Notas iniciais
Aqui está nosso segundo capítulo. Tivemos que apagar todos para modificar algumas coisinhas. Foi mal pela espera pessoal.

– COMO ASSIM?! Você não pode fazer isso, não foi minha culpa.

– Como não Percy?! Você trouxe seus amigos baderneiros para um uma festa em nossa casa, até ai tudo bem, mas como você explicaria o incêndio? — perguntou meu pai, Poseidon

– É que eu queria chamar atenção com uma entrada inesquecível, e como nossa mansão é grande eu pensei que daria espaço.

– Espaço para que exatamente?

– Para eu vir de paraquedas – falei, percebendo o quão idiota soava aquilo.

– PARAQUEDAS?! — meu pai gritou incrédulo

– Sim — assenti

– E depois?

– Quando meus amigos viram que eu estava chegando, jogaram fogos de artifício para comemorar. Um desses fogos atingiu o paraquedas, que ficou em chamas, mas eu consegui me soltar a tempo e acabei caindo na piscina. — o que foi bem divertido — Só que paraquedas em chamas caiu na mesa do DJ, e ela explodiu. E foi assim que começou o incêndio.

– Percy, você tem alguma ideia do prejuízo que isso causou, sem contar que você matou nosso cachorro.

Ah sim, nosso cachorro insuportável morreu no incêndio, pelo menos algo de bom veio disso.

– Desculpe. Mas, por favor, não me mande para esse internato. — implorei

– Percy eu quero que você entenda que isso é para o seu próprio bem.

– Pai você não sabe o que é melhor pra mim. Sou seu filho mas você mal me conhece.

– Perseu, suba e arrume sua mala sem reclamar por favor. Você parte amanhã à tarde – decretou meu pai

– EU TE ODEIO — eu gritei subindo a escada correndo

Como eles tinham a coragem de fazer isso comigo?! Perderia todos os meus amigos, minha popularidade, meu dinheiro e ficaria sem a Ruby, minha Ferrari favorita. Assim que cheguei no meu quarto fui tomar banho; a água me relaxa e eu gosto de pensar no chuveiro. Meus pensamentos estavam à tona, um dia vai mudar a minha vida, vou deixar tudo pra trás por causa de um internato em Londres. Porque tinha que ser em Londres? Não podia ser mais perto? Não, acho que não, meus pais querem mais é se livrar de mim, o filho que só causa encrenca e traz prejuízo. Nem sei o porquê disso, em menos de um dia meus pais já tinham comprado um apartamento e contratado os trabalhadores para a reconstrução da nossa mansão.

Esse dinheiro não vai fazer falta, e muito menos eu. Coloquei minha bermuda e fui deitar na cama achando que nunca iria conseguir dormir depois de tudo, e com tantos pensamentos me rodeando. Mas, para minha surpresa estava mais cansado do que pensava, logo que deitei caí no sono.

Acordei com meu telefone tocando o alarme , olhei pra o horário no celular ainda meio sonolento, eram dez horas eu ainda não tinha feito a mala e muito menos me preparado psicologicamente pra esse internato. Na chance de que meus pais me perdoarem desci sem fazer mala ou me arrumar, talvez eles tenham esquecido.

Ao chegar na sala percebi que meu pai, estava conversando com a minha mãe e lá se vai minhas esperanças. Minha mãe estava vestida de preto, demostrando seu luto pela perda do cachorro. Eu olhei para os dois com uma cara de desprezo, minha mãe prefere um cachorro idiota do que seu próprio filho.

– Perseu suas malas já estão prontas? — perguntou, sem ao menos olhar para mim, estava concentrado olhando para o jornal.

– Malas? Aquele objeto onde você guarda suas roupas? — perguntei

– É Perseu, essa mesmo, você já terminou?

– Não, esqueci – menti

– Você não tomou jeito mesmo né Percy? — disse minha mãe com um olhar meio triste e irritado com minha irresponsabilidade.

Percebi que era uma briga perdida, não tinha mais jeito. Subi as escadas e fui para o meu quarto arrumar minhas malas. Depois disso, tomei um banho e botei uma calça jeans escura, uma blusa branca e um casaco. Respirei fundo, sai de casa sem olhar para trás e entrei um táxi em direção ao aeroporto