Tryin To Find A Reason Why
38 Capítulo XXXVIII – Tryin To Find A Reason Why
Notas iniciais
É incrível como tudo mudou. Meses atrás, Quinn estava triste e procurando uma razão pra continuar. E agora estava ali, com os braços ao redor da sua namorada enquanto conversavam com Russel, Rosa, Leroy e Hiram. Meses atrás, Quinn era apenas uma garota apaixonada por sua melhor amiga. E agora, sua melhor amiga era também a sua namorada. E, quem sabe, sua futura noiva e esposa.
Tudo, realmente, tinha mudado. E, definitivamente, para melhor.
Nesse exato momento, eles estavam comemorando que Rachel tinha passado em NYADA e Quinn estava indo para NYU. Iriam ficar juntas e felizes em Nova Iorque. Quinn tinha conseguido sua bolsa em NYU por seu videoclipe das Cheerios. Ela e Marley se deram imensamente bem depois daquele videoclipe.
A morena tinha entrado com ela em NYU. E Rachel apenas enviou a aplicação e receberam a noticia logo depois. Ela tinha sido aceita. Aparentemente, já estava nos planejamentos de NYADA ter Rachel como uma deles.
Então Leroy e Hiram chamaram Russell e Rosa para jantarem na casa deles para comemorarem. Russell não tinha mais o receio de que Quinn e Rosa se encontrassem. Embora, Rosa ainda fosse um pouco tímida quanto a isso. Mas Quinn conversou com seu pai sobre o assunto e conversou com Rosa quando eles finalmente jantaram em conjunto. Quinn disse que ela ficaria muito feliz em aceitar Rosa em sua família. E Rosa ficou mais feliz ainda em fazer parte da família Fabray.
Quinn também conversou com Russell sobre Judy. Eles choraram muito, mas no final, estavam apenas abraçados com Russell dizendo que tinha muito orgulho da sua menina. Oliver participou dessa conversa, e eles falaram sobre Frannie também. Ele falou que estava de olho em uma garota do seu trabalho no Canadá e que sempre iria amar Frannie.
Mas estava tudo bem. Estava tudo maravilhosamente bem. Rachel estava nos braços de Quinn. Exatamente onde deveria estar.
Quinn não conseguia se conter de tanta felicidade, mas ela estava tentando. Já Rachel, estava praticamente quicando no sofá com um sorriso gigante estampado nos lábios.
Depois do jantar, Russell e Rosa foram para a casa e Quinn insistiu em ficar com Rachel para passar a noite com a morena. Não demorou até que ambas estivessem em cima da cama trocando sorrisinhos e olhares.
— Sabe, eu nunca pensei que um dia teria tudo o que eu sempre desejei. – Quinn murmurou depois de um tempo. – E agora... você está aqui. Comigo. E nós estamos juntas. E, finalmente, tenho tudo que sempre desejei.
Rachel mordeu o lábio e tocou o rosto de Quinn com carinho.
— Eu fui muito idiota no começo. – Rachel começou e colocou a mão na boca de Quinn quando ela ia lhe interromper. – Eu deveria ter percebido dos meus sentimentos por você, antes mesmo do acidente da sua mãe. Foi um erro terrível e que eu fico muito feliz de ter consertado. E tudo ficou ainda pior quando eu me envolvi com Jesse.
— Você estava procurando conforto, e ele estava lá, não se preocupe, eu entendo isso. Claire foi a minha vitima, lembra? – Quinn tentou, mas Rachel apenas balançou a cabeça.
— Quando você me disse que tinha sentimentos por mim... eu deveria ter dito que também tinha sentimentos por você.
Quinn a olhou por um tempo e balançou a cabeça.
— Eu não vou discordar de você porque eu acho que você deveria ter me dito. – Brincou e sorriu ao ver que os lábios de Rachel estavam tremendo para sorrir. – Mas, agora, nós estamos juntas. Isso é o que importa, Rach.
Rachel apenas sorriu.
— Sim, é o que importa.
— Então, mudando de assunto. Porque não fazemos algo mais interessante? – Quinn sugeriu com seu sorriso se tornando malicioso. – Afinal, seu quarto é a prova de som.
Rachel espelhou o seu sorriso.
— Ah, sim. Ele é.
— Hmmm. – Quinn rolou para cima de Rachel e apoiou as mãos no colchão.
— E no que está pensando? – Questionou a morena com o sorriso crescendo.
— Estou pensando que seria um pecado se não aproveitássemos desse quarto. – Sussurrou antes de colar os lábios nos da morena.
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Claire andava pelo restaurante sempre com um sorriso pelo rosto. Falso, mas ainda assim, um sorriso. Servia as mesas com delicadeza e sua carranca voltava sempre que ia para a cozinha. Claro, que todos os seus colegas de trabalho já tinham percebido, mas ela não estava com humor para conversar sobre o assunto.
Uma colega que era garçonete do local tinha faltado. Claire geralmente apenas cantava no restaurante, mas agora estava servindo mesas. Sem falar em todos os pensamentos que circundavam sua mente.
Já tinha se passado uma semana que ela tinha ido até a casa dos Fitzpatrick. Uma semana que não teve sinal algum de Emily. Bem, ela se obrigou a manter contato com Caithlyn. Afinal, a morena ainda era amiga dela antes de Emily confessar seus sentimentos por Claire. Caithlyn não tinha culpa por Claire ser uma pessoa confusa.
— Hey. – Claire levanta os olhos e vê Thomas, um dos seus colegas de trabalho. – Tudo bem?
— Hm. Sim. Tudo ótimo. – Forçou um sorriso. Thomas era um rapaz legal, ela não poderia descontar tudo nele.
— Tem certeza? – Ela apenas acenou e escutou uma risada baixa dele. – Okay, então, tem uma mesa pra você.
Ele aponta para uma mesa mais no fundo e Claire suspira antes de pegar o bloco e a caneta. Praticamente se arrastou até a mesa e forçou um sorriso exagerado.
— Olá! – Cumprimentou e arregalou os olhos ao ver quem estava sentada ali. – Caith? Mas o que...?
Sentada na sua frente estava Caithlyn. Realmente, Claire não sabia como não tinha notado antes. Caith era um verdadeiro pavão. Sempre vestido roupas exageradamente arrumadas. Estava estampado na cara dela que ela era uma mulher vaidosa.
— Oi, Claire. Então, eu quero um cappuccino italiano. – A voz de Caithlyn denunciava que ela estava apenas brincando e Claire revirou os olhos.
— O que faz aqui? – Sussurrou lançando um olhar para o balcão, vendo que ninguém estava prestando atenção nela. – Como soube que eu trabalho aqui?
— Sua amiga. Quinn Fabray? É, acho que é esse o nome.
— Como foi que você falou com a Quinn?
— Telefone? Então, eu falei com a sua mãe e ela me disse que provavelmente essa tal de Quinn, que era sua namorada, e eu não sabia, enfim, ela sabia onde você estava. Então falei com Emily e, aparentemente, ela conhece essa Quinn da aula de biologia no William McKinley. – Caith explica enquanto passava as páginas do cardápio. – Vocês realmente tem especialidade na culinária brasileira?
— Sim, nosso chef é brasileiro. – Claire responde balançando a mão em descaso. Ela nunca tinha tido contato com ele. – Porque você estava me procurando?
— Porque eu quero saber da sua conversa com a minha irmã. Acredita que ela não me falou coisa alguma? – Ela revira os olhos e passa a mão pela franja.
— Acredito.
— Poxa, mas você é chata hein.
— Tanto faz. Porque você veio? – Perguntou mais uma vez, sua paciência desaparecendo. Realmente, Caithlyn conseguia ser pior que uma criança quando queria.
— Bem. – Ela se arrumou na cadeira, cruzando as pernas e olhando para Claire sob a franja. – Emily não está agindo como ela mesma esses dias.
Novamente, Claire olhou sob o ombro, mas ninguém estava com a atenção nela, então sentou-se rapidamente ao lado de Caithlyn e apurou os ouvidos.
— O que aconteceu?
— Ela anda bem pensativa, sabe? Não sai do quarto, não come direito. Mamãe ficou preocupada, então eu tive que vir atrás de você.
Claire se encheu de preocupação e medo. Será que, de algum modo, sua confissão afetou Emily?
— Ela não falou com você? Nem mesmo sobre ter falado comigo? – Indagou em sussurro apressado. Olhou para trás para o balcão, tendo certeza de que ninguém estava percebendo que ela estava sentada.
— Não, eu não a vejo desde aquele dia. Na verdade, eu até a vejo, mas só antes de ela ir para o McKinley.
Claire acenou lentamente, olhando para a mesa de mármore na frente dela. Esperava que toda essa espera valesse a pena.
— Essa semana todos começaram a receber as cartas de aceitação das faculdades, ela teve...
Caithlyn acenou rapidamente, um sorriso se formando em seus lábios.
— Sim! Ela conseguiu Yale! Você acredita? Em sempre tão inteligente. – Caithlyn estava tão feliz pela irmã que não viu o olhar feliz e, ao mesmo tempo, assustado de Claire.
Emily estaria indo para Connecticut. Para longe dela.
— Isso é... muito bom. – Sussurrou, tentando passar toda a felicidade que tinha dentro de si, mas o sorriso de Caith desapareceu ao perceber que Claire não estava tão feliz quanto ela.
— Você não...
— Não. – Negou rapidamente e soltou um longo suspiro. – Não tenho dinheiro para bancar faculdade, Caith. Minha mãe tem o emprego dela aqui em Lima.
— Porque não fala com o seu pai?
— Porque ele me ignora. Claramente não quer ser meu pai. Então, porque eu iria atrás dele para pedir que ele pague minha faculdade? – Sim, ela foi meio ignorante, mas estava sendo sincera. Seu pai, praticamente, abandonou ela e sua mãe, deixando-as em uma situação critica em relação a dinheiro.
— Eu queria dizer que entendo, mas não entendo. – Caith diz e pega as mãos de Claire, segurando-as firmemente. – Você deveria conversar com a Em. Sabe que ela tem sentimentos por você.
— Caith, duas semanas atrás, eu abri meu coração pra ela. Disse que estava amando aquela garota, e ela disse que precisava pensar. – Expôs e viu o olhar pensativo de Caithlyn. – Estou apenas esperando que ela termine de pensar.
Caithlyn soltou uma risada e passou uma mão pela franja, empurrando-a para trás, em vão, é claro, sua franja voltou rapidamente para frente do rosto.
— Emily é bem pensativa quando quer. Deve ser por isso que passou em Yale. – Observou a morena e Claire sentiu um sorriso se espalhar em seus lábios.
Apesar de que Emily ficaria longe dela, sentia um orgulho imenso ao saber que ela passou em uma das melhores faculdades dos Estados Unidos.
— Sim. – Concordou com um suspiro suave, apertou as mãos de Caithlyn e se levantou da cadeira. Lançou um olhar para o balcão, vendo que ninguém tinha percebido que ela tinha sentado. – Vou esperar até que ela venha até mim. Eu disse como me sentia, portanto, está com ela agora.
Caithlyn sorriu suavemente.
— Espero que ela saiba o que está fazendo.
Claire exalou acenando.
— Eu também espero.
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— Até mais, Claire! – Thomas e outra colega acenaram enquanto Claire saia do restaurante.
Ela acenou de volta e passou pelas portas. Seu turno tinha acabado e agora eram oito horas da noite. Ainda estava um pouco claro, então não teve medo de andar até seu apartamento. Seus pés praticamente se arrastavam de exaustão. Atravessou a rua e parou em um parque próximo ao restaurante. Um parque meio abandonado, afinal, só iriam casais cheios de tesão para ficar se pegando pelos bancos e árvores, mas, com sorte, Claire o encontrou vazio.
Sentou-se em um balanço e encolheu-se com o frio. O inverno tinha finalmente chegado, e não, não é uma pegadinha de Game Of Thrones. Realmente, o inverno tinha chegado. Claire odiava, com todas as suas forças, o inverno. Odiava ter que usar tanta roupa pra poder se aquecer.
Tinha a ideia de que, quanto menos roupas, melhor. Nasceu na Califórnia, afinal. E lá o sol não perdoa ninguém. Claire sentia falta do sol quente batendo na sua pele. Nas pessoas com poucas roupas.
Aqui em Lima já é muito mais diferente, afinal, todo mundo usa roupa demais aqui, pelo menos no Verão não é assim. No Verão, as pessoas usam roupas normais, mas não roupas frescas, ou pouca roupa. Apenas roupas normais.
— Queria saber quanto tempo eu vou ter que ficar aqui pra você notar que tem alguém do seu lado?
Claire saltou de susto e levou uma mão até o peito, seu coração acelerado quando encontrou a pessoa ao seu lado.
Emily estava toda agasalhada com um sorriso discreto naqueles belos lábios.
— V-você! Não me assuste assim. Nossa Senhora! Meu coração parece que vai voar pela minha boca.
Emily soltou uma risada alta, fazendo o coração de Claire se acalmar e bater em outro ritmo. Um bem mais calmo. E bem mais feliz.
— Você se assusta bem fácil. – Emily observa e Claire bufa. – Não teria se assustado se não tivesse tão perdida em pensamentos. O que passa nessa sua cabecinha?
Claire corou levemente e desviou o olhar da loira, olhando para algo mais distante na sua frente. Cerrou os olhos com nojo ao ver que tinha um casal bem longe fazendo coisas inapropriadas.
— Aquilo é real? – Perguntou em um sussurro e apontou com a cabeça. Emily seguiu o seu olhar e fez uma careta.
— Acredito que sim.
— Vamos sair daqui?
— Estou bem atrás de você.
E elas se levantaram, saindo do parque e caminhando em uma direção aleatória. Claire realmente não estava afim de ter um destino enquanto a garota que tanto amava estava ao seu lado.
— Como soube que eu estava aqui? – Indagou quando a duvida resolver surgir na sua mente.
Emily corou levemente e suspirou.
— Caithlyn invadiu meu quarto há uns vinte minutos atrás. Ordenou que eu me arrumasse e viesse atrás de você.
Claire a olhou enquanto andavam, um sorriso escapou antes que ela pudesse evitar.
— Caithlyn tava no restaurante em que eu trabalho. Não tem nem uma hora que ela saiu de lá. – Claire esclarece, vendo que Emily estava confusa.
— Ah, isso explica o porquê de ela dizer que você estava em um restaurante, ela ainda disse que você estava miserável porque eu não tinha lhe dado uma resposta. – Emily fala e eu a olho com um sorriso suave.
— Eu estou miserável, Em. – Afirmou e Emily lhe lançou um olhar rápido e sério, antes de desviar exalando com força.
— Pode-se dizer que eu também estou. – Sussurrou olhando para o chão.
— Caith disse que você passou em Yale. Meus parabéns!
Embora sua animação estivesse em falta, Emily lhe lançou um sorriso animado.
— Sim! Eu vou pra Yale. As vezes eu acho que é um sonho e que vou acordar e ver que estou indo pra OSU. – Emily murmura com um suspiro.
— Bem, pense sempre positivo. Você nunca estará na posição que eu estou. – Claire avisa, forçando uma animação exagerada. – Nem pra OSU estou indo!
Emily lhe lança um olhar triste e Claire apenas balança a cabeça.
— Sinto muito. – Emily tenta, mas Claire balança a cabeça mais uma vez.
— Não se preocupa, eu não me importo muito com faculdade, sabe... sou uma aventureira. – Deu de ombros.
Não era uma mentira total, ela realmente não era ligada em faculdades, queria apenas curtir a vida. Mas não iria negar se lhe oferecessem uma vaga em uma faculdade boa.
Emily lhe lançou um olhar antes de exalar.
— E o que vai fazer? – Perguntou curiosamente.
— Ainda não sei. Vou continuar por aqui, ajudando minha mãe a pagar as contas e, quem sabe, eu vá para Nova Iorque quando conseguir juntar algum dinheiro.
— Ah... e onde é que eu fico nesse seu plano?
Claire parou de andar e olhou para a loira. Emily parou na sua frente com um sorriso discreto nos lábios. O coração de Claire batia como louco. Ela olhou ao redor, para ver se mais alguém tinha escutado o que Emily tinha falado.
Tinha algumas pessoas na rua, mas nenhuma delas parecia ter interesse nelas.
— Você está brincando comigo? – Claire perguntou baixinho, se inclinando para frente.
Emily solta uma alta gargalhada, chamando a atenção de algumas pessoas.
— Não, Claire, não tem nem como brincar com isso. – Esclarece a loira, se aproximando e enfiando uma mão no bolso do enorme casaco de Claire. Os dedos frios encontraram os quentes e foi como um choque. – Eu seria meio idiota se pensasse em brincar com isso.
Claire tirou a mão do casaco e apertou os dedos juntos. Seus olhos estavam fixados na sua mão com a da loira. Era incrível como se encaixavam perfeitamente.
— Então... – Tentou falar com suspiro logo em seguida. Seu coração batia tão rápido que não tinha coisa alguma rondando sua mente.
— Minha mãe tem um apartamento em New Haven e... eu realmente não queria morar sozinha em um apartamento tão grande. – Emily confessa baixinho e se aproxima.
Claire olha ao redor mais uma vez, ficando mais nervosa ainda. Não era brincadeira. Emily estava mesmo sugerindo o que ela pensava que estava?
— Você está dizendo que...
— Que quero que venha comigo para Connecticut. – Emily confessa com um sorriso em seus lábios. Claire engole em seco, se controlando para não pular em cima da loira. – Sabe, lá tem umas boas opções de emprego. Da ultima vez que fui, tinha um bar de karaokê bem legal perto do apartamento.
— Em...
— O quê?
— Eu te amo.
Emily deixou um sorriso gigante tomar conta dos seus lábios e soltou um suspiro antes de apertar a mão da morena e se aproximar.
— Eu também te amo, Claire. Demorei duas semanas, mas eu percebi que, realmente, amo você. — Claire estava em êxtase por dentro, mas tentou se controlar por fora, olhando nos olhos castanhos. – Então, o que me diz? Vai comigo? Você pode arrumar um emprego lá e fica mandando dinheiro pra sua mãe. Quem sabe, minha mãe não possa falar com a sua e arranjar um emprego pra ela?
Claire arregalou os olhos e não conseguiu impedir o sorriso idiota que surgiu em seu rosto.
— Você tá falando sério?
— Eu tenho cara de quem gosta de brincar?
E Claire não se conteve, levou uma mão até a nuca da loira e puxou-a para um beijo. Emily se assustou, mas não fez movimento algum para sair do beijo, apenas apertou a mão da morena e afundou nos braços dela com um suspiro.
Claire iria para New Haven! Que provavelmente deve ser mais frio que Lima, mas ela não liga, porque ela tinha um corpo bem quente para lhe esquentar.
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Quinn levantou da cama com uma sensação estranha no peito. Era o seu quarto com as decorações atuais. Ainda de pijama, saiu do quarto e escutou uma risada alta e feminina vindo do andar de baixo.
Seu corpo inteiro esquentou com uma felicidade indescritível. Desceu as escadas lentamente, seu corpo esquentando mais ainda e uma felicidade borbulhando em seu estômago.
— Quinn? Querida? Pode vir, meu amor.
Ofegando, Quinn andou até a sala e sorriu quando encontrou sua mãe e Frannie sentadas em um sofá. Ambas com sorrisos enormes direcionados para ela.
— Mamãe? Fran? – Chamou baixinho e Frannie sentou-se corretamente antes de levantar e erguer os braços pra ela.
— Vem dar um abraço na sua irmã, sua ingrata! – Frannie brinca e Quinn não hesita nem mais um segundo antes de correr e afundar nos braços quentes da sua irmã. – Deus! Como eu senti sua falta.
— Eu morri? – Quinn perguntou baixinho, temendo muito que a resposta fosse positiva. Olhou para sua mãe esperando a resposta, mas ela apenas arregalou os olhos.
— Não! Não mesmo. – Judy levantou-se do sofá e colocou as mãos nos ombros dela. – Você está sonhando, querida.
— Mas... parece tão real. – Tentou, uma tristeza surgindo. Não queria que fosse um sonho, queria que fosse real. Que sua mãe e sua irmã tivessem ali.
— Porque nós queríamos te ver, Quinnie. – Frannie explica e as duas a puxam para sentar entre elas no sofá. – Quero que nos conte sobre Rachel.
— Sim! Soube que vocês estão juntas. – Judy fala com um sorriso e Quinn cora.
— Sim, estamos juntas. E está tudo muito bem. E a amo e ela me ama.
— Ah, sim! Finalmente! – Frannie dá um soquinho no ar, fazendo sua mãe e Quinn soltarem uma risada. – Mas então, soube que você andou fazendo coisas impróprias também.
Quinn corou mais ainda com o sorriso malicioso de Frannie e com a risada de Judy.
— Awn, Frannie olha o que você fez com a sua irmã! – Judy ralha. Quinn estava terrivelmente vermelha. — Mas então, mudando de assunto. Você começou a ir para um psicólogo, não é mesmo?
— Sim. Ollie me convenceu. – Seus olhos foram para os de Frannie, que brilharam.
— Queria dissesse algo pra ele, quando voltar para o mundo real. – Frannie pede e Quinn sente Judy colocar a mão em seu ombro.
— O quê?
— Diga a ele que eu aceitei casar com ele, só não tive tempo de dizer sim. E estou dando-lhe a benção para que ele seja feliz com outra pessoa. – Frannie confessou e Quinn sorriu antes de acenar.
— Vou dizer isso a ele. – Garantiu e sentiu sua mãe apertar seu ombro, fazendo-a olhar para ela.
— E diga ao seu pai, que sempre vou amá-lo, e que ele merece ser feliz com quem ele quiser. – Judy pede e Quinn sente seus olhos aguarem.
Ambas estavam pedindo para seus amores serem felizes sem elas. E Quinn tinha o dever de lhes dizer isso. Nunca esteve tão feliz quanto estava agora.
— Sim, e bom... nós vamos indo agora. – Frannie avisa e se levanta. – É bom saber que você está cuidando da sua vida, exatamente como deve ser.
Judy solta uma risada leve antes de levantar.
— Continue cuidando da sua vida, meu amor.
— Eu prometo a vocês. – Sussurrou antes de ver as duas virando e sumindo em uma grande fumaça branca.
— Quinn? – Abriu os olhos de supetão e encontrou Rachel, completamente nua, sobre ela. – Outro pesadelo?
Quinn balançou a cabeça, sentando-se na cama, e passando a mão pelo rosto, enxugando as lágrimas.
— Não. – Sussurrou e respirou fundo, encontrando os olhos de Rachel. – Não foi um pesadelo.
Rachel franziu o rosto. Quinn gostava de como ela ficava confortável com ela, mesmo seus corpos nus e tão próximos.
— Então, o que foi? Porque está chorando?
Quinn deixou um sorriso tomar conta dos seus lábios.
— Foi um sonho bom. – Responde e levou uma mãe até a nuca da morena, acariciando os fios do cabelo dela com um suspiro. – Mamãe e Frannie estão felizes por mim.
Rachel deu um sorriso suave e amoroso, levando as mãos até o rosto da loira.
— Claro, meu amor. Claro que elas estão felizes.
Quinn puxou a morena para cima dela mais uma vez. Rachel senta-se sobre as pernas da loira e circula o pescoço da namorada com os braços, aproximando seus rostos.
— Pela primeira vez, meu sonho não foi uma memória. Foi quase... real. – Quinn sussurrou e exalou com força. – Elas estavam conversando comigo e... eu poderia pensar antes de falar. Isso nunca aconteceu antes, Rach.
Rachel apenas a olhou intensamente. Prestando imensa atenção em tudo que ela falava até que ela terminasse.
— Nem sei o que dizer meu amor. – Rachel sussurra verdadeiramente, antes de se apertar no corpo pálido da loira. – Provavelmente é porque você está indo para um psicólogo. Talvez seja até mesmo um encerramento.
Quinn piscou e desviou o olhar para os seios delas se apertando uns nos outros. Estremeceu levemente e apertou as mãos no lombar de morena, escutando um gemido baixo.
— É mais provável que seja um encerramento. – Quinn sugere antes de se inclinar para colar os lábios na garganta da morena, escutando um gemido mais alto.
— Porra... – Rache choramingou e escorregou as mãos até o cabelo loiro. – Eu te amo tanto.
Quinn riu conta a pele morena e se afastou para olhá-la nos olhos.
— Eu nunca estive tão feliz quanto estou agora. – Confessou com um sorriso amoroso. – Pela primeira vez, estou satisfeita com tudo.
Rachel lhe deu um sorriso entorpecido antes de cair com os lábios na boca da loira, que a recebeu com muito amor e carinho.
— Diz que me ama. – Rachel praticamente ordenou, fazendo a loira rir contra seus lábios e a morena se afastar para lhe olhar feio. – Você não me respondeu depois que eu disse, Quinn.
— Eu amo você, imensamente.
— Agora sim.
E seus lábios colaram mais uma vez, antes de Quinn deslizar uma mão entre elas e entre as coxas de Rachel.
Enquanto Rachel gemia para ela, a mente de Quinn só conseguia processar o quão apaixonada ela é por aquela morena.
Uma vez, ela se perguntou quando foi que aconteceu. Quando foi que percebeu que estava apaixonada por sua melhor amiga. Ela procurou uma razão do porque ter se apaixonado logo por sua melhor amiga. Uma garota que tinha, praticamente, sido criada como sua irmã.
Com o tempo, ela começou a perceber como foi.
Começa com um olhar rápido. Ou talvez dois. Então vem a preocupação excessiva. Talvez um pouco de ciúmes. Então você se apaixona mais profundamente. E mais profundamente. Enquanto a outra pessoa não tem ideia. E o tempo todo você está apenas sentado lá como um grande idiota.
Quinn apenas teve a sorte imensa de que Rachel retribuía seus sentimentos.
E ela, finalmente, descobriu a razão por ter se apaixonado por sua melhor amiga. E agora a tinha em seus braços em um orgasmo intenso.
Tudo estava maravilhoso.
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