Tryin To Find A Reason Why
34 Capítulo XXXIV – I Know
Notas iniciais

Capítulo XXXIV – I Know
Estou bem. Papai pediu pizza para jantar. Não quer vir aqui depois da aula? Eu amo você e estou te esperando – Q.
Era o que tinha escrito na tela do seu celular. Depois que mandou uma mensagem para Quinn, não esperou uma resposta, guardou o celular na bolsa e esperou a aula acabar. Quando parou no armário e mexeu na bolsa para tirar o celular viu que tinha uma mensagem de Quinn. Seu coração parou por alguns segundos. Várias coisas passaram por sua mente enquanto desbloqueava o celular e clicava no ícone da mensagem.
Não sabia se deveria abrir. Então fechou os olhos por alguns segundos, sabendo que a mensagem já estava aberta no celular. Tinha medo que Quinn tinha lhe rejeitado. Tinha muito medo. Tinha certeza de que não aguentaria se a resposta fosse negativa.
Mas ficou muito surpresa quando abriu os olhos e encontrou a resposta de Quinn. E ela ainda disse que a amava!
— Então está tudo bem? – A voz de Santana a tirou do torpor.
Acenou repetidas vezes e um sorriso se esticou em seus lábios.
— Ela me chamou pra sua casa. – Disse com a voz pingando felicidade.
Quinn não estava lhe afastando!
— Ainda bem que essa vadia arrumou as bolas. — Rachel tirou os olhos do celular para lançar um olhar repreensivo para a latina. – O quê? É verdade! Ela estava toda cheia de drama de um lado pro outro.
— Por favor Santana... – Pediu revirando os olhos e desbloqueando o celular que tinha bloqueado novamente. – Você sabe os motivos dela.
— Não todos, mas o suficiente pra achar que é besteira.
— Não é besteira, Santana. – Rebateu com os olhos ainda no celular.
— Tá, tanto faz. Pelo menos ela tem bolas o suficiente pra mandar uma mensagem pra você.
Rachel soltou uma risada e voltou os olhos pra latina.
— Eu que mande uma mensagem pra ela. E essa foi à resposta. – Mostrou o celular para Santana que franziu o cenho e revirou os olhos.
— Nem é grande coisa. – Resmungou e cruzou os braços se encostando no armário ao lado de Rachel enquanto a morena guardava o livro de álgebra. – Então? Você vai pra casa da Fabray?
— Sim.
— Sim? Só isso? O que aconteceu com a Berry faladeira?
Isso é ótimo! Estarei indo para sua casa quando as aulas acabarem. E fico muito feliz ao saber que vocês estão bem. Eu também amo você, meu amor. – Rae.
— Ela está falando com a namorada que a ama muito. – Rachel retrucou ainda distraída, mas escutando tudo o que Santana falava.
A latina bufou e revirou os olhos.
— Nem sei por que estou aqui falando com você. Tenho uma reputação para defender.
— Vai lá com a sua reputação. – Rachel debochou finalmente retirando os olhos do celular para sorrir para Santana. – Minha namorada está falando comigo.
— E eu com isso? Eu tenho uma namorada muito mais gostosa me esperando no vestiário, porque iria me interessar pela vida melosa que você tem com a Fabray?
— Então o que ainda está fazendo aqui? Na verdade, porque veio aqui em primeiro lugar? – Rachel questionou com uma sobrancelha erguida. Um hábito que tinha adquirido de Quinn. E ela adorava.
Santana deu de ombros com um bufo.
— Tá, tanto faz. Quer carona pra casa da Fabray? – A latina perguntou e Rachel sorriu gigante pra ela. – Isso é um sim? Claro. Não tenho prática depois da aula, esteja no meu carro assim que a ultima aula acabar.
Revirando os olhos, Rachel soltou uma risada. Sabia que Santana se preocupava com seu relacionamento. Até porque ela se preocupava com Quinn, porque se fosse somente por Rachel, ela iria simplesmente ignorar. Mas acreditava que esse seria um grande passo para uma amizade com a latina. E esperava que sim, porque ela realmente considerava Santana uma amiga de verdade. Mesmo com suas loucuras.
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Suas aulas passaram rápido. Logo ela estava em frente ao armário guardando o livro de inglês e retirando o de historia. Guardou na bolsa e caminhou até a saída do McKinley. Tinha se atrasado para sair da sala, e temeu que Santana já tivesse ido embora. Ficou surpresa ao ver que Santana estava lhe esperando encostada no Prius preto ao lado de Brittany. Elas conversavam distraidamente quando Rachel se aproximou.
— Não achei que fosse me esperar. – Rachel murmurou com um sorriso em seus lábios quando parou na frente das líderes de torcida.
— É, pois é. Britt, me fez esperar. – Santana disse e beijou a bochecha da namorada antes de entrar no carro. – Agora ande logo, Hobbit!
— Sant!
Rachel soltou uma risada quando Brittany lhe lançou um olhar repreensivo e elas entraram no carro. Rachel atrás e Brittany ao lado de Santana. Sorriu carinhosa quando viu que no caminho para sua casa, Brittany acariciava a nuca de Santana e latina ronronava baixinho. Ela queria chegar a esse ponto com Quinn.
Ao parar o carro em frente a casa de Quinn, Santana soltou alguma piadinha sobre ser taxista e cobrar quarenta pelo trajeto, que logo foi cortada por Brittany que beliscou sua nuca. Rachel agradeceu rápido e beijou a bochecha de Brittany antes de sair do carro e caminhar para a entrada da casa de Quinn.
A porta abriu antes mesmo que pudesse tocar na maçaneta. Mas não era Quinn que estava na sua frente, e si um homem alto de barba bem feita e olhos azuis. Oliver Benson.
— Ollie? – Rachel perguntou meio confusa. Fazia sete anos que não se viam. Da ultima vez que ele apareceu em Lima, Rachel estava em Nova Iorque com seus pais para uma viagem em família.
Oliver sorriu de canto para ela. Aquele sorriso que matava qualquer um de amores. Mas Rachel já morria de amores por outra pessoa. Mesmo assim, deu um passo para frente e envolveu a cintura do rapaz com os braços.
— Ah, eu senti muito sua falta, baixinha. – Ele confessou apertando-a em seus braços. Rachel quis se soltar dele pelo apelido, mas ele apenas a apertou. – Nem tente, estou matando as saudades.
— Eu não sou baixinha. – Reclamou sabendo que seria em vão. Ela era baixinha, mas ninguém precisava ficar lhe dizendo isso sempre. Já bastava Santana deixar claro que não aprecia, mesmo não sendo muito maior do que Rachel.
— Sim, você é. Sempre será. – Ele retruca e a solta com uma risada rouca. – Agora entra, Quinn está saltando pelo carpete com vontade de te ver desde que mandou a mensagem.
Quinn estava ansiosa para encontrá-la? Suas pernas ficaram trêmulas quando Oliver a guiou até a sala.
Pela primeira vez em sete anos, a sala não era um ambiente depreciativo. Quando Rachel entrou na sala, seu queixo caiu ao ver duas caixas de pizza no chão em cima do tapete. O Xbox 360 de Quinn ligado na tevê, Russell jogado no chão enquanto jogava algum Mortal Kombat – sim, ela conhecia esses jogos, afinal, namorava Quinn, que apesar de raramente jogar, sabia de tudo o que acontecia no mundo dos jogos – e Quinn estava com o outro controle os olhos vidrados na tevê.
Lembrou bem quando foi o aniversário de seis anos da morte de Frannie e de Judy. Foi péssimo. Ela se sentia mal só de entrar na casa. Sentia as paredes lhe encarando e o chão frio. Quinn trancada no quarto e Russell na sala assistindo algum filme de ação com uma garrafa de cerveja na mão.
— Isso é...
— Estranho? Sim. Estamos tentando transformar esse dia em um dia bom. Não ruim. – Oliver explica baixinho e Rachel acena lentamente.
— É muito bom. – Sussurrou com um sorriso suave se esticando por seus lábios.
Quinn provavelmente escutou sua voz, então virou o rosto e sorriu para a morena. Rachel sorriu de volta, sentindo o corpo inteiro tremer de animação.
Quinn está sorrindo pra mim!
A loira levanta do chão e Oliver pega o controle, sentando ao lado de Russell e voltando a jogar. Rachel não tira os olhos de Quinn, que se aproximava dela e segurava seu rosto.
— Me perdoa? – Quinn pediu e Rachel quase desmaiou com a proximidade e com o hálito de pizza. Ela era tão apaixonada por essa garota.
— Perdoar o que? – Perguntou ligeiramente embriagada. Amava quando Quinn ficava tão próxima. E seu corpo inteiro só queria grudar nela e nunca mais sair.
— Por ter me afastado. Você não merece isso. – A voz de Quinn fica mais rouca quando ela aproxima mais o rosto do da morena e seus lábios roçam ligeiramente. Ela abre a boca pra continuar a falar e Rachel fecha os olhos para não revira-los em êxtase. – Eu te amo muito, me perdoa?
Rachel não conseguiu processar coisa alguma, então enlaçou o pescoço de Quinn e colou seus lábios com um gemido profundo. Quinn abraçou sua cintura e moveu seus lábios contra os da morena, chupando-os com volúpia e apertando o corpo de Rachel contra o seu.
Estava tudo bem. Tudo estava perfeitamente bem. Rachel estava nos braços de Quinn e a loira estava beijando-a com muita vontade. Então estava tudo bem. Elas estavam bem.
Separando um pouco o rosto do da loira, seus olhos se encontraram e Rachel engoliu em seco. O gosto de pizza ainda estava na sua boca e ela lambeu os lábios, uma risada querendo escapar, mas logo ficou séria.
— Você acredita que eu te amo?- Perguntou com a voz vacilante. Seus olhos presos e trocando uma enxurrada de emoções. Quinn respirou fundo e fechou os olhos por alguns segundos, antes de sorrir. Abriu os olhos e encontrou os da morena.
— Meu coração acredita. – Sussurrou verdadeiramente. Demonstrando o tamanho do amor que sentia, e também demonstrando que seu coração realmente acreditava, e isso bastava. – Isso é o suficiente pra mim.
Não era a resposta que Rachel esperava, mas era a que ela precisava. Sorriu imensamente e enterrou os dedos nos fios loiros, puxando Quinn para mais um beijo longo e languido. Até que Oliver gritou para que elas parassem de se pegar e Russell deu altas gargalhadas.
Nem parecia que hoje fazia sete anos desde que Frannie e Judy tinham deixado essa casa e esse mundo. Mas tudo estava bem. Quinn estava sorrindo pra ela, e era verdadeiro.
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— Como você está?- Quinn sussurra quando as duas estavam deitadas na cama da loira. Não tinham feito nada além de ficar se encarando e sorrindo.
— Bem. – Respondeu e esticou a mão para tocar o queixo da loira com a ponta do indicador e do polegar. – Melhor agora, que você está aqui comigo.
Quinn soltou uma risada leve e correu os dedos até o pulso da morena, segurando-o e levando-o até seus lábios. A pulsação de Rachel estava acelerada, e Quinn sabia que esse o seu efeito sobre a morena.
— Leroy encontrou o meu pai no mercado ontem. – Quinn começou a falar com os lábios ainda grudados no pulso da morena, sorrindo ao ver que ela desviou o olhar do seu. – Shelby continua ligando?
— Sim. – Suspirou pesadamente e fechou os olhos por alguns segundos. – Ela quer me encontrar de novo.
— E você não quer ir?
— Claro que não! – Rachel se afastou e sentou na cama com um bufo. Quinn se arrumou e sentou com as costas na parede. – Ela vai ficar tentando me convencer mais uma vez. E eu odeio isso.
Quinn acenou lentamente, observando Rachel sentar de costas para ela e respirar fundo. Aguardou até que Rachel estivesse pronta para virar e conversar sobre o assunto. Não demorou até que ela o fez. Virou lentamente e olhou para Quinn com os olhos grandes.
— Em algum momento você atendeu o telefone? – Quinn perguntou e Rachel olhou para a cama.
— Não.
— Porque não?
— Porque eu já sei o que ela vai falar! É sempre a mesma coisa. Ela quer se redimir comigo, mas fala uma besteira logo depois. Não aguento isso.
Quinn apenas sentou lá. Rachel balançou a cabeça e a loira pegou sua mão, puxando-a para perto de si.
— Você acredita que ela te ama? – Perguntou baixinho e Rachel deitou a cabeça em seu peito, suspirando tranquilamente.
— Não sei se acredito em qualquer coisa que vier dela.
Sorrindo suavemente, Quinn passou os dedos através do cabelo castanho.
— Isso vem da sua cabeça ou do seu coração? – Indagou curiosamente e Rachel se afastou um pouco para olhá-la nos olhos.
— Como assim?
Soltando uma risada leve, Quinn pensa no que Oliver lhe disse no dia anterior. As vezes sua mente duvida do amor que a outra pessoa sente, mas seu coração sempre vai saber o que fazer.
— Tire um tempo para pensar no seu coração, Rach. – Pediu com um sorriso suave e carinhoso. Rachel ainda lhe encarava curiosamente. – Ele sempre vai saber o que fazer e sempre saberá das coisas primeiro que você.
Rachel ficou encarando-a por alguns segundos. Quinn tinha um sorriso suave no rosto enquanto devolvia o olhar da morena. Esperava que Rachel assimilasse o que ela quis dizer para poder falar alguma coisa.
— Quem te disse essas coisas? – Ela perguntou genuinamente curiosa.
— Oliver. – Respondeu simplesmente, dando de ombros e sorrindo. – Ele é bem sábio com as palavras.
— E o que mais ele te disse? – Questionou com a voz ligeiramente rouca e Quinn desviou o olhar para o outro lado do quarto.
Respirou bem fundo. Ainda não estava pronta para isso, mas sabia que é o que deve fazer. Então finalmente disse:
— Me convenceu a ir para um psicólogo. – Sussurrou com um suspiro logo no final.
Rachel arregalou os olhos e subiu em cima da loira, sentando no seu quadril e apoiando as mãos na cama.
— Como assim ‘convenceu’?
— Isso que você ouviu. – Sorriu e viu Rachel sorrir de volta, só que bem maior.
— E você vai?
— Ele me convenceu, Rach. Não escutou? – Brincou e Rachel soltou uma risada. Se inclinou e colou os lábios com os da loira.
— Eu te amo. – Sussurrou e separou para olhar nos olhos de Quinn. – Te amo muito.
Quinn sorriu confiante e levou as mãos até o quadril da morena, encarando-a de volta quando disse:
— Eu sei. E eu também te amo.
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