Tryin To Find A Reason Why

20 Capítulo XX – She Went To A Date


Notas iniciais
Olá! Trouxe aqui para vocês mais um capítulo. Mas antes, vou pedir que por favor, leiam as notas finais. É isso. Boa leitura.

Capítulo XX – She Went To A Date

Duas semanas haviam se passado desde o incidente no Riff Off. Rachel ainda estava marcada por Claire Young cantando a sua música. Como ela ousa cantar a sua música! Rachel Berry é a única que pode cantar essa música! Não uma qualquer como Claire Young! Quem era Claire Young nos palcos da Broadway? Ninguém! Rachel já tinha pisado nos palcos da Broadway! Claire nunca pisou!

– Algum problema, meu amor? – Arregalando os olhos Rachel vê que Jesse estava na sua frente com uma expressão confusa e preocupada. – Está resmungando coisas... está passando mal?

– Não! É que... estava pensando em algumas músicas para as Seletivas. – Responde rapidamente, forçando uma risada e vendo que Jesse já não estava mais prestando atenção nela.

– Eu pensei em músicas incríveis para o meu solo. Quero cantar Queen! Tenho certeza de que represento Freddy Mercury perfeitamente...

E ele continuou falando, Rachel se distraiu e viu que Finn estava parado no armário olhando para ela atentamente. Avisando que iria conversar com um amigo para Jesse – mesmo que ele não tenha lhe escutado – ela saiu para ir conversar com Finn.

Assim que se aproximou dele, Finn a puxou para a sala do coral, fazendo-a ficar mais confusa. Assim que entraram, Finn se virou para ela com as feições irritadas.

– Porque é que a Quinn saiu em um encontro no sábado passado? — Indagou sarcasticamente.

Rachel não sabia disso. Não sabia que Quinn tinha tido um encontro. Ela tinha conversado com a loira na sexta a noite, elas tinham assistido um filme junto com o Russell. Quinn não tinha lhe dito nada sobre um encontro. Sentiu seus olhos arderem e engoliu o bolo que se formava na sua garganta, respirando fundo, levantou os olhos para Finn e suspirou mais uma vez.

Não queria acreditar no que estava sentindo agora, por isso, fez o possível para ignorar e responder a pergunta de Finn.

– Não, eu não sabia. – Engoliu em seco, não conseguia acreditar que Quinn poderia ter mentido para ela. Um aperto em seu peito a fez suspirar. – E como você soube disso?

– Ela me ligou depois para me contar como foi. – Finn explica, seu tom suavizando tanto quanto a sua expressão, era como se ele estivesse percebendo o que se passava dentro da morena.

– E como foi? – Rachel perguntou, ela não sabia porque, mas realmente queria saber. Queria saber se foi ruim, se Quinn tinha odiado e se ela ainda iria sair de novo com aquela garota. Ou se ela amou e elas estavam juntas agora.

Finn apenas balançou a cabeça e foi se sentar na cadeira, seus olhos fixos na morena.

– Quando é que você vai finalmente colocar para fora o que está sentindo? – Ele indaga realmente curioso e confuso. Rachel conseguia entender, ele queria ver Quinn feliz, e por algum motivo, ele acreditava que a morena era a felicidade da loira.

Mas Rachel tinha certeza de que não era.

Se ela fosse a felicidade de Quinn, não teria esfregado seus namorados na cara da loira por tanto tempo, e ainda brigado com ela quando ela admitiu que seus sentimentos por Rachel eram mais do que uma simples amizade. Rachel realmente não conseguia tirar da cabeça a dor nos olhos de Quinn quando lhe contou.

– Porque eu estou com Jesse agora. – Disse simplesmente. Ficou surpresa que sua voz tinha saído tão automática. Era uma excelente atriz, mas por algum motivo, quando estava com Finn, falando sempre sobre esse assunto, ela não conseguia disfarçar nada.

Finn respirou fundo e passou uma mão pelo cabelo.

– Você sabe que o ego do Jesse é maior do que o que vocês tem. – Ele debocha e Rachel bufa. Apesar de tudo, Jesse era um ótimo namorado, não sabia dizer as coisas na hora certa, tinha um ego muito grande, e por algum motivo, não estava mais gostando do tempo que ela passava com Quinn, mas ele sempre foi muito atencioso, sempre lhe dizendo o quanto ela era uma cantora incrível e que ninguém era melhor do que ela.

E esse é o melhor jeito de ganhar Rachel Berry.

– Eu não sei porque vocês insistem em dizer que o Jesse não é um bom namorado, ele realmente é um bom namorado, se não fosse, porque eu estaria com ele até agora?

– Rachel, você e eu sabemos o porque você ainda não terminou com ele. – Finn lembra calmamente, quase que delicadamente. Rachel então, percebeu que o assunto que ele estava para entrar era delicado para ela. – Você é uma pessoa muito insegura por causa da sua mãe e...

– Não! Finn nem tente! – Ela o cortou rapidamente. Não queria escutar Finn falando da sua mãe, nem lhe lembrando que ela nunca a quis. – Eu não estou com Jesse porque ninguém me quer, eu estou com ele porque eu o amo!

E nesse momento, a porta do coral se abriu e Quinn entrou com os olhos arregalados. Mas não foi isso que fez Rachel ficar atenta, e sim a palidez da loira. Quinn estava muito pálida, e a gola da sua camisa de botão branca estava ensopada de suor. Ela estava ofegante e seu rosto contorcido de dor.

– Finn... – Quinn chama e o garoto se levanta andando calmamente até a loira.

– Está tudo bem, Quinn? – Ele pergunta e Rachel começa a andar para ficar ao lado da loira.

– Não. – Quinn nega com a cabeça e leva a mão até o lado direito do abdômen. – Eu queria... queria te pedir pra... – Ela respirou fundo, Rachel conseguia ver a loira ficando mais pálida, e isso era impossível. – me levar para casa, eu não estou muito bem...

– Acho que seria melhor um hospital. – Rachel avisa rapidamente, andando até a loira quando a viu cambalear para o lado e negar com a cabeça mais uma vez.

– Eu só preciso dormir, foi algo que comi, tenho certeza.

Quando ela terminou de falar cambaleou mais uma vez e quase foi ao chão, mas Finn correu para segurá-la. Rachel correu a tempo de ver os olhos da loira fechando e ela finalmente desmaiando nos braços de Finn. O garoto arregalou os olhos e a colocou no colo.

– O que eu faço? – Ele pergunta nervoso com a loira desmaiada nos braços.

Rachel estava com o coração acelerado de preocupação, caiam lágrimas pelo seu rosto, mas ela se obrigou a pensar, correu até o celular e ligou para 911. Não demorou para ambulância chegar e vários professores estarem ajudando Finn a leva-la para a ambulância. O estacionamento estava cheio de alunos.

Rapidamente, Rachel entrou na ambulância e Finn ficou para convencer que a morena deveria ir com Quinn para o hospital. Segurou a mão da loira o caminho todo, enquanto um médico ia examinando-a.

Ao chegar, Rachel só conseguiu escutar que precisavam levar a loira para a sala de cirurgia. Seu corpo ficou leve e ela quase foi ao chão, mas foi segurada por Puck que envolveu os braços nela e a apertou contra ele.

– O que aconteceu? – Ele perguntou e Rachel conseguiu ver Finn juntando-se a eles.

– Eles não me disseram nada, só disseram que iria para a sala de cirurgia... não me deixaram ir com ela...

Finn puxou ela para ele e beijou a sua cabeça com carinho. Puck tinha essa expressão confusa e preocupada. Finn tinha pegado carona com Puck assim que a ambulância saiu do estacionamento do McKinley, e no caminho, ele tinha ligado para Russell que já estava entrando no hospital de terno e com os olhos arregalados.

– Mi-minha filha, m-minha bebê... – Ele gaguejou, cambaleando até a recepcionista. – A m-minha filha, ela...

– Papa Rus. – Rachel se separou de Finn e foi até Russell. – Eles a levaram para a sala de cirurgia eu não... eu não sei o que.

Mas Russell só conseguiu abraçá-la. Finn cruzou os braços e olhou para Puck que tinha as mãos no bolso.

Enquanto esperavam por alguma noticia, Marley chegou com quase todos do Muckraker, Tina e Sarah tinha ficado para terminar algumas coisas, mas só ficaram com a promessa de que teriam que dar noticia. Santana chegou com Brittany e Rachel ficou surpresa ao ver o olhar nervoso e preocupado da latina.

Mas o que mais deixou Rachel irritada, foi quando Claire Young passou pelas portas do hospital com as mãos enterradas na jaqueta de couro e uma expressão confusa.

– Quem a chamou? – Indagou Rachel baixinho, ao seu lado estava Kurt e do outro lado estava Russell que tinha a cabeça entre as mãos.

Ao ver Craig se aproximar de Claire, Rachel bufou.

– Acho que o loiro bonitão que chamou. – Kurt responde ironicamente.

Duas horas tinham se passado, até que um médico apareceu na sala de espera e Russell levantou rapidamente, seguido por Rachel.

– Os familiares de Quinn Fabray? – Ele pergunta com sua voz rouca e suave.

– E-eu! Sou o pai. – Russell se aproxima dele, com Rachel atrás. – A m-minha bebê... c-como ela está?

– Bom, Sr. Fabray, sua filha teve um caso de apendicite aguda, ela passou por uma cirurgia de emergência, mas está tudo bem. A cirurgia foi um sucesso.

E Rachel poderia desmaiar agora, mas Russell parecia muito feliz com o final da fala do médico. Ele abraçou a morena bem apertado. O coração de Rachel se apertou quando escutou o sussurro de Russell.

– M-minha bebê está bem... ela não vai me deixar... ela não vai...

Apertou Russell no abraço e se soltou sorrindo ao ver lágrimas nos olhos do homem. Ele rapidamente as enxuga e se volta para o médico sorridente.

– Ela está dormindo agora, se quiser ir vê-la, tenho certeza de que deve acordar dentro de alguns minutos.

– E-eu vou. – Russell diz e se vira para Rachel, antes de voltar para o médico. – Ela pode ir também.

E os olhos claros do médico encontram ela, ele sorri e assente.

– Só não poderá ir todos, temos regras restritas sobre muitas pessoas nos quartos. – Ele repreende e volta a sorrir. – Somente dois, amanhã poderá vir mais.

Russell assente e acompanha o médico junto com Rachel até o quarto que Quinn está. Rachel sentia um olhar queimando na suas costas. Sabia que era Claire, e que a outra morena não estava nada feliz com a ideia de não ver Quinn.

E Rachel se sentiu vitoriosa.

__

Eram cinco noites. Quinn teria que passar cinco noites dentro do hospital, e ela já estava começando a morrer de tédio logo na segunda noite. Seu pai arrumava o sofá que iria dormir enquanto Rachel estava inclinada contra a cama, com um olhar preso na loira. Russell disse que iria sair para pegar algo para comerem e elas ficaram a sós no quarto.

Nesses dois dias que ela passou no hospital, várias pessoas foram visitá-la. Claire veio logo cedo na manhã seguinte, ela ainda estava sonolenta quando recebeu a morena, por isso não lembrava muito do que tinha ocorrido, mas sabia que a morena tinha lhe beijado e lhe abraçado com carinho.

Na primeira noite, Quinn ainda estava sonolenta, mas ela sabia que seu pai tinha dormido lá, e agora na segunda noite, Rachel pediu para ficar e como Russell disse que não queria deixar sua filha, ele também iria dormir lá. Claro que eles estariam restringindo as regras, mas Rachel tinha um poder de persuasão incrível.

– Está com fome? – Rachel perguntou baixinho, um tom muito confortável, fazendo Quinn sorrir e negar com a cabeça. – Está cansada?

Rindo, Quinn negou com a cabeça.

– Não precisa ficar me fazendo as mesmas perguntas sempre, Rach, eu estou bem, foi só um susto.

– Um susto bem grande! – Reclamou a morena e se recostou na poltrona, se afastando de Quinn. – Você não faz ideia de como me assustou. Como é que você foi para o colégio mesmo se sentindo mal!?

Bufando uma risada, Quinn apenas respondeu a mesma coisa que tinha respondido para o seu pai.

– Eu só sentia enjoo, não sabia que iria se tornar uma apendicite. – Se explicou e escutou um bufo da morena. – Não precisa se preocupar mais, daqui a uma semana estou novinha!

– São três semanas! – Retrucou a morena e Quinn bufou com isso. – E nem pense em burlar essa regra!

– Eu só não quero passar três semanas trancada em casa! – Guinchou a loira e seu lábio projetou-se para fora em um beicinho.

Rachel não conseguiu evitar e sorriu, mas também se inclinou e corou levemente com a súbita vontade de beijar a loira. Ela respirou fundo e viu que seu rosto estava bem próximo do de Quinn, levantando os olhos para os verdes, corou quando viu que eles estavam fixados nos dela.

Estavam muito próximas, e Quinn passou a esfregar os seus narizes juntos, em um leve beijo de borboleta. Sorrindo levemente a loira enrugou o nariz em brincadeira.

– Eu sei que vai ser bem ruim, mas... – Rachel sussurra e se inclinou para frente mais um pouco, comprimindo os lábios e sentindo o rosto corar. Ela nem acreditava que estava prestes a pedir isso. – Eu posso...?

Quinn não respondeu com palavras, apenas se inclinou e colou seus lábios nos da morena, gemendo baixinho em êxtase. Rachel quase gemeu, levando uma mão até a nuca da loira, agarrando os fios loiros e abrindo a boca para aprofundar o beijo.

Estava quase em cima da cama, sua bunda saia da poltrona enquanto apertava a nuca de Quinn em um beijo carinhoso, mas cheio de língua. Seu corpo inteiro tremia com o beijo, seu coração batia tão alto contra suas costelas que ela conseguia escutar no seu corpo inteiro. Sentia um aperto tão forte em seu ventre que ela só conseguiu gemer e apertar o cabelo de Quinn em resposta.

A primeira a cortar o beijo foi Quinn, se afastando aos poucos, depositando leves beijos nos lábios da morena e por ultimo, um beijo bem carinhoso na ponta no nariz de Rachel.

O silêncio foi a melhor resposta, ainda tinha os olhos fechados, mas conseguia sentir os olhos de Quinn em todo o seu rosto, sorriu levemente e abriu os olhos, encontrando os verdes. Seu sorriso foi sumindo aos poucos quando viu o sorriso inseguro de Quinn.

– Você... você não fez isso só para que eu me sentisse melhor, não é? – Rachel sentiu seu coração apertar com a indagação da loira.

Claro que ela não tinha feito isso para a loira se sentir melhor. Ela tinha essa vontade insana de beijar Quinn desde que elas tinham se beijado pela primeira vez a quase dois meses atrás.

– Claro que não. – Sussurrou e se inclinou para colocar mais um selinho nos lábios finos e rosados. – Eu fiz isso porque...

Mas não conseguiu continuar, Russell entrou no quarto e elas se afastaram rapidamente, Quinn gemeu quando se esticou a dor em seu abdômen era intensa, mas não era tanto quando ela ficava em repouso.

– Tudo bem? – Russell pergunta com um sorriso discreto. Ele carregava uma bandeja e uma sacola. Ao ver as cabeças acenando ele riu baixo e sentou na cama ao lado das pernas de Quinn. – Trouxe algumas coisas que vocês gostariam de comer. Como Quinn só pode comer comida de hospital, pedi que fizessem algo que fosse bom.

Elas riram e Russell colocou a bandeja em cima de Quinn, que se sentou com cuidado e ajuda de Rachel. Claro que Russell percebeu como Rachel estava atenciosa com Quinn, e também em como seus lábios estavam avermelhados e inchados, sua filha também tinha lábios inchados e avermelhados.

Eles comeram enquanto conversavam sobre Quinn sair do hospital. Claro que Quinn sabia que dia estava chegando, e sabia que Rachel estava evitando falar sobre isso. Mas ela iria perguntar logo. Afinal, não iria poder participar das primeiras Seletivas do New Directions.

Notas finais
Então, eu tive que vir aqui para falar sobre os comentários do capítulo passado. Muitos de vocês estão jogando pedras em mim por causa do que anda acontecendo na fanfic, muitos não conseguem aceitar o que estou querendo fazer. Pois bem, como dizia Jack o Estripador: Vamos por partes. Primeiro: Vou mudar completamente a fanfic a partir do próximo capítulo, sim eu tinha uma ideia anterior que era interessante, mas tive que mudar para não perder leitores. Não se preocupem, vocês não sentirão muito essa mudança, se eu não estivesse dizendo, vocês nem iriam perceber, mas estou dizendo mesmo assim. Segundo: O que vocês querem que aconteçam na fic? Além de Faberry, é claro. Me digam suas sugestões e irei ver o que posso fazer. E terceiro: Por favor, entendam que quando estou respondendo os comentário, não é com ignorância, pode até ser com um pouco de sarcasmo e ironia, mas nunca com ignorância. Então, não venham "jogar pedras" em mim por MP por que não entendeu o que eu respondi. Eu sei que quando eu começasse a escrever essa fic iria ter esse tipo de gente falando algumas coisas, mas existem limites também. Bom, é isso. Me perdoem aos que entenderam errado algumas coisas. Enfim, espero que tenham gostado do capítulo e aguardo o Feedback. Até a próxima semana!