True Love
21 Capítulo 21
A porta se abriu de uma forma brusca e Barry entrou por ela. Estava completamente agitado, vindo em minha direção no sofá.
— O DeVoe conseguiu.
— Conseguiu o quê?
— Ele juntou tudo que precisava para o plano dele.
Me endireitei no sofá, fazendo uma careta por causa do movimento rápido e do meu machucado.
— Está brincando, não é?
— Não. Eu vou te levar para a casa do seu pai. Não quero te deixar aqui sozinha enquanto tudo isso acontece.
— Não. Eu vou com você.
— Não, Daphne. Você não tem condições de ir, está machucada. E mesmo que não estivesse, eu não deixaria você ir. DeVoe é perigoso, você sabe disso. Além do mais que não tem nada que você possa fazer para ajudar.
Seus olhos pareciam suplicar para que eu não insistisse. Barry tinha razão, não tinha nada que eu pudesse fazer para derrotar DeVoe.
— Tudo bem, eu vou. Mas com uma condição. Você tem que voltar para mim, ouviu?
— Eu sempre vou voltar. Não precisa se preocupar. – Barry beijou minha mão.
— Mas afinal, do que se trata o plano dele?
— Algo sobre acabar com a inteligência humana. Ele acha que a tecnologia é o que destrói o nosso mundo e com isso ele acredita que não vamos conseguir usar as tecnologias, tendo que começar do zero. E a advinha quem irá nos ensinar tudo.
— DeVoe.
— Ele acha que é uma forma de iluminar a humanidade. – Barry bufou.
— O Iluminismo... Mas como ficou sabendo disso tudo.
— Marlize, a mulher dele. Ela nos procurou. Acha que o marido está indo longe demais.
— Acredita nela?
— Não temos muitas escolhas.
Respirei fundo.
— Vai ficar tudo bem, meu amor. Agora preciso te levar para a casa do seu pai. Só temos algumas horas até o Iluminismo acontecer de fato.
— Tudo bem.
Barry me pegou no colo e em um flash estávamos na porta do meu pai.
— Sei o que está pensando e eu vou ficar bem, Daphne.
— Quero acreditar em você.
Barry deu um sorriso sutil, se aproximando e plantando um beijo doce e delicado na minha boca.
— Eu volto logo. – ele sussurrou no meu ouvido ao me abraçar.
— E eu vou estar te esperando bem aqui.
Ele me olhou por um instante, mas logo saiu correndo pela rua. Quando entrei na casa do meu pai, ele estava na mesa, lendo e Octávia deitada no sofá, assistindo TV.
— Filha. O que faz aqui?
— O Barry me trouxe...
— Mas uma coisa do Flash, não é?
Fiz que sim com a cabeça.
— Você fica com a mesma expressão que a sua mãe ficava quando estava preocupada.
Bufei, indo até o seu lado.
— Parece que o DeVoe conseguiu o que planejava. Em algumas horas estaremos todos sem memória sobre nada.
— O que foi que você disse? – Octávia se aproximava.
— Não vai acontecer. O time Flash vai conseguir derrota-lo.
— Como tem tanta certeza disso?
— Bem... Eles sempre conseguem, não é?
— É. – meu pai disse firme, talvez também tentando acreditar no que dizia.
***
Enquanto meu pai preparava o jantar, todas as luzes da casa se apagaram. Nem mesmo os nossos telefones estavam funcionando.
— Está começando... – falei sozinha.
Enquanto Octávia resmungava sobre o celular não funcionar, fui até a janela. Perto da casa, vi alguém. Parecia confuso e desorientado. Abri a porta e fui até ele.
— Louis? – me aproximei cautelosa, lembrando da katana atravessando o meu abdômen. — Ei, Louis. O que faz aqui?
Ele começou a se afastar.
— Não, espera! Por que veio aqui?
— Eu... Je ne sais pa.
— Ei, olha pra mim.
— Não, eu... — ele parecia lutar contra algo. Me aproximei para ajuda-lo. — Não! Não chegue perto.
— Você não está bem. Deixa eu te ajudar.
— Não.... — ele caiu no chão, colocando as mãos na cabeça.
Finalmente consegui me aproximar dele.
— O que aconteceu com você?
— Não sei. — ele chorava, tentando se concentrar em falar. — Acho que é o DeVoe. Acho que ele tem controlado a minha mente. Eu preciso daquilo, eu preciso... — ele falava angustiado, pegando um frasco com um líquido azul do seu casaco.
— O que é isso?
— Eu não sei. Mas tem me deixado melhor..
Peguei o frasco da sua mão.
— Foi o DeVoe que te deu?
— Sim. Ele me levava toda manhã uma xícara disso.
— O que você sente quando toma isso?
— Eu não sei... Acho que me sinto eufórico e mais amistoso com as pessoas.
— Não pode mais tomar isso, Louis. Essa substância vem do Chorão, um meta humano. O DeVoe com certeza está te dando isso para fazer você gostar dele.
— Não... O meu pai nunca faria isso.
— Louis, olha pra mim. Precisa se lembrar de tudo.
— Eu não... — seu rosto se contorcia em dor. — Não posso lutar contra isso.
— Você precisa.
— Não consigo...
Eu então tive uma ideia. Levantei a minha blusa e o mostrei o curativo do machucado no meu abdômen que ele tinha me causado.
— Se lembra disso?
— Eu não... — ele olhava confuso.
— Foi você que fez isso comigo, com certeza por influência do DeVoe. Você precisa lembrar, Louis. Precisa lembrar. — segurei seu rosto em minhas mãos.
A confusão em seu rosto então se amenizou, dando lugar as lágrimas.
— Mon Dieu.... O que eu fiz... O que eu fiz com você... Désolé, por favor me desculpe.
— Calma, ok? — o abracei forte.
— Me perdoe, por favor, Daphne. Eu não queria.
— Claro que eu te perdoo. Vai ficar tudo bem. — o ajudei a levantar e o levei para dentro da casa do meu pai.
— O que aconteceu com ele? — meu pai perguntou, preocupado.
— Octávia, por favor, traga um copo de água.
— Tá.
— O Louis estava sobre influência do DeVoe, pai. Agora ele parece ter finalmente se livrado dela e se deu conta das coisas que fez.
Octávia voltou com o copo de água, entregando a Louis.
— Merci. — ele bebericou.
— Como você conseguiu fugir? Estava sendo mantido refém? — ela perguntou.
— Octávia! — a repreendi.
— Tudo bem, Daphne. De certa forma eu estava sendo mantido refém sim, Octávia, e consegui fugir com a ajuda da Marlize. Quando ela foi embora do esconderijo do Clifford, ela me levou também. Eu não sabia muito bem onde estava, mas só conseguia lembrar de um único caminho. A casa de vocês.
— O Barry falou que ela está ajudando.
— Acho que ela finalmente entendeu que isso tudo é loucura. Só quem não percebe isso é o Clifford. — Louis falava com raiva. — O que está acontecendo agora? O Clifford conseguiu o que ele queria?
— Parece que sim. Ainda temos algumas horas até o Iluminismo acontecer.
— Mas os seus amigos e o Barry estão tentando resolver, não é? — meu pai perguntou.
— Sim, mas... não sei se eles vão conseguir. DeVoe é implacável, conseguiu levar todos a fazerem o que ele pensou, como se fossemos peças de um jogo de xadrez. Ele parece ter conseguido tudo o que queria.
— Não. Não ainda. Eu sei como derrota-lo.
— Como?
— Uma noite, eu escutei o Clifford murmurando sozinho, ele falava sobre a chave ser alguém... Não me lembro muito bem, mas acho que seu sobrenome era Dibny.
— O Ralph? Mas como? Ele morreu.
— Aí é que tá. Ele não morreu, só está trancado na consciência do Clifford. Assim que vocês o libertarem, Ralph vai ter o controle do seu corpo de volta e o Clifford desaparecerá.
— Claro. — falei me dando conta. — O DeVoe precisa do Ralph para poder ter o seu antigo corpo.
— Precisa falar isso ao Barry o mais rápido que puder.
— Sim, sim. — falei apressada, pegando o celular.
Tente ligar para Cisco, mas o meu telefone não pegava.
— Acho que o DeVoe cortou os sinais de telefone.
— E como ele faria isso? — Octávia perguntou.
— Ele controla a tecnologia com um dos seus poderes.
— O quê? Então quer dizer que vou ficar sem meu celular?! Agora eu que quero achar esse cara.
— Acho que vou ter que ir ao STAR Labs. O Barry precisa saber disso. É a nossa única chance.
— Eu vou com você. — Louis se levantou.
— Não. Você não pode. Precisa se recuperar.
— Se for por isso, você precisa muito mais do que eu. — ele apontou para o meu machucado.
— Tudo bem, tudo bem. Mas precisamos ir logo, só falta algumas horas.
— Então o que estamos esperando?
Me aproximei do meu pai, o abraçando.
— Você não cansa de se meter nessas encrencas, filha? — ele disse preocupado.
— Dessa vez é diferente, pai. O mundo inteiro corre perigo. Já imaginou você não me reconhecer mais.
— Nem nos meus piores sonhos.
— Então...
— Tudo bem. Só tenha cuidado, minha pequena. — ele beijou minha testa.
— Prometo que terei
Em seguida fui até Octávia, a abraçando também.
— Não faça nada estúpido, ouviu? — ela tentava não chorar.
— Não vou. — toquei seu rosto. — Eu vou voltar logo e tudo vai se resolver. Logo logo vai poder ter seu celular de volta.
— Já que é assim... — ela disse rindo. — Cuidado.
Fiz que sim com a cabeça.
— Está pronto, Louis?
— Sim.
— Então vamos.
Como DeVoe controlava todo tipo de tecnologia, não foi diferente com o meu carro, por isso tivemos que atravessar metade da cidade a pé. Ao chegarmos no córtex do STAR Labs, extremamente cansados, dei de cara com Barry com o capacete que Harry tinha feito para Cecile em sua cabeça, sentado na cadeira de DeVoe, e Cecile deitada em uma maca, com um tipo de dispositivo em sua testa.
— O que aconteceu?
— Não precisa se preocupar. O Inibidor Cerebral é para amplificar a habilidade telepática da Cecile para unir a consciência do Barry a do DeVoe, onde quer que ele esteja. E é uma ligação de via única, para o DeVoe não perceber que há alguém dentro da mente dele.
— O quê ele faz aqui? — Iris perguntou furiosa, entrando no laboratório e apontando para Louis.
— Ele só veio ajudar, Iris. Calma.
— Não vou ter calma com esse francês. Ele estava com DeVoe para atacar o STAR Labs e matar o Ralph.
— Eu não quis fazer aquilo! — Louis se alterou. — Eu estava sobre influência do Clifford.
— O DeVoe deu as lágrimas do Chorão para ele.
— Então está tudo explicado. — Caitlin falou, explicando a todos. — As lágrimas do Chorão são um tipo de narcótico forte, que deixa o usuário mais amigável e amoroso em relação a outras pessoas. Amunet mantinha ele como refém para vender as suas lágrimas como droga e nós o libertamos no dia da despedida de solteira da Felicity e da Daphne. Ele acabou fugindo e desde então não ouvimos mais falar dele.
— Então foi isso que fizeram na despedida de solteiro? — Cisco perguntou curioso.
— Basicamente.
— Pessoal concentração aqui. — Iris chamou atenção. — Não me digam que vão acreditar nele. Ele é filho do DeVoe! O que nos garante que ele não veio aqui a mando dele?
— Olha aqui. — ele se aproximou de Iris, elevando o tom de voz. — Ninguém mais do que eu odeia o Clifford. Ele machucou a minha mãe uma vez e agora me fez machucar a mulher que eu amo, então não diga que eu estou do lado dele.
— Ok, parem com isso. — me coloquei entre eles, os afastando.
— O que veio fazer aqui afinal de contas? — Iris disse mal humorada.
— Vim ajudar vocês. Sei como derrotar o DeVoe.
— Por favor, nos diga então. — Joe disse. — Já tentamos várias coisas e até agora nada deu certo.
— O amigo de vocês, Ralph, é a chave de tudo.
— Claro. — Marlize disse. — O corpo que Clifford usa é o do Sr. Dibny. Se Ralph tomar o controle do seu corpo novamente, DeVoe sumirá.
— Como isso é possível? O Ralph morreu bem na nossa frente. — Iris disse.
— Ele está aprisionado na mente do Clifford. — Louis explicou.
— E como vamos traze-lo de volta?
— Ele está vindo. — Cecile disse aflita. — O DeVoe está vindo. Posso sentir.
— Precisamos sair daqui agora. — Marlize disse. — Mas precisamos de algo que o distraia.
— Eu vou ficar. — falei.
— Eu também. — Louis logo disse.
— Tem certeza que quer confronta-lo?
— Tenho.
— Tudo bem, então. — me aproximei de Barry, beijando seu rosto de leve. — Espero que consiga, meu amor.
— Daphne, tenha cuidado. — Iris veio até mim, me abraçando.
— Pode deixar.
— E você, francês... Obrigada por ajudar... — ela disse, ainda mal-humorada.
— Não tem de quê. Agora vão. Logo o Clifford vai chegar.
Num instante todos tinham sumido, ficando apenas eu e Louis.
— Eu acho que tenho um plano. — falei, pegando uma coleira para meta-humanos em cima da bancada. — Você vai se esconder e eu vou ficar aqui com o DeVoe. Quando ele estiver distraído, você coloca isso nele.
— Não sei se vai funcionar.
— Precisamos ganhar tempo, Louis. Apenas isso.
— Tudo bem. Cuidado.
— Tá.
Assim que Louis se escondeu, ouvi passos se aproximando. Era DeVoe.
— Srta. Dean. É um prazer encontra-la novamente.
— Não digo o mesmo.
— Onde estão os seus amigos?
— Não sei e mesmo que soubesse, não te diria.
Ele achou graça.
— Eles realmente acham que podem me derrubar, não é?
— Talvez.
— É uma pena que pensem assim.
Louis então saiu de onde estava escondido e com cuidado se aproximou de DeVoe. Ele estava quase colocando a coleira nele, quando DeVoe, com suas habilidades, simplesmente deixou Louis imóvel.
— Esqueceram das minhas habilidades? Estou decepcionado com você, Louis. Mas no fundo eu sabia que você se parecia muito mais com a sua mãe do que comigo. Fraco e pequeno, igual a ela.
— Não ouse abrir a sua boca imunda para falar da minha mãe, seu desgraçado!
— Como conseguiu se livrar dos efeitos do Chorão?
— A Daphne me ajudou.
— Como pôde fazer isso com ele? — falei indignada. — Querer forçar o seu próprio filho a te amar?
— Tenho vergonha de você, Louis. Me traiu por uma mulher qualquer.
— Não fale assim dela!
— Falo do jeito que eu quiser. Inclusive, se eu quisesse, poderia mata-los aqui e agora.
DeVoe nos ergueu como simples balões de ar através dos seus poderes e em seguida senti como se algo extremamente pesando estivesse sobre mim. O ar parecia não poder passar pelos meus pulmões, quando DeVoe finalmente nos libertou.
— Mas não vou mata-los. Ainda quero que o Sr. Allen veja você esquecendo dele, Dean. E quanto a você, Louis, quero que finalmente enxergue que sentimentos não nos leva a lugar nenhum. Quero que veja a mulher que ama querendo partilhando seus últimos momentos com outro homem e logo mais, quando o Iluminismo chegar, vai entender que sentimentos são coisas banais e que apenas nos tira dos nossos objetivos.
— Eu te odeio. — Louis disse, recuperando o folego.
— Bem, se me dão licença, tenho que derrotar um último obstáculo. — DeVoe disse, sumindo da nossa vista.
Louis veio até mim, me ajudando a ficar de pé.
— Você está bem?
— Sim. Espero que o Barry tenha conseguido.
Gritos frenéticos vinham do lado de fora do STAR Labs, fazendo com que eu e Louis fossemos ver o que estava acontecendo. Ao chegarmos do lado se fora, o céu estava roxo e o que pareciam ser meteoros agora vinham em direção a cidade.
— Estrelas caindo, derretendo como sorvete... — cochichei.
— O que disse?
— Era isso que o Barry estava querendo dizer...
— Do que está falando, Daphne?
— Nada... Só... Temos que ajudar as pessoas. — falei, correndo para a rua.
— O quê? Não! — Louis protestou, mas me seguindo. — Nós não podemos simplesmente parar os meteoros, Daphne.
— Eu sei. Mas podemos ajudar as pessoas a se abrigarem.
— Você é tão teimosa!
As pessoas corriam pela rua, sem saber o que fazer. Crianças choravam e homens corriam sem direção.
— Senhora, você precisa se abrigar. — falei a uma idosa que passava. — Vá para o Jitters, ok? Todos vocês, para o Jitters!
Algumas pessoas fizeram o que eu disse e enquanto outras corriam para o lado contrário, eu tentava fazer com que me ouvisse. Louis me ajudava com isso, quando esbarrei em alguém.
— Você? — Julie, a menina que nos mostrou o Saturno e que abriu os meus olhos para o casamento com Louis me olhava apavorada. — O que faz aqui? Tem que sair daqui agora.
— Eu sei e você também.
— É, eu sei, mas é que... Eu preciso encontrar uma pessoa muito importante.
— Não pode ficar pela rua com essas coisas caindo.
— Eu sei, mas preciso encontra-lo.
— Tudo bem... — bufei. — Mas cuidado.
— Sim, senhora. Quer dizer, eu vou ter. Até logo. — a menina deu um leve sorriso e saiu correndo devagar pela rua.
— Daphne. — Louis tocou meu ombro. — Todos já entraram, só falta você.
— Claro.
— Ai caramba...
Louis olhava para cima e eu fiz o mesmo. Um meteoro enorme descia em nossa direção. Aquilo faria um estrago enorme...
— Vamos, Daphne, entre logo! — Louis me puxava pelo braço para dentro do Jitters. — Todos abaixados, agora!
Ainda estava perto da porta, quando vi um raio vermelho subindo o prédio. Barry ia de encontro com meteoro.
— Não... — coloquei a mão na porta para sair, mas Louis me impediu.
— O que está fazendo?
— O Barry... Ele vai... Ele vai...
— Ele vai ficar bem. Ele é o Flash, ok? Agora você precisa se proteger, está me ouvindo? — Louis segurava meu rosto entre suas mãos.
Fiz que sim com a cabeça.
Ficamos abaixados, perto de uma mesa. Podia ouvir respirações pesadas, todos tinham medo do que poderia acontecer, inclusive eu. Estava completamente tensa quando ouvimos um estrondo. Minha garganta parecia ter um nó. Eu não queria saber o que tinha acontecido, não queria.
— Daphne. — Louis falou tranquilo.
Olhei para ele e ele apontava para a porta. Barry, vestido de Flash, estava lá.
— Está tudo bem, pessoal. Não foi dessa vez.
Todos então começaram a aplaudi-lo. Não conseguia acreditar que ele estava bem, que estava vivo.
O Flash foi embora, mas logo Barry Allen estava entrando pela porta. Fui ao seu encontro e me joguei em seus braços. O beijei com todo o amor que eu tenha.
— Eu disse que sempre volto. — ele falou ao afastarmos nossos lábios.
— Você ainda vai me matar do coração um dia. — falei chorando.
Barry achou graça, mas logo me beijou de novo.
— Fico feliz que tudo acabou bem e que o Louis tenha voltado a si. — ele falou abraçado a mim.
— Talvez você devesse dizer isso a ele pessoalmente?
— Você acha?
— Uhum.
— Tudo bem...
De mãos dadas a mim, Barry foi até Louis.
— Oi, cara. Hum... Obrigado por ter ajudado a Daphne a cuidar de tudo aqui fora.
— Não tem de quê. Era o mínimo que eu podia fazer depois das coisas que fiz por causa do DeVoe.
— Não se martirize por isso, Louis. — toquei seu ombro. — O que aconteceu já passou.
— Obrigado... — ele nos olhou de uma forma triste, talvez por me ver com Barry, mas ainda assim aceitando. — E obrigado por não ter desistido de mim, mesmo quando eu te machuquei.
— Como eu poderia desistir de você? Quando eu mais precisei de um amigo você estava lá. Eu não ia te abandonar de jeito nenhum, Louis. Você tem um coração bom e eu sempre soube disso.
Abracei Louis e o senti um pouco mais aliviado.
— Obrigado por ter cuidado da Daphne quando eu estive longe, Louis. Sei que ainda ama ela, então obrigado por tudo.
— Só... Cuide dela, Allen.
— Pode deixar.
Louis e Barry apertaram as mãos e nos afastamos.
— Ele é uma boa pessoa.
— É sim, Bar.
— Falando em boas pessoas... Eu estava errado quando disse que você não podia fazer nada para ajudar hoje. Você salvou essas pessoas que estavam aqui.
— Eu não fiz nada. Apenas aprendi com o melhor.
— Sei... — Barry me beijou, rindo. — Parece que finalmente acabou, não é?
— Se eu aprendi algo durante esses anos, foi que isso tudo nunca acaba.
Nós rimos.
— Mas ainda assim, estamos em paz por um segundo.
— O que está querendo dizer com isso, Bartholomew?
Barry mexeu na minha aliança.
— O que acha de casarmos?
— Agora?
— Não hoje, mas o mais rápido possível. — ele colocou uma mecha do meu cabelo para trás. — Eu quero poder te chamar de Sra. Dean-Allen o quanto antes.
— Eu amo quando me chama assim, sabia?
— Isso é um sim?
— É claro! — sorri.
— Precisamos começar com os preparativos então.
— Eu te amo.
— E eu te amo muito mais!
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