Tryin To Find A Reason Why
9 Capítulo IX – These Hands Had To Let It Go Free
Notas iniciais

Capítulo IX – These Hands Had To Let It Go Free
Rachel não sabia se a decisão que tinham tomado era a certa. Mas ela sabia que se essa decisão não tivesse sido tomada, Quinn não estaria falando com ela. E nem mesmo olhando para a cara dela. Mas... por algum motivo... Rachel não queria que Quinn deixasse de amá-la.
Sim, isso é muito egoísta.
E ela não sabia explicar o porque de querer o amor da sua melhor amiga. Quinn sofria com o amor que sentia por Rachel. A morena deveria se lembrar disso sempre que pensava em tal coisa. Lembrar de como Quinn lhe disse que não queria ter esses sentimentos.
Sim, isso doeu muito em Rachel.
– Tudo bem? – Seu namorado lhe perguntou.
Ela tinha esquecido que tinha chamado Jesse para estudar na sua casa.
– Sim. – Afirmou simplesmente e voltou os olhos para o notebook, estranhou quando seus olhos encontraram os de Quinn. Quando foi que ela fechou tudo e deixou no desktop?
– Tem certeza? Faz uns vinte minutos que encara a tela do notebook com esse olhar hipnotizado. – Jesse indaga e Rachel levanta os olhos para ele novamente.
Jesse estava sentado em sua cadeira da escrivaninha, com o notebook confortavelmente apoiado nas pernas. Rachel achou estranho que ela não estava feliz por estar com o seu namorado. O que mais assustou ela foi que ela queria que ele fosse embora.
Balançou a cabeça e sorriu para o seu namorado.
– Só estou um pouco cansada, sabe como é, tudo aquilo com Quinn apenas me desgastou. – Murmurou suspirando para enfatizar o que disse. Mesmo não sendo uma mentira completa. Ela estava emocionalmente cansada, tudo o que ela queria era deitar e pensar em tudo o que aconteceu, pensar se estava ou não, feliz com o resultado da conversa.
– Sinto que esta é a minha deixa.
Rachel se sentiu mal e culpada quando o viu fechar o notebook e levantar da cadeira.
– Você não precisa ir. – Ela tentou, mas Jesse apenas riu e se aproximou da cama com um sorriso.
– Não se preocupe, meu amor. – Ele se inclinou para beijar seus lábios. E ela o recebeu com carinho. – Preciso ficar com a minha mãe, ela ainda está mal por causa do meu pai.
– Quer que eu vá com você?
Ela não queria, mas como uma namorada dedicada, ela teria que oferecer isto.
Jesse apenas riu e se inclinou para beijar sua testa. Rachel fechou os olhos e fez um beicinho. Ela não queria se sentir mal por isso.
– Não se preocupe, querida.
E quando Jesse foi embora, ela sentou na cama e ficou olhando para a foto que tinha como plano de fundo do notebook. Era ela e Quinn, abraçadas. A loira tinha o braço esticado enquanto segurava a câmera, apontando para elas. Rachel tinha a cabeça no peito da loira, e um sorriso quente. Elas estavam muito agasalhadas, e ao redor delas tinha muita neve. O cabelo de Quinn estava muito grande, e usava um gorro branco, que destacava os seus olhos, deixando-os mais claros. E foi isso que chamou a sua atenção, os olhos de Quinn estavam tão claros e tão verdes.
Era uma foto que quando Rachel viu pela primeira vez, ela colocou em todo lugar. No seu armário, no seu computador, no seu celular. E ainda tinha revelado a foto e colocado em um quadro, pendurando-o na parede.
Balançou a cabeça e fechou o notebook, se jogando para trás na cama e fechando os olhos.
Ela não conseguia nem ao menos entender a si mesma.
__
Sentou no sofá assim que entrou na sala do clube do jornal. Sam estava jogado no sofá com o notebook no colo enquanto digitava freneticamente. Quinn se inclinou para ver o que ele digitava, e bufou quando viu que era mais uma matéria sobre o time de futebol do McKinley.
– Porque mesmo só falamos dessas coisas? — Perguntou quando viu o sorriso no canto dos grandes lábios de Sam.
– Porque o jogo é hoje à noite, e é o que as pessoas querem ler.
Quinn revirou os olhos e olhou para o teto da sala.
– Não podemos falar sobre coisas que não acontecem. — Marley comenta do outro lado da sala, ela também digitava freneticamente.
– E o que você está escrevendo? — Quinn indagou, vendo os olhos azuis da morena fixarem nela.
– Meu trabalho de inglês.
Sam riu ao seu lado e Quinn bufou mais uma vez. Levantou do sofá e andou até a sua mesa, sorrindo ao ver a sua plaquinha que Sarah tinha feito. Sentou na cadeira e girou duas vezes antes de parar e cerrar os olhos para o notebook.
– O que eu tenho que fazer?
Marley girou a cadeira e sorriu divertida para Quinn.
– Ainda não decidimos com o que você vai ficar.
Deixou a cabeça cair na mesa e respirou fundo.
– E onde estão Tina e Sarah?
– Entrevistando a cozinheira. — Sam responde dando um sorriso para o notebook.
– Pessoal! — Blaine entrou na sala com os braços cheios de papeis.. Ele fechou a porta e andou até o final da sala, colocando os papeis ao lado da impressora. — Isso é pra impressora, as folhas são de A3.
– É isso que você queria falar? — Marley perguntou com a sobrancelha franzida. Girou a cadeira para Blaine. Quinn fez o mesmo. Sam apenas olhou para Blaine.
– Oh! Sim. Quinn! — Ele apontou para a loira que arregalou os olhos. — Eu já sei o que você poderia fazer.
– O quê? — Perguntou se inclinando para frente.
– Conhece o Vocal Adrenaline?
Se ela conhecia o Vocal Adrenaline? Ela quase riu com isso.
Rachel falava tanto sobre o Vocal Adrenaline para ela. A morena era obcecada por eles. Sempre falava como ela queria ganhar deles. "massacrá-los com o seu talento!" era o que sempre dizia. Quinn apenas sorria e observava como Rachel se perdia no que falava.
– Claro que eu conheço. — Bufou rindo e se arrumou na cadeira. — Sou amiga de Rachel Berry. Como não iria saber?
Blaine riu com isso e se aproximou dela, sentando em sua mesa. Isso fez com que Marley virasse para o notebook e voltasse a digitar, e Sam se inclinasse para trás fazer a mesma coisa.
– Então, Kurt fica me dizendo que as Seletivas estão próximas, e que o Vocal Adrenaline tem uma arma secreta. Ele diz que sempre quis saber quem é a arma secreta, e todos sabem dessa arma secreta.
– Você quer que eu descubra quem é. — Deduziu com um sorriso de canto.
– Sim! E você irá escrever sobre isso no blog. E também gravará um vídeo.
– Um vídeo de quê? — Franziu as sobrancelhas e recostou na cadeira.
– Eu não sei. — Ele franziu o rosto e passou a mão pela barba que estava crescendo. — Mas seria interessante se alguém fosse com você.
– Alguém?
– Alguém que sabe manejar uma câmera.
– Não conheço ninguém.
– Eu conheço.
Quinn franziu os lábios e viu Blaine se levantar, indo até a própria mesa e pegando o celular.
– Ele deve chegar aqui em alguns minutos. — Levanta os olhos para ela com um sorriso. — Só assim nós vamos conseguir a atenção que tínhamos antes.
– Mas... você quer atenção através do clube do coral? Sendo que ninguém dá atenção para o clube do coral.
Blaine assentiu e se aproximou dela mais uma vez.
– Porque, o que nós vamos fazer, vai nos ajudar, e ajudar o clube do coral.
– Como é que vai funcionar?
– Se essa "arma secreta" — Ele realmente usou as aspas. — for realmente uma arma secreta, e se o New Directions derrotar o Vocal Adrenaline nas Regionais...
– Então, você quer que nós mostremos o quão boa é a arma secreta do Vocal Adrenaline, para depois que o New Directions ganhar deles...
– Todo o credito será dividido entre o Jornal e o Coral.
Quinn riu e balançou a cabeça.
– É um plano interessante.
__
– Qual o seu nome mesmo? — Quinn perguntou para o garoto sentado na sua frente.
Ele tinha o cabelo loiro que escurecia nas raízes e nas pontas. Seus olhos eram um castanho claro, levemente mel. Ele tinha a pele clara e uma barba mal feita. Era um rapaz bonito, se Quinn não fosse gay, ela, certamente, estaria dando em cima dele, mas não sentia nada quando olhava para ele.
– Craig Manning — Ele responde, sua voz grossa e divertida. Craig tinha os olhos arregalados e segurava uma filmadora nas mãos, passando-a de uma mão para a outra.
– Okay... Craig. — Quinn se inclinou para frente.
Ainda estavam na sala do Jornal, todos tinham ido embora para almoçar e Quinn chamou Craig para que conversassem. Pelo o que ela tinha entendido, Craig era bom em edição de filmagem e tudo que envolvia uma câmera.
– Quando você está livre? — Perguntou vendo Craig cerrar os olhos, parecendo pensar.
– Qualquer dia está bom para mim. — Ele responde, dando de ombros.
– Okay, então... amanhã nós vamos depois da aula.
Craig assentiu e sorriu para ela. Era um sorriso meio idiota, como se ele estivesse feliz por estar trabalhando com aquilo.
– Muito obrigada por isso, sério. — Ele diz e balança a cabeça, levantando da cadeira e acenando para ela.
– Não tem que me agradecer, apenas me mostre o quão bom você é no que gosta de fazer.
E viu o sorriso no rosto do garoto de novo, e riu com isso.
– Muito obriga...
– Apenas vá comer, Craig. — Ela diz e se recosta na cadeira.
Craig ri passando uma mão pela nuca e indo até a porta. No momento em que ele sai, Rachel entra com um olhar curioso para a porta.
– Quem é? — A morena pergunta apontando par a porta.
Quinn apenas balança a cabeça em resposta.
– Okay, então... achei que íamos almoçar juntas hoje. — Rachel lhe lembra e Quinn fecha os olhos lembrando que tinha marcado isso com a morena. — Passei muito tempo esperando você.
Ela até iria almoçar com Rachel, mas sempre que pensava na morena, lembrava que ela prometeu que iria tentar superar os sentimentos que tinha por ela. Ela realmente estava tentando. Mas sempre que via Rachel, seu coração acelerava e um sorriso idiota aparecia em seu rosto, e isso era um sinal claro de que ela não conseguiria superar a morena muito fácil.
Mas, dessa vez, ela realmente esqueceu de que tinha marcado um almoço no auditório com Rachel. E escutar que a morena tinha ido e esperado por ela, fez seu peito doer pela morena. Pensar no que Rachel deveria ter pensado quando ela não apareceu.
– Eu realmente esqueci. — Murmurou e se levantou da cadeira, passando pela mesa da Marley e fechando notebook que a morena tinha esquecido aberto. — Estava meio que entrevistando o nosso câmera.
– Oh... — Rachel assentiu lentamente e andou até o sofá, sentando-se com as pernas juntas. — Não está com fome?
Quinn franziu as sobrancelhas e deu de ombros.
– Um pouco, mas consigo aguentar até chegar em casa.
Rachel não pareceu gostar da resposta, mas assentiu.
– Você vem na minha casa depois da aula?
Quinn respirou fundo e se encostou na mesa de Marley, cruzando os braços e desviando o olhar. Fixando-o no chão.
Rachel observou Quinn atentamente. Ela sabia que a loira estava hesitante para fazer qualquer coisa que fosse relacionado a ela. E isso estava lhe matando por dentro. Comprimiu os lábios e sorriu tristemente para Quinn. O vento frio entrou pela janela aberta e Rachel cruzou os braços, estremecendo.
– Não precisa ir se não quiser. — Murmurou, se inclinando para trás e desviando o olhar para o quadro com fotos e anotações que tinha ao seu lado.
– Olha, Rach, não é fácil...
Rachel riu sem humor e se levantou do sofá, indo até Quinn com um sorriso. Um sorriso triste, que fez com que Quinn sentisse seu coração doer.
– Eu posso ficar longe de você, se quiser...
– Eu não quero, Rach. — Quinn se aproximou da morena, passando os braços ao redor dela.
Instantaneamente, Rachel passou os braços pelos ombros de Quinn, enterrando o rosto no pescoço da loira. Quinn sabia que Rachel estava precisando disso, sabia que ela precisava do carinho. Ela sabia porque... porque também precisava dos braços de Rachel.
– Eu vou para sua casa depois da aula, vou te contar algumas coisas que Blaine quer fazer para ajudar o Jornal e o clube do coral. — Sussurrou, colocando os lábios no cabelo de Rachel e fechando os olhos, sentindo seu peito apertar com a vontade de beijar a morena.
Rachel não disse nada, apenas se apertou mais em Quinn e fechou os olhos, apertando o suéter da loira em mãos. Bem apertado.
– Você me perdoa? — Rachel sussurrou depois de um tempo nos braços da loira.
Quinn se separou de Rachel para olhá-la nos olhos. A morena tinha esses olhos brilhantes, cheios de lágrimas e o rosto regado em arrependimento.
– Perdoar por quê? — Quinn indagou, passando os polegares sob os olhos da morena, limpando as lágrimas recém-derramadas.
Rachel apertou os olhos fechados, mordendo o lábio inferior com força antes de abri-los novamente e olhar profundamente nos da loira.
– Por não te amar do jeito que você deseja.
Quinn fechou os olhos e passou os braços ao redor da morena mais uma vez, trazendo-a para o seu corpo e enterrando o rosto no cabelo escuro da morena.
– Eu te amo, e não vou conseguir parar de te amar. — Sussurrou, apertou Rachel em seus braços, sentindo os braços dela em sua cintura. — E eu sei que você me ama... não do jeito que eu quero, mas é o suficiente para me fazer continuar vivendo tranquilamente.
Rachel apenas respirou fundo e se apertou em Quinn.

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