True Love

3 Capítulo 3


Notas iniciais
Cast: Liza: Rose McIver Edward: Nick Blood Carly: Erica Dasher Daphne Dean - Marie Avgeropoulos Barry Allen - Grant Gustin Louis Deville - Louis Garrel Josh Dean - Richard Gere Octávia Dean - Malina Weissman

Hoje era o meu primeiro dia no trabalho. Estava ansiosa quando desci para a cozinha.
— Bom dia, família.
— Bom dia, filha.
Bonjour, chérie. Então, está preparada?
— Não!

Eles riram.
— O que vai querer comer, filha?
— Acho que não consigo comer nada, pai. — fiz uma careta. — Qualquer coisa eu passo no Jitters.
— O que é Jitters? — Louis perguntou curioso.
— É uma cafeteria. Qualquer dia eu te levo lá.
— Vocês viram quem voltou? — Octávia perguntou. — O Barry. Vi ele mais cedo.
— Barry não é aquele que me apresentou ontem? — Louis disse.
— É.
— Sabia que ele era o...
— Nosso vizinho. — interrompi Octávia. — Ele era o nosso vizinho. Hum... Eu preciso ir agora.
— Boa sorte, filha.
— Obrigada, pai. — disse saindo.

Louis veio atrás de mim até o carro.
— Ei! Boa sorte hoje. — ele disse, me beijando.
— Obrigada! Agora preciso ir.

***

Eu estava nervosa, precisava de cafeína, por isso antes fui ao Jitters comprar um cappuccino. Saindo de lá, olhei o endereço da Revista no e-mail e ele me parecia familiar. E realmente era. O prédio onde a Revista ficava era em frente ao CCPD. Ele parecia meio abandonado, por isso estava conferindo o endereço. Enquanto olhava, ouvi uma voz chamando por mim. Olhei na direção de onde ela vinha e vi que era Barry, em frente ao Departamento de Polícia. Ele estava atravessando a rua, vindo até mim.
— Daphne, oi! — ele sorria.
— Oi, Barry.
— O que faz aqui?
— Eu consegui um emprego em uma Revista. — disse apontando para o prédio.
— Mesmo? Que bom!
— Pois é... E então, como você está? Da última vez que nos vimos, não deu tempo de perguntar... Como se recuperou?
— Na verdade eu não sei. Só... aconteceu.
— Hum. Fico feliz que esteja bem.
— Confesso que isso tudo que está acontecendo é meio estranho. — ele ria. — Pra mim foi como se em um dia eu tivesse ido para a Força de Aceleração e no outro voltado para casa, quando na verdade foram seis meses.
— Barry, sobre isso... Acho que te devo uma explicação.
— Não, não. Eu te entendo, Daphne, não precisa se preocupar. A final de contas, quem te disse pra continuar vivendo fui eu, não é? — ele tentava sorrir. — Para mim o que importa é se está feliz e pelo que eu vejo está, então...
— É... Como se sente? Digo, depois de sair da Força de Aceleração.
— É como se tudo de errado na minha vida... A dor do meu passado, meus erros... Tudo tivesse sido limpado.
— Isso é ótimo.
— Pois é... Então... Você e o seu namorado vão ficar na casa do seu pai?
— É. Pelo menos até acharmos uma casa.
— E o apartamento? Por que não foi para lá...?

Eu brincava com o copo do cappuccino nas mãos, tentando achar as palavras certas.
— Eu não poderia, Barry. Aquele apartamento era nosso. E por mais que eu achasse que você não voltaria... aquele lugar continuava sendo nosso. Tivemos momentos especiais ali. Eu não podia levar outro homem para lá.

Olhei para Barry e percebi que ele estava satisfeito com que eu tinha dito, tentando disfarçar o sorriso.
— E por falar no apartamento. — continuei. — A sua chave eu entreguei ao Joe quando fui embora.
— Certo. Hum... O Cisco comentou que você foi para a África, é verdade?
— É. — sorri lembrando de lá. — Fui para Mali e foi uma experiência incrível. Ver a felicidade nos olhos daquelas pessoas, apesar de todos os problemas, é algo que nunca vou esquecer.
— Parece ter sido muito especial mesmo. Seus olhos brilham ao falar de lá. Fico feliz por você.

Barry me olhava, parecia querer falar algo. Foi quando me dei conta da hora, já era para mim estar na Revista.
— Eu preciso entrar.
— Sim, claro. Bom te ver! Se quiser, pode aparecer no STAR Labs mais vezes.
— Eu gostaria, mas... Eu não sei. Acho que não vou ser tão bem-vinda.
— Como assim?
— Nada, não é nada. Até mais, Barry. — disse entrando no prédio antes que Barry perguntasse mais coisas. Não ia gostar de ter que falar que eu e Iris brigamos.

Chegando no elevador, percebi que estava quebrado. O prédio tinha dois andares, então fui pelas escadas. Enquanto subia, vi que realmente parecia abandonado. As paredes tinham pequenas rachaduras, a tinta delas já estavam saindo, os corrimões estavam quebrados... Quando eles disseram que estavam começando a Revista agora, não estavam brincando.

Já no segundo andar, passei por um corredor até chegar em um espaço grande. No final da sala estava uma mulher loira, parecia ter uns vinte e seis anos, que ao me ver abriu um sorriso, vindo em minha direção.- Daphne?
— Sim.
— Oi! — ela disse animada. — Meu nome é Elizabeth, mas pode me chamar de Liza. Eu sou a editora chefe e também vou cuidar da parte de beleza da Revista. Prazer.
— Oi, Liza. O prazer é meu.
— Bem como pôde ver, só estamos no começo. Na verdade, ainda nem inauguramos a Revista ainda, estamos reformando o prédio primeiro. E quando digo nós... é nós mesmo. Infelizmente não temos dinheiro para gastar com profissionais, então... Ah, deixa eu te apresentar a equipe. Aquele ali é o Edward. Ele vai ficar com a parte dos esportes e saúde em relação a cidade.
— Olá. — o homem de barba, cabelo curto e tatuagens disse do final da sala.
— Aquela é a Carly. Ela vai ficar com as matérias em geral. Ei, Carly. Diga oi.
— Oi! — a mulher de cabelos pretos, que parecia ter minha idade, falou da sala ao lado, colocando apenas a cabeça para fora da janela.
— Pronto. Esse é o nosso time.
— Só são vocês três?
— É. Desculpe não ter te informado melhor antes, mas é que fiquei com medo de não aceitar nosso convite.
— Não, tudo bem... É só que eu achava que iam ter um pouco mais de pessoas envolvidas.
— Num futuro próximo, quem sabe. Mas e então... Você aceita fazer parte do nosso time? Eu juro que vamos dar o nosso melhor. Por favor, aceite! — ela quase suplicava.
— Ok. Eu acho que vai ser bom começar do zero.
— Isso! — Liza dizia animada. — Você sabe que a nossa revista por enquanto vai ser online, não é?
— Sim.
— Pois bem. Você vai ficar responsável pelas fotos em geral e pela capa da revista. Por isso, pensei em fazer do primeiro andar o seu escritório de fotografia.
— Eu acho ótimo.
— Aqui em cima vai ser a redação e a minha sala, que também vai servir como a nossa sala de reunião. Mas como pode ver, ainda não tem nada pronto.
— Então o que estamos esperando. Vamos colocar a mão na massa.
— Vamos! Gostei de você. — Liza disse.

Eu com certeza não esperava por uma equipe de três pessoas em uma Revista, muito menos que elas mesmo estivessem fazendo a reforma de um prédio abandonado para ser a sua sede, mas eu estava me sentindo bem em fazer parte daquilo. Era bom poder começar tudo do zero. Literalmente.