Trying Understand Him

16 Ficando próximos... ou não


Notas iniciais
Desculpem a demora, de toda a forma passou 7 dias e eu disse que ia tentar postar em um máximo uma semana, enquanto ainda for conseguindo :P Só dei uma vista de olhos assim por alto no capitulo, desculpem se acharem muitos erros ortográficos.

– Eu estou insinuando o que já está explicito nas imagens. – Loke explicou. – Porque motivos Gray, depois de toda a briga, ia preferir ficar sozinho? Que tipo de amigo ia abandonar Lucy depois de ela sofrer um atentado de estupro? Para que ficar sozinho, com a amiga tremendo de medo depois de toda a situação? Não é no mínimo estranho? – Makarov não escondeu a expressão surpresa ao escutar a versão do aluno, também tinha suas possibilidades.

– Você está delirando, totalmente louco. – Gray interrompe.

– A meu ver, Lucy rendeu-se as investidas persistentes do idiota do Sting. – ignorou Fullbuster. – Gray escutou os barulhos estranhos e curioso foi ver o que estava acontecendo na sala, deparando-se com o que ficou claro nas imagens que todos já tivemos oportunidade de ver. – Loke sabia muito bem medir as palavras. – Admito que desde uns tempos para cá venho sentindo ciúmes de Gray, nunca acreditei que a relação deles fosse apenas amizade entre um homem e uma mulher, um dos lados acaba sempre exigindo mais, algo mais complexo do que simples conversas e trocas de segredos.

– Só pode estar brincando. – um sorriso casto sem um pingo de humor saiu dos lábios de Gray que tentava se conter para não pregar um soco em Loke na frente do diretor.

– Ciúmes de Gray? – como assim? – Nunca viu nossa relação como amizade? Loke o que está acontecendo? – seria possível que tudo estava se virando contra si?

– Lucy, por favor, não precisam esconder, é melhor revelarem a verdade. – suspirou. – Gray gosta de você, eu já percebi isso a uns tempos, por isso que ao deparar-se com a situação inapropriada na sala ficou furioso, quem não ficaria depois de encontrar a garota por quem é apaixonado nos braços de outro? Ia se sentir traído, a raiva o consumiu ao ponto de perder a cabeça e partir para cima de Sting, o motivo da briga não foi pelo estupro e sim por ciúmes.

– MENTIROSO!!! – Um grito desprendeu-se da garganta de Gray que já estava começando a ficar nervoso com toda aquela história sem fundamento. – Cala a porra da boca seu merda, isso é a coisa mais absurda que escutei.

– L-loke? – Lucy estava em transe tentando processar tudo aquilo, como ele podia ter coragem de dizer aquelas coisas? Como podia desconfiar de si? Não eram amigos?

– Desculpe Lucy. – loke mordeu o lábio inferior, o seu rosto mostrava claramente pena misturado com arrependimento. – Eu não queria acreditar que você tivesse feito uma coisa dessas, mas tudo aponta para isso, as imagens, não tem como nega-lo, eu declarei o que vi, e supus o que pudesse ter acontecido, por mais que seja seu amigo, estar mentindo e inventando histórias falsas só para a proteger pode trazer grandes consequências a todos os envolvidos, até mesmo para quem vem de boas famílias, é algo muito grave.

– Verdade. – Makarov intromete-se depois de ter ficado em silencio aquele tempo todo. – Por isso peço que sejam sinceros comigo, Lucy o que realmente aconteceu nesse dia?

– Ela está dizendo a verdade! – A qualquer momento Gray socaria Loke, seus limites estavam por um fio. – Desculpe Makarov, mas não suporto injustiças, Loke não sabe de nada do que aconteceu, ele só chegou depois da briga. – voltou-se para o jovem de cabelos alaranjados. – Você está inventando tudo isso porquê? O que ganha com isso?

– Eu não estou inventando nada, eu pedi desculpa a Lucy, mas como comprovar sua inocência se está explicito o que aconteceu? Onde arranjar justificativa em algo que já sabemos ser verdade? Não seria a primeira vez que Sting conseguiria seduzir uma garota, porque Lucy seria diferente? Suas roupas até estavam folgadas e amassadas comprovando o envolvimento.

Lucy saturada não pensou duas vezes antes de projetar sua mão contra o rosto de Loke que por momentos ficou atordoado com a força embutida.

– Chega. – as lagrimas voltavam a deslizar por seu rosto. – Está muito enganado se pensa que sou manuseável, eu não me deixo levar por ninguém! – estava muito irritada. – E que história é essa de sentir inveja da minha relação com Gray? Somos apenas amigos e pensei que você também o fosse, mas por os vistos me enganei. Você não passa de uma desilusão.

– Sinto muito. – Loke parecendo que não se sentia afetado com as palavras de Lucy, optou por baixar seu rosto, não queria encara-la e se sentir mais culpado.

– Makarov, não faz sentido, eu…

– Eu lamento Lucy, mas averiguando o que Loke revelou, tem sua lógica.

– O quê, eu gostando de Lucy e sentindo ciúmes? É essa a lógica – Gray gargalhou sem vontade. – Isso faz algum sentido?

– Porque não faria Gray? Antes mesmo Lucy confirmou sua fúria e afastamento dos dois depois de saírem da sala, já aconteceu tantas brigas por envolvimentos e traições, não seria a primeira vez, mas o grave foi o envolvimento mais avançado estampado nas imagens. – limpou a garganta desconcertado. – Não é algo que possa ser apagado e esquecido.

– Loke como você…como pode esquecer o motivo de termos começado conversando. – Lucy começou. – Você me defendeu das investidas de Sting, lembra aquele dia? Então porque agora está sendo difícil acreditar no que digo?

– Lucy, eu entendo seu lado, mas nada garante que não tenha se deixado levar, ele consegue ser muito persuasivo.

– Sei que sou considerada de personalidade fraca por não ter coragem de me defender sozinha, tento não me meter em brigas porque não quero ser expulsa da academia de Fairy Tail, não quero voltar a estaca zero, mas não sei o que fiz de tão errado para os problemas teimarem em se colocar no meu caminho, eu nunca, e repito NUNCA trai meus amigos para salvar minha pele, nunca menti, eu não sou nenhuma mentirosa, não ia acusar Sting de algo gravíssimo se não fosse verdade. Eu não o conheço para saber seus motivos e o que o leva agindo assim, mas minha relação com Eucliffes nunca passou de provocações da parte dele ao qual eu sempre ignorei.

– Entendo. – Makarov suspirou frustrado. – Já escutei o suficiente por hoje, obrigado por testemunhar Loke, estão dispensados. – Makarov não queria mais brigas desnecessárias em seu escritório.

– O diretor não esta acreditando no que ele está dizendo, pois não? – Por mais que Gray não gosta-se da fama de pegador de Loke, nunca o viu como uma ameaça, muito menos para algo que fosse prejudicar Lucy, estava sendo difícil processar toda aquela discussão.

– Infelizmente nada prova o contrario, tudo bateu certo, não quer dizer que eu também não ponha em causa assedio, Sting vai ter muito que explicar.

– Então eu continuo culpada?

– Eu não queria envolver a policia, por isso vou esperar até Sting me explicar tudo o que aconteceu e se acusar culpado. – ditou Makarov.

– Ele nunca vai fazer isso, ele é um cobarde. – Gray se intrometeu.

– Gray vou pedir que se retire da sala e vá apanhar um pouco de ar, está muito exaltado. – apontou para a porta de saída. – Quanto a si Lucy, acompanhe Marvis, ela vai acompanha-la ate seu apartamento por segurança, os alunos estão cada vez mais mal educados e desrespeitadores. Vou contatar com os pais de Eucliffes e realizar uma reunião, apenas com você e Sting.

Lucy concordou, sua única hipótese seria Sting, mas sabia que o mesmo iria negar, os pais nunca iriam permitir o filho assediando e estuprando alunas no colégio, estava condenada.

Mas o que mais doía, era que no fim sempre acabava sendo apunhalada nas costas por quem confiava.

XxX

– Porque fez isso? PORQUÊ!? – Fullbuster não estava importando-se com os olhares curiosos dos colegas que não tinham mais nada que fazer do que ficar que nem tigres a espera da presa sair, azar que ficariam internamente esperando por Lucy.

Tinha assuntos a resolver com Loke, nem que fosse em praça publica para todos escutarem.

– Só disse o que penso, agora sou obrigado a acreditar na vossa versão dos acontecimentos, podendo receber processos indisciplinares e manchar meu nome caso descubram que vossa história não tem fundamento e são acusações graves.

– E acha que é mentira? – Loke retrocedeu com a aproximação perigosa de Gray, não estava disposto a começar sua manhã com uma briga, o dia já estava correndo mal o suficiente. – Como se Sting não fosse capaz de fazer tudo aquilo. – os alunos observavam ambos com expressões confusas.

– Por isso que ele vai conversar com Makarov e contar a verdade. – não retrocedeu por orgulho mas a vontade era sair do colégio e só voltar no dia seguinte. – mas porquê tanto receio? Só me faz crer que tenho razão e infelizmente Lucy se deixou ceder ao diabo.

– Do que você está falando Loke? – achou estranho Lucy não vir acompanhada dos dois, mas o que estava deixando Levy mais surpresa era o fato de ambos estarem discutindo desde que tinham saído da sala do diretor.

– Esse banana foi lixar Lucy inventando mentiras.

– Eu não inventei nada, só disse o que estava obvio. – ripostou.

– Alguém pode me explicar o que foram falar com o diretor? – Levy já se estava irritando.

– Isso não importa, Lucy devia ter sido mais cuidadosa, agora não a nada a fazer.

– Eu devia partir todos seus dentes a ver se continuaria rindo as custas de Lucy. – loke revirou os olhos, não era como se estivesse feliz com a expulsão de Lucy.

– Porque os garotos mais desfavorecidos querem sempre resolver tudo na pancadaria?

– É só você observar em volta e ver que estudamos em uma academia que consiste em defesa pessoal e contra ataque, temos pouco temperamento para aturar injustiças. – Natsu meteu-se na conversa depois de perceber que estavam discutindo por causa de Lucy.

– Ninguém o chamou para a conversa. – Gray ainda estava chateado com Natsu.

– Eu não estou falando com você por isso shiu. – o rosado ripostou.

–Não podem me vir falar de Injustiça quando me acusam de dizer o que penso.

– Loke porque fez isso? Logo você? – aquilo tinha sido um choque para a pequena porque sempre empurrou sua amiga para o garoto por o achar o par ideal para Lucy esquecer o amigo idiota, porque no fundo ele sempre mostrou respeitar muito as mulheres.

– Eu posso me vir a arrepender caso a vossa versão dos acontecimentos seja verdade, mas isso só Sting, ou o próprio que gravou pode confirmar.

– E nada me tira da cabeça que foi você quem gravou tudo. – Gray meteu-se na frente de Natsu convicto em suas palavras, isso iria explicar porque Loke tanto teimava que as imagens mostravam a realidade do que havia sucedido.

Olharam para Loke, por sorte só se encontravam os quatro e Gajeel, os alunos já dispersavam ao ver que Lucy não iria regressar, não podiam se dar ao luxo de faltar a mais aula nenhuma.

– O que falei na sala não faz sentindo nenhum mas agora eu filmar sendo que só cheguei no fim de tudo já tem muita lógica? – Loke revirou os olhos.

– O que não faz sentido é você não acreditar em Lucy, agora o motivo disso que ainda não topei.

– E porque não desconfiar da pessoa que deveria estar na sala desde o inicio?

– O que está insinuando? – perguntou o azulado.

– Foi a própria Lucy afirmando que estava na sala de explicações esperando Natsu, quem me garante a mim se ele não apareceu e topou os dois juntos? Porque não estão suspeitando dele ter filmado?

Oh por mais estranho que fosse parecer aquilo tinha feito com que todas as atenções fossem voltadas para Dragneel que estava estupefato com as acusações e o jogo estar virando contra si.

– Estão tentando me incriminar agora? Isso é ridículo.

– E porque não? Desde que ela veio para a academia você sempre quis que ela volta-se para a aldeia, seria uma grande oportunidade, já que esta a ponto de ser expulsa.

Loke estava meio perdido na conversa entre eles os dois, mas não importava, Natsu agora podia ser o culpado de toda aquela tramoia.

– Eu estava nas competições. – não estava mentindo, apenas omitindo o pequeno fato de ter os visto saindo da sala com a loira.

– Verdade, isso não faz sentido, eu estava nas competições e vi Natsu nas bancadas, agora vocês dois não estavam presentes. – Levy testemunhou a favor do rosado.

– Podia ter sido qualquer um passando na sala e espiando os dois, a pessoa nunca vai descobrir.

– A conversa está ridícula, o que vão fazer com Lucy? – Natsu mudou de assunto, a única coisa que interessava era saber se iam expulsar a loira ou não do colégio.

– O que isso te importa? – Gray perguntou indiferente.

Enquanto isso Loke já se afastava aproveitando que Gray estava distraído conversando com Dragneel.

Sabendo que conversar com Fullbuster não ia o levar a lado nenhum, decidiu conversar com Makarov, sem sucesso o mesmo havia se ausentado já para não ter que responder aos alunos curiosos sobre o caso, não tinha outra opção se não ir atrás de Lucy.

XxX

– Lucy! – escutou os gritos de Natsu enquanto fortes pancadas eram executadas contra a porta de madeira. Não queria abrir, abafou os soluços na esperança que o fizesse desistir mas Dragneel era persistente. – Lucy, abra a porta.

Ele tentou forçar a maçaneta mas continuava trancada.

Se sentia impotente e destruído só com o fato de saber que Heartfilia não estava cessando o choro, só estava tendo tendência a aumentar. – Me deixe entrar…Lucy…por favor. – xingou-se mentalmente por estar implorando mas se isso fosse resultar poderia esquecer a vergonha por uns minutos.

– Vá embora, n-não quero b-brigar. – estava saturada de tudo, a ultima coisa que tinha vontade era discutir com Natsu, já bastava Loke para não acreditar em si, ser considerada vadia aos olhos do rosado e levar com mais xingamentos não estava em seus planos.

– Por favor, abra a porta, eu só quero conversar. – soou calmo cessando com as batidas.

…..

Silencio.

– No colégio… — engoliu o orgulho, ou tentou esquecer o que achava ser certo em sua cabeça. – Você se machucou? Aquele cara magoou você?

….

– Lucy… por favor responde.

Um ruido provocado pelo trinco da porta despertou a atenção de Natsu. Estava a ponto de abrir a porta quando a madeira rangeu.

Uma pequena fresta foi o máximo que Lucy deixou aberta.

– Não, eu não e-estou machucada e.. obrigada p-por se preocupar. – respondeu ainda soluçando devido as lágrimas acumuladas. Continuou escondida atrás da porta, não ia perguntar se ele estava bem depois que havia iniciado uma luta, sabia como Natsu responderia que aquilo não tinha sido nada.

Ele tentou empurrar a porta mas Heartfilia não permitiu.

– Eu não estou aqui para brigar, me deixe entrar. – continuou a ser negado.

– Não, eu estou horrível. – recebeu a resposta logo na hora e revirou os olhos pelo conteúdo das palavras.

– Se deixe disso. – empurrou com um pouquinho mais de força conseguindo fazer com que Lucy se afasta-se da porta.

– Não olhe para mim. – levou suas mãos ao rosto, estava um caco.

Sentia tanta vergonha.

As imagens nem chegavam a mostrar seu corpo nu, mas mesmo assim se sentia exposta, humilhada. Ter os olhos de Natsu pregados em si também estava ajudando a acalmar seu estado.

Dragneel quase perdeu o ar quando Lucy surgiu em sua visão com o rosto inchado, molhado pelas lágrimas que continuavam deslizando por seu bonito rosto.

– Você tem razão. – soluçou. – Eu não devia ter vindo, devia ter ficado na aldeia.

Sentiu as mãos ásperas pegando nas suas de forma delicada, as afastando aos poucos de seu rosto molhado.

– É lá que eu pertenço. – desviou seus olhos castanhos dos onix do garoto na sua frente, se sentia despida cada vez que observava aquelas iris tão escuras.

– Não, não pense assim. – limpou as gotículas que estavam a ponto de escorrer do rosto dela. – Esqueça o que eu disse. – passou sua palma pelas faces de Lucy enxugando toda a água acumulada. – Eu prefiro você por perto. – ela tinha escutado aquilo direito ou estava alucinando?

– Você está brincando comigo Natsu? Isso para você é um jogo? – bateu nas mãos do rosado afastando-se logo de seguida. – Um momento está agindo bem comigo do outro está me afastando com suas palavras duras, o que você quer afinal? Eu não preciso de sua pena, só quero que me deixe em paz e quando decidir voltar a ser meu amigo que pelo menos seja algo fixo e não de meras horas.

Estava a ponto de fechar a porta na cara de Dragneel mas foi puxada assustando-se com o agarre repentino em seu braço. Quando deu conta o que estava acontecendo ele já envolvia seus braços por seu corpo tremulo o prensando firmemente contra o peito.

– Você não entende, eu não posso. – agora não era apenas Lucy que tremia nos braços de Natsu, ele próprio estava assustado, a apertando com mais força, como se tivesse medo de a perder para sempre, o que acaba sendo algo irónico.

– Não pode o quê? – tudo o que envolvia Natsu era um completo ponto de interrogação em sua cabeça.

– Lucy, apenas não dá, ok. – tentou soar com a voz mais grossa, impondo-se na conversa mas nem isso conseguiu com que tivesse algum efeito.

– Eu vou voltar para a aldeia sem nunca perceber seu afastamento? Me diga, foi algo que eu fiz? – levantou um pouco seu rosto para observar mais de perto as feições do garoto, arrependendo-se mal sentiu o hálito de menta chocar contra seu rosto. Ele era tão bonito, tão difícil de alcançar.

– Shiuu. – fez com que novamente a cabeça de Lucy pousa-se em seu peito, de modo que deu para aspirar o perfume amadeirado que desprendia da pele morena. – Você não vai voltar para a aldeia, Sting vai pagar caro por isso.

– Não me respondeu a pergunta. – Agarrou com mais força o tecido do uniforme de Natsu sentindo os dedos dele acariciando seus fios loiros.

– Apenas não fala mais nada se você não quer ver o Natsu grosseiro voltando, seu íman de problemas.

Foi o suficiente para se afastar dele de novo.

– Eu quero respostas Natsu, eu estou com tanto ódio de tudo, e você vem com esse papo que não pode ser meu amigo, fica agindo indiferente quando quer, as coisas não são assim.

– Então descarrega todo esse odio acumulado em mim. – ditou sério. – Porque eu não vou mudar.

– O q-quê? – arqueou a sobrancelha confusa.

– Vamos. – pegou no pulso da Lucy o projetando contra seu peitoral. – Me bata.

– Não seja louco. – arregalou os olhos pelas palavras do rosado.

– Acredite, vai aliviar seu coração, deite toda sua raiva para fora.

– Não sabe a vontade que tive de socar você durante estes tempos, mas não vou fazer isso.

– Eu deixo.

– Não acho certo.

– Vai continuar agindo que nem uma fraca chorando por seus problemas, ou vai começar a resolve-los de frente?

– Para eu…

– Você é muito ingênua, manuseável.

“manuseável… manuseável….manuseável”

Foi o trinco para a fúria renascer mais forte que nunca, e Natsu sabia muito bem como a loira detestava ser rebaixada.

– Cala a boca. – sussurrou irritada.

– O que vai fazer? – perguntou. – Vamos Lucy me bata. – agarrou de novo no pulso dela. – descarregue seu odio. Vamos

E foi o que ela fez.

Porque precisava daquilo, e como precisava, quanto mais esmurrava a caixa torácica de Natsu mais aliviada ficava.

Não sabia explicar, mas aquilo estava ajudando no seu stress.

– Isso é o tamanho de sua raiva? – zombou por os murros serem tão fraquinhos provocando cocegas no seu peito. – Está me parecendo uma massagem.

Emburrada, cerrou os punhos e voltou a socar o peito de Natsu depositando toda sua força no ataque. Oh como aquilo estava sabendo bem, voltou a socar com tudo ao ponto dele tentar se manter no lugar a cada impacto.

– Isso. – ele encorajou.

– Porquê, porquê, porquê? – se perguntava repetidas vezes sem nunca deixar de o socar. O que tinha feito de tao errado em sua vida passada para agora ter de pagar por todos os males? O que tinha feito de errado para Natsu agir assim estranho consigo? Porque tinha de haver sempre alguém a querendo no fundo do poço?

Socou com mais força.

Ele tentou agarrar nos pulsos de Lucy para terminar com as agressões, mas foi surpreendido por um tapa certeiro na cara, não tinha sido intenção de Lucy chegar tão longe mas foi algo involuntário.

–Ok eu mereci. – massageou sua bochecha vermelha marcada pelos cinco dedos de Heartfilia. – Eu espero que isso tenha sido suficiente – parecendo que não Lucy não era tão fraquinha como ele pensava e já estava começando a doer, não queria ficar com hematomas.

– Natsu. – suspirou. – Eu não quero ser expulsa. – por mais que tenha se sentindo melhor depois de esvaziar sua fúria o medo prevalecia.

– Você não vai, você vai ficar e me ajudar a passar na porcaria daquelas provas, ok, eu não posso me dar ao luxo de perder minha explicadora. – esboçou um sorriso acolhedor a Lucy e por momentos ela deixou-se aproveitar aquele momento acolhedor, porque por algum motivo ainda desconhecido ele sempre iria se afastar.

Só podia esperar pela conversa que teria com o diretor e Sting o causador de seus problemas.

Notas finais
O Loke achando que Gray gosta de Lucy, kkkkkkk será? ahahah O que será que Sting vai dizer ao diretor? Obrigada por continuarem a comentar a fic, me deixam muito feliz e animada para continuar a escrever. ^^ Até ao próximo :D