Tryin To Find A Reason Why

5 Capítulo V – I'll Still Feel You Here


Notas iniciais
Hey! Mais um capítulo! Espero que gostem. Boa leitura.

Capítulo V – I'll Still Feel You Here

Ignorou todas as ligações de Rachel. Viu também que a morena tinha lhe deixado mais de quinze mensagens. Finn deixando mais duas, apenas para perguntar se estava tudo bem. Ela lhe respondeu com um simples "na medida do possível" e ele mandou outra, perguntando se algo tinha acontecido. Quinn lhe respondeu com um "Amanhã eu falo". Rachel continuou insistindo com as mensagens, Quinn pensou em abri-las, mas viu o inicio das mensagens e já sabia o que era.

"Quinn, o que você..."

"Quinn, atende o..."

"Você sabe que eu..."

E ela desistiu de abrir qualquer mensagem. Deitou na cama com o seu notebook aberto, procurando algum filme interessante no Netflix. Até que o seu celular vibrou mais uma vez.

– Que porra é essa!? — Pegou o celular e grunhiu ao ver que era uma mensagem da Santana.

"Porque Ashley Bownder me pediu o seu numero? — S"

Ashley tinha pedido o seu numero para Santana? Desde quando Santana a conhecia.

"É o quê? — Q."

"Ela me mandou uma mensagem, praticamente implorando para dar o seu numero para ela. Ela está dando pra você? — S."

Quinn revirou os olhos e fechou o notebook, desistindo de assistir filme.

"Não, ela não está dando para mim. Nós nos encontramos hoje. — Q."

"Vão se comer? ;) — S"

"Porque você tem que ser assim? -.- — Q"

"Porque eu nasci assim. -S"

E ela parou de mandar mensagem. Santana também parou. Ela sabia qual era o momento certo. Elas não se falavam sempre, mas a latina e ela eram praticamente iguais. Santana tinha esse segredo no fundo da sua cabeça, o mesmo segredo que Quinn tinha, mas por pessoas diferentes.

A única diferença era que... O segredo de Quinn, não era mais um segredo.

Novamente seu celular tocou, arrastou os olhos até o aparelho ao seu lado e viu que era Rachel. Respirou fundo e, finalmente, desligou o celular. Ela lidaria com Rachel outro dia, um dia que ela não estivesse tão sobrecarregada. E, quem sabe, assim, Rachel esqueceria do que ela tinha lhe dito.

__

Abriu o armário e pegou os livros para a primeira aula. Antes de fechá-lo, seus olhos foram atraídos para a foto que tinha na porta do armário. Ela não queria pensar naquela foto, não queria pensar no quão bom foi aquele dia. Mesmo que doente, Quinn estava feliz. Não totalmente feliz, mas feliz.

– Quinn?

Seu corpo ficou tenso. Apenas feche o armário e vá embora, ela não tem que insistir nisso, ela pode desistir. Apenas feche o armário e vá embora! Vá logo!

– Hm? – Murmurou e se bateu mentalmente por isso. Se bateu muito. Muito mesmo.

– Será que podemos conversar?

Ela não precisava virar para Rachel para saber se a morena estava chorando. Sua voz lhe dizia tudo.

– Agora não, Rachel. — Ela murmurou e apertou os livros contra o peito. Fechou o armário e saiu andando.

Ela não sabia se Rachel iria segui-la. Mas estava disposta a arriscar. Andava, praticamente, perdida. Seu coração batia tão forte e tão rápido, seus olhos ardiam com lágrimas não derramadas. Desviou da sala de aula e entrou em uma sala qualquer. Uma sala vazia.

Escutou passos atrás dela, e deixou a porta aberta, sabendo que não iria saber como desviar disso.

– Porque não?

Quinn balançou a cabeça e colocou os livros em uma mesa, andando até o final da sala e se encostando na janela. Olhava para as pessoas que passavam mas afastadas da janela e entravam no colégio.

– O que você quer?

Foi que saiu da sua boca. Saiu da janela e a fechou, indo até as persianas, descendo-as, deixando a sala mais escura. Não queria que nenhum curioso escutasse o que quer que iriam falar ali.

– Quero que você me explique o que aconteceu ontem, Quinn. Eu acho que...

– Não se faça de idiota! — Gritou, virando para encarar a morena. Rachel estava encostada na parede ao lado da porta fechada.

Ela abaixou a cabeça. Quinn viu como ela começou a soluçar. Seus ombros tremendo foi o que lhe entregou. Quinn fechou os olhos e passou as mãos pelo rosto.

– Eu só queria que você me explicasse...

– Você sabe o que é, então não se faça de idiota.

– Não me culpe! — Rachel gritou, ainda de cabeça abaixada. Não demorou para que ela levantasse a cabeça. Os olhos cheios de lágrimas, fazendo o peito de Quinn doer. Comprimiu os lábios e desviou o olhar. — EU NÃO TENHO CULPA DO QUE VOCÊ SENTE!!!

– MAS INFELIZMENTE EU TENHO CULPA!!! — Gritou de volta. Viu quando os olhos de Rachel brilharam de dor, uma imensa dor. Uma dor que Quinn sentiu em seu corpo. Mas isso não e impediu de gritar: – EU NÃO QUERIA NADA DISSO!!!

– Porque está fazendo isso...? — Rachel choramingou. — Eu não tenho culpa, Quinn. Eu não sabia disso, de nada disso.

– Talvez esse tenha sido o meu maior erro. — Quinn murmurou. Virou de costas e se encostou no armário do fundo da sala. — Eu nunca deveria ter dito aquilo que eu te disse. Deveria ter ficado calada. Era o melhor a ser feito.

– E me deixar no escuro?

– Quantas vezes isso não já aconteceu? — Debochou e jogou a cabeça para trás, respirando fundo. — Quantas vezes você me deixou no escuro e eu tive que descobrir tudo, sozinha?

– Do que...?

– Ano passado. — Foi a única coisa que disse para que Rachel cerrasse os olhos, parecendo pensar. — Finn me disse. Ele escutou uma conversa sua com o Jesse. Eu não sabia que você poderia ser capaz de fazer algo assim... e ainda mentir para mim...

Suas ultimas palavras saíram em um sussurro doloroso. Seu peito doía tanto que ela sentia falta de ar. Fechou os olhos e sentou na mesa. A ponta dos seus pés tocavam o chão, e de repente, isso foi o mais interessante.

– Você sabia... – Rachel sussurrou e tentou se aproximar, sua expressão dizia o quão arrependida ela estava. – Quinn... eu...

– Não. – Disse e levantou a mão fazendo Rachel parar de se aproximar. O toque para o inicio da primeira aula soou e Quinn sabia que não iria assisti-la. – Não diz nada, okay?

– Eu preciso...

– Não, você não precisa. Você não precisa de nada! — Guinchou e esfregou sua nuca, sentindo-se tensa. — Eu vou embora, não aguento nem ao menos ficar no mesmo lugar que você.

Levantou da mesa e se dirigiu até a porta. Não aguentava olhar para Rachel, e nem ao menos saber que a morena estava na sua frente. Tudo que a levava a Rachel a deixava enjoada. Principalmente quando pensou no dia anterior a conversa que ela teve com Finn. Quando viu o sorriso de Rachel e como ela parecia mais próxima de Jesse. Ela jurou que não ia tentar nada contra si mesma. Ela tentou. Se encolheu na cama e chorou até Finn ir atrás dela e lhe abraçar dizendo que "no final você consegue a garota".

E ela queria tanto acreditar nisso.

Rachel não a impediu de sair da sala. Mas ela lhe chamou. Ela chorou, mas não foi atrás dela. Quinn apenas continuou andando, escutando a morena lhe chamar, não precisou de muito para ela se afastar.

Assim que saiu da sala viu que Finn estava encostado na parede na frente dela. Ele olhou em seus olhos e Quinn andou até ele, abraçando-o e escondendo o rosto em seu peito.

Mas foi por isso que ela não viu quando Rachel parou na porta e encontrou os olhos de Finn. Não viu o olhar de decepção nos olhos do garoto e nem as lágrimas de Rachel caíndo com mais intensidade, antes de ela sair andando pelos corredores.

– Vai ficar tudo bem... no final... no final você consegue a garota.

E Quinn chorou com mais intensidade ao ouvir isso. Ela não sabia se seria verdade, mas queria acreditar.

Muito.

__

– Sabe... eu sempre achei que não fosse ficar mais triste do que quando minha mãe e minha irmã morreu, mas... depois de hoje eu... eu só queria que elas estivessem aqui para me consolar. E agora sem mamãe, sem Frannie e sem Rachel eu não sei mais como vou conseguir...

Finn não tirava os olhos de Quinn enquanto ela falava. Seu peito apertava a cada palavra que saia da boca da loira. Tudo o que ele queria era ir até Rachel e jogar toda a verdade na cara dela, mas Quinn não deixava. Ele também queria bater em Jesse, por não perceber que ele não deveria ficar com Rachel. O final feliz de Rachel não é o Jesse, é a Quinn.

Ele só queria que Quinn acreditasse isso e que Rachel enxergasse isso.

E que Jesse sumisse.

– Você tem a mim, Q. – Ele disse, em uma tentativa de fazer com que Quinn não ficasse tão triste. Vibrou quando viu o lábio inferior da loira tremer e um sorriso curto surgir em seus lábios.

Eles estavam na biblioteca do McKinley, Finn tinha levado Quinn lá, sabendo que seria o único lugar em que ela ficaria realmente feliz. Quinn amava bibliotecas, apesar que a do McKinley não era bem um biblioteca, ela ainda se sentia calma. E Finn sabia disso.

– Eu sei que tenho, Finny. – Ela disse, zombando. Finn fingiu estar chateado com o apelido, mas apenas para escutar uma leve risada de Quinn e seu peito esquentou de felicidade. Ele gostava de fazer Quinn sorrir. – Você é muito especial para mim, sabe disso. Mas, as vezes, eu sinto falta daquela figura feminina.

– Oh. – Ele murmura, sem saber o que falar depois disso.

– Mas eu fico feliz por saber que posso contar com você.

E Finn sorri.

– Você sempre pode.

Quinn assentiu e se aproximou dele, deitando a cabeça em seu ombro. Finn passou um braço ao redor dos ombros da loira e beijou o topo da cabeça dela. Sentiu Quinn respirar fundo e sorriu. Ele estava feliz que Quinn se sentia a vontade com ele, já que nem sempre foi assim.

Ele lembrava bem do tempo que Quinn o odiava. Mesmo sem ele saber o porque. Ele namorava Rachel na época e tinha sido seu primeiro beijo. Quando ele conheceu Quinn, recebeu todas as dores da loira. Ela lhe olhava como se ele fosse a pior coisa que já lhe aconteceu. E ele tentava se redimir, afinal, ele não sabia o que tinha acontecido. Mas mesmo assim, Quinn lhe ignorava, lhe lançava olhares que doíam nele. Era tanta coisa que só formava uma bola de neve, até que ele explodiu com ela, fazendo-a chorar. E eles conversaram, mesmo Quinn não assumindo o que ela sentia, e ele não sabendo da verdade, mas foi naquele mesmo dia que ele soube. Quando, em meio a conversa, Quinn lançou um olhar perdido para algo por cima do ombro de Finn.

Era um olhar tão perdido e tão apaixonado que Finn achou que ela estivesse apaixonada por ele não aceitasse que ela estava com Rachel, mas então, ele sentiu os braços de Rachel em seus ombros e olhar de Quinn se quebrar e um sorriso falso se formar em seus lábios.

E ele enxergou a verdade.

Naquele mesmo dia, ele terminou com Rachel, dizendo que não poderia ficar com ela. Rachel chorou, o chamou de vários nomes, mas Finn não se importava. Ele não queria ficar com alguém que já tinha uma pessoa. E essa pessoa fosse tão perdidamente apaixonada por esse alguém.

Quinn é tão apaixonada por Rachel que Finn ficava surpreso que a morena ainda não tinha percebido isso.

__

No dia seguinte, Quinn andava pelos corredores caminhando até a sua próxima aula, que era a de inglês. Estava tão perdida em seus passos que não percebeu quando alguém parou na sua frente e segurou seus ombros, fazendo-a levantar a cabeça, seus olhos encontraram os azuis de Ashley e ela sorriu.

– Oi. – Murmurou, sentindo-se repentinamente tímida.

– Hey, achei que não fosse falar comigo. – Ashley diz e tira as mãos dos ombros de Quinn, jogando-as ao lado do corpo, parecendo não saber o que fazer com elas. – Anda tão pensativa ultimamente.

– Muitas coisas aconteceram desde aquele dia.

– Oh, então Rachel Berry está envolvida. – Presumiu e Quinn sentiu seu rosto esquentar. Sabia que estava corando e Ashley achou engraçado. – Então eu estou certa!

– Sim, está. – E o sorriso de Ashley desapareceu. Quinn percebeu que sua expressão não era mais de uma pessoa tímida e sim de uma pessoa angustiada. Ashley pareceu ficar preocupada.

– Aconteceu algo sério?

A preocupação de Ashley fez com que ela acordasse. Ela não deveria estar se lamentando. Era culpa de Rachel! Bom, não totalmente. Na verdade, a culpa era de Quinn, mas como Rachel começou fazendo aquela lista, fez com que ela explodisse então... bem, a culpa é da vida que fez com que Quinn se apaixonasse por Rachel.

– Não se preocupe. – Disse e forçou um sorriso. Aparentemente, Ashley achou que fosse verdadeiro, já que sorriu de volta. – É apenas um contratempo, vai acabar logo.

– Okay, então! Eu espero que acabe logo.

– Eu também.

E elas ficaram ali, paradas, completamente tímidas. Quinn riu sem graça e Ashley também. Elas ficaram se olhando por um tempo e Quinn notou que os olhos azuis de Ashley era um azul lindo, ela nunca tinha visto um azul tão bonito.

– Qual a sua aula agora? – Ashley perguntou, tirando-a dos pensamentos.

– Inglês, e suponho que também seja a sua. – Sorriu, dessa vez mais verdadeiro, e Ashley sorriu mais ainda, assentindo.

– Sim, é minha também.

– Me acompanha? – Perguntou e foi para o lado da morena, esticando o braço para ela, Ashley olhou para o seu braço com uma expressão confusa, e Quinn sorriu de canto. – Você tem que pegar o meu braço.

– Eu sei, só estou me perguntando porque você está fazendo isso. – Quinn corou e Ashley sorriu, se inclinando e beijando a bochecha dela. – É muito fofo.

– Eu espero que seja, porque realmente estou tentando aqui. – Sorriu de canto e viu Ashley gargalhar.

– Então vamos. – E passou um braço entre o de Quinn, apertando-o juntos e começaram a andar até a sala de inglês.

De longe, Rachel as observava. A morena tinha esse olhar confuso enquanto Jesse falava algo sobre o tom de alguma música, mas ela não estava prestando atenção, seus olhos perdidos na conversa que Quinn estava tendo com Ashley Bownder. Ela lembrava que o nome da morena estava em um dos primeiros, mas mesmo assim... ela não achou que Quinn fosse realmente olhar aquela lista, mesmo que ela tivesse dado muito duro nela.

– Rach?

Escutou Jesse lhe chamar e sorriu voltando os olhos para ele.

– Sim?

– Aconteceu alguma coisa?

– Não. Porque? – Seu sorriso agora era forçado. Porque sim. Aconteceu. Mas Jesse não tinha percebido.

– Você tá olhando para aquela garota Bownder como se fosse a pior pessoa do mundo. O que é estranho, já que você passou muito tempo conversando com ela na semana passada.

E Rachel se arrependia de ter feito aquilo.

– Não é nada é que... Quinn e ela são amigas agora? – Ela não conseguiu evitar, viu as sobrancelhas de Jesse arquearem e temeu que ele tenha entendido outra coisa. Não que tivesse outra coisa para entender.

– Não sei, mas você anda um pouco afastada da Quinn. Aconteceu alguma coisa entre vocês?

Jesse era um garoto inteligente, mas ele não percebia as coisas muito obvias.

– Nós brigamos, mas... vai ficar tudo bem.

Ela continuava repetindo na sua cabeça, seu peito ardendo sempre que lembrava das conversas que teve com Quinn. Nas brigas, especificamente.

– Eu espero que sim, vocês são melhores amigas, não devem ficar brigadas. – Ele diz sorrindo e Rachel sorri de volta, o sorriso de Jesse era lindo, e era um dos motivos por ela se apaixonar por ele.

– Sim, totalmente concordo com você.

Mas então ela lembrava de como Quinn a olhou antes de dizer que não conseguia mais ficar perto dela, e sentia um bolo na sua garganta, e a vontade de chorar. Seus olhos voltaram para Quinn e Ashley, quando Quinn ergueu o braço e Ashley disse alguma coisa, fazendo-a corar e ela gargalhar, então ela agarrou o braço de Quinn e elas saíram andando.

Alguma coisa se formou em seu estômago, e ela teve vontade de vomitar. Respirou fundo e fechou o armário, indo para a aula de Calculo com Jesse atrás dela.

– Tudo vai ficar bem. – Sussurrou para si mesma e entrou na sala.

Tudo tinha que ficar bem.

Notas finais
Bom, a partir daqui as coisas ficam um pouco mais complicadas. Vai ter um momento angst por um tempo, antes de tudo melhorar. Essa fic é long fic, então não se preocupem, eu tenho muitas ideias para ela. É isso. Aguardo o FeedBack! Até a próxima.