Por Jonas:

Bom, depois que a Dorothy descobriu porque eu não fui viajar com o resto da família, me senti um pouco aliviado por dividir isso com alguém. Porque aquilo que eu estava sentindo era muito forte para ficar escondido. Mas Dorothy já estava de saída, e eu voltaria a curtir meus momentos com a Pamela.

Nós passamos o dia todo juntos e eu ri muito com o português dela que erameio embaralhado! À noite, nós continuávamos sozinhos na mansão... Pamela foi tomar um banho e eu aproveitei para “fazer” um jantarzinho à luz de velas para nós dois. Na verdade foi uma lasanha de micro-ondas sabe?! Coloquei os pratos sobre a mesa e lógico, as velas também. Fiquei lá sentado esperando aquela loirinha terminar de se aprontar e quando ela apareceu na minha frente... Ah que coisa mais linda é essa mulher! Ela usa um troço, acho que é delineador o nome, no olho que deixa bem preto sabe! Assim aqueles olhos verdes profundos se tornam ainda mais fascinantes, mais impactantes!

Quando ela viu a mesa toda montada, sorriu docemente, e aquele sorriso alegrou meu coração. Mas do nada ela retirou aquele mesmo sorriso, dizendo:

– A gente não deveria estar fazendo isso Jonas, eu tenho um namorado, o Herval, e ele é um homem bom, não merece isso... e by the way, e sua mulher?! Você não pensa nela?

Eu disse: — Meu casamento com a Verônica já deu o que tinha que dar. Eu não a amo como amava no começo... Eu só me acomodei com a presença dela sempre, mas não a amo mais. Quando eu te vi no Globo de Ouro, me apaixonei Pamela! É você que eu quero!

Ela sorriu, sentou-se à mesa e nós começamos a comer e a conversar. Quanto mais eu conhecia aquela loirinha, mais eu me apaixonava por ela! Enquanto Pamela falava, parei para reparar melhor na marca de nascença que ela tinha no ombro. Seu vestido era sem alça e seus lindos e elegantes ombros estavam nus. Fiquei imaginando: “será que tem alguma chance dela ser a filha desaparecida do Jack? Enquanto eu me perdia em meus pensamentos, Pamela continuava a falar e até que me perguntou:

–Você gosta de Galáxia Andrômeda?

Eu disse: -Se eu gosto? – Ela acenou com a cabeça. – Eu adoro! Cabunga! – Fiz brincando. Pamela gargalhou.

Ao fim deste incrível jantar, pedi para que ela fosse para a piscina que eu iria logo depois. Fui até meu quarto e lá estava a correntinha com uns fios de cabelo da Pam e um bilhete da Dorothy: “Eu acho melhor você fazer isso.” Guardei aquilo imediatamente e fui para a piscina ficar com a Pamela.

Nós nos sentamos à beira da piscina e ficamos admirando a lua cheia e as estrelas. Pamela encostou a cabeça no meu ombro e eu encostei a minha sobre a dela. Ficamos alguns instantes calados, até que ela disse:

–É tão bom olhar o céu em companhia tão boa... Nunca se sabe não é! Eu posso ter um piririco a qualquer momento e não poder mais ver coisa tão linda.

Eu ri: — “Piririco” Pamela?! É “piripaque” dear...

–Oh whatever! – Sorrindo.

– E você não vai ter um piripaque... – Pamela sorriu meiga.

Pus minha mão sobre seu rosto e acariciei, ela sorriu novamente e logo eu beijava-lhe a boca. Nos levantamos e saímos tropeçando pela casa até meu quarto. Lá nós caímos na cama e aos poucos fomos nos despindo. Eu queria que noites como essa acontecessem frequentemente em nossas vidas! Eu não estava mais compreendendo-me, que amor é esse por essa mulher?!

No dia seguinte, Pamela estava deitada sobre meu peito, mas eu precisava sair para levar os fios de cabelo dela para o laboratório. Não sei como consegui, mas fiz com que ela trocasse meu peito pelo travesseiro. Me arrumei tão rápido como um foguete, peguei os fios e fui embora. Chegando ao laboratório e feito tudo o que deveria fazer, mal via a hora daquele resultado sair! Quando eu entreguei os fios ao Doutor, senti um frio na espinha... Voltei para casa o mais rápido possível e ao chegar lá, encontrei a Pam apreensiva. Perguntei-lhe o que houve, e ela me respondeu:

–Eu tive um sonho estranho Jonas...

–Que sonho Pam, me conta! Estou ficando preocupado!