Trouble Maker

48 Capítulo 48 – Começo do fim


Capítulo 48 – Começo do fim

Os ruivos estavam juntos na sala. Ele abraçava a ruiva por trás, enquanto ela estava na sua frente digitando no computador. Aquela cena era nostálgica, deste início os dois tinha o costume ficar ali. A primeira pesquisa deles era o passado do Ichigo e agora os dois procuram um nome do bebê.

— Que você acha desse? – apontava a Orihime na tela com o ponteiro do mouse

— Hmm — analisa o ruivo – Acho que não. É muito comum.

— Ichi. – repreendeu o – Estamos um tempão tentando decidimos um nome. Todos nomes você coloca defeito.

— Mas é. Eles me lembra de alguém que já me encheu a paciência.

— Ou seja, alguém que você estourou os miolos. – revirou os olhos

— Ei, não fala desse jeito. – emburrou

— Que posso fazer? – deu os ombros – Você é um monstrinho.

— Sou mesmo. – mordeu o ombro da moça

— Ichigo. – bradou – Presta atenção aqui.

— Estou prestando, Hime. – beijou na bochecha da garota – Que tal esse?

— Shun. – pronunciou Orihime – Significa fé e confiança.

— Que você acha? – perguntou o ruivo – O significado do nome é nosso elo.

— Eu gostei. – sorriu

— Que bom. – beijou os lábios da ruiva – E aí garotão! – acarinhou a barriga – Gostou do nome? – falou animado – em resposta sentiu o bebê se mexer – Viu ele gostou! – riu

— Só que ele tem de maneirar com a força. – reclamou a ruiva.

— Sinal que está com saúde. – riu – Shun, mais devagar com a mamãe.

— Bobo. – recostou a costa no peitoral do rapaz.

— Bobo que te ama. – abraçou a ruiva, envolvendo no abraço.

Ela sentia falta daquele abraço que envolvia a sua cintura, como todas as noites. Mesmo, com tantos travesseiros e cobertas na cama, com intuito sentir protegida não estava resolvendo. Aquele abraço era seu refúgio, o porto seguro. Como sentia falta da leve respiração nos cabelos, da companhia... Ela revirava na cama, em busca de uma posição confortável. A barriga já dificultava achar uma posição confortável. Recostou, sentando na cama. Pegou o celular que estava na cabeceira e olhou as horas. Marcava duas da manhã.

— Será que está acordado ainda? – suspirou – Que falta que você faz, Ichigo.- Sentiu um leve pontapé na sua barriga, acariciou e deu um sorriso.- Ei, você também está acordado? – riu – Papai, podia estar aqui. – o bebê deu outro chute. – Toma cuidado com força, pequeno.

Orihime respirou fundo. Deslizou o dedo na tecla dos últimos números discados. Deixou dar os três toques e desligou.

— Droga. – recriminou — Vai que ele estar dormindo.

Logo seguida o celular toca, a ruiva desajeitada e assustada do aparelho tocar nas suas mãos quase o deixa cair. Consegue atender a chamada.

— Alô? – atendente sem verificar quem é

— Hime? – a voz rouca a faz identificar – Aconteceu alguma coisa? – a voz era de preocupação.

— Er...desculpa, Ichigo. – ficara sem jeito. – Na verdade está tudo bem.

— E você está acordada nessa hora? – Ichigo apresentava uma voz de cansaço – Não está conseguindo dormir?

— Não encontro uma posição confortável. – reclamou – E Shun está remexendo muito.

— Tenta dormir virado para lado direito. – explicou – Bom que não há nenhum refluxo. Vai conversando com ele.

— Virar de lado não irá ajudar muito.

— Por que não? – questionou o rapaz

— Você não está aqui. – fez uma voz manhosa – Não consigo dormir sem você.

—Então é saudade. – riu – Acostumou dormir sempre comigo.

— Não fica rindo.

— Eu perdi esse beicinho. – riu

— Eu não estou com beicinho. – sua voz era manhosa – Que dia que você vem?

— Bom, nós combinamos depois de amanhã. Vou amanhã para lhe ver. Eu também estou com saudade.

— Certo. A onde você está? Em casa?

— Não estou no QG. Devo passar lá amanhã. Quer alguma coisa de lá?

— Só curiosidade. – deu um sorriso.

— Shun, acalmou um pouco?

— Hmmm, sim. – percebeu como o bebê ficou calmo no seu ventre.

— Os dois estão mal acostumados – riu – Vou ver lós amanhã.

— Vou ficar aguardando. – sorriu.

— Vai descansar, Hime. Boa noite, te amo.

— Eu te amo. – desligou o celular e aconchegou para dormir.

****

Rukia entrou nervosa no pequeno apartamento, Renji entrou logo atrás dela, aparamente calmo.

— Estava indo tudo certo. – a sua frustação era grande – Por que ela estava lá?

— Não sei o motivo da Unohana está lá. – falou calmo – Nem motivo da conversa com juiz Kuchiki.

— Merda. – bufou – Será que ela sabe o meus motivos?

— Pode ser que sim ou não. – deu os ombros

— Renji! – gritou – Você não está me ajudando.

— Melhor manter a calma. – aproximou da baixinha – Ok?

— Renji! – o rapaz a abraçou – Eu perdi a oportunidade.

— Não perdeu. – abraçou mais – Teremos uma melhor. Vamos ser mais cautelosos.

— Certo. – Rukia acabou concordando

— Muito bem. – beijou a testa da baixinha – Vamos dormir, temos que voltar à Soul Socity de manhã.

— Que será que o Kyoraku quer com nós? – retribuiu o abraço – Ultimamente é a Unohana que tenha passado as missões para nós.

— Que é bem estranho. Ela não faça parte da estratégia, é apenas a psicóloga daquela joça.

— Será que ela está querendo tramar?

— Tramando. Porque isso não é de hoje. – soltou do abraço.

— Que você quer dizer? – olhou em duvida para o rapaz de cabelos vermelhos.

— Eu não sei. – caminhou para o quarto – Vamos dormir.

Rukia ficou por um tempo pensando nas palavras de Renji.

— Será que... – seus olhos arregalaram – Então é isso!

***

Na manhã seguinte, Ichigo estava no apartamento. A sensação está ali é nostálgico, como sentia falta da sua ruivinha. Ichigo estava verificando o apartamento antes de sair. Aproveitou para pegar novas mudas de roupas. Vestia calça preta, camisa branca de manga longas, tênis preto e tinha separado uma jaqueta escura que estava no encosto do sofá. Estava já pronto para sair, pegou a jaqueta e abriu a porta. Seus olhos arregalaram de surpresa, nunca imaginara que iria encontrá-lo assim

— Gin!? – engoliu seco

— Oi, Ichigo. – cumprimentou o platinado – Desculpa, por vim sem avisar. Preciso conversar com você. – olhou para o ruivo.- Vejo que está de saída, mas tem um minuto?

— Oh claro. – respondeu automático – Entre. – deu a passagem para o promotor.

— A Orihime está?

— Não, está passando o final de semana na casa da minha tia. – respondeu o ruivo – Eu estou a caminho de lá.

— Vou ser breve, para que não haja atraso. – forçou um sorriso – Melhor que ela não esteja em casa.

— Por acaso é alguma coisa do... – Ichigo não gostava de lembrar do episodio do Grimmjow e Orihime

— Não muito. – respondeu Gin rapidamente ao ver o desconforto do rapaz – Na verdade um pouco desabafo.

— Sim. Por favor sente-se.

— Bom, como você sabe trabalho como promotor e investigador. Tive um caso de mais ou menos de dez anos atrás. Nunca conseguir concluir esse caso, não foi por muito falta de prova e sim nunca encontrar com o culpado. Encerrei o caso há dois anos, por mais meus superiores continuassem insistindo que eu reabrisse. – Ichigo ouvia atentamente – O mais engraçado disso tudo recebo de “presente” a pista que nunca encontrei durante esses anos.

— Posso saber que caso seria esse?

— Shinigami Negro. – respondeu sem rodeios

O ruivo não pareceu tão surpreso, conduziu a conversa como fosse normal para ele.

— Que você pretende abrir esse caso? – perguntou Ichigo

— Eu ainda não sei. – recostou no sofá – Vai depender qual é o rumo dessa conversa irá tomar.

— Como assim? – o ruivo ficou sem entender.

— Vou ser direto, Ichigo. – olhou para o ruivo com seus olhos azuis claro firme – O certo nem era ter essa conversa com você. Por consideração, da nossa amizade e pela Orihime por quem a Rangiku sempre cuidou como irmã.

— Aonde você quer chegar?

— Eu sei de tudo, Ichigo. – seu olhar era severo – Você é o Shinigami Negro.

Continua...