Trunfo
23 A Ninfa machucada
Eles mal andaram cinquenta metros e logo trombaram com encrenca. Conversavam sobre as danças dos anos cinquenta, quando Anna – ao imitar um movimento meio ridículo de dança – bateu a mão num galho de uma árvore mais baixa que a maioria.
-Ai! – Reclamou a árvore, se transformando em Ninfa. Anna pulou para trás e se escondeu atrás de Jason, assustada. Ele riu.
-É só uma Ninfa. – Contou ele.
-Eu... Sei! – Ela retrucou tentando não rir. – Foi ela que surgiu do nada.
-Você bateu nela, ué. – Zoou Jason.
-Desculpe-me, moça. – Virou-se para a Ninfa, a qual assentiu amedrontada e esfregou o braço machucado. Mas Jason reparou que não era apenas o braço que estava machucado: ou a ninfa corava excessivamente ou ela havia apanhado no rosto.
-O que houve com seu rosto? – Questionou Jason, levando as mãos até o local. A criatura se desviou e tremeu.
-Uma garota me bateu. – Revelou.
-Credo, por quê? – Perguntou Anna.
-Eu não sei. – Choramingou a ninfa, tentando tocar sua bochecha. – Ela estava assustada, correndo doidamente pela floresta, então eu fui tentar ajudar. Mas quando apareci ela surtou e me atingiu com um abajur.
-Ai. – Exclamou Anna, recriando a cena em sua mente.
-Como era essa menina?
-Ela era ruiva. – Disse a ninfa. – Bem ruiva.
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