Trilogia Badlands - Mann Vs. Machine
3 Quem é ela?
Era de manhã. O tanque de robôs continuava parado e a equipe foi entrando no refeitório. Heavy se senta ao lado de Demoman, levando seu sanduíche. Scout vai até ele.
– Heavy! — disse Scout. O grande homem olha para ele — Me faz um favor?
– Claro, o que? — perguntou Heavy.
– Posso levar seu sanduíche? — perguntou Scout.
Heavy se afasta de Scout, levando junto o sanduíche.
– Nem pensar — disse Heavy — Eu te conheço.
– Mas é para a garota! — disse Scout — Ela deve estar com fome!
Heavy pensou um pouco e se levantou com o sanduíche em mãos.
– Mas, eu vou com você — disse Heavy — Eu te conheço bem.
Os dois voltam ao hotel e seguem para o quarto no final do corredor. Scout bate na porta e em seguida a abre, vendo que a garota se levanta rapidamente da cama.
– Ei, calma — disse Scout — Só vim trazer isso para você. Deve estar com fome.
Heavy olha para a garota e coloca o sanduíche na mesa de cabeceira.
– É apenas um sanduíche — disse Heavy — Se você gosta desse tipo de coisa.
A garota olha por um tempo para a comida. Ela tira a azeitona e come um dos lados do sanduíche. Após dar uma mordida, ela come tudo, deixando Heavy feliz.
– Você gostou? — perguntou Scout.
Ela balançou a cabeça positivamente.
– Ela tem bom gosto! Já gostei dela! — disse Heavy — Se precisar de mais, é só falar comigo!
Heavy sai do quarto. A garota come o resto do sanduíche e Scout a olha.
– Você... Você pode dar uma volta pela cidade, se precisar — disse Scout — Eu normalmente fico nos telhados das casas ou na sala de repouso. Se precisar de mim, sabe onde me encontrar.
Ele saiu do quarto, enquanto a garota olha novamente o tanque de robôs. Tudo tranquilo. E... Scout havia tomado o café da manhã e estava saindo do refeitório, quando Soldier o pára.
– Já descobriu algo sobre a garota? — perguntou Soldier.
– Não, apenas... — disse Scout. Ele riu — Apenas que ela gostou do sanduíche do Heavy.
– Você deu comida para nossa prisioneira? — perguntou Soldier.
– Ela não é prisioneira, Soldier! — disse Scout — Ela é apenas uma garota que estava fugindo dos robôs!
– Ela é problemática! — disse Soldier — Eu sinto isso! Aposte sua munição nisso!
– Quer que eu te diga o último caso que você disse isso? — perguntou Scout.
– Não! — disse Soldier — Já me falaram isso ontem.
– Se lembra de como eu fiquei no final? — perguntou Scout.
– Sim, de pernas quebradas — disse Soldier.
– Muito bem, agora seja um bom soldado e me deixe ir — disse Scout.
– Espera — disse Soldier — Tenho uma missão para você.
– E qual é? — perguntou Scout.
– Conheça essa garota — disse Soldier — Saiba tudo sobre ela. Você é o mais apto a se aproximar dela.
– Então está querendo dizer que eu sou o mais galanteador da equipe? — perguntou Scout.
– Sim — disse Soldier. Ele parou — Espera... Não foi isso que eu quis dizer!
– Mas agora já falou — disse Scout — Não se preocupe, eu vou descobrir quem é ela.
Scout sai do refeitório, deixando Soldier irritado. Scout vai subindo a rampa para chegar no telhado de uma das casas e quando vê, a garota está lá, olhando o horizonte. A garota percebe a chegada de Scout e tenta ir embora.
– Ei! Ei! — disse Scout — Não precisa ir embora!
A garota volta ao lugar, sentando na ponta da casa e Scout se senta um pouco mais afastado do que ela. Os dois olham o horizonte, onde havia o tanque dos robôs.
– É lindo, não é? — perguntou Scout — Precisava ver quando aquele tanque não estava aqui. Quando o sol estava se pondo, dava para ver ele indo atrás das montanhas. Badlands não é tão feia quanto eu pensava.
A garota suspira.
– É lindo mesmo — disse a garota.
Scout se vira para ela, espantado.
– Você... Você falou? — perguntou Scout, espantado — Você falou mesmo?
Ela riu.
– Ela está rindo! — disse Scout, espantado — Porque está rindo?
– Porque você é engraçado — disse a garota.
Scout se acalmou um pouco.
– Bom, pelo menos eu sei que você fala — disse Scout.
– Eu disse que falava — disse a garota.
– Você não disse — disse Scout — Você apenas balançou a cabeça.
Os dois riram.
– Enfim... — disse Scout. Os dois se olharam — Acho que eu não me apresentei.
– Mas não precisa — disse a garota — Eu conheço já todos.
– Como assim? — perguntou Scout — Você já falou com alguém aqui?
– Não, você foi a primeira pessoa com quem eu falei — disse a garota — Mas eu sei que você é Scout, o mais rápido do time RED.
Ele a olhou estranhamente.
– Como... — disse Scout, assustado — Esquece! Quem mais você conhece na equipe?
– Bom, o que me deu o sanduíche é o Heavy, o mais lento da equipe, o que gritou comigo ontem é o Soldier, o cara durão, outro que falou comigo foi o Medic, depois o Demoman, o Sniper e no resto da equipe tem o Pyro, Engineer e Spy.
Scout estava espantado.
– Como você sabe de tudo isso? — perguntou Scout.
– Tenho meus segredos — disse a garota, de tom baixo.
Scout a olhou com desconfiança e voltou a olhar para o horizonte.
– Anya — disse a garota.
Ele se virou para ela.
– Como? — perguntou Scout.
– Meu nome é Anya.
Scout ficou pensando por um tempo e sorriu.
– Finalmente — disse Scout — Eu estava querendo saber seu nome.
Anya sorriu e um som de uma buzina de carro entrou na cidade. Scout se levantou e viu o carro de Miss Pauling nos portões da cidade. A assistente sai do carro, abre o portão e volta para o carro, entrando na cidade. Spy sai da base e fecha o portão, enquanto Miss Pauling estacionou o carro e saiu.
– Perdi alguma coisa? — perguntou Pauling.
– Muita — disse Spy.
– Está sendo irônico novamente, Spy? — perguntou Pauling, tirando vários papéis do carro — Porque isso está ficando chato.
– Não estou sendo irônico — disse Spy — Aconteceu algo estranho.
– Como o que? — perguntou Pauling.
Ele aponta Scout e Anya descendo a rampa.
– Mas o que? — perguntou Pauling, estranhando — Quem é ela?
– É o que todos queremos saber — disse Spy.
E... Miss Pauling e Scout estavam na sala de repouso, enquanto a equipe esperava do lado de fora e Anya estava em cima da casa, olhando o horizonte novamente.
– Como ela chegou aqui? — perguntou Pauling.
– O ataque dos robôs foi um pouco mais cedo — disse Scout — Ela saiu correndo de dentro do tanque, com os robôs perseguindo ela. O estranho era que os robôs não estavam em modo de ataque e ninguém se machucou.
– Qual é o nome dela? — perguntou Pauling.
– Anya — disse Scout — É tudo que eu sei. Ela só falou comigo até agora.
Miss Pauling olha para a garota pela janela.
– Vai lá e chama ela — disse Pauling — Quero falar com ela.
Scout saiu da sala e a equipe se levantou. O garoto foi até Anya e a trouxe para a sala de repouso. Enquanto eles iam entrando, os mercenários fixaram o olhar na garota, que olhava apenas para Pyro, de um jeito assustado. A garota entrou na sala e Scout foi embora, indo para o telhado da casa novamente. Sniper sobe a rampa e pára ao lado do colega.
– Bom, então, o que acha dela? — perguntou Scout.
– Ela parece ser gente boa — disse Sniper — Sou contra o que o Soldier disse. Ela é apenas uma garota, não vai nos fazer mal. Qual o nome dela mesmo?
– Anya — disse Scout — Mas mesmo assim, ela pode não nos fazer mal, mas porque ela estava fugindo dos robôs?
– Talvez ela tenha sido uma prisioneira deles — disse Sniper.
– Mas qual a razão? — perguntou Scout.
Demoman subiu no telhado.
– Nossa, bela visão — disse Demoman.
– O que é? — perguntou Scout.
– Miss Pauling quer que todos estejam no refeitório — disse Demoman — Acho que ela vai falar sobre a garota.
– Anya! — disse Scout.
– Saúde — disse Demoman.
– Não, o nome dela é Anya! — disse Scout.
– E daí? — perguntou Demoman — É apenas uma garota!
Scout se levantou.
– Vou te chamar de ciclope agora então — disse Scout — Você apenas não tem um dos olhos!
– Como é seu calças curtas? — perguntou Demoman.
Sniper ficou na frente dos dois.
– Espera ai — disse Sniper — Não vão brigar agora, não é? Deixem para descontar suas raivas nos robôs.
– Se me chamar de ciclope novamente, eu juro que faço você voar antes de poder chegar no limite da cidade — disse Demoman.
– Então chame ela pelo nome correto — disse Scout.
– Não me diga que já se apaixonou por ela — disse Demoman — Você acabou de levar mais um fora e decidiu ir para outra?
Demoman começou a rir.
– Como disse o Soldier, eu tenho talento para conquistar as mulheres — disse Scout — E você? Acha mesmo que as mulheres vão querer sustentar suas bebidas?
Um tiro foi disparado e os três viram Engineer, Spy e Heavy à frente deles. Engineer segurava a shotgun e apontava para o alto.
– Já acabaram com a discussão, jovens mocinhas? — perguntou Engineer.
Demoman, irritado desce do telhado, indo para o refeitório. Continua...
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