Notas iniciais
Agora peço desculpa não pelo atraso, mas pela escrita do capitulo, não estou inspirada nem animada para escrever (estou escrevendo melhor minha nova fic que propriamente esta T_T) mas como disse não vou desistir, e também fiquei uns tempos sem escrever nada porque ando vendo muitos doramas *--* mass... este capitulo tem revelações, sim está na altura de começar a revelar aos poucos o que aconteceu no passado. Bom este capitulo assim como o próximo vai ter flash backs para terem ideia do que aconteceu. Obrigada pelos comentários é bom saber que depois de tanto tempo sem postar não estou sozinha e ainda tenho leitoras que gostam de minha historia. Não enrolei tanto, este foi muito a base de falas, e eu sei minha escrita aqui está péssima, mas me desculpem todos nos temos nossos momentos ruins.

A tensão não ficou das melhores quando ambos os garotos perceberam a presença um do outro. Natsu não havia esquecido a briga na sala de aula, quanto a Loke tentava entender porque motivos Lucy havia chegado com o rosado, Dragneel maior parte do tempo mantinha-se sozinho, e quando estava com garotas não era propriamente para conversas fiadas e sim para suas fantasias.

– Que agradável surpresa encontra-la por aqui. – começou Loke sorrindo sedutoramente enquanto aproximava-se da loira, quanto a Natsu apenas revirava os olhos indiferente. – Fico aliviado por não a ter magoado. – continuou lembrando-se da situação ao qual quase deferiu um soco em Lucy.

– Desculpe, por me ter defendido terminou por ouvir do diretor, não era minha intenção incomodá-lo, mas agradeço.. – ela lamentou-se sorrindo de volta.

– Nem houve qualquer problema, o Makarov percebeu toda a situação e liberou a gente. – ele comentou enquanto esboçava seus típicos sorrisos de estrela de cinema que deixavam qualquer uma atordoada incluindo Heartfilia. – Com o decorrer da situação, fiquei sem saber seu nome. –disse com uma pontada de curiosidade não se recordando de escutar o nome dela na sala de aula.

– Lucy. – respondeu encantada mas logo sua expressão mudou assim que escutou gargalhadas vindas de trás de si. “Porque raio aquele idiota ta rindo”, pensou observando Dragneel.

–Tsc..– interrompeu o rosado cessando seu ataque de riso, estava achando toda aquela situação completamente deprimente. – Eu não sei qual é desse seu jogo, mas acho melhor você parar por aqui. – completou espantando tanto Loke que não deixou de arregalar seus olhos assim como Lucy que não estava entendendo onde Natsu queria chegar com aquela conversa.

– Que jogo? O que está para ai dizendo? – perguntou confusa, afinal qual era o problema do rosado.

– Não se meta em assuntos que não é chamada, muitas vezes é melhor ficar de bico fechado e simplesmente fingir que não existe. – respondeu grosso não medindo suas palavras, estava furioso, como Lucy podia ser tão tapada ao ponto de não perceber o jogo de sedução daquele imbecil.

– Digo o mesmo a você, devia seguir seus conselhos e não se meter onde não é chamado, afinal a conversa era entre mim e Loke. – não tinha por habito responder de forma rude as pessoas, mas ele tinha o dom de a levar ao limite, era impossível não ripostar.

– Você é assim tão tapada para não perceber? – Era impossível que Lucy não tivesse já topado a verdadeira face de Loke, mulherengo sempre dando em cima de garotas que idiotas caiam sempre em sua teia.

– Sim, pelos vistos sou boba ao ponto de achar conhecer uma pessoa que no final das contas não passa de uma total farsa. – Já nem ligava se Loke estivesse escutando a conversa, percebeu que Natsu havia arregalado os olhos, e pelos vistos havia perdido a língua no processo, pois deixou de responder, ate alguém resolver quebrar o silencio.

– Me desculpe Lucy, acho que não é o melhor momento para conversarmos. – Loke expressou-se percebendo que não valeria a pena manter-se perto dos dois, ao qual Lucy acenou positivamente com a cabeça.

– Sinto muito pelo inconveniente, nós ainda teremos varias oportunidades para conversar. – respondeu sorrindo, não tinha vontade para falar com ninguém, apenas queria ir para casa e esquecer tudo o que havia acontecido nesse dia.

Loke antes de abandonar os dois no corredor, fixou seus orbes castanhos nos ônix de Natsu demonstrando a satisfação com que toda a discussão havia lhe agradado.

– Agora que já me estragou o dia, se me fizer licença tenho coisas a fazer. – dito isto virou costas ao rosado pronta a adentrar em sua casa, mas parou o que ia fazer ao sentir seu braço sendo puxado.

– Não caia nas conversas desse garoto, ele não faz seu tipo.

– Desde quando você sabe do que eu gosto ou deixe de gostar? O que faço ou deixo de fazer é problema meu, agora veja se me deixa em paz, já não temos nenhuma ligação.

– Não fique me tratando como se eu fosse o vilão nessa história toda, você não me conhece. – respondeu soltando o braço de Lucy.

– Conheceria se você me desse uma chance, mas por o que deu a entender isso nunca vai acontecer, então pare de me perturbar com suas crises de bipolaridade. – ao dizer isso fechou a porta com força nem querendo ouvir mais a voz de Natsu, estava cansada enervada com tudo o que havia acontecido, só queria tomar um banho e descansar, amanhã seria mais um dia dos infernos.

No dia seguinte, Lucy percorria seu caminho silenciosamente pelo colégio quando reparou em Gray sentado num dos diversos bancos espalhados pelo recinto. Pensou prosseguir e deixar o moreno em seus devaneios, mas ao refletir melhor, decidiu aproximar-se de forma a entender o que se passava com Fullbuster.

– Aceita minha companhia? – perguntou enquanto se posicionava em frente ao moreno aguardando seu consentimento. – Ou prefere ficar na sua?

– L-Lucy! – não deixou de arregalar os olhos surpreso ao observar a jovem na sua frente. – Claro que pode fazer-me companhia, mas aconteceu alguma coisa?

– Comigo não, mas você não parece muito animado. – ela respondeu sentando-se perto do garoto.

– Não é nada, são coisas minhas sem importância. – disse esboçando um sorriso convincente com o objetivo de acreditar em suas próprias palavras, desde que havia conversado com Juvia, não parava de refletir o quanto grosso tinha agido. Sabia que o certo seria desculpar-se mas seu orgulho não permitia tal ato.

Por momentos o silencio manteve-se entre os dois jovens, ate por fim Lucy resolver quebra-lo.

– Vai assistir as copetições de Natação? – perguntou lembrando-se do enorme cartaz afixado a entrada da academia.

– Talvez, você vai? – perguntou Gray por sua vez enquanto encostava suas costas sobre o banco.

– Eu queria mas nem vai dar, os horários da competição interferem com os das aulas de estudo. – havia decidido experimentar, mais uma vez ensinar Natsu caso ele fosse um caso perdido então desistiria, não queria fazer a desfeita a Levy mas quanto mais tempo tivesse com o rosado mais difícil se tornaria esquecê-lo. – De toda a forma penso que você deveria assistir, pelo que li no cartaz uma das participantes vai ser a Juvia Loxar.

– Não entendo onde está a querer chegar com isso. – não pode deixar de se surpreender com Juvia sendo uma das participantes, afinal ela havia desistido da natação e agora iria do nada para uma competição? O que ela estava tentando provar? – O que a Juvia tem a ver com a minha presença na plateia? – perguntou confuso, desde quando Lucy sabia de sua “relação” com a azulada.

– Só acho que você deveria dar uma chance para a Juvia. – continuou Lucy, recordando-se do que Dragneel descrevia sobre a relação estranha que seu amigo dispunha com Loxar.

– O que você está dizendo? – questionou Gray espantado de olhos arregalados. – Eu não quero nada com ela! – disse acabando por elevar seu tom de voz. – De onde foi tirar essa ideia estapafúrdia?

– Não é o que esta parecendo. – a loira sorriu ao contemplar o nervosismo do garoto.

– O que você sabe para estar insinuando coisas? – questionou irritado.

– Ela sempre fora apaixonada por você. – Gray ao escutar isso ficou em silencio ao qual Lucy prosseguiu. – Para mim essa sua vontade de ficar longe da pobre garota é puro medo de se envolver, por que pelo que sei, você não tem interesse em ninguém, se você parar para pensar é totalmente nítido que você está apenas a descartando por saber que no final ela continuara querendo apenas você, mas uma hora irá aparecer alguém que saiba dar valor ao que tem, e depois pode ser tarde para você a conseguir recuperar.

– Não quero ser rude Lucy, mas não nos conhecemos a assim tanto tempo para ficar ai adivinhando e supondo o que vai na minha cabeça e quem eu gosto ou deixo de gostar. – ele respondeu sério refletindo o que a loira havia de certa forma afirmado, estava confuso, todos aqueles anos havia dito a si mesmo que não iria se envolver, pelo menos ate atingir seus objetivos de entrar em uma guilda, coisas como o amor só iriam atrapalhar.

– Se você o diz, não vou ser eu a protestar, mas depois não diga que não foi avisado. – terminou sorrindo ao perceber que o havia deixado pensativo, mas logo sua feição mudou ao reparar em Natsu caminhando em direção ao pav. desportivo. Suspirou desanimada por ele nem ao menos ter olhado para si.

– Quando você deixa de pensar nesse idiota? – perguntou Gray assim que largou de pensar na Juvia e percebeu quem tinha acabado de passar por eles. – Não ligue, ele vai aprender com o tempo .

– Já pensou que ele pode ser assim devido ao que houve com seu pai, afinal ele nunca toca no assunto, e acaba sendo agressivo. – De certa forma não o podia condenar.

– Muitas pessoas são abandonadas pelo pai e ainda assim não agem como se o mundo todo fosse culpado pelo seu azar. – sem dar conta, Gray terminou revelando o que Lucy mais queria ouvir.

Ficou raciocinando o que havia acabado de escutar, sempre pensou que Igneel tivesse falecido de uma doença, algo grave para Natsu não querer recordar-se desses momentos difíceis, mas abandonar o próprio filho?

– O.. O pai do Natsu o abandonou? – gaguejou chocada ainda descrente que algo assim pudesse suceder. Do que se lembrava de Sr Dragneel, ele sempre fora amável, ocupado com seu trabalho mas não deixava de ser uma boa pessoa.

– Sim infelizmente, nem sei porque ele sempre ficou calado sobre o assunto, acredito que custe ser abandonado por alguém que nos criou, mas como disse tem varias crianças com casos parecidos com o dele. – respondeu enquanto se espreguiçava ao som do toque de entrada.

– Não estou a acreditar, o pai dele, Sr Igneel, porque ele faria uma monstruosidade dessa? Não faz sentido. – algo não batia certo, tinha de haver uma explicação para o pai dele o ter abandonado, vários flashs do pai do Natsu agora passavam em sua mente, nem ao menos escutou a campainha soando.

– Nunca soube o que aconteceu entre eles para chegar a esse ponto. Natsu nunca revelou o motivo, e sempre que tocava nesse assunto ele ficava distante, arrogante, ate ao ponto que se vê hoje em dia. – finalizou levantando-se do acento pronto para seguir para suas aulas. – Penso que você tinha o direito de saber isso, infelizmente mesmo eu tendo sido o melhor amigo dele na época, ele só me facultou essa informação, tanto que no dia que foi abandonado eu estava fora de viagem com meus pais.

– Entendo. – nunca pensou desejar que chega-se tanto as aulas de estudo, precisava conversar com Natsu, perceber toda aquela história, e o que ela tinha a ver para o acontecimento do seu pai, havia muito a ser esclarecido ainda, mas era um começo, se não tivesse como conversar nas horas de estudo teria as limpezas, infelizmente ou talvez felizmente havia chegado sua vez assim como do rosado de limpar as escadas do prédio.

Ambos seguiram seus caminhos para suas respectivas salas, as aulas estavam passando ate que incrivelmente rápido. A ultima aula seria educação física, todos os alunos já se encontravam equipados prontos para dar inicio as atividades, apenas aguardando que Natsu assim como Lisanna regressassem com os materiais que o professor Scorpion havia pedido. Levy não pode deixar de reparar em como Lucy não tinha descolado os olhos do jovem de cabelos alaranjados desde que haviam chegado no colégio.

– Vejo que se rendeu aos encantos de Loke. – picou a pequena, sorrindo ao perceber a reação encabulada que Lucy havia adquirido.

– N-Nada disso, eu apenas estou em divida para com ele. – apressou-se a responder, não era como se mesmo que tivesse algum interesse fosse conseguir chama-lo a atenção, ainda mais um garoto que poderia ter todas as que deseja-se.

– Ele é muito gentil, nem da para compara-lo a escumalha de rapazes que são da nossa classe. – a azulada disse por fim finalizando. – Não é de admirar que todas as garotas acabem se interessando por ele, tem tudo o que uma mulher sempre desejou em um homem.

Lucy por uns segundos admirou-se pela forma como sua amiga tanto elogiava seu colega, por momentos imaginou como seria agradável esquecer Natsu e começar a se interessar por Loke.

– Pelo que já deu a entender, você não foi uma das que se rendeu aos encantos dele.

– Não, ele não faz meu tipo. – disse olhando de soslaio para Gajeel que se encontrava encostado a parede esperando que a aula inicia-se logo.

– Pois. – Lucy sorriu baixinho antes de completar. – Seu tipo é mais bruto, tal e qual como a pessoa que você está olhando agora, não é?

– L-Lucy..não ..é nada disso que você esta pensando. – apressou-se a responder encabulada, não parava de pensar no sonho erótico que havia tido com o roqueiro, precisava retirar todos os pensamentos impuros de sua cabeça, sempre que dava por si estava observando RedFox.

– Estou interrompendo alguma conversa privada entre as meninas? – interrompeu Loke assim que conseguiu afastar as garotas de seu pé, e como seria de esperar não haviam gostado muito da aproximação dele com garotas de baixo nível social como McGardeen e Heartfilia.

– Não interrompeu nada, a Lucy ia mesmo agora conversar com você, não era? – perguntou sem nem ao menos aguardar resposta. – Falem a vontade, eu vou ter com o Jet e o Droy. – disse a azulada tentando deixar sua amiga com o jovem de cabelos laranja, aquilo seria uma ótima oportunidade para a loira deixar de pensar em seu amigo de infância, não que Loke fosse a pessoa ideal para Heartfilia, ele tinha seu lado podre, sendo mulherengo, mas não deixava de ser amável e respeitador. Alem que também fora o momento perfeito para conseguir se livrar da conversa sobre o moreno.

Percorreram o caminho em direção a arrecadação sem trocarem uma única palavra, como tinha sido um pedido do professor , Natsu não teve outra escolha se não acompanhar a albina.

– A nossa relação vai ser assim? – perguntou quebrando o silencio que já prolongava a uns bons minutos de caminhada. – Vai continuar me ignorando, como se eu nunca tivesse existido, como se nunca tivéssemos sido amigos? – a albina continuou sem receber nenhuma resposta por parte do rosado.

Esperou paciente que ele responde-se, mas Natsu mantinha seu semblante ignorando tudo o que saísse da boca de Strauss, apenas continuava vendo-o se afastar.

– PORRA NATSU!!! – Berrou não aguentando mais a indiferença. – ME RESPONDA! — Nem mesmo gritando, suplicando fez com que Dragneel mudasse sua expressão, ou muito menos respondesse alguma coisa. – Por favor, eu aprendi com meus erros, não me faça sofrer, eu ... – não aguentando o afastamento, correu ao seu alcance, sem pensar nas consequências de seu ato, enlaçou seus braços em volta do corpo do rosado. – Me perdoe, eu..eu sinto muito. – gaguejava em meio ao pânico, podia senti-lo tão perto e ao mesmo tempo tão distante.

– Não me toque. – respondeu frio desprendendo-se dos braços de Lisanna. – Para alguém tomar uma atitude tão baixa como você fez ... não espere que simplesmente a perdoe, não me rebaixaria apenas para a ver com uma feição repugnantemente satisfeita.

– O quê? – estava indignada pela forma como ele continuava a tratando. Natsu querendo despachar logo com o serviço deu inicio mais uma vez a sua caminhada deixando a albina para trás. Percebendo que toda a conversa seria mais uma de suas tentativas falhas, agarrou no braço do rosado colocando-se frente a frente com ele. – Você fala como se eu fosse um monstro, acha que não me arrependo do que fiz? Eu não tenho como voltar o tempo atrás.

Aquela conversa toda já o estava irritando, nada do que Lisanna pudesse dizer o faria mudar de ideias, o faria esquecer, não havia sentido algum estar perdendo seu tempo e sua paciência com algo que no fim resultaria de uma perda de tempo. – Então sofra pela consequência de seus atos e me deixe em paz de uma vez por todas. – estava a ponto de se afastar pela terceira vez da jovem quando novamente foi agarrado pelos braços de Strauss, agora mais do que nunca ela deixava-se dominar por suas lágrimas que escorriam como cascatas por seus bonitos olhos azuis.Mais um drama em que se encontrava envolvido, e agora teria de se livrar dele o mais depressa possível.

– Eu estive do seu lado no momento mais difícil de sua vida, fui eu que o ajudei, fui eu que cuidei de você naquela noite, se lembra? VOCE SE LEMBRA?! – deslizou seus dedos sobre o rosto de Natsu, não queria saber se encontrava-se frágil em sua presença, apenas queria seu perdão queria que voltassem a ser amigos, queria novamente conquista-lo e quem sabe algo mais pudesse surgir. – Eu nunca revelei a verdade do que realmente aconteceu com seu pai, eu...- suspirou antes de continuar. — Fiquei tão feliz por ser a única a quem você confessou tudo, a quem você socorreu quando estava em baixo, eu faço tudo por você Natsu, porque não entende que o que fiz foi por ama-lo e saber que não podia tê-lo, estava desesperada.

– Um erro que me arrependo até hoje de ter aberto a boca com você. – respondeu seco recordando-se da borrada que havia feito.

Flash Back ( Março – 2011)

A campainha tocava ensurdecedora pela casa dos Strauss, seriam por volta das 21h00 da noite quando Lisanna furiosa teve de desligar uma chamada para ir ver quem era o louco que estava tocando tanto na campainha com tempo de chuva, provavelmente mais um idiota apaixonado por sua irmã Mira vindo se declarar totalmente bêbado. A diferença que agora não se encontrava ninguém em casa.

– JÁ VAI! – gritava furiosa enquanto apressava-se a descer as escadas em direção a porta de entrada. – Vou já avisando que pode dar meia volta porque minha irmã não es... – nem teve tempo de terminar o que ia dizer, pois assim que abriu a porta deparou-se com quem menos esperava encontrar aquela hora da noite muito menos no estado em que se encontrava.

– N-Natsu.. o que.. o que aconteceu com você? – perguntou Lisanna em estado de choque observando cada detalhe do corpo do jovem de forma a certificar-se que estava tudo no sitio e ele não havia sofrido algum tipo de acidente.

A água escorria pelos fios róseos que agora mantinham-se colados sobre seu rosto, seus lábios chocavam freneticamente entre si, assim como seu corpo tremia de frio. Os olhos ônix que tanto amava contemplar agora se encontravam inchadas. Nunca havia presenciado seu melhor amigo naquele estado. Por reflexo puxou Dragneel para dentro de sua casa fechando logo de seguida a porta, apressou-se a procurar cobertas de forma a enxugar os cabelos dele, preparou rapidamente chocolate quente enquanto ele se mantinha no sofá olhando o vazio, perdido na solidão, assim que a albina preparou a bebida, avançou para o rosado entregando a caneca, suas mãos continuavam tremendo, Lisanna estava a ponto de trazer roupas de seu pai de forma a colocar a secar as que Natsu trazia vestido mas acabou nem saindo da sala assim que ele resolveu quebrar o silencio.

– Minha vida..virou uma total... – tomou um gole do chocolate quente com um pouco de dificuldade devido as suas mãos que não paravam de tremer. – ....mentira – soluçou não conseguindo controlar suas emoções, deixou-se ser dominado pelas lagrimas constantes que escorriam por seus olhos negros.

– Do que você está falando? – a albina arregalou os olhos surpresa continuando sem entender o que havia acontecido para seu amigo aparecer chorando a porta de sua casa. – Natsu, o que aconteceu? – perguntou mais uma vez temendo a resposta. – Quem o deixou nesse estado?. – continuou tentando extrair informações dele enquanto sentava-se ao seu lado.

– Meu ...meu pai... – Sem dar conta acabou deixando cair a caneca despejando todo o liquido contigo no chão. As lágrimas só tinham tendência a aumentar, sua garganta doía assim como seu peito, sentia sua respiração cada vez mais forte como se alguém o estivesse sufocando e ele precisasse usar tudo o que restava de seu folgo.

– O que aconteceu com seu pai? – perguntou em pânico, com receio do que poderia ter acontecido a Igneel. Sem refletir uma única vez, enlaçou seus braços sobre o corpo de Natsu, não se importava se ele estava todo encharcado, nunca o tinha visto tão vulnerável, não pode deixar de sentir descargas elétricas por toda a extensão de seu corpo quando Dragneel correspondeu ao abraço, quando deu por si, encontrava-se abraçada a ele, como era relaxante estar nos braços dele, sentir seu aroma, mas não era altura para se sentir nas nuvens, algo de grave havia acontecido com o Sr Dragneel.

– Aquele homem... – escondeu seu rosto por entre a curva do pescoço de Lisanna enquanto apertava a camisola da mesma demonstrando a raiva que sentia. Os nervos estavam a flor da pele, queria esmurrar algo, queria soltar toda a sua fúria, mas a única coisa que fazia era chorar

– Homem? Qual homem, por amor de deus Natsu o que ouve? Esta me assustando. – acabou afastando o rosto de Natsu de forma a poder contemplar seus olhos inchados devido ao choro, mas Dragneel apressou-se a levantar do acento. Cada vez tinha mais certezas que seu pai poderia ter falecido e isso a preocupava.

Natsu sem medir seus atos pegou no primeiro objeto que viu a sua frente. – Meu pai...- com toda a sua força lançou o que tinha entre mãos contra a parede assustando Lisanna. – MATOU MEUS PAIS BIOLOGICOS!!! – berrou no momento em que o objeto chocou contra a parede desfazendo-se em mil pedaços, estava furioso, não pensou que ao revelar algo tão grave como assassinato, poderia causar consequências. Só pensava que tinha de desabafar com alguém se não daria em louco.

Continua...

Notas finais
Pois é o próximo capitulo vai ter a continuação que vai explicar um pouco do que o Natsu acabou de revelar a Lisanna. Se ainda lêm essa fic por favor comentem, só vos peço isso que eu vou fazer de tudo para continuar a escrever, tanto que eu tenho ja ideia do que vai se tratar o capitulo seguinte agora é so escrever e escrever. Kissus Minna