Notas iniciais
Vamos ao cap de Hoje

Luiza estava desmaiada na minha frente, fiquei desesperada e a primeira coisa que fiz foi pegar um copo de água que tinha na estante de Luiza e jogar algumas gotas nela, sem sucesso. Decidi então pegar álcool, fui até a dispensa da casa e peguei, voltando correndo pro quarto, abri a embalagem e coloquei próximo ao nariz de Luiza, ela não acordava e eu já estava pronta pra gritar por socorro, foi quando resolvi ligar para Sofia, expliquei pra ela o que estava acontecendo e ela me disse que em minutos estava em minha casa. Notei quando Luiza abriu os olhos lentamente, ela parecia perdida procurando onde estava, com muito custo a coloquei na cama e ela me encarou chorosa.

— Como posso ter um bebê agora Manuela?. – Luiza perguntou sem conseguir conter as lágrimas. – Eu vou fazer 17 anos, não completei nem o segundo grau, não tenho um trabalho, não tenho condições nem de pagar o pré-natal, muito menos de sustentar uma criança, que como todos sabem, dá despesa, sem contar que não sou a pessoa mais adequada para ser mãe, mal sei me cuidar, como posso dar conta de um serzinho que vai depender de mim pra tudo? não saberei ser uma boa mãe! – concluiu ela, soluçando.

— Quando o bebê nasce, uma mãe também nasce. – digo a ela. – pensa que nenhuma mãe tem medo? Todas as mães sentem medo, é natural. Mas o amor que brota no peito no momento em que você olhar para o seu bebê vai apagar qualquer insegurança que possa haver, e sentira uma força inexplicável surgir.

— Esse é o processo natural para qualquer mãe que não esteja tão desamparada quanto eu, e que não acabe tendo um filho antes da hora, ainda na adolescência, sem qualquer perspectiva de futuro. – retrucou Luiza.

— Você só vai ficar desamparada se quiser. Não fez o filho sozinha, o pai tem que assumir a responsabilidade e dividir isso tudo com você. – digo a Luiza afim de que ela se tocasse de que deveria contar da gravidez para o Lucas o mais rápido possível.

— Eu não posso obrigar o Lucas a assumir um filho se ele não quiser. – ele diz.

— Mais ele vai querer, tenho certeza que Lucas será um pai babão. – Sofia diz chegando de surpresa.

— Deixa eu adivinhar Sofia, já te contaram a fofoca. – Luiza diz olhando fixamente pra mim.

— Que recepção calorosa Luiza. – Sofia ironizou. – A Manu me ligou desesperada e acabou me contando, vejo que já está melhor.

— Veio saber se é verdade ou pedir pra ser madrinha? – perguntou Luiza.

— Nem uma coisa, nem outra. Vim dizer que nunca imaginei que você fosse tão burra a ponto de não tomar cuidado para evitar uma gravidez na adolescência.

— Já expressou sua opinião e já me insultou, mais alguma coisa? – Luiza cruzou os braços.

— Sim só quero que saiba que pode contar comigo, sou sua amiga e te adoro, mesmo achando que essa gravidez poderia ter sido evitada, se tivessem tomados os cuidados necessários. – Sofia diz sentando ao meu lado na cama.

— Eu sei. – Luiza diz.

— Não costumo ser legal com as pessoas, mas, como a gente é amiga, irmãs e você é minha cunhada, vim dizer que agora que a burrada tá feita, o negócio é sacudir a poeira e dar a volta por cima, e que você pode contar comigo pro que precisar, desde que não queira que eu troque a fralda cagada do seu bebê. – digo rindo. Sofia me olha confusa.

— Eu jamais pediria isso a você Manu. – ela falou rindo também. – mas pra falar a verdade, estou morrendo de medo, não acho que vou dar conta de cuidar de um bebê.

— Por que? – Sofia pergunta.

— Eu nem sei me cuidar direito, não tenho nenhum futuro para oferecer para essa criança, estou emocionalmente instável. Não sei se isso dará certo. – minha amiga respondeu, irritada.

—E qual o problema com você? Acha que eu te aceitei como amiga a toa? Eu não gosto de gente. As pessoas, geralmente, são detestáveis, falsas e dissimuladas. Você não! É autêntica, corajosa, de bom coração, incapaz de apunhalar alguém pelas costas, amiga leal. Não é como a massa de seres humanos desprezíveis, querendo ser legal a todo custo para impressionar a todos e tirar vantagem, você é original. Se o seu filho ou filha tiver um pouquinho que seja do seu modo de levar a vida, será um sortudo. – digo a Luiza, ela me encara por um tempo e depois me abraça.

— Manuela ! Nunca imaginei ouvir um elogio assim de você. Mas, sei que é verdadeiro, porque você não é de sair distribuindo elogios por aí. – Luiza diz assim que se solta do abraço.

— Não mesmo. E não foi um elogio, mas a mais pura verdade. Agora pensa no que eu te falei, respira e toca o barco pra frente, acho que a primeira coisa a ser feita é algo, pra você não desmaiar de novo e depois contar pro Fábio, com o resto da família eu te ajudo. – Luiza concorda e se levanta, ela sente uma leve tontura mas eu e Sofia a ajudamos.

— É Manu você tem razão, vou comer algo, tomar banho e contamos ao Fábio e obrigada pelas broncas e os conselhos amo vocês, não sei o que seria de mim sem vocês, acho que estaria mais perdida do que já estou. – Luiza diz e nos abraça. Logo depois Sofia vai embora falando que contaria da gravidez de Luiza a Guilherme, e assim que desse os dois voltariam a visitar a amiga, Luiza foi tomar um banho e logo depois foi comer algo leve, tomou um chá com biscoitos que ajudavam a diminuir seus enjoos, encorajei minha amiga novamente e falei que estaria do seu lado pro que der e vier.

Notas finais
Espero que estajao gostando da história