Notas iniciais
Primeiramente quero pedir desculpas aos meu queridos leitores pela demora, já se está tornando repetitivo de mais eu sei, antes postava bem rápido mas isso tinha haver que tinha mais tempo para escrever. De toda a forma, devo avisar que o capitulo está extenso, desculpem preguiçosos, eu podia dividir, mas pensei melhor e resolvi enviar tudo de uma vez, alem que dizem que demoro muito postando, mas depois também escrevo muito. Também tenho que ter em conta a critica construtiva que recebi de uma leitora, e agradeço muito por isso, espero não ter detalhado em demasia e ter colocado mais falas :S

Já fazia algum tempo que o garoto de cabelos alaranjados observava Sting molestando uma garota de cabelos intensamente loiros, não se lembrava de alguma vez a ter visto na sala de aula, ou até mesmo frequentando a academia. De todo o modo detestava presenciar moças inofensivas sendo incomodadas por garotos como Eucliffes, não podia simplesmente ficar quieto sem fazer nada, então nada melhor que interromper aquela palhaçada.

– Ainda não percebeu que está aborrecendo a senhorita, Sting? – o garoto que havia chegado a pouco na classe, perguntou de forma irónica com certo timbre arrogante e completamente incomodativo no ponto de vista do loiro, que “educadamente” lhe respondeu.

– Alguém lhe perguntou algo? – Eucliffes direcionou seu olhar, fixando seus orbes azuis nos castanhos do ruivo que não estava gostando muito da forma como o loiro estava lhe dirigido a palavra – Vá fuder com uma puta qualquer no colégio e vê se não se mete onde não é chamado.- concluiu Sting, levantando-se e ficando cara a cara com Loke, mostrando não ter problema nenhum em iniciar uma briga ali mesmo.

– O que você disse? – o ruivo perguntou fingindo-se de surdo enquanto aproximava-se mais do loiro. – Acho que não entendi direito! — Ambos os olhares se conectaram expondo a raiva que começava a consumi-los.

Como era de se esperar, os colegas que antes se ocupavam com outras banalidades, agora por sua vez tomavam atenção aos dois jovens que a qualquer momento iriam partir para a agressão. Natsu suspirou irritado, levantou-se e se meteu por entre os colegas de forma a ter uma melhor visualização da briga que estava prestes a começar, bastava um deles tomar a iniciativa.

– Isso mesmo que você ouviu! – o loiro disse em tom de deboche, abrindo um sorriso cínico enquanto conclui – franguinho! – a palavra de Sting ecoou pela pequena área da sala o que acabou provocando diversos risos e zombarias por parte dos colegas presentes.

Loke desagradado com o que o loiro havia proferido avançou na tentativa de agarrar Sting por a gola da blusa, mas antes que pudesse executar o que tinha em mente percebeu um vulto surgindo na sua frente.

– Acho que não há necessidade de armar barraco agora, certo, Léo. – disse Natsu manifestando um olhar sombrio. Sabia que aquela briga daria merda, e por algum motivo ele não queria nenhum tipo de confusão. Loke devido a aproximação repentina do rosado retrocedeu dois passos nervoso, na verdade ele sentia um certo receio do rosado, seria a última pessoa com quem gostaria de sair no tapa.

– Apenas peça ao seu amiguinho oxigenado para parar de irritar a novata! – o ruivo exclamou com um tom de nojo ao observar o loiro, mas não demorou muito a tomar sua atenção para a jovem loira esboçando um sorriso meigo antes de por fim perguntar – Qual seu nome? – Natsu sentiu seu sangue ferver, afinal qual era a de Léo. Sting não se conteve e começou a rir antes mesmo de Lucy responder.

– Ora mais – disse meio aos risos – você pede a mim para afastar-me, mas você que é mais fudido que todos pode chegando nela na maior cara de pau? – disse ainda rindo como louco – Léo, Leo você realmente não passa de um franguinho.

– Ora seu… – o ruivo pensou em atacar novamente o loiro que continuava rindo, mas foi bloqueado por um olhar nada amistoso de Dragneel.

– Acho que não entenderam – o rosado começou nervoso – Chega de brigas. – Sting conteve a risada ao perceber que o amigo estava mais nervoso que o normal, e começou a ficar irritado com o mesmo.

– Desde que essa loirinha chegou você mudou muito – assim que começou a falar o rosado desviou o olhar do ruivo e passou a olhar Eucliffes – Você não quer mais saber de brigas e também vive a defendendo, o que esta acontecendo, Natsu? – Ao notar a expressão de espanto estampada no rosto do amigo, direcionou sua atenção de novo para o ruivo. — Quanto a você ó besta humana – Sting disse referindo-se a Loke – Vai catar coquinho. – Natsu havia se calado por completo. Realmente ele havia mudado um pouco desde a vinda de Lucy.

Nesse momento começaram se escutando borborinhos vindos da plateia que continuava parada assistindo o inicio da briga. Muitos se questionando sobre o que o loiro havia dito. Natsu realmente estava diferente desde que a loira havia surgido na academia. O que aborrecia certas pessoas que realmente queriam ver ação.

– Natsu, saí daí, deixa eles brigarem, não estraga a diversão! – pronunciou um dos diversos alunos posicionados na rodinha.

– Sim, quero só ver Sting se ferrando, sempre se achando, quero ver agora ele piando fininho! – gritava Sherry ainda chateada por o loiro a ter ofendido minutos atrás no pátio.

E em frações de segundos, praticamente todos berravam – Briga, briga, briga!!!

O ruivo estava completamente irritado, quem Sting pensava ser para chamá-lo de besta humana? Não suportando serrou os punhos, assim que percebeu que Natsu havia abaixado a guarda, aproveitou a brecha e pregou um soco em Sting que acabou sendo projetado devido a força contra umas das primeiras mesas espalhadas pela sala.

Natsu percebendo o seu desleixo tenta empurrar Loke para longe de maneira a acabar de vez com o barraco, mas já era tarde, Sting havia se recuperado do soco e agora se dirigia de novo na direção do ruivo furioso.

– Você não faz ideia de com quem foi se meter! – Sting gritou avançando com tudo para cima de Loke, nem que para isso tivesse que derrubar o rosado. — Eu vou quebrar a sua cara! – disse serrando o punho em posição de ataque pronto para deferir em quem quer que fosse que decidisse se meter na sua frente.

– Quero ver você TENTAR! – Loke revidou aproveitando que novamente Natsu tinha tomado sua atenção para Sting se afastando de si.

Enquanto isso uma colega preocupada com o rumo que a briga estava tomando tentou interferir. — Parem com isso vocês vão ser expulsos! – berrava enquanto escutava comentários como. “Ta calada garota”, “Vadia, deixa eles se pegarem, sai logo da frente”, entre outros maldosos.

– Tô nem aí! – respondeu Sting tentando afastar o rosado da sua frente.

Juvia como não gostava de lutas, já havia tentado pedir ajuda ao roqueiro que por incrível que parecesse era o único que continuava sentado no fundo da sala não prestando grande atenção ao que acontecia em sua volta, mas a única resposta que Loxar recebeu por tentar pedir ajuda a Gajeel foi um simples. “Chama isso de briga? Isso são duas bichas se comendo”.

Levy tentou puxar Lucy para o acento e evitar que sua amiga se metesse na confusão, mas Heartfilia já tinha decidido, a culpa era inteiramente dela do que estava sucedendo naquele momento, por isso se levantou para pedir que parassem de brigar, não tendo consciência do que poderia lhe acontecer, se colocou na frente de Loke este com a raiva por querer socar Sting não teve como se deter a tempo. Com o choque ao ver o punho do alaranjado se aproximando de seu rosto não teve habilidade para se afastar acabando por fechar os olhos aguardando receber o soco, mas para sua surpresa não sentiu impacto nenhum no seu corpo.

Abriu seus olhos lentamente e acabou ficando perplexa ao visualizar quem estava na sua frente. – N-Natsu? – gaguejou em um sussurro, ainda incrédula.

O rosado assim que se apercebeu que Lucy havia se metido na frente do ruivo e estava a ponto de levar um soco, não pensou duas vezes e com sua agilidade se colocou na frente da mesma. Acabou recebendo o soco do ruivo no seu estômago. Silencio, todos haviam se calado naquele curto espaço de tempo. Sting mantinha seu sorriso sínico nos lábios, Lucy continuava perplexa, Loke com os olhos arregalados afinal ele havia socado quem menos queria, e Natsu por sua vez estava segurando a mão do ruivo que ainda estava depositada em seu estômago, seus olhos estavam abertos e completamente sombrios causando arrepios a qualquer um ali presente.

Antes de conseguir proferir qualquer coisa o rosado fora surpreendido com o som da porta da sala sendo aberta — Natsu, Sting e Loke – o professor os chamou assim que viu a confusão que os três estavam armando por causa da loira, que provavelmente estava sendo o motivo da briga – Direção, JÁ!

Uma garota de cabelos brancos cumpridos, alta possuidora da mais bela iris azul, conhecida por Mirajane, se encontrava na biblioteca procurando um livro em uma das diversas estantes espalhadas pelo extenso lugar. Era uma das que continha uma marca da guilda FairyTail mostrando como havia transitado nas provas, estava marcada na sua perna. Apenas aquele ano não haveria recrutamentos para exercer as funções, por isso todos os que fizessem parte de uma guilda, teriam de aguardar, com isso ocupavam seu tempo treinando, mas no caso de MiraJane havia ido a biblioteca, pois tinha pesquisas a serem concluídas. Observou em volta de si, como sempre, aquela hora não era costume encontrar alunos na biblioteca, e os que não precisavam ou não queriam assistir as aulas, preferiam ficar no exterior do que trancados em um lugar fechado. Os poucos que poderiam se encontrar na biblioteca seriam nas seções mais para o fundo, a academia por possuir diversos alunos disponibilizavam inúmeras mesas, assim como estantes com livros, era uma área abrangente por assim dizer.

Deu um suspiro, já havia passado 1 hora desde que procurava o livro, e para azar a rececionista decidira fazer um curto intervalo aproveitando a ausência de alunos na biblioteca, não teria como pedir ajuda na difícil tarefa de encontrar o livro que resolveria suas pesquisas. Estava pronta para mudar de estante quando um barulho lhe chamou a atenção, na esperança de a rececionista ter regressado, caminhou para a entrada, e por meros instantes teve a impressão de ver um vulto entre uma das inúmeras estantes, o que indicava que não seria a rececionista mas sim um aluno, acabou regressando para a seção cientifica desanimada quando a meio do percurso sentiu uma presença por trás de si.

Virou-se bruscamente se preparando para afugentar quem quer que estivesse a seguindo, mas não conseguiu se pronunciar a tempo, pois lábios quentes e húmidos já haviam se apoderado de seus lábios rosados. Sentiu a língua do garoto invadindo sua boca, exigindo que retribuísse a ação, mas MiraJane continuou imóvel, só acordou de seu transe quando as mãos do jovem se posicionaram em suas coxas de modo a aproximar ambos os corpos conseguindo assim aprofundar ainda mais o beijo. Por momentos deixou-se envolver nos braços fortes do garoto, até este sussurrar em seu ouvido. – Você não mudou nada, continua se deixando dominar tão fácil.

– O que você pensa que está fazendo?! – ela finalmente perguntou assim que conseguiu reunir forças para afastar o corpo do garoto. Não precisava escutar ou até mesmo ver o rosto dele para saber de quem se tratava. Aquele beijo, revelava logo a sua identidade, sendo o único que conseguia provocar sensações por toda a extensão de seu corpo, o odiava por isso, não queria se sentir atraída por ele, queria apenas esquecer. – É bom que não volte a fazer isso de novo, Laxus. – disse tentando recuperar o fôlego devido ao beijo.

– Não se cansa de estar fechada nesta joça? – ele perguntou observando em volta da biblioteca, não era de todo um lugar que estivesse habituado a frequentar. – Nem parece bem uma líder de torcida ficar procurando livros para estudar. – completou voltando sua atenção para os seios de MiraJane, que estavam cobertos pela camisa do uniforme escolar.

– E você, não se cansa de enganar as garotas? – ela por sua vez perguntou observando o cabelo loiro bagunçado – Nem parece bem o capitão de equipe estar em uma biblioteca, imagine o que seus amigos vão achar, não tem receio de perder a reputação?

– Eu não tenho amigos. – disse esboçando um sorriso malicioso. – E o que pensam ou não, quero que tudo isso se foda, só estou aqui por um simples motivo.

– Chega, não tenho qualquer interesse em saber o que veio fazer aqui, só quero que me deixe em paz, pare de me humilhar. – dito isso virou costas ao loiro caminhando para a saída da biblioteca, o local estava silencioso de mais, o que indicava que estavam sozinhos e isso não era nada bom, o livro podia esperar, agora o importante era sair o mais depressa possível.

Dreyer não gostando nem um pouco como MiraJane havia lhe virado as costas, agarrou seu braço com força a virando de novo para si. – Não sei por que insiste em fingir que não quer se envolver de novo comigo, você antes era tão boba…

– Laxus, me solte. Agora! – gritou tentando se desprender do loiro. – Eu já não gosto de você, a menina boba já era, eu cresci, eu agora tenho alguém do meu lado que se importa realmente comigo e que gosta verdadeiramente de mim.

O loiro não pode deixar de soltar uma gargalhada perante o que albina havia falado. – Está falando do líder do clube de estudo, o que promove as aulas extras? Aquele nerd, baitola do Freed? – não conseguia conter as gargalhadas que já ecoavam pelo extenso local, irritando MiraJane que por impulso tentou pregar um tabefe com a mão que ainda se encontrava solta, no rosto de Laxus, mas este parou sua mão no ar, prendendo seu pulso, acabando por segurar agora ambos os pulsos da albina não tendo como ela conseguir escapar.

– Quero ver você me negando agora… — disse puxando ambos os pulsos de Mira bruscamente beijando-a. Mira devido ao impacto com que os lábios do loiro haviam chocado contra os seus, retrocedeu uns passos, procurando apoiar-se na mesa que se encontrava atrás de si. Enquanto isso Laxus, a puxava mais para si.

– Me deixe, pare com isso! – fora em vão, só incentivava o loiro a aperta-la com mais força contra si, a albina tentou se debater socando no ombro dele, mas mais parecia uma massagem do que agressão no seu ver. Queria que a rececionista aparecesse logo, isso era o que o seu consciente pedia, mas seu corpo queria continuar sendo dominado por aquele idiota.

– Não! – fora a resposta final dele antes de pegá-la no colo, colocando-a sentada em cima da mesa. – Espero que essa mesa nos aguente. – disse sorrindo sarcasticamente enquanto depositava beijos pelo pescoço da albina.

– Nem pense que vou fazer isso aqui, aliás, eu não vou se quer fazer isso com você, Laxus. Não pense por ser neto do diretor da academia que eu não faço queixa de você por abuso sexual, agora me solte imediatamente! – ordenou empurrando o loiro a cada investida que este fazia para beijá-la.

– Isso é algum tipo de ameaça? – perguntou esboçando um sorriso sapeca enquanto tentava desabotoar os botões da blusa da garota.

– Sim é uma ameaça. – sua voz falhou assim que disse isso, fora como um murmúrio.

– Isso a mim não me soa como uma ameaça. – proferiu mordiscando o lóbulo da orelha da albina, enquanto pousava suas palmas das mãos sobre os seios os massageando por cima da blusa, fazendo esta soltar pequenos gemidos. – Sua boca diz uma coisa, mas seu corpo e pensamento dizem outra coisa.

Percebendo que a albina havia ficado confusa colocou ambas as mãos nos ombros dela a empurrando para trás de forma a ficar deitada sobre a mesa. Colocou-se por cima do corpo de Mira enquanto prendia com uma mão ambos os pulsos da mesma e voltou a tomar os lábios dela de forma quente, raivosa e deveras selvagem, mordendo os lábios e língua de Strauss. Com a outra mão livre, Laxus enfiou os dedos sobre os cabelos lisos da albina, os puxando para trás. Uma dor, passageira, um gemido. Não, não era dor, era algo mais, algo quente, que lhe tomava o corpo.

Quando se preparava para levantar a saia de Strauss e prosseguir o que tinha em mente, ambos ouvem salto alto chocando contra o chão. Antes que fosse descoberto em cima do corpo da jovem albina, se apressa a sair de cima desta, não sem antes sussurrar em seu ouvido.

–Me aguarde. – dito isso recompôs a camisa que já se encontrava amarrotada e deixou Mirajane deitada sobre a mesa com a respiração ofegante ainda raciocinando o que ele havia sussurrado no seu ouvido e ao mesmo tempo o sentimento de culpa por de certa forma ter traído Freed.

Quanto a Laxus caminhou em direção á entrada acenando para a rececionista que no momento se mantinha surpresa pensando “O neto do diretor Makarov aqui? Na biblioteca? Só pode ser um castigo.”

Os três caminharam rumo à sala do diretor, mas como não podia deixar de ser, Sting não conseguiu ficar calado sem ao menos alfinetar o ruivo que estava na sua frente. – Temos umas contas a acertar no fim das aulas, não pense que se safou só porque o professor apareceu. – disse debochado tentando passar rasteiras em Loke que perdendo a paciência se voltou para trás.

– Não vejo a hora de quebrar sua cara! Não tenho medo nenhum de viadinhos! – revidou se aproximando perigosamente do loiro.

– Calem a boca vocês dois, chega dessa merda! – o rosado disse afastando ambos os garotos, por fim colocando um ponto final naquela discussão absurda. – Já temos problemas que cheguem para estar ainda armando mais barraco.

Decidiram finalizar o diálogo e seguir por fim o percurso até onde se encontrava a sala do diretor.

Sentado o velho diretor Makarov, de frente para um garoto de cabelos róseos, que possuía um corte no lábio devido a luta contra Gray, do seu lado esquerdo se encontrava outro garoto de cabelos alaranjados enquanto do lado direito estava sentado um loiro escorrendo sangue do lábio inferior devido ao soco que havia recebido.

– Podem me explicar o que aconteceu para vos trazer aqui a minha sala? – perguntou o diretor cruzando os braços debruçando-se sobre a mesa, enquanto pousava seu queixo entre suas mãos esperando que algum dos jovens decidi-se contar tudo o que havia sucedido. – Estou esperando.

– Eu não tenho nada a vê com isso. – O rosado respondeu revirando os olhos. Realmente Natsu não tinha culpa de nada, estava apenas tentando parar a briga, mas o diretor não ligou muito a explicação de Natsu, e se apressou a responder rispidamente.

– Dragneel, apenas sente nessa cadeira porque meu assunto com você vai muito além dessa briga. – o rosado não estava acreditando no que estava ouvindo. “Lá vem merda” – ele pensou revirando os olhos e bufando desanimadamente. “Quero só ver qual vai ser o castigo desses dois” – se sentou na poltrona em frente a mesa do diretor enquanto observava os dois garotos que se encontravam de pé completamente distraídos, com feições nem um pouco preocupadas.

– Então Léo... – o velhinho começou – Posso saber o que aconteceu? – o ruivo mirou diretamente nos olhos negros de Markarov e respondeu.

– Estava defendendo uma Dama que esse idiota estava perturbando. – o diretor realmente sabia que aqueles garotos arrumavam qualquer coisa para chamar a atenção e normalmente essa coisa eram as famosas brigas. Suspirou desanimadamente e logo dirigiu a palavra ao outro garoto. — Tem alguma coisa a dizer em sua defesa, Eucliffes?

– Sabe velho – começou o loiro com um tom de deboche –Acho que já nos segurou um tempo aqui. Todos vão acreditar que você nos advertiu – abriu um sorriso cínico e logo concluiu — Não pode nos liberar, não? – o rosado não ficou muito impressionado com o amigo, afinal Sting era rico, sendo assim... Conseguia fazer o que bem entendia naquele colégio. Ele era o dono do pedaço. O velhinho simplesmente detestava a forma como Eucliffes resolvia as coisas, mas não havia outra opção. Acabaria arrumando muita confusão se confronta-se o aluno, principalmente se os pais resolvessem interferir, por fim resolveu encerrar o assunto.

– Prestem bem atenção, vou liberar os dois dessa vez – suspirou – Não me arrumem mais nenhuma confusão se não vou ter que tomar algumas providencias. – Os dois garotos abriram um sorriso. “Como é bom ser rico” – pensaram em sincronia.

– Até mais velho – Sting disse e logo foi caminhando até a porta juntamente com Loke . Natsu ao perceber que tudo já estava resolvido abriu um sorriso vitorioso e logo dirigiu-se a porta na mesma direção que os outros dois, mas logo foi interrompido.

– Onde pensa que vai, Dragneel? – o diretor perguntou em um tom de voz nada amigável. Natsu arregalou os olhos e logo recuou. – Sente-se novamente. – ditas palavras Natsu simplesmente o obedeceu. O rosado estava começando a ficar irritado, afinal “porque eles podem e eu não?” – pensou enquanto mais uma vez revirava os olhos.

– Que é velho? – o garoto perguntou desanimadamente sentando-se novamente na poltrona que estava em frente a mesa de Markarov.

– Bem – Makarov começou enquanto mexia em algumas papeladas em cima de sua mesa. Puxou um papel e mostrou para Natsu – Como pode ver suas notas não estão nem um pouco boas, meu jovem.

– E daí? – Natsu perguntou com desdém.

– E daí que você terá de recupera-las seja por bem ou por mal. – Dragneel não estava com paciência para ficar ouvindo sermão de diretor nenhum naquele momento.

– Só isso que queria falar, estou de saída – disse levantando-se indo em direção a porta, mas logo o velhinho disse em alto e bom tom.

– Você ira fazer aulas extracurriculares para melhorar suas notas. – nesse instante o garoto congelou. “Mas o que?” – pensou completamente incrédulo com as palavras do velho.

– Como assim aulas extracurriculares, velho? – o rosado voltou a atenção ao anão que encontrava-se sentando em sua mesa com um sorriso sínico nos lábios.

– Sendo que você só pensa em brigas e futebol violento, nada melhor que aprofundar seus conhecimentos e ter um pouco mais de cultura geral. – Makarov respondeu enquanto procurava um papel por entre vários espalhados na sua secretaria. – Pegue esse papel. – disse assim que encontrou o que procurava estendendo um papelzinho que continha alguns horários. Natsu pegou o papel e começou a ler – Aí você vai ter os horários dos plantões. Quero que compareça em todos, entendeu?

– Mas o que, velhote eu posso recuperar minhas notas sozinho... e ...- foi interrompido quando o diretor o encarou com frieza respondendo rispidamente:

–Sem mas nem menos. Apenas me obedeça. – suspirou – Está dispensado. – ditas palavras Natsu não conseguiu formular mais nada, o ódio havia subido a sua cabeça. Saiu da direção as pressas antes que acabasse por arrebentar a cabeça do velho no vidro da janela.

Caminhava com passadas largas e rápidas pelo extenso corredor, já havia tocado para o primeiro intervalo da manhã, teria de ir buscar seu material na sala, e aproveitando que não se encontrava muita movimentação no interior do edifício avançou em frente não tendo intenções de se desviar de quem se atrevesse a colocar no seu caminho. A raiva era notória na sua face mostrando claramente aos jovens que era melhor se afastarem ou então sofreriam as consequências. Ele cruzou o corredor abruptamente e acabou se esbarrando em alguém.

– Porra, veja por onde and..- cessou o que ia dizer no mesmo instante que os orbes castanhos se conectaram diretamente nos seus, assim como a essência perfumada que provinha dos cabelos loiros e emprenhava diretamente em suas narinas. Raiva, era o único sentimento que Natsu conseguia sustentar ao estar de frente para ela. Tudo aquilo que estava acontecendo era culpa dela. – É tudo culpa sua! – ele disse irritado.

– Me desc... – ia se desculpar, mas refletiu melhor a situação, tinha culpa no que mesmo? – Mas do que esta falando? – indagou confusa. Inicialmente Lucy tinha a intenção de agradecê-lo por ter a defendido, mas acabou por mais uma vez perceber que não adianta tentar ser gentil com um ogro como o Dragneel.

– Ora, não seja cínica. A culpa de tudo isso, é sua! – o garoto disse com um tom amedrontador. Lucy deu dois passos para trás inconscientemente ao observar os olhos tão negros como ônix.

– Não lhe pedi para fazer nada por mim, o único que tem culpa de qualquer coisa é exclusivamente você. – disse em um timbre de voz baixo. – Se você não tivesse mudado de personalidade ou fingindo ser outra pessoa... nada disso estaria acontecendo. – Natsu calou-se por alguns instantes, talvez a loira tivesse razão. Não, ela não tem razão. Por culpa dela ele teria de fazer aulas extracurriculares, por culpa dela seus amigos já estavam o estranhando, por culpa dela ele não estava sendo ele mesmo.

– Deixe-me em paz! – ele disse passando ao lado de Lucy ignorando tudo o que ela havia dito. – A única culpada aqui é você. – concluiu com um sussurro que mesmo assim foi audível por ela. – Nunca devia ter vindo para cá.

– Mas eu vim, agora você que arque com as consequências por ter mentido para mim. – o rosado sentiu o sangue ferver. “Mas quem ela pensa que é para falar assim comigo?” pensou, estava mais que na altura de colocar Lucy no seu devido lugar.

– Garota, se enxerga... Você é uma Zé ninguém, quem lhe da o direito de falar assim comigo? – ele perguntou virando-se de forma a encarar os olhos de Lucy novamente, foi então que reparou em algumas lágrimas perceptíveis sendo formadas nos olhos da mesma, mas simplesmente decidiu ignorar, queria manter distância.

– Tenho o livre arbítrio. Posso falar o que me apetecer com quem eu quiser, no tom de voz que eu desejar – ela respondeu engolindo o choro e mostrando não ter medo do rosado.

– Esse ‘livre arbítrio’ ainda vai fazer você cair de cara, loirinha – ele disse esboçando um sorriso de lado – Vai acabar se machucando se ficar falando dessa maneira comigo.

– Não tenho medo de cachorros que latem, mas não mordem, Dragneel – ela respondeu de forma fria enquanto deu um passo em frente tentando sair dali, não suportava ficar mais tempo com o garoto, mas foi surpreendida quando o mesmo pegou pelo seu pulso e a puxou para o interior de uma das inúmeras salas espalhadas pelo extenso corredor onde no momento se encontravam vazias. – O que esta fazendo? – perguntou com os olhos arregalados.

– Do que você me chamou ali fora? – o rosado perguntou irritado. Ambos estavam em uma proximidade absurda e aquilo não estava agradando nenhum pouco a Lucy, que naquele momento só queria se livrar do rosado antes que novamente explodisse e revela-se mais uma vez suas emoções, como a respiração desnorteada, o rubor no rosto e as batidas descompassadas de seu coração cada vez que se encontrava próxima de Natsu, era algo que não conseguia evitar por mais que quisesse terminar com aquele tormento e paixonite infantil.

– Me deixe em paz. – ela disse tentando se soltar do rosado. Mas ele não a deixou ir, segurou o pulso da loira fazendo a mesma sentir uma dor um tanto desagradável – Está me machucando, Dragneel – disse se esforçando a soltar seu pulso, mas fora em vão.

– Escute bem. – ele disse afrouxando a força que exercia no pulso da jovem, não tinha intenções de a magoar. – Se você continuar agindo dessa maneira comigo, eu juro que não vou me responsabilizar por meus atos, então feche essa matraca e coloque-se em seu devido lugar. – Lucy não acreditava no que estava ouvindo. Aquele realmente era o mesmo garoto que havia conhecido anos atrás? Não... Aquele jamais seria o mesmo Natsu.

– Me solte – ela disse baixinho, mas por algum motivo parecia que o rosado não queria solta-la. Por algum motivo surgiu Gray em seus pensamentos. “- Você sabe que pode contar comigo, eu vou a defender seja de quem a esteja fazendo mal, por isso não receie me contar quando estiver a ter problemas com alguém aqui do colégio.” “Não, tenho de mostrar como não preciso de ajuda, sei me defender sozinha”, pensou. Irritada com o que o rosado havia dito, foi consumida pelo ódio, como instinto de defesa pregou uma joelhada nas partes intimas de Natsu fazendo com que este se ajoelhasse de dor. A última coisa que conseguiu ouvir assim que se afastou do garoto fora um “Sua maldita” — não respondeu nada, apenas saiu correndo para bem longe daquele doido. “Você mudou muito” – ela pensava, e inconscientemente algumas lágrimas escorreram por seu rosto. “Sinto saudades do meu amigo”.

O resto do dia passou a correr, Lisanna não havia enchido a paciência de Natsu perguntando o motivo de ele ter se colocado na briga, ou até mesmo se havia recebido alguma punição do diretor, o receio de levar um fora e ser mal tratada era grande. Sting e Loke continuavam se fuzilando com o olhar, em todas as aulas.

Na hora da saída, já Levy e Lucy caminhavam lado a lado prestes a sair dos portões da academia quando a baixinha se recorda do seu compromisso.

– Meu deus, como fui me esquecer. – disse se voltando para Lucy que mantinha uma expressão confusa, porque a azulada estava parando ali junto dos portões – O clube de estudo, é hoje eu já não me recordava. – observou atentamente Lucy antes de agarrar no pulso da mesma e caminhar de volta para o edifício.

– Levy, calma, o que você está fazendo..

– Você precisa de uma atividade extra curricular, certo? Nada melhor que o clube de estudo. – disse animada enquanto apressava o passo. – Eu reparei na aula, como você estava esclarecendo as dúvidas do Droy e sério, é preciso ter muita paciência para explicar alguma coisa a ele. – suspirou se lembrando da última vez que tentou ajuda-lo com uma simples equação. – O que estou tentando dizer é que o clube de estudo está precisando de colaboradores, pessoas que se disponibilizem a ficar até tarde no colégio explicando aos alunos que ficaram encarregues de ter aulas extra, ou até mesmo os que querem frequentar para terem nossa ajuda.

– Eu não sei se seria a pessoa indicada para ajudar... – disse Lucy antes de ser interrompida pela pequena azulada.

– Lu-chan, por favor, as pessoas que frequentam normalmente nossas aulas são a maioria excelentes alunos que se submetem a pedir nossa ajuda, com o intuito de aumentar ainda mais suas notas. – disse – Quanto aos alunos com mais dificuldade, ou são obrigados, ou então estão desesperados porque nas aulas práticas não estão tão fortes assim e necessitam da teórica para equilibrar a avaliação.

Lucy refletiu tudo o que a baixinha ia esclarecendo sobre o clube de estudo, não faria mal tentar além que realmente precisava achar alguma coisa para fazer antes que fosse chamada a direção e fosse reprendida por não estar cumprido as regras propostas pelo Makarov. Enquanto ambas caminhavam para a sala onde decorreria o clube, Juvia se apressou a se dirigir para a zona da piscina, as inscrições para competições seriam amanhã, por isso o melhor era treinar, o que não fazia ideia era que certo garoto azulado já se encontrava a nadar para de certa forma conseguir relaxar os músculos, havia se encontrado com Laxus e este tinha decidido que ele faria parte da equipe de futebol, de certo modo nem estava tão animado com isso.

Lisanna assim como Sherry, seguiram juntas para o ginásio da academia para ensaiarem a coreografia que Minerva havia preparado, de início a albina achou estranho Juvia estar “doente”, já que toda a manhã esteve normal, mas a amiga não era de faltar aos ensaios, então é porque devia se sentir muito mal.

Sting resmungava que não ia sair do colégio enquanto não tivesse seu ajuste de contas com Loke.- Vou partir a fuça aquele jumento vão ver. – o loiro disse enquanto praticava seus socos no vazio como se preparasse para a batalha.

– Você é mesmo um imbecil, ele a essa hora tá sentado no sofá rindo de sua cara. – respondeu um dos garotos populares que costuma acompanhar o loiro, Rogue é o seu nome.

Natsu tentava se afastar sorrateiramente do grupo, de forma a não atrair muitas atenções, mas Sting havia percebido. – Onde você vai?

–Não tenho que te dar satisfações. – o rosado disse grosso como sempre.

– Ah Natsu vai se fuder! – gritou Sting fazendo sinal aos outros dois para saírem por fim da academia.

Enquanto isso Dragneel caminhou para onde ocorreria as aulas extra. “Eu mato aquele velho”.

Continua…

Notas finais
Deixei um testamento nas notas iniciais e no capitulo, acho que chega de vos molestar. Só peço que se lerem o capitulo comentem, já que perderam tempo lendo, não custa perder uns segundos comentando. Bom fico por aqui. Até ao próximo capitulo Minna :) Ps: Podem sempre enviar MP para mim sobre qualquer assunto que queiram ter comigo. (Quanto ao titulo vou tentar pensar em um melhor).Laxus e Mira eu depois explico a história deles.Ps2: Agradeço a minha amiga Feer Chan por ter me ajudado muito no capitulo :)