta. Totalmente pronta para ser dele, então quando este se posicionou em sua entrada para iniciar a penetração, lembrou-se que aquela seria sua primeira vez. Já havia lido historias de romance e sabia perfeitamente como a primeira vez doía muito. Acordando do transe que as sensações do moreno estavam provocando em seu corpo, gritou, o pânico havia apoderado-se de sua mente, tentou empurrar o moreno de cima de si e tentar ao máximo que ele não consegui-se prosseguir com o ato. Rebolou de um lado para o outro tentando sair do sofá, em meio ao desespero acabou caindo batendo com a cabeça no solo.

Quando deu por si levantou-se ofegante e com uma forte dor no local que havia batido. Lembrou-se do que havia acontecido, Gajeel, os beijos, as sensações. Ela estava nua, desesperada por esse pensamento desviou sua atenção para seu pequeno corpo esparramado no chão, mas nada, mantinha-se com as mesmas roupas com que havia chegado a casa. Nem sinal de Gajeel no sofá. Correu para o banheiro em meio aos tropeços, sentia algo viscoso entre suas pernas, achou estranho pois o período já tinha surgido a bem pouco tempo. Corou quando desceu suas calcinhas percebendo o quão molhadas se encontravam.

Um sonho, aquilo havia sido apenas um sonho, ou deva-se dizer um pesadelo? Nunca em toda sua vida imaginaria que pudesse ter sonhos eróticos, achava que apenas garotas com mente suja seriam capazes de formular o ato em seus subconscientes. Pior de tudo, como poderia ter pensamentos pervertidos ainda mais com ele, com aquele imbecil.

Silencio, foi assim que percorreram o resto do caminho até a pensão, Lucy queria falar, perguntar muitas coisas, havia muito a ser esclarecido, mas manter-se em silencio seria o mais correto a se fazer no momento. Pensou em seguir pelas escadas para por fim separar-se de Natsu, aquilo de certa forma era torturante, mas tava demasiado cansada para isso. – O elevador não demorou muito a parar no terceiro andar abrindo as portas para por fim cada um seguir seu caminho. Quando ambos colocaram as chaves na fechadura prontos para entrar nos seus devidos apartamentos, outra porta no mesmo corredor se abriu revelando um garoto de cabelo ruivo despedindo-se de uma garota de cabelos castanhos. Lucy se não estava em erro era Cana, não havia dado muita atenção no dia da reunião com a sindica, mas agora havia reconhecido seu rosto na academia, afinal ela frequentava a mesma turma.

A tensão não ficou das melhores quando ambos os garotos perceberam a presença um do outro. Natsu não havia esquecido a briga na sala de aula, quanto a Loke tentava entender porque motivos Lucy havia chegado com o rosado, Dragneel maior parte do tempo mantinha-se sozinho, e quando estava com garotas não era propriamente para conversas fiadas e sim para suas fantasias.

Continua...



Notas finais
Caso tenham alguma ideia que queiram sugerir comentem eu vejo se pode enquadrar na fic :)Obrigada por continuarem comigo e espero que gostem de alguma coisa que foi para ai escrita e já agora digam o que gostaram e o que nao gostaram ne xDNos "vemos" nos comentarios.