True Love
1 Capítulo 1: Me apresentando
P.O.V. Jean.
Meu nome é Jean Cullen Mikaelson, eu sou uma bruxa Mikaelson/Petrova com uma mãe duplicata e um pai Original. Tenho um dia de vida e eu já tenho a aparência de uma garota de dezessete anos.
Eu tenho uma prima, Hope. Ela é alguns meses mais velha que eu, mas como ela é uma bruxa Mikaelson com uma mãe lobisomem e um pai Original ela ainda é um bebê.
A mãe dela morreu quando ela nasceu, ela voltou, mas não quis se transformar em híbrida. Então, ela tá morta. E a noiva do meu tio Klaus decidiu ser a mãe dela, então... beleza.
Tia Caroline é organizadora de eventos. Minha mãe é dona de uma loja de produtos exotéricos. Bell, Book and Candle. Sino, Livro e Vela.
—Jean, preciso que cuide da sua prima hoje á noite.
—Mas, eu vou sair com um amigo.
—Leve a Hope. Por favor, querida. É a noite do encontro.
—Tudo bem.
A noite do encontro. Toda a quinta feira, os meus pais e os meus tios saem em encontros. Cada um para um lugar diferente e geralmente eles só voltam de manhã.
Eu me aprontei, aprontei a Hope e fui até o lugar do Show.
—Porque trouxe a sua prima?
—Noite do encontro.
—Oh! Eu tinha esquecido. Foi mal Jean.
—Beleza.
—Ela é uma gracinha.
—Eu sei.
P.O.V. Jace.
Faz um ano que ela partiu. Ainda tenho pesadelos, ainda vejo a Clary cortando a própria garganta com a adaga serafim.
Ela se matou para impedir o ritual de Lilith. Para impedir o renascimento de Jonathan.
—Jace, temos uma missão. Os sensores detectaram uma quantidade exorbitante de energia mística vindo... da entrada da Pandemônio.
—Eu preciso mesmo ir?
—Você é o melhor. E somos parabatai.
—Está certo. Você está certo.
Nós chegamos á entrada da boate e eu comecei a ouvir a voz dela. Estava cantando.
—So rockabay baby, don't you cry... rockabay.
—Jace?
—Tá ouvindo?
—Ouvindo o que?
—Escuta.
Alec até ativou a runa de audição.
—É a voz da Clary. Fantasma?
—Eu não sei.
—Vou tentar uma coisa.
Eu passei e propositalmente trombei com ela. Ela não era fantasma.
—Ei! Olha por onde anda.
—Você pode me ver.
—É claro. Eu não sou cega, eu tenho olhos. Espera, você não tá morto tá?
—Não. Mas, pensei que você estivesse.
—Eu? Nós já nos vimos em algum lugar?
—Já Clary.
—Clary? Acho que você se enganou de pessoa.
Só então, notei que ela tinha um bebê no colo.
—Esse bebê é seu?
—É a minha prima Hope. Estou de babá. Vamos olhar a fralda.
Ela puxou a barra da calça do bebê, olhando dentro da fralda.
—A fralda tá limpa.
Então, ela mostrou a mamadeira com um pó branco dentro para a menininha que rapidamente tentou agarrá-la.
—Ah! Então tá com fome.
Ela jogou água morna dentro da mamadeira e chacoalhou.
—Prontinho.
O bebê mamou havidamente. Como se a vida dela dependesse daquilo.
—Ei, calma ai lobinha.
—Lobinha?
—Você ainda tá ai? Nossa, isso foi rude. Desculpe. Quem é você?
—Jace.
—Jean.
—Clary!
A Izzi a abraçou e ela retribuiu meio sem jeito.
—De novo, acho que você me confundiu com outra pessoa. Ahm, você tá amassando a minha priminha.
—Oh! Eu sou a Isabelle, mas pode me chamar de Izzi.
—Jean. Hope, essa é a Izzi, Izzi, essa é a Hope.
—Oh, ela é uma fofa.
—Eu sei.
Jean pegou o celular no bolso de trás do jeans e mandou uma mensagem.
—Vamos pra casa lobinha. Tchau, foi um prazer conhecer vocês.
Ela chamou um táxi, o taxista a ajudou a colocar o carrinho no porta malas. Então elas entraram e ouvi a Jean dando o endereço.
—Upper Carnage Hill, quinta avenida, número mil e duzentos.
O táxi foi embora.
—Ela mora bem. Muito melhor do que a Clary.
—É. Vocês acham que o bebê era mesmo prima dela?
—Eu não sei. Mas, a semelhança entre Jean e Clary é... impressionante.
P.O.V. Jean.
Eu tive uma sensação de dejavú quando vi aquele rapaz. Jace. Como se aquilo já tivesse acontecido antes. Foi estranho.
—Finalmente dormiu.
Me deitei na cama e apaguei. Logo, eu estava sonhando, eu sabia que estava sonhando. Era o sonho do prédio. Sabia exatamente o que iria acontecer. Eu ia cair e então comecei a cair, mas do nada estava nos braços de alguém. Eu olhei pra cima e.. era o Jace.
Dai, eu acordei.
—Isso foi esquisito.
Tentei voltar a dormir, mas eu fiquei só... rolando na cama.
—Que droga!
Levantei e resolvi fazer um pouco de chá.
P.O.V. Jace.
Eu a segui até a casa dela. Ela acordou no meio da noite e ativei as minhas runas de visão ampliada e de audição. Ouvi um apito de chaleira, então... ouvi-a reclamando:
—Delícia. É como engolir lâminas de barbear. Eu te odeio vovó Ester.
Quando ela finalmente terminou de beber aquele chá, abriu a geladeira e bebeu refrigerante.
—Que estranho.
Ela saiu e olhou pela janela. Então voltou pra dentro.
—Credo. A paranoia do tio Klaus é contagiosa. Já que eu não vou mesmo conseguir dormir, vou sair... droga! Não posso sair. Não posso largar a Hope ai sozinha.
O que ela fez a seguir não poderia ter me chocado mais. Ela tirou uma bolsa de sangue da geladeira e colocou tudo num copo e começou a beber.
—Ah, eu posso sentir a cura sendo ativada.
Eu voltei para o Instituto.
—Jace! Onde você tava?
—Jace?
—Ela é uma vampira.
—O que?
—Jean é uma vampira.
No dia seguinte eu fui falar com o Raphael.
—Shadowhunter. O que você quer?
—Quem é Klaus?
—Oh! Você não irritou ele, irritou?
—Não. Quem é Klaus?
—O Klaus é um Original.
—Um o que?
—Um Original! Um dos primeiros vampiros do mundo.
—E vampiros podem ter filhos?
—Dependendo das circunstâncias... podem. Não podemos procriar entre nós, mas... sempre há uma lacuna.
—Então, esse Klaus Original pode ter tido uma filha?
—Ele teve uma filha, mas a menininha não é vampira. É lobisomem.
—E como é possível?
—Ele é o Klaus Mikaelson, o híbrido Original. Assassino de homens, mulheres e cachorrinhos.
—Híbrido?
—A magia o fez vampiro, mas ele nasceu lobisomem. Filho da lua.
—Mas, os filhos da lua estão extintos. Não existem mais.
—E quem foi que te disse, isso?
—Os filhos da lua ainda existem?
—Existem.
—Mas, esse Klaus é um filho da lua e ele é um Original Então, o que ele é? Vampiro ou filho da lua?
—Ai é que tá. Ele é os dois.
—Pelo Anjo! E quanto á Jean?
—Jean é filha do Elijah. Ela é a única verdadeira herdeira Mikaelson. Mas, porque você iria querer saber dos Originais?
—Por causa dela. Jean.
—Se vai tentar matá-la... você vai virar comida. Elijah vai arrancar o seu coração literalmente e isso porque o Elijah é o coelhinho da páscoa comparado com o Klaus.
—Elijah? Existe mais de um Original?
—Existe uma família inteira de Originais. Isso porque, estamos falando só dos Originais da minha raça.
—Da sua raça?
—Você se acha tão importante por causa da sua droga de sangue de anjo, mas você não sabe nada sobre o submundo. Nenhum de vocês sabe!
Disse o Raphael dando risada.
—E qual é o outro Original?
—O que?
—Você disse que existe mais de uma raça de vampiros e que existem outros Originais. Quem são?
—Só um Marcus Corvinos. O mais velho e mais forte deles. Ele é filho do primeiro verdadeiro imortal, Alexander Corvinos. Um dia, ele foi mordido por um morcego. Só que ao invés de contrair raiva ou morrer ou contrair raiva e morrer, seu corpo moldou a doença á seu benefício e ele se tornou o primeiro vampiro natural.
—Pelo Anjo!
—É bom você chamar o seu anjo mesmo. Porque se os Mikaelson invocarem com você, se quiserem você morto... não tem como fugir ou lutar, tá morto.
—Obrigado pela informação.
—E mais uma coisa.
—O que?
—Os Mikaelson são diurnos.
Eu ainda estava processando tudo aquilo. Um vampiro que também é um filho da lua e pode procriar e vampiros que andam no sol.

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