Era de manhã. O tanque de robôs continuava parado e a equipe foi entrando no refeitório. Heavy se senta ao lado de Demoman, levando seu sanduíche. Scout vai até ele.

– Heavy! — disse Scout. O grande homem olha para ele — Me faz um favor?

– Claro, o que? — perguntou Heavy.

– Posso levar seu sanduíche? — perguntou Scout.

Heavy se afasta de Scout, levando junto o sanduíche.

– Nem pensar — disse Heavy — Eu te conheço.

– Mas é para a garota! — disse Scout — Ela deve estar com fome!

Heavy pensou um pouco e se levantou com o sanduíche em mãos.

– Mas, eu vou com você — disse Heavy — Eu te conheço bem.

Os dois voltam ao hotel e seguem para o quarto no final do corredor. Scout bate na porta e em seguida a abre, vendo que a garota se levanta rapidamente da cama.

– Ei, calma — disse Scout — Só vim trazer isso para você. Deve estar com fome.

Heavy olha para a garota e coloca o sanduíche na mesa de cabeceira.

– É apenas um sanduíche — disse Heavy — Se você gosta desse tipo de coisa.

A garota olha por um tempo para a comida. Ela tira a azeitona e come um dos lados do sanduíche. Após dar uma mordida, ela come tudo, deixando Heavy feliz.

– Você gostou? — perguntou Scout.

Ela balançou a cabeça positivamente.

– Ela tem bom gosto! Já gostei dela! — disse Heavy — Se precisar de mais, é só falar comigo!

Heavy sai do quarto. A garota come o resto do sanduíche e Scout a olha.

– Você... Você pode dar uma volta pela cidade, se precisar — disse Scout — Eu normalmente fico nos telhados das casas ou na sala de repouso. Se precisar de mim, sabe onde me encontrar.

Ele saiu do quarto, enquanto a garota olha novamente o tanque de robôs. Tudo tranquilo. E... Scout havia tomado o café da manhã e estava saindo do refeitório, quando Soldier o pára.

– Já descobriu algo sobre a garota? — perguntou Soldier.

– Não, apenas... — disse Scout. Ele riu — Apenas que ela gostou do sanduíche do Heavy.

– Você deu comida para nossa prisioneira? — perguntou Soldier.

– Ela não é prisioneira, Soldier! — disse Scout — Ela é apenas uma garota que estava fugindo dos robôs!

– Ela é problemática! — disse Soldier — Eu sinto isso! Aposte sua munição nisso!

– Quer que eu te diga o último caso que você disse isso? — perguntou Scout.

– Não! — disse Soldier — Já me falaram isso ontem.

– Se lembra de como eu fiquei no final? — perguntou Scout.

– Sim, de pernas quebradas — disse Soldier.

– Muito bem, agora seja um bom soldado e me deixe ir — disse Scout.

– Espera — disse Soldier — Tenho uma missão para você.

– E qual é? — perguntou Scout.

– Conheça essa garota — disse Soldier — Saiba tudo sobre ela. Você é o mais apto a se aproximar dela.

– Então está querendo dizer que eu sou o mais galanteador da equipe? — perguntou Scout.

– Sim — disse Soldier. Ele parou — Espera... Não foi isso que eu quis dizer!

– Mas agora já falou — disse Scout — Não se preocupe, eu vou descobrir quem é ela.

Scout sai do refeitório, deixando Soldier irritado. Scout vai subindo a rampa para chegar no telhado de uma das casas e quando vê, a garota está lá, olhando o horizonte. A garota percebe a chegada de Scout e tenta ir embora.

– Ei! Ei! — disse Scout — Não precisa ir embora!

A garota volta ao lugar, sentando na ponta da casa e Scout se senta um pouco mais afastado do que ela. Os dois olham o horizonte, onde havia o tanque dos robôs.

– É lindo, não é? — perguntou Scout — Precisava ver quando aquele tanque não estava aqui. Quando o sol estava se pondo, dava para ver ele indo atrás das montanhas. Badlands não é tão feia quanto eu pensava.

A garota suspira.

– É lindo mesmo — disse a garota.

Scout se vira para ela, espantado.

– Você... Você falou? — perguntou Scout, espantado — Você falou mesmo?

Ela riu.

– Ela está rindo! — disse Scout, espantado — Porque está rindo?

– Porque você é engraçado — disse a garota.

Scout se acalmou um pouco.

– Bom, pelo menos eu sei que você fala — disse Scout.

– Eu disse que falava — disse a garota.

– Você não disse — disse Scout — Você apenas balançou a cabeça.

Os dois riram.

– Enfim... — disse Scout. Os dois se olharam — Acho que eu não me apresentei.

– Mas não precisa — disse a garota — Eu conheço já todos.

– Como assim? — perguntou Scout — Você já falou com alguém aqui?

– Não, você foi a primeira pessoa com quem eu falei — disse a garota — Mas eu sei que você é Scout, o mais rápido do time RED.

Ele a olhou estranhamente.

– Como... — disse Scout, assustado — Esquece! Quem mais você conhece na equipe?

– Bom, o que me deu o sanduíche é o Heavy, o mais lento da equipe, o que gritou comigo ontem é o Soldier, o cara durão, outro que falou comigo foi o Medic, depois o Demoman, o Sniper e no resto da equipe tem o Pyro, Engineer e Spy.

Scout estava espantado.

– Como você sabe de tudo isso? — perguntou Scout.

– Tenho meus segredos — disse a garota, de tom baixo.

Scout a olhou com desconfiança e voltou a olhar para o horizonte.

– Anya — disse a garota.

Ele se virou para ela.

– Como? — perguntou Scout.

– Meu nome é Anya.

Scout ficou pensando por um tempo e sorriu.

– Finalmente — disse Scout — Eu estava querendo saber seu nome.

Anya sorriu e um som de uma buzina de carro entrou na cidade. Scout se levantou e viu o carro de Miss Pauling nos portões da cidade. A assistente sai do carro, abre o portão e volta para o carro, entrando na cidade. Spy sai da base e fecha o portão, enquanto Miss Pauling estacionou o carro e saiu.

– Perdi alguma coisa? — perguntou Pauling.

– Muita — disse Spy.

– Está sendo irônico novamente, Spy? — perguntou Pauling, tirando vários papéis do carro — Porque isso está ficando chato.

– Não estou sendo irônico — disse Spy — Aconteceu algo estranho.

– Como o que? — perguntou Pauling.

Ele aponta Scout e Anya descendo a rampa.

– Mas o que? — perguntou Pauling, estranhando — Quem é ela?

– É o que todos queremos saber — disse Spy.

E... Miss Pauling e Scout estavam na sala de repouso, enquanto a equipe esperava do lado de fora e Anya estava em cima da casa, olhando o horizonte novamente.

– Como ela chegou aqui? — perguntou Pauling.

– O ataque dos robôs foi um pouco mais cedo — disse Scout — Ela saiu correndo de dentro do tanque, com os robôs perseguindo ela. O estranho era que os robôs não estavam em modo de ataque e ninguém se machucou.

– Qual é o nome dela? — perguntou Pauling.

– Anya — disse Scout — É tudo que eu sei. Ela só falou comigo até agora.

Miss Pauling olha para a garota pela janela.

– Vai lá e chama ela — disse Pauling — Quero falar com ela.

Scout saiu da sala e a equipe se levantou. O garoto foi até Anya e a trouxe para a sala de repouso. Enquanto eles iam entrando, os mercenários fixaram o olhar na garota, que olhava apenas para Pyro, de um jeito assustado. A garota entrou na sala e Scout foi embora, indo para o telhado da casa novamente. Sniper sobe a rampa e pára ao lado do colega.

– Bom, então, o que acha dela? — perguntou Scout.

– Ela parece ser gente boa — disse Sniper — Sou contra o que o Soldier disse. Ela é apenas uma garota, não vai nos fazer mal. Qual o nome dela mesmo?

– Anya — disse Scout — Mas mesmo assim, ela pode não nos fazer mal, mas porque ela estava fugindo dos robôs?

– Talvez ela tenha sido uma prisioneira deles — disse Sniper.

– Mas qual a razão? — perguntou Scout.

Demoman subiu no telhado.

– Nossa, bela visão — disse Demoman.

– O que é? — perguntou Scout.

– Miss Pauling quer que todos estejam no refeitório — disse Demoman — Acho que ela vai falar sobre a garota.

– Anya! — disse Scout.

– Saúde — disse Demoman.

– Não, o nome dela é Anya! — disse Scout.

– E daí? — perguntou Demoman — É apenas uma garota!

Scout se levantou.

– Vou te chamar de ciclope agora então — disse Scout — Você apenas não tem um dos olhos!

– Como é seu calças curtas? — perguntou Demoman.

Sniper ficou na frente dos dois.

– Espera ai — disse Sniper — Não vão brigar agora, não é? Deixem para descontar suas raivas nos robôs.

– Se me chamar de ciclope novamente, eu juro que faço você voar antes de poder chegar no limite da cidade — disse Demoman.

– Então chame ela pelo nome correto — disse Scout.

– Não me diga que já se apaixonou por ela — disse Demoman — Você acabou de levar mais um fora e decidiu ir para outra?

Demoman começou a rir.

– Como disse o Soldier, eu tenho talento para conquistar as mulheres — disse Scout — E você? Acha mesmo que as mulheres vão querer sustentar suas bebidas?

Um tiro foi disparado e os três viram Engineer, Spy e Heavy à frente deles. Engineer segurava a shotgun e apontava para o alto.

– Já acabaram com a discussão, jovens mocinhas? — perguntou Engineer.

Demoman, irritado desce do telhado, indo para o refeitório. Continua...