Tryin To Find A Reason Why

13 Capítulo XIII – How To Kiss A Girl


Notas iniciais
Hey! Que sdds de vocês. Então, mais um capítulo aqui, e próximo é um bom capítulo Vim editar o capítulo porque esqueci de agradecer pela linda e maravilhosa recomendação s2 É isso. Boa leitura!

Capítulo XIII – How To Kiss A Girl

Ao entrar no McKinley, a primeira coisa que Quinn fez, foi ir atrás de Rachel. Quando não encontrou a morena no seu armário, correu até o auditório, sabendo que era muito mais provável que ela estivesse ensaiando. Empurrando algumas pessoas do caminho, Quinn entrou pela porta do auditório.

O que encontrou lá não foi tão agradável.

Rachel não estava sozinha. Ah, como Quinn queria que ela estivesse sozinha. Mas Rachel não estava... Jesse estava com ela.

O que eles faziam em cima do palco, foi o que lhe deixou muito mal. Os dois jaziam no chão, Jesse tinha Rachel em cima dele, suas mãos percorriam as laterais do corpo da morena... O corpo que ela tanto queria tocar. O corpo que ela desejava. Deu dois passos para trás e virou para porta.

Ninguém nem tinha percebido que ela tinha entrado. Ao menos era o que ela achava...

Correu. Correu tanto que suas pernas tremiam quando chegou aonde queria chegar. O vento frio tocava sua pele molhada de suor, fazendo-a estremecer. Tinha saído do prédio, andava pelo campo de futebol, seu corpo estremecendo sempre que o vento frio lhe atingia.

Sabia que as lágrimas já escorriam copiosamente, estava sozinha, então não se martirizava por isso. Andou até as arquibancadas e sentou, se curvando para frente e colocando o rosto em mãos.

Ela sabia, mesmo que tentasse muito, nunca iria superar o amor que sentia por Rachel. Nunca iria superar aquela vontade de beijar a morena e de matar Jesse por estar conseguindo tudo o que sempre almejou. Nunca iria parar de amar Rachel Berry.

Um movimento ao seu lado, fez com que seu corpo ficasse tenso. Rezou para que não fosse Rachel. Não iria aguentar as desculpas da morena se ela soubesse que Quinn viu ela e Jesse nos amassos no auditório.

A vontade de vomitar aumentou.

– Eu sinto muito.

Okay, menos mal. A voz não era a melodiosa de Rachel. Levantou a cabeça e encontrou os olhos azuis de Marley.

– Porque?

– Você viu o que nenhuma pessoa apaixonada deveria ver. – Explicou a morena. Quinn apenas suspirou e viu o sorriso compreensível de Marley. – Ninguém merece o que você está passando.

– Talvez eu mereça. – Murmurou, viu Marley a olhar confusa.

– O que você acha que fez para merecer isso?

– Insisti em algo que não deveria. Coloquei na minha cabeça que um dia... um dia ela iria perceber como se sente em relação a mim e iria correr para os meus braços.

– Isso não aconteceu.

– Obviamente.

– Foi por isso que você continuou tão próxima dela, mesmo sabendo que ela não retribuía os seus sentimentos? – Indagou a morena. Seu tom de voz fez Quinn relaxar, era acolhedor, quase como se sua irmã tivesse falando com ela.

– Esse foi o meu maior erro. Não deveria ter insistido nisso. Se tivesse me afastado assim que comecei a entender o que era amor...

– Vocês se conhecem a bastante tempo. – Marley comentou e Quinn assentiu lentamente. – O que mais passa pela sua cabeça quando estão juntas?

Quinn riu sem graça. Tantas coisas passavam pela sua cabeça quando estava com Rachel. Mas a que sempre ficava era: Como seria beijar esses lábios? Como seria ter os braços ao redor dela, não de uma maneira amiga, mas de uma maneira apaixonada?

– Como seria beijar os lábios dela. – Respondeu baixinho. Viu um sorriso nos lábios da morena.

– Você nunca beijou?

– Nunca beijei garotas. – Esclareceu ao ver os olhos azuis arregalados. – E nunca considerei um beijo de um garoto. Não sentia nem uma faísca.

– Deveria beijar uma garota.

Soltou uma risada e olhou para a morena com uma sobrancelha erguida.

– Você já beijou alguma garota? – Zombou e viu quando a morena corou.

– Nunca jogou o jogo da garrafa? É uma dádiva! Já beijei várias garotas só com esse jogo.

Novamente, a loira soltou uma risada.

– Não vejo nada de produtivo nesses jogos. – Comentou e viu a morena a olhar assustada.

– Tá brincando né? Porra! Esses jogos são perfeitos! Melhor ainda quando você acaba a festa sendo pressionada contra a porta do banheiro e uma garota atacando os seus lábios.

Quinn soltou outra gargalhada e viu a morena lhe acompanhar. Marley continuou falando sobre suas aventuras em festas de universidade que seu amigo a levava. Quinn se perdia entre risadas enquanto a morena contava os detalhes. Ficou feliz por Marley estar lá por ela. A imagem de Rachel nos amassos com Jesse tinha ido para a parte de trás da sua mente. Agora ela só pensava em como iria beijar uma garota. E se era diferente de beijar um garoto.

__

Ashley estava ao lado de Quinn. A morena dedilhava o violão e Quinn estava encostada no sofá, vendo ela perdida no que fazia. Elas estavam na biblioteca, e já tinha fechado e como Ashley estava com a chave, chamou Quinn para ficarem conversando.

Enquanto assistia Ashley cantando baixinho, Quinn ficou se perguntando como seria beijar os lábios da morena. A conversa com Marley ficou na sua cabeça por muito tempo.

Olhando para os lábios grossos de Ashley, sua mente viajou para Claire. Claire Young. Lembrou do sorriso preguiçoso da morena, dos lábios finos esticados. Lembrou de como tinham uma facilidade para conversar.

Mas com isso, sua mente viajou para Emily. Emily Fitzpatrick. Os lábios finos de Emily, dos olhos castanhos e divertidos, das histórias da família extremamente ecológico da loira. Mas ela não tinha a mesma química com Emily que ela tinha com Claire. Ou até mesmo com Ashley. E do jeito que a loira conversava com ela, sabia que ela sentia a mesma coisa.

A lista de Rachel voou pela sua mente.

Emily fazia parte da lista. Sarah fazia parte da lista e Ashley também. Mas obviamente Sarah era hetero. Ou bi. Ashley não era hetero, disso ela tinha certeza. Emily deveria ser bi, sua família era muito tranquila. Ela não tinha ideia sobre Claire, mas a morena não estava na lista de Rachel.

– Algo errado?

A voz de Ashley lhe tirou dos pensamentos. Olhou nos olhos azuis e soltou uma risada.

– Nada, só estou pensando. – Explicou tranquila e se recostou no sofá, colocando o braço na parte de trás do sofá. – O que está tocando?

– Bruno Mars... eu não gosto muito, mas essa música não sai da minha cabeça. – Disse a morena.

Okay, talvez Quinn estivesse imaginando como seria beijar os lábios grossos de Ashley. Ela ainda encarava aqueles lábios com as sobrancelhas franzidas enquanto a morena falava sobre onde ela escutou a música.

E, provavelmente, ela não deveria estar se inclinando para a morena, que já tinha parado de mexer os lábios. Quinn só percebeu isso quando olhou para os olhos azuis, que estava quase se fechando. Ashley esperava que Quinn continuasse o que tinha em mente.

Quinn suspirou levemente e cerrou os olhos, encostando o nariz no da morena. Sentia o hálito de Ashley contra seus lábios e estremeceu.

–Fran... – Uma Quinn de oito anos chamou sua irmã, assim que entrou no quarto da mais velha.

– hm? – Sua irmã olhou por cima do livro, os olhos brilhando com divertimento. Ela arrumou os óculos sobre o nariz e sorriu para Quinn. – Aconteceu alguma coisa?

– Eu beijei alguém... – Sussurrou timidamente.

Frannie arregalou os olhos. Fechou o livro e o colocou de lado, se sentando corretamente.

– Rachel? – As bochechas de Quinn coraram fortemente com a sugestão de Frannie, mas a loira mais nova sacudiu a cabeça rapidamente, negando. – Quem então?

– Um garoto da minha sala. – Murmurou sentando na cama ao lado da irmã.

– E você gostou? – Indagou a mais velha. Quinn, novamente, sacudiu a cabeça em negação. Frannie riu levemente e levou uma mão até o cabelo da irmã. – Por que não?

– Meninos são nojentos! – Exclamou a mais nova com uma careta. Frannie gargalhou, seus óculos caindo do rosto enquanto ela ria. – Ele babou a minha boca toda!

Quando viu Frannie rindo, Quinn fez beicinho. Ela não queria que sua irmã risse de algo que ela tinha odiado fazer. Guardou na cabeça que nunca mais – nunca mais mesmo! – ela iria beijar outro garoto.

– Sabe porque você não gostou? – Frannie perguntou quando conseguiu parar de rir. Quinn negou com a cabeça, o beicinho ainda em seus lábios. – Porque não é de meninos que você gosta.

As bochechas da loira coraram mais uma vez.

– Mas... A Rach beija garotos...

O sorriso de Frannie ficou triste.

– Porque Rach não sabe como é legal beijar garotas. – Brincou a loira, Quinn corou mais uma vez. – Quinn.. porque você beijou esse garoto?

– Rach disse que seria legal beijar um garoto... ela já beijou um garoto. Eu queria que o meu primeiro beijo fosse com alguém especial e a Rach disse que só eu podia fazer o momento especial.

Frannie tinha um olhar compreensível quanto pegou a mão de Quinn e apertou entre as suas.

– Esse pode não ter sido o seu primeiro beijo. Pode ter sido a sua primeira experiência com garotos, obviamente você não gostou.

– Então eu posso dar o meu primeiro beijo com quem eu quiser? – Indagou a mais nova, sua cabeça inclinando para o lado adoravelmente.

– É um direito que ninguém pode tirar de você, maninha.

Frannie viu Quinn franzir o rosto e os lábios em pensamente. A loira mais velha deixou um sorriso carinhoso crescer em seus lábios. Sua irmã era adorável.

– Então... eu quero que a Rach seja a pessoa que eu vou dá o meu primeiro beijo! – Exclamou a mais nova. Um sorriso gigante crescendo em seus lábios. Frannie riu e assentiu freneticamente.

– E você terá o seu primeiro beijo com a Rach!

Os olhos de Quinn se abriram e ela estava a um palmo de Ashley. Recuou rapidamente e caiu no chão, girando e sentando com um olhar atordoado. Ashley tinha os olhos arregalados.

– Quinn! Você tá bem?

Quinn ainda olhava ao redor, sem saber o que tinha acontecido. Olhando para a morena mais uma vez, ela viu que Ashley estava meio atordoada. Então ela lembrou que estava muito perto de beijar a morena antes de ter uma lembrança com Frannie.

– Eu- sinto muito Ashley... Preciso ir. – Levantou do chão, ainda meio tonta e foi até a morena, beijando sua testa e pegando a chave ao lado dela para sair da biblioteca.

– Mas... você está bem? – Ashley perguntou atrás dela. Quinn começou a se sentir mal pela morena, ela quase beijou a garota.

– Sim, te vejo segunda. – Disse e saiu da biblioteca.

__

Ela não sabia como tinha chegado até lá. Nem como tinha dirigido até lá. Mas estava na frente da casa de Rachel. Apertou o volante do carro e respirou fundo. Se inclinou para frente e encostou a testa no volante. Seu coração batia tão rápido que a falta de ar começou a lhe atingir.

Respirou muito mais fundo e se jogou para trás no assento.

Não sabia o que estava fazendo ali. Mas deixou que suas pernas lhe guiassem para fora do carro e para a porta da casa de Rachel.

Quando a porta se abriu e a morena estava com os olhos arregalados com a surpresa de encontrar a loira na sua porta, Quinn lembrou da situação que ela encontrou Rachel mais cedo. Engoliu a vontade súbita de gritar com a morena e sair correndo, e apenas sorriu.

– Oi.

Rachel riu sem entender, a morena estava de pijama, uma camisa azul claro com uma estrela e um short branco muito curto, e ela tentava amarrar seu roupão. Quinn engoliu em seco mais uma vez e colocou as mãos nas costas.

– Eu sei que está tarde, mas... eu meio que precisava falar com você. – Falou tudo rapidamente e viu a morena assentir lentamente.

– Sim, já são onze horas, mas não é motivo para você dizer que está tarde. Você já saiu daqui de três da manhã. – Sim, Rachel poderia ainda estar amarga por causa daquela vez que Quinn se irritou e foi para casa.

Quinn riu sem graça.

– É, pode ser, mas...

– Entra logo. – Abriu mais a porta e puxou a loira pelo pulso.

Logo elas estavam no quarto de Rachel. A morena estava desligando a televisão e guardava o DVD na caixa. Quinn riu quando observou isso. A morena virou para ela com a sobrancelha erguida.

– O quê? – Perguntou seca. As sobrancelhas já estavam franzidas.

– Não sei por que você não usa um pen-drive. É tão mais simples! E economiza muito espaço.

Rachel parecia indignada com o que Quinn tinha dito.

– Porque eu iria abrir mão da minha grande coleção de filmes pra transformar tudo em um pen-drive?

Quinn não quis discutir, então apenas balançou a cabeça e ergueu as mãos em rendição. Ela sabia que nunca ganharia uma discussão com Rachel, então nem ao menos tentava.

– Então, porque está aqui? – Rachel perguntou, quando finalmente guardou o DVD e já estava se sentando na cama, de frente para Quinn.

– Eu queria me desculpar por ter levado Ashley para a audição do clube de coral. Deveria ter ao menos avisado.

Rachel a olhou por alguns segundos e desviou o olhar, suas bochechas corando levemente.

– Bom, eu concordo que você deveria ter me avisado do quão boa é a voz da garota...

– Não é melhor do que a sua. – Quinn interrompeu a morena. Sua voz tinha ficado suave e os olhos de Rachel brilharam com o que a loira disse.

– Você não pode simplesmente negar que ela...

– Ela tem uma voz legal, mas nenhuma voz se compara com a sua. – E ela dizia com tanta determinação, e amor que Rachel sentiu seu coração se apertar.

– Quinn...

A loira apenas desviou o olhar levemente atordoada. As vezes ela esquecia que Rachel não lhe correspondia, e simplesmente jorrava amor pela expressão e, principalmente, pelos olhos.

– Mas não foi por isso que vim. – Anunciou rapidamente, apertou as mãos nervosamente e suspirou.

– Porque então? – A voz da morena ainda estava com um tom levemente arrependido. Quinn odiava ver que Rachel estava arrependida.

Mas sua mente desligou. Ela não sabia quais palavras iriam sair da própria boca agora. Seu coração acelerou notavelmente. Suas mãos se apertavam dolorosamente enquanto tentava se controlar para o que iria sair da sua boca. Se levantou da cama e andou pelo quarto, dando leves pulinhos para acalmar o que quer que estivesse acontecendo dentro do seu corpo.

Rachel se inclinou para frente, seu coração também acelerado, e ela não entendia o porque. Vendo que Quinn estava claramente nervosa por causa de algo que iria falar, Rachel só quis se inclinar mais ainda e passar os braços ao redor da sua melhor amiga, abraçar e dizer que tudo ia ficar bem. E que tudo iria melhorar.

Mas ela sabia que não era verdade.

Não estava prestando muita atenção, e por isso, nada lhe preparou para o que saiu da boca de Quinn.

– Eu preciso que você me beije.

E ela só conseguiu arregalar os olhos e guinchar.

Notas finais
É isso! "Mas tia B. não tem fotinha hoje?" Bom, era pra ter, mas eu não consigo colocar mais :v então, pra quem quiser saber que é a Claire: entra no google e coloca Emeraude Toubia. Não vão se arrepender. E esse final o.o eiiitxaaaa. Até semana que vem e aguardo o feedback. Ah e vão lá no meu perfil e deem uma olhadinha na minha fic original s2