True Love
1 Uma Vida um pouco Não normal
Notas iniciais
A história que foi passada entre um e outro, entre o modo de falar de uma garota qualquer brasileira com um menino londrino, seus 15 anos? Nada mais que uma idade mais que complexa em que fica difícil você viver cercada de paparazis, mas não era isso que ela estava querendo! Ela queria entrar em uma igreja normalmente, ser feliz com alguém que a encontrasse sentada em uma ponte, e escrevendo em seu diário seus pensamentos, suas dívidas e aquilo que sofre por amor! Aquilo que deveria ser de outra pessoa está sendo dela? Ou está sendo repentinamente roubada de você? Podemos dizer que um sonho pode se tornar realidade, ou melhor, nós podemos torná-lo realidade!
Alice Araújo POV
Eu tentava sair de casa para ir tomar um sorvete com um amigo. Um amigo de infância, de juventude, em que El me via sambando na laje das casas em cima do morro na favela. Onde a “Morena” como ele me chamava, não era somente uma Morena, era alguém, era reconhecida pelo seu charme, por ser quem ela é, uma menina simples, que estudou em escola pública e dava show com seu violão. Agora está aqui, tentando sair de sua mansão para ir tomar um sorvete com seu amigo. Casa rodeada de paparazis! Ai me deixem em paz! Eu tenho vida própia e não preciso de alguém publicando por ai tudo o que faço! Eu tenho 15 anos, o que mais quero fazer é estudar e ser uma pessoa melhor, eu queria mais era ser que eu sou? Ter grana pra dar? Eu sempre quis ter essa grana toda, mas com seus 14 ou até 13 anos vai percebendo que as coisas na vida mudam! Que tudo muda, que você pode ser feliz hoje mas amanhã estar secando suas lágrimas do chão gelado de sua cozinha! Sua vida pode ser como a do Bob — esponja, onde os seres podem se afogar em uma lagoa dentro do mar. Eu só queria ser uma adolescente normal! Eu queria ser a Alice de sempre! Mas eu preciso sair! Eu preciso ver o mundo, o que ele tem pra me dar, o que eu tenho a dar pra ele! Então abri a cortina vermelha da minha sala, fazendo alguns flashes entrarem pela sala, o que me fez ficar um pouco nervosa “controle-se Alice, ninguém é contra você” . Abri a porta da frente e sai com a cabeça erguida. Sim, mão iria sair da minha casa com o olhar para minhas pernas longas e com um leve bronzeado, fazendo com que meus olhos verdes não fossem vistos por ninguém. Joguei meu cabelo preto e cacheado para traz e sai em direção ao portão. Muitos flashes as vezes trancavam minha visão, mas sem importância. Entrei no meu carro e mandei o motorista dar partida e me levar até uma sorveteria afastada da cidade. Entrei , e todos olharam para mim. Eu apenas sorri e levantei a cabeça. Sentei em uma mesa, mesa 15, em que meu amigo estava sentado.
-Dificil a saída de casa né?- ele me perguntou entregando seu celular em minha mão. Fiquei meio sem graça quando vi minhas fotos de hoje a alguns minutos.
-Queria que meu nome fosse Emma!- resmunguei.
-Porque?- ele me perguntou, mais precisamente Josh.
-Você é britânico Josh, já foi baterista de uma banda famosa e o que está fazendo aqui no Brasil? Você tem uma vida pela frente! Tem sua família longe de você! Você ta aqui perdendo seu tempo com... comigo!
-O tempo que eu passo com você não é perdido!- ele disse estendendo sua mão sobre a minha e cantou um verso de uma música muito linda pra mim.
I can be tough
I can be strong
But with you
It's not like that at all
There's a girl
That gives a shit
Behind this wall
You just walk through it
Eu posso ser valente
Eu posso ser forte
Mas contigo,
Não é assim deste jeito
Há uma garota
Que se importa
Por trás desta parede
Pela qual você acabou de atravessar
(Wish We Were Here- Avril Lavigne)
Eu só consegui sorrir. Ele era somente uma amigo, um melhor amigo, uma coias que não começa e terminha, uma coisa que parecia ser para sempre, mas eu pudia ver que ele tinha que fazer algo melhor para ele, assim que seu sorriso desapareceu fazendo o meu desmanchar e ele me olhar estranho, o que me fez ficar procupada.
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