Trunfo

36 Carinho paterno


-Como foi lá dentro? – Jason perguntou, correndo para o lado de Bella. A menina parou de bater os pés no chão e se obrigou a relaxar a expressão de seu rosto.

-Ruim. – Confessou.

-Ruim como?

-Ruim tipo chato. – Bella disse, sem parar de andar. – Quíron me pediu para parar de entrar em confusões. Annabeth fez o mesmo, só que usou um tom metido e grosso...

-Só isso? Você ficou lá por meia hora! Vamos, conte.

-Deram instruções sobre como vai ser minha vida no acampamento a partir de agora. Mandaram-me falar com Clarisse, e meio que brigaram comigo quando pedi para continuar no chalé de Hermes... Não gosto desse pessoal violento. Pelo menos não quando estou de bom humor.

-Na verdade eu conheço vários filhos de Ares bem legais, essa coisa de violência não se aplica a todos.

-Isso não é justo. – Protestou Bella, chutando uma pedra com força. Não sentiu coisa alguma. – Não sou violenta porque quero. Se fosse o caso, eu seria violenta toda hora. Por que não fui reclamada por um Deus bonzinho, ao invés desse babaca?

Subitamente, sentiu uma mão invisível envolvendo seu braço e a apertando com uma força anormal. Dirigiu sua mão livre até o local, e apesar de não tatear nada, sentiu a dor aumentar.

-Ugh! – Engoliu um grito, tropeçando no nada e caindo de joelhos no chão.

-Droga, Bella! Retire o que disse e peça perdão. – A menina balançou a cabeça, irritada. Jason gritou. – Retire!

-Perdão, pai! – Bella murmurou, contrariada. O aperto sumiu, mas a dor se prolongou por mais alguns minutos.

-Não é uma boa ideia falar mal dos Deuses. – Disse Jason, revelando o óbvio. Bella esfregou o braço, reclamando. Segurou seu outro braço e o puxou. – Vem, vamos fazer a atividade.