Trouble Maker

57 Capítulo 57 – Ao caminho do inferno


Capítulo 57 – Ao caminho do inferno

A manhã de rotina, já tinha começado para velha senhora. Havia anos que estava servindo para família Kuchiki, atualmente estava cuidando do jovem neto do patriarca. A casa estava em silencio, como de costume. O seu jovem patrão, dificilmente fazia algum tipo de ruído. Ali era marcado de acordo com os horários, o jovem Kuchiki era externamente pontual. Alo que não estava sendo naquela manhã.

Resolveu ir ao quarto para chamá-lo e avisar do horário. Deu três toques sutis na porta, à espera da resposta. Nada, apenas silencio. Com receio atreveu entrar no recinto, viu a cama vazia e desarrumada. Julgou-se que ele estaria no escritório, deve ter passado a noite trabalhando em algum caso. No andar de baixo, fizera o mesmo e não ouviu nenhum “entre”. O silencio da manhã já estava irritando a senhora.

Abriu a porta, com um “bom dia, senhor Kuchiki” nos lábios. A única coisa que emitiu foi um grito agudo horrorizado.

A manhã na delegacia, estava um caos. Yourichi estava andando de um lado ao outro dando ordens aos seus subordinados e ficar ouvindo os seus superiores. Afinal, um juiz de importância tinha sido assassinado. O seu assemblaste estava sério, e quando se encontrava sozinha dava uns longos suspiros. Isso para não dá nenhuma “mal resposta” aos seus superiores ou jornalistas que estavam fazendo plantão na porta da delegacia. “Ah! Jornalistas! ” Como isso a irritava completamente.

Vestiu o colete prova de balas e a jaqueta pesada do seu uniforme. Estaria fazendo a visita no local do crime. Ao sair da sala, sentiu um pouco nostálgica. Lembrou do jovem detetive de cabelos negros e de olhar gélido verdes esmeraldas. Pode ser, que ela carrega algum remorso do que fez, umas das piores escolhas da sua vida. Não permitiu o sentimento a dominar, caminhou até a viatura que estava na porta da delegacia, ignorando os flashes e o empurra a empurra dos jornalistas. E foi a caminho da mansão dos Kuchikis.

Chegou no local, uns dos policiais passou o relatório para ela. Não havia nenhum sinal de arrombamento ou luta. Quem cometeu o crime, conhecia a casa e os hábitos do Byakuya. Yourichi por um breve momento, pensou em Ichigo em ser o autor do crime. “Garoto problemático”. Foi até no escritório e viu o juiz sentado na cadeira e com um tiro no peito. Os olhos azuis escuros estavam abertos, olhando para direção da porta. Era possível ver, um olhar gélido e duro que ele sempre carregava na vida. A senhora que o encontrou estava em estado de choque sentada em uma cadeira perto da porta do escritório. Já havia sido atendida pelos para médicos e no momento estava dando seu depoimento para o policial.

— Capitã. – chamou uns dos policiais – Você acha que poderia sido cometido pelo Shinigami?

Yourichi passou novamente os olhos no local, antes de responder.

— Não é o padrão dele.- falou duro- É outro assassino.- estreitou os olhos cor de mel – Temos que descobrir quem é. Manda as fotos do legistas e manda fazer a comparação de outros crimes.

— Sim, senhora. – respondeu antes de retirar do local.

— Será que você sabe de alguma coisa, Ichigo? – atreveu pensar em um sussurro.

***

O casal estava em um café em mesas separadas, um de costas ao outro. Estavam atentos ao seu redor, mesmo que não transparecerem isso. Rukia tomava calmante o seu café e Renji lia o jornal e tomava café. O ruivo deu uma olhada no seu relógio.

— Está na hora. – falou baixo audível para morena.

Ele levantou da cadeira, deixando o dinheiro em cima da mesa e saiu do café andando tranquilamente. Logo após, a Rukia fizera o mesmo ato. Andando uma certa distante do Renji, que estava na sua frente. Renji fizera um sinal com as mãos para Rukia o alvo estava à sua frente.

Uryuu estava vindo ao sentido contrário do casal, estava distraído verificando mensagens do celular. Renji dá uma esbarrada forte no jovem médico, fazendo que as suas coisas espalharem no chão e continuou a caminhar. O jovem médico reclamou com o ruivo que fingiu não estava incomodado com a situação.

— Senhor. – a voz feminina o chama atenção. – As suas coisas. – a mulher de olhos violetas entrega a sua maleta.

— Obrigado. – agradeceu ajeitando os óculos e pegando a maleta da mão da moça

— Por nada. – deu um sorriso.

O jovem moreno deu uma última olhada no chão antes voltar no seu caminho. A morena não deu importância e foi encontro de Renji sem que ninguém percebesse. Virou para próxima rua, entrou dentro do carro que estava estacionado.

— Não sabia que eu iria fazer isso novamente. – falou para ruivo que estava do lado do motorista.

— Até parece que você nunca fez isso antes. – deu um riso – Até foi fácil.

— Me senti um trombadinha. – cruzou os braços na altura do peitoral. – Não fica rindo! – bradou com o rapaz, que estava rindo dela.

— Afinal, conseguiu o objeto? – perguntou antes de girar a chave na guinição.

— Sim, parece que ele não foi avisado do acontecimento.

— Ponto para nós. Vamos, não queremos atrasar para encontro com chefinho.

****

A notícia da manhã, não deixou a Unohana muito contente. O seu plano tinha sido desmoronado. Tinha planejado de prender o Ichigo e ter o Uryuu como testemunha ao seu favor. Agora, tinha de tomar outras medidas. Nem que elas sejam trágicas.

Estava dirigindo para encontrar com Uryuu e passar as novas instruções do seu novo plano. Mas uma figura de mulher loira a chama atenção. “Não é possível!” Sussurrou “que ela faz aqui?”. Piscou os seus olhos, isso poderia ser um sonho! Observou a mulher andar sorridente ao lado do homem grisalho com óculos. A bela mulher loira percebeu que estava sendo observada, deu um sorriso para Unohana.

— Sua vaca! – falou em resposta.

Isso é mais um problema que estava entrando na sua vida. Desistiu de encontrar com o jovem médico. Resolver mandar uma mensagem desmarcando o encontro. Não poderia perder o seu “novo” alvo de vista. Tudo que queria era saber os motivos dela estar na cidade.

***

Finalmente a nova família, pode retornar para casa. “Lar doce lar” era tudo que o casal de ruivos desejava. Ainda não estavam em casa por insistência de Kuukaku, os primeiros dias a Orihime ficar ali na sua casa para cuidados dela e do bebê. Por fim, Ichigo concordou.

Por um lado, ele estava aliviado. Ficaria um pouco mais difícil a aproximação de Uryuu com a Orihime e Shun. A sua intuição sabia, que esta situação não tinha acabado. Estava pensando em um meio para “dar fim” nessa história, de preferência para sempre.

Orihime sorriu ao entrar no quarto e ver o Ichigo carregando o Shun no colo. O rapaz o carregava como fosse frágil e muito precioso.

— Pode relaxar um pouco. – riu ao aproximar do rapaz – Ele é frágil, mas é forte.

— Eu sei. – beijo a têmpora da moça – Ainda tão pequeno. – falava com uma voz calma e baixa para não acordar o Shun.

A ruiva permitiu sorrir em resposta, como era bom ver Ichigo calmo e sorrindo. Como ela queria que o tempo parasse.

— Vejo que você está melhor. – a ruiva olhou para os ambares castanhos quentes – Está menos tensa.

— Estou um pouco melhor. – suspirou – Não estava gostando ficar naquele hospital. E também não sabia como falar isso com sua tia.

— Eu entendo. – colocou o Shun no berço que estava ao lado da cama. – Confesso que estou um pouco aliviado de vocês ter saído. Não confio no Uryuu e sei que o aconteceu um pouco falha minha.

— Estamos bem, isso que importa. – abraçou seu companheiro. – E vamos ficar.

— Assim que eu espero. – beijou os lábios da ruiva – Iremos desfrutar desse sonho, está bem próximo.

****

O homem de cabelos castanhos médios sorriu satisfeito, ao pegar o envelope das mãos da Rukia. Abriu o envelope, conferindo o documento e o pen drive.

— Isso fará que ela muda o plano. – comentou o Kyouraku para seus agentes.

— Você acha que a senhora Unohana irá desconfiar em algo? – perguntou a Rukia.

— Do jeito que ela está cega, seja bem provável que pensará no Ichigo que fizera isso tudo. – comentou Renji.

—Talvez não. – completou o Kyouraku – Ela sabe do padrão dele, logo pensará que foram vocês.

— Senhor. – Rukia o chamou receosa – Afinal, como é seu objetivo ser contra a Unohana.

— Justiça. – respondeu firme – Apenas poder.

****

Ela espera impaciente do encontro, batia os dedos no volante. Resolver marcar o encontro ali, naquela rua abandonada para que nenhumas delas tivesse problemas. Pelo retrovisor, vê a loira aproximar, este abre a porta do carona e entra no veiculo.

— Que você está fazendo aqui? – Unohana perguntou assim que a loira acomodou.

— Nossa! Assim que você trata uma velha amiga? – abriu um sorriso – Cadê os “saudades de você”?

— Não vem com brincadeiras, Manon – a morena estreita os olhos – Ou devo chamar de...

— Não ouse falar meu nome de nascimento. Já o abandonei à tempos – retrocou em resposta – Estou aqui para ver minha filha, oras.

— Qual é seu interesse repentino com ela?

— Não vem falar que passou mais vinte anos e blá blá. Eu a queria vê-la. – deu de ombros – Também não abandonei, eu só a deixei em segurança. Eu confiava no meu enteado. Diferente que você fez com seu segundo filho. – falou firme, sem perder a postura.

— Mesmo assim, deixou com o louco do Yukito! – bradou com a loira – Aquele bêbedo.

— Melhor com o verdadeiro pai da Orihime. – olhou para os olhos de Unohana – Você planejou a morte daquele crápula.

— Planejei mesmo, apesar que eu não puxei o gatilho. – olhou para fora do carro – Ele e a sua amante.

— Estou feliz ao vê-la como ela está. – falou com um pequeno sorriso – Apesar que sou avó. – riu – Está uma mulher linda, formada e não puxou nenhuma das personalidades dos pais. Isso que me deixa satisfeita. Devo isso ao Sora.

— Mesmo estando casada e morando com um assassino profissional? – riu

— Bom, o meu genro é lindo. – gargalhou – Não vi nenhum traço que ele possa fazer mal à Orihime. Vejo que ele tem um espirito protetor.

— Uma pena... – suspirou

— Unohana. – chamou a amiga. – Tem certeza, quer fazer isso? Afinal, você já teve sua vingança. Ela não vai voltar.

— Eu sei, Manon. – passou a mão nos seus longos cabelos negros.

— Então larga essa vida.- segura as mãos da morena

— Não tenho as mesmas chances que você.- tira as mãos do contado – Você conseguiu, ainda tem sua filha, um novo amor, conseguiu ocultar todo o passado... eu terei o que? Nada. Já estou no inferno mesmo. Fiz que fiz em busca de poder e vingança. Matei todos que fizera maldade comigo.

— Inclusive aquele que quebrou o seu coração de gelo. – comentou.

— Não me enche.

— Só não quero que nada aconteça com minha filha e o meu neto. Espero que lembra da sua responsabilidade como madrinha. Caso, algo acontece irei desterrar o passado.

— Eu a cuido como fosse minha. Não tenho culpa, se é teimosa como a mãe.

— Eu sei. – sorriu – Amanhã estarei voltando à Paris. Se cuida, não quero voltar para seu enterro. – debochou.

— Pode deixar. Agora vai lá para seu médico.

A loira gargalhou em reposta, antes de sair do veículo. Unohana ficou dentro do mesmo, vendo a velha amiga partir. “Poder” era que almejava. A sua caçada atrás do Shinigami Negro, era porque Ichigo era testemunha de vários seus crimes. Ele poderia levar a sua cabeça suprema ou simplesmente ele poderia matá-la. Por que, ele não fizera isso? Talvez, ele esteja esperando o momento certo.

Por um breve momento, deixou as lágrimas escorrerem. Ela odiava ter momento de fraqueza, não sentia que era a mesma. Enxugou as lágrimas do seu rosto. Pegou o celular que estava no porta luvas. Digitou uma mensagem, um sorriso sádico voltou a enfeitar no seu rosto. A brincadeira só estava começando.

“Segue as instruções...”

Mensagem enviada.

Continua...