Trying Understand Him

5 Começando as Limpezas


Notas iniciais
Não me matem por favor (desviando de pedras). Eu sei, já faz mais de um mês que não posto capítulos e isso é gravíssimo T_T me desculpem. Estive desinspirada esses dias, sem inspiração nenhuma, França não me fez nada bem pelos vistos rsrsrs (ok parei). Lamento aos leitores que estavam ansiosos por ler o capitulo e ter ficado esse tempo todo o esperando e agora provavelmente vão acabar por detesta-lo :S desculpem. Boa leitura Minna San (se não tiverem entretando desistido de ler esta fanfic e agora tenha perdido todos meus leitores lindos T_T).

Preocupada com os ferimentos que o rosado havia sofrido na luta contra o Fullbuster, decidiu deslocar-se ao prédio, com o objetivo de cura-lo, mas assim que chegou no terceiro andar teve a mera impressão de ouvir a voz de Natsu dentro de um apartamento que ate então pensava ser desabitado. Aproveitando que a porta se encontrava entreaberta, espiou para perceber o que estava acontecendo e para concluir que realmente não estava maluca. Foi quando colocou seu corpo dentro do pequeno espaço que deparou-se com algo que julgava ser impossível.

Como? Ela não entendia, não conseguia arranjar uma explicação plausível para encontrar seu amigo de infância, próximo a uma garota que ainda a menos de dois dias não passava de uma mera desconhecida.

O que ela estava ali fazendo? Na verdade seria mais o que Natsu estava ali fazendo agarrado aos pulsos da loira. Respostas que seriam devidamente esclarecidas, pois não tinha intenções de sair dali enquanto não revelassem tudo.

– Me expliquem, o que poderia ser isto? – a jovem questionou aproximando-se dos dois que continuavam estáticos a observando sem saber o que responder.

– Lisanna… — ele disse surpreso, afinal o que raios a albina fazia ali, se ainda a poucos minutos se encontrava na Academia? Era suposto estar em casa assistindo televisão ou o que fosse, tudo menos ali o vendo com Lucy. – O que você está fazendo aqui? – Era a única coisa que vinha a sua mente no momento.

– Isso pergunto eu! O que essa dissimulada está fazendo aqui com você?! – perguntou berrando na direção de Lucy que estremeceu com a aproximação repentina da albina, seria possível que em qualquer momento que se encontrasse com aquele cretino do rosado aquela garota apareceria, e para mais, estava sempre pondo as culpas em cima de si?

Lucy sabia que no fundo a garota de cabelos brancos não sairia enquanto não descobrisse tudo, mas esperava que fosse apenas pedir satisfações ao rosado e a deixasse de parte na discussão. Pois bem que se enganou.

– Meu nome é Lucy, agradeço que comece a usa-lo — disse retrocedendo dois paços com o intuito de se afastar da Strauss que havia se aproximado demasiadamente. — Deveria estar perguntando ao Natsu o que ele está aqui fazendo, já que estão no meu apartamento.

– Desde quando você vive aqui garota? – Lisanna perguntou se aproximando perigosamente de Heartfilia novamente, sem nem ao menos questionar o rosado, mais tarde poderia fazer isso, agora o importante era pedir satisfações aquela loira.

– O que isso importa agora? Saiam de minha casa, por favor, não a mais nada a ser esclarecido. – argumentou Lucy na esperança que ambos dispersassem de sua residência, sentia uma forte dor de cabeça, e ainda tinha de mentalizar-se que no dia seguinte teria consequentemente que aguentar comentários sobre a sua triste atuação.

– Avisando que não vou limpar o prédio sozinho, por isso a porra dos estudos que fiquem para outro dia.– Natsu interrompeu o dialogo das duas enquanto limpava um pouco de sangue seco que mantinha-se no canto de seu lábio, claro que aquilo não passava de uma mentira inventada na hora só para poder sair dali e consequentemente se livrar de Lisanna. – Não a mais nada que tenha aqui para fazer, o recado está dado.

Dito isso apressou o paço na direção da porta de entrada de seu apartamento, assim que a abriu , fechou-a com uma brutalidade fora do normal. Ainda se pôde escutar o grito de Lisanna o chamando, mas este não escutou, ou fingiu não escutar.

– Precisa de alguma coisa? Quer que vá fazer um chá, um café? – perguntou Lucy de forma irônica, ainda não tinha entendido o porque de Lisanna não ter corrido atrás de Natsu, afinal ela estava ali exatamente porque o queria ver, então porque motivo continuava parada a observando com seus olhos excessivamente azuis que pareciam que conseguiriam mata-la só em mira-los.

– Isso era para ter algum tipo de piada? Não me está vendo rir pois não? Vamos nos relembrar do que conversamos pela primeira vez. – Lisanna começou enquanto colocava uma de suas mãos na cintura e a outra por baixo de seu queixo, como se indica-se que estava pensando no que responder. – Ah sim, ordenei que você se afastasse do Natsu, o engraçado é que nem uma misera semana passou e você já está dando em cima dele. Está querendo morrer mais cedo?

– Está me ameaçando de morte por acaso? – Lucy não conseguiu conter suas emoções, acabou iniciando uma sequencia de risos que por mais que tenta-se não conseguia parar deixando Lisanna furiosa. — Não sou eu que ando atrás dele para sua informação, Natsu já esclareceu o motivo de ter vindo aqui. – afirmou limpando as lágrimas que teimavam em escorrer de seus olhos devido ao riso excessivo que a albina havia provocado com suas palavras.

Lisanna não conseguindo suportar os risos de troça de Lucy avançou na sua direção. Quem aquela loira pensava que estava falando? Estava na altura de mostra-la com quem estava lidando.

– Vamos ver se acha graça a isso sua maldita. — Em poucos segundos Lucy deixou de conseguir articular as palavras e muito menos emitir sons, quando sentiu seu pescoço sendo cercado por duas mãos frias que iam apertando sua garganta dificultando sua respiração. — Não se faça de importante comigo sua molambenta dos infernos, você não é nada, comece a me tratar com respeito! – Lisanna não queria saber se estava agindo de forma violenta, apenas queria intimidar a loira, mostrar quem mandava.

Lucy não conseguia respirar, por mais que tenta-se puxar o ar para seus pulmões nada parecia ter efeito. Seu corpo agora havia caído no chão pelo impacto que Lisanna havia se agarrado ao seu pescoço provocando o desequilíbrio de ambas, estava indefesa tentando com as forças que lhe restavam se soltar da albina, a garota havia enlouquecido. Sua garganta apertava cada vez mais pelas investidas de Strauss. Tentou gritar por socorro mas não surtia efeito, não conseguia imitir nenhum som, apenas observava a ira da garota na sua frente sem realmente saber o que fazer.

Em frente a porta do apartamento de Gajeel, se encontrava uma garota de cabelos azulados tentando tomar coragem para tocar a campainha. O barulho ensurdecedor que provinha da habitação do rapaz era desagradavelmente barulhento, nem quando finalmente a pequena tomou coragem para tocar no botão o garoto escutou. Resolveu então bater com toda a sua força na porta de madeira de maneira a despertar a atenção do moreno.

Esboçou um pequeno sorriso por seu objetivo ter dado resultado, em menos de um minuto o som havia cessado e a porta fora finalmente aberta.

– Hum…- não reparando ninguém a sua frente desceu um pouco sua visão contemplando a garota que tanto gostava de perturbar. – Veio finalmente confessar sua atração por mim?– perguntou debochado. — Lamento mas nerds não me excitam, muito menos baixinhas. — disse mantendo seu sorriso de deboche intacto mas logo se desfez assim que a azulada esticou um esfregão em sua direção com um sorriso torto nos lábios. – O que é isso?

– Não se vê logo que é um esfregão! – respondeu Levy mantendo seu sorriso amarelo, sabia que aquilo não iria prestar.

– Eu não sou burro, eu sei o que é, mas para que quero isso? – ele perguntou arqueando uma das sobrancelhas sem entender direito para que porcaria iria ser necessário aquele objeto que a pequena tinha em mãos.

– Hoje, é nossa vez de limpar o chão do prédio, por isso preciso que venha comigo! – respondeu a azulada dando de ombros esperando que o moreno finalmente decidisse sair de seu apartamento e a seguisse ate ao reste chão, que era onde se encontravam os materiais de limpeza que iriam precisar para limpar.

– JÁ?! Porque havemos de ser nós a começar? Quem devia limpar essa espelunca em primeiro lugar deviam ser os do piso térreo e depois a seguir os do primeiro andar! – Gaajel demonstrava o descontentamento por ter de limpar a sujeira dos outros, nunca havia levantado um dedo para arrumar sua casa quanto mais ajudar a baixinha com o trabalho que deveria ser exclusividade da velha.

– Fomos os primeiros a ser escolhidos, por isso chega de reclamar, vamos logo que quero despachar isso o mais depressa possível! – disse a azulada preparando-se para caminhar na direção dos elevadores, mas claro não prosseguiu o caminho devido ao roqueiro que não sabia se calar quando devia.

– Porquê? Não me diga que finalmente conseguiu um encontro com um garoto. – riu ao notar a expressão de fúria que Levy havia adquirido, não podia negar ela ate que ficava bonitinha irritada. — Ou será um encontro com uma garota, estou com dúvidas sobre sua orientação sexual!

Levy de inicio pensou em não revidar as suposições do moreno e continuar prosseguindo seu caminho mas não adiantaria de nada. Só daria mais motivos para ele continuar a infernizando.

– Não sabia que tinha tanto interesse na vida de uma simples nerd.– respondeu Levy que só depois de se aperceber da reação que Gajeel tomou se arrependeu severamente do que havia dito. Na verdade não tinha dito nada de mais, mas não tinha noção as vezes que estava falando com o delinquente da Academia, aquele que podia desfazer-lhe em pó em três tempos.

– Não a nada de interessante na vossa vida, vocês só sabem fazer uma única coisa, estudar, estudar e estudar! Não estava com pressa para terminar com as limpezas? Então vamos logo.

Por incrível que fosse Levy havia conseguido o que queria, Gajeel havia calado a boca e agora estava querendo andar logo com o serviço. Não era bem isso que ela queria ouvir do garoto, mas enfim era melhor do que continuar ouvindo idiotices como “Duvido de sua orientação sexual” e dai por diante. Ambos seguiram para o recanto onde se mantinha os materiais de limpeza e logo foram a patente.

– Me solta, voc…est….machu…soco…rro. – Lucy tentava expressar alguma coisa de forma a pedir ajuda mas não conseguia articular bem as palavras , tentou em meio ao desespero arranjar alguma forma de se soltar da albina, tentou pegar alguma coisa próxima de si, mas suas mão não chegavam até onde era necessário, tentava mexer suas pernas mas também era impossível, como ultima tentativa conseguiu arranhar uma das mãos da albina e com isso houve a possibilidade de fuga.

Assim que conseguiu escapar Lucy sentiu uma forte ardência em sua garganta, com compulsos de tosse excessiva, sua respiração ainda se encontrava falha e continuava sem conseguir expressar absolutamente nada... Manteve-se apenas observando a albina com aqueles seus olhos azuis completamente sombrios, com um sorriso de satisfação por ter deixado seu recado para a loirinha e principalmente por ter conseguido colocar medo na mesma.

– Isso foi apenas um aviso para lhe mostrar o seu devido lugar junto com os nerds da academia e longe dos populares. – ditas essas palavras Lisanna saiu deixando a loira agarrada a sua garganta tentando recuperar o ar que havia perdido segundos antes.

Levy pegou nos esfregões esperando que o moreno pega-se nos baldes com àgua por serem mais pesados, mas o roqueiro continuou parado a observando sem intenções de ajudar em nada.

– Vai fazer o favor de me ajudar carregando os materiais de limpeza? – perguntou se virando para o moreno impaciente, quando este começou se espreguiçando e virando os olhos para a baixinha, demonstrando seu desdem pelo o que ela havia dito.

– Isso é trabalho de garotas, acha mesmo que eu, Gaajel RedFox vai pegar em esfregões e baldes? Muita sorte têm você em eu ficar aqui apenas observando. – disse bocejando.

– Se era para ficar apenas vendo eu trabalhar mais valia não ter perdido meu tempo indo o chamar. – Levy respondeu com seus nervos a flor da pele. A baixinha estava com uma vontade insana de pegar aquele esfregão e literalmente esfregar na cara daquele idiota do Redfox, quem sabe assim limpava aquela maldita boca.

– Também concordo, se divirta limpando as escadas, quero o meu hall de entrada brilhando. – disse se afastando da garota na direção do elevador de regresso ao seu apartamento.

– Hei, onde você vai?- perguntou ao ver o moreno largando os esfregões em um recanto do chão. – E as limpezas? – a baixinha nao estava acreditando, aquele roqueiro maldito realmente deixaria ela trabalhando sozinha?

– Ora, para minha casa como é obvio! – disse despreocupado, falando como se fosse algo completamente natural – Faça você, tenho mais que fazer.

– Desapareça logo então, você não faz falta nenhuma de qualquer jeito. – disse tentando pegar nos dois baldes de água com grande esforço pois queria levar os esfregões e panos ao mesmo tempo que levava os baldes.

– O que você disse? – RedFox perguntou não tendo certeza que tinha escutado direito, aquela nerd estava passando dos limites.

– É isso mesmo que escutou. – ela revidou assim que por fim conseguiu pegar nos baldes levou um susto. Só conseguiu perceber uma mão a emburrando e fazendo com que ela derrubasse o balde juntamente com toda a água no chão. Não sabia bem como, mas quando deu por si estava prensada na parede sustenta por dois braços fortes que a seguravam firmemente.

– Não abuse da sorte McGardeen. – Gajeel sussurrou com uma voz rouca no ouvido da baixinha que sentiu-se completamente arrepiada. “O que esse doido esta fazendo?” – Levy pensou, queria se afastar, queria se manter longe daquele estrupício, mas estava sendo completamente impossível se livrar daqueles enormes braços que rodeavam seu corpo frágil.

– G-Gajeel, me deixe sair daqui. – ela disse cabisbaixa. Se olhasse nos olhos vermelhos e completamente sedutores, não teria ideia do que poderia fazer naquele momento. O garoto ao ouvir aquilo deu uma de suas típicas risadas estranhas e afundou seu rosto no pescoço da azulada completando por fim.

– Você tem que aprender baixinha.. – começou pregando uma pequena mordida no pescoço da garota que soltou um gemido baixinho – Que quem manda aqui sou eu. – Levy não gostou muito do que ouviu, mas não conseguia falar nada. Sentia um pequeno medo de acabar falando e sofrer com as consequências, ele era um completo bipolar, tanto dava para ripostar, como em outro momento ele tinha atitudes como agora estava tendo.

Assim que proferiu aquelas palavras, Gajeel ficou encarando a azulada que ainda mantinha o olhar sobre seus pés, em tentativa de faze-la observa-lo, o roqueiro levanta o queixo dela e no mesmo instante seus olhos se conectam. – Então aprenda de uma vez por todas.. – ele continuou aproximando seus rostos... Seus lábios estavam a centímetros um do outro, próximos o suficiente para Levy levada pelo impulso começar a cerrar os olhos esperando pelo “indesejável” beijo, mas logo RedFox concluiu com um sorriso malicioso no rosto – Você pertence a mim baixinha, então trate de me obedecer. Capichee? – ditas palavras ele se afastou da azulada finalmente a libertando de seus fortes braços. – Agora trate de deixar esse Hall brilhante. – assim que terminou esboçou um sorrisinho e deu as costas para Levy que ficou estática, completamente envergonhada e raivosa com o que acabara de ocorrer.

Levy continuava paralisada naquele mesmo ponto em que Gajeel havia a largado, ela ainda estava toda boba com o que havia acabado de acontecer, mas mesmo assim decidiu começar a trabalhar, ou tentar, mas como sempre, completamente estabanada, derrubou um outro balde que estava no chão deixando o local completamente encharcado. O roqueiro que ainda estava ali ao ver a baixinha naquela situação não conseguiu deixar de rir e comentar.

– Mas nem para trabalhar você presta garota! – ao ouvir isso Levy sentiu-se ainda mais irritada, mas resolveu continuar calada, não queria receber aquela “punição” do garoto novamente. Gajeel aproveitou para aproximar-se novamente de onde a azulada estava para pegar em um dos baldes caídos no chão.- Vou encher este novamente, pode começar a esfregar esse chão todo molhado baixinha.

Natsu já havia perdido a conta das vezes que Lisanna havia gritado por seu nome e batido na porta. Será que não podia deixa-lo em paz? Preferiu ignorar e continuar jogando vídeo game ate que ela se cansasse e volta-se exatamente por onde veio. Enquanto isso do lado de fora.

“Está decidido, não tenho outra escolha” – ela pensou enquanto remexia sua bolsa a procura do objeto que resolveria seu problema. Assim que o achou, colocou na fechadura pronta para roda-lo para conseguir por fim ter aceso ao apartamento de Natsu, sabia que o rosado não iria gostar de saber que tinha uma copia da chave de sua casa mas naquele momento nem queria saber, precisava de explicações.

Com o devido cuidado afastou a porta de forma a conseguir adentrar na casa sem o menor ruido. Sua intenção era chegar perto de Natsu sem que o mesmo desse conta e por algum motivo deu resultado, ele estava tão interessado no jogo, ou provavelmente pensando em outras coisas que não deu pela presença de ninguém atrás de si.

De inicio Strauss permaneceu atrás do sofá observando Natsu jogando vídeo game, quem a visse diria que era uma psicopata se preparando para assassinar a qualquer momento sua vitima, mas claro que não ficaria apenas parada o mirando, afinal seu objetivo era outro, sem perder tempo lançou seus braços em volta do pescoço do rosado de forma a abraça-lo, achando ser uma ótima oportunidade para seduzi-lo já que se encontrava sozinho sem os amiguinhos irritantes.

Só que o plano não deu certo, Dragneel assim que sentiu ambos os braços o rodeando, assustou-se achando ser um assaltante, com seus reflexos rápidos, rapidamente agarrou em um dos braços do invasor e puxou-o, Lisanna não esperando essa reação por parte do amigo acabou por ser projetada para o chão. Ao abrir seus olhos deparou-se presa em ambos os pulsos com Natsu por cima de seu corpo, com os joelhos lado a lado, a posição era de certa forma excitante no seu ver.

– Você! – exclamou espantado ao perceber quem havia sido o invasor. — Como conseguiu entrar aqui? – perguntou pressionando com mais força os pulsos de Lisanna, não fazendo questão de sair de cima dela.

– Eu aguardei que você me abrisse a porta, mas como não o fez decidi entrar pelos meus meios. – respondeu sorrindo por Natsu estar em cima de si.

– Que são..? – ele perguntou arqueando uma sobrancelha.

– Tenho uma copia de sua chave… — ela disse com um sorriso meio sem jeito.

– Você tem o quê? – ele perguntou saindo de cima da garota enquanto a puxava com força a elevando para cima de forma a que ela se levantasse. – Como conseguiu fazer uma copia de minha chave? E porque motivos foi fazer isso?

– O que lhe parece, foi para casos desses onde você não me quer abrir a porta!

– Isso se chama de privacidade. – ele disse pegando no comando e mandando-se para o sofá com o intuito de prosseguir o jogo. — O que você quer?

– Fiquei preocupada com seus ferimentos, aquele imbecil do Gray sempre se achando o maioral — disse se aproximando do sofá onde o rosado continuava jogando sem tomar grande atenção ao que a albina ia dizendo. — Vim para cuidar de você, mas então percebi que estava com aquela garota e …

– Se veio aqui para estar me enchendo o saco mais vale sair logo, estou sem paciência para seus dramas. – respondeu seco não desviando a atenção do jogo, fazendo a albina ficar um tanto irritada.

– Porque você me trata assim? – ela perguntou se colocando em frente ao televisor impedindo Natsu de jogar, estava cansada da maneira rude e indiferente que ele a tratava, queria seu melhor amigo de volta, ela havia mudado por ele, havia se tornado popular, começou a conviver com as cheerledears, por ser a única forma de estar mais perto dele, sua personalidade foi mudando devido as garotas com quem se dava, mas parecia que nada melhorava apenas ia piorando, a distancia entre eles só aumentava cada vez mais. – Me explique Natsu, onde está aquele garoto que eu conheci? Eu mudei por você, estou me dando com as garotas populares para me sentir mais no seu grupo.

– Já se esqueceu do que me fez Lisanna? – Natsu, questionou lançando o comando para um recanto do sofá irritado com o rumo que a conversa havia tomado. – Do que me submeteu a fazer? – disse se levantando. – E ainda vem com conversas de amizade?- perguntou se aproximando de Lisanna . – Isso acabou a muito tempo e você deveria ser a primeira a ter se apercebido disso.

– Tinha esperança que um dia me perdoa-se. – Lisanna respondeu cabisbaixa

– Perdoar? – ele disse rindo do que a albina havia dito. – Lisanna vai embora.

– Me deixe pelo menos tratar de seu lábio, ele está ficando inchado. — disse se aproximando do corte profundo que Natsu tinha no seu lábio inferior.

Estava se preparando para tocar no ferimento quando Natsu pegou no seu pulso fortemente fazendo com que a albina gemesse um pouco de dor.

– Não preciso de sua ajuda, agora me dê logo a chave e saia daqui.- aguardou que Lisanna lhe devolvesse a chave mas esta não parecia disposta a lhe entregar. — Não vou voltar a repetir.

– mas… — a albina tentou protestar, mas fora falha aquela tentativa. Natsu não esperou que Lisanna terminasse tirou a chave das mãos dela a força.

– Não há mais nada que você tenha aqui para fazer. – ele disse sentando-se novamente em seu sofá, pegando seu controle e começando a jogar novamente – A saída é serventia da casa. – ele disse e Lisanna sem outra opção acabou por sair do apartamento do rosado, furiosa.

–Que droga! – ela protestou enervada chutando o balde que no momento encontrava-se na sua frente, como consequência este acabou por cair fazendo com que a agua toda contida transborda-se para o chão. – Porra, agora vou ficar com os sapatos encharcados. – Quando estava prestes a seguir para os elevadores apercebeu-se de uma presença atrás de si. – Para onde está olhando sua nerd? – perguntou vendo Levy encolhida em um canto com um esfregão na mão. – Nem importa.

Enquanto Lisanna já havia entrado no elevador, Gaajel retornava com uma vassoura nas mãos ao local onde a azulada o esperava.

– O que aconteceu aqui?! – gritou ao aperceber-se da agua toda no chão. – O que você fez baixinha, sua incompetente.

– Não fui eu foi… — tentou Levy se justificar, mas Gaajel nem estava disposto a escutar.

– Sua desajeitada, agora vamos ter o dobro do trabalho. – disse começando a tirar a camisa.

– O que você está fazendo?! – Levy perguntou arregalando os olhos ao presenciar o corpo escultural do garoto na sua frente, de um momento para o outro sua respiração se encontrava descontrolada, quando deu por si já estava mordendo o lábio inferior em tentativa de se auto controlar.

– Não se vê logo, limpando a bagunça que você fez! – colocou a vestimenta em cima da parte húmida e começou a reter o excesso de agua com a ajuda da camisa. – O que você está fazendo, vêm logo me ajudar em vez de estar olhando para meu corpo, eu sei que sou gostoso. – ele disse esboçando um sorriso malicioso e fazendo a baixinha corar de imediato.

– Deixa de ser idiota, eu não estava olhando para seu corpo, eu estava pensando era em como você é burro, não era necessário ter sujado a roupa, tínhamos aqui esfregões para isso imbecil.

– Porque não avisou antes sua anta? – perguntou o moreno espremendo sua camisa encharcada para dentro do balde.

– Supos que soubesse o utensilio de esfregões mas já vi que nem uma coisa tão simples quanto essa você sabe. – ela revidou.

Enquanto isso Lucy ria encostada a porta escutando o dialogo dos dois jovens, ao menos uma coisa que a fazia sorrir num dia horrível como aquele que foi obrigada a passar, pensava seriamente se havia sido boa ideia sair da aldeia perto de Fiore, mas também não queria regressar por causa de seu pai, agora era livre, preferia aguentar o inferno de Magnólia a ter que regressar de novo de onde veio.

O dia foi passando rápido com Gaajel e Levy conseguindo por fim terminar as limpezas, sendo que o moreno não parava de reclamar que aquilo não era trabalho para ele e que se alguém o visse perderia sua reputação, enquanto isso Levy tentava se concentrar no chão e não tanto no corpo do roqueiro, mas estava sendo uma tarefa difícil, nunca tinha visto de tão perto o corpo de um garoto, aquilo de certa forma a excitava de formas que nunca havia surgido nem em sua cabeça e muito menos em seu corpo, não entendia muito bem o que se estava passando consigo mesma.

No dia seguinte, já podia-se presenciar vários alunos circulando pela academia aguardando o toque de entrada para por fim dar inicio as aulas, o que não era o caso de Lucy, o seu objetivo era conseguir passar despercebida por entre as inúmeras pessoas que se cruzava no recinto escolar, sabia que mais cedo ou mais tarde seria feita a zoação do colégio, mas era preferível adiar esse momento o mais tarde possível, tanto que estava ate sendo uma tarefa fácil, se realmente ninguém a tivesse percebido.

– Ora, ora, se não é a falhada que foi de cara ao chão ontem na prova! – esbravejou Sherry rindo.

– É preciso ter coragem para aparecer em público de novo. – comentou outra cheerledear que acompanhava a jovem de cabelos rosa.

Heartfilia tentou ignorar os comentários seguindo em frente para o edifício, mas foi barrada por Sting que não iria perder a oportunidade de se aproximar dela. Aquilo seria algo divertido...

– Calma loirinha, para quê tanta presa, o toque de entrada ainda não soou! – o garoto loiro pronunciou-se enquanto colocava seu braço em volta do corpo de Lucy deixando-a desconfortável com o atrevimento. – E sua amiguinha, aquela baixinha que está sempre junto a você, como é mesmo o nome dela? – perguntou tentando recordar-se do nome da jovem.

– Prancha de surf! –respondeu a garota de cabelos rosa em meio as gargalhadas maldosas.

– Isso mesmo, decidiu faltar as aulas depois da vergonha que passou, pobre garota. – comentou sorrindo de lado enquanto observava cada recanto do corpo de Lucy que agora havia voltado ao uniforme largo e desengonçado.

– Eu..eu preciso ir, agora! – Lucy tentou se desviar do loiro, precisava encontrar Gray, agradecer pela jaqueta, mas Sting não estava disposto a deixa-la ir tão facilmente.

–Calma loirinha, ainda nem comecei me divertindo com você! – ele disse contornando o corpo de Heartfilia que tremia sob o olhar de luxuria que o garoto continha, aproveitou que ela continuava paralisada sem saber o que fazer para se colocar atrás segredando-lhe no ouvido de maneira a que só ela escuta-se. – Ia adorar vendo cada peça de seu uniforme espalhada pelo meu quarto. – sem demoras passou uma de suas mãos por baixo da saia do uniforme de Lucy acabando por a levitar um pouco, Heartfilia envergonhada com o atrevimento do garoto, por impulso tentou pregar um tabefe no loiro, mas ele conseguiu deter a mão dela a tempo.

– Ui está ficando nervozinha a menina, só me faz ter vontade de continuar.

Continua...

Notas finais
Alguém leu??? Se sim pode comentar? Me deixaria MUITISSIMO feliz e assim saberia se tinha ou não gostado do capitulo. ^^ Já estou escrevendo o capitulo 6 prometo não demorar tanto tempo como foi com o 5 mas não vou dar certezas de quando vou postar pois tenho estado ocupada. Bjinhos ^^