Trilogia Badlands - Mann Vs. Machine
2 Apenas uma inocente garota
O alarme foi disparado por toda a cidade. Demoman, Heavy e Soldier largaram as garrafas em cima da mesa, pegaram as armas do chão e saíram do refeitório. Medic põe Arquimedes em cima de uma prateleira, pega a arma médica e sai da enfermaria. Engineer, Spy e Pyro ouvem o alarme, pegam as armas e saem da sala de descanso. Todos se encontram no limite da cidade.
– Eles adiantaram o ataque — disse Spy.
A pessoa que estava sendo perseguida pelos robôs vai entrando na cidade e passa reto pela equipe, vendo que tinha a mesma velocidade que Scout e sem dar chance a equipe de ver quem era.
– Este ser é rápido — disse Medic.
– Parece com você, Scout — disse Soldier.
– Pode ser rápido que nem eu, mas não é tão esperto — disse Scout.
Scout vai perseguindo o ser, enquanto o resto da equipe se posiciona para acabar com os robôs. O ser rápido vai chegando na base e quando percebe que não há saída, finalmente pára e Scout finalmente o alcança.
– Muito bem — disse Scout — Você vai ter que correr mais do que isso se quiser fugir, seu intruso.
O ser se vira, deixando Scout surpreso. Era uma garota ruiva, assustada.
– Mas o que? — perguntou Scout, surpreso — Você está bem? Quem é você e como conseguiu chegar aqui?
A guerra começou entre os robôs e a equipe. Scout ouve o som da batalha e se vira em direção ao som da guerra. Já tinha fumaça e balas voando para todos os lados.
– Eu preciso ajudar eles — disse Scout. Ele se virou para a garota — Olha, fique aqui. Não saia daqui, ok? Eu já volto e cuidado com os robôs
Scout sai correndo, deixando a garota na porta da base, assustada e sozinha. Ele vai ao limite da cidade, onde a equipe atirava nos robôs. Sniper estava em cima de um prédio, mirando nos robôs, Engineer atrás de sua sentinela, Spy sabotando os robôs, Pyro queimando todo mundo, Heavy atirando com sua metralhadora e Medic o curando, Soldier atirando nos maiores robôs e Demoman bebendo em cima de um dos telhados. Scout vai ao lado de Engineer.
– Tem algo errado — disse Scout.
– Porque você acha isso? — perguntou Engineer.
– Está muito fácil — disse Scout.
– É sempre assim, filho — disse Engineer. Ele observa um grupo de robôs snipers chegando — Agora é que vai ficar difícil. Sniper!
Sniper o olha. Engineer aponta o grupo dos robôs.
– Snipers chegando! — gritando Sniper.
– Eu pego eles! — gritou Demoman.
Demoman desce do telhado e vai atirando as stickybombs onde os snipers vão cair. Assim que eles tocam o chão, tudo explode, voando armas, pedaços dos robôs e cabeças.
– É melhor vocês melhorarem sua mira! — gritou Demoman — Seus malditos campers!
– Espera, tem algo errado mesmo — disse Scout.
– O que? — perguntou Engineer — Suas versões robotizadas estão com tacos de baseball invés de pranchetas?
Engineer deu uma risada e Scout ficou olhando feio para ele.
– Não — disse Scout — Eles não estão atacando.
Engineer dá um passo ao lado da Sentinela e observa que os robôs não atiravam uma bala.
– Impossível — disse Engineer. Ele olha para os robôs restantes — E pior que é verdade, nenhuma bala.
Quando eles perceberam, todos os robôs já haviam sido destruídos.
– Essa foi fácil — disse Heavy.
– Eu não levei nenhum tiro — disse Demoman — Acho que foi sorte.
– Não foi sorte.
Scout desceu correndo as escadas.
– Os robôs não estavam em modo de ataque — disse Scout — Foi por isso que ninguém levou nenhum tiro, agulha, foi queimado ou levou um foguete na cara.
– E daí? — perguntou Soldier — Esses robôs queriam algo, mesmo não estando em modo de ataque e aposto que era o mesmo motivo de sempre: Mann Co.!
– Falando em robôs... Scout, o que aconteceu com aquele ser rápido que estava fugindo dos robôs? — perguntou Medic — Você conseguiu o pegar?
– Eu tenho algumas palavras para ele — disse Soldier — Esse ser deve ter algo haver com os robôs.
– Eu encontrei — disse Scout, animado — E vocês não vão acreditar.
E... A garota tentava escalar a base, subindo na parede. A equipe chegou na base e viu a garota se pendurando.
– Uma garota? — perguntou Spy.
Assim que a garota ia conseguir alcançar o telhado da base...
– Olá — disse Scout.
A garota caiu no chão e ficou olhando a equipe, como se nada tivesse acontecido.
– Hã... Isso não doeu? — perguntou Medic.
A garota continua parada e assustada.
– Você fala? — perguntou Demoman.
A garota confirmou com a cabeça.
– Fala nossa língua? — perguntou Sniper.
A garota confirmou novamente.
– Você não quer falar? — perguntou Scout.
Ela negou com a cabeça.
– Muito bem — disse Scout — Hã... Olha, não vamos te fazer mal. Pode dizer apenas seu nome?
Ela negou novamente com a cabeça.
– Estranho — disse Scout.
– Garota, você deve estar perdida, exausta, com fome — disse Sniper — Então porque não coopera com a gente e nós te ajudamos a voltar para casa.
A garota parecia mais assustada.
– Ótimo trabalho — disse Scout.
– Você tem outra ideia, companheiro? — perguntou Sniper.
– Melhor que a sua — disse Scout.
Ele se virou para a garota.
– Olha, nós queremos te ajudar — disse Scout — Vem comigo e eu prometo que mais ninguém vai te fazer perguntas.
Ele esticou a mão para a garota que depois de um tempo, pegou a mão de Scout e se levantou. A equipe foi para a sala de repouso e se sentou na mesa, enquanto a garota se senta em um sofá, olhando tudo.
– Quem é ela? — perguntou Spy.
– É o que todos querem saber — disse Scout.
– Cadê Miss Pauling? — perguntou Heavy — Ela poderia falar com essa garota.
– Miss Pauling voltou para Well — disse Engineer — Depois de ela dar um fora e bater no Scout com a prancheta, ela foi para Well para informar a Administradora sobre a situação.
– Ei! — disse Scout.
– Eu vou ir falar com ela — disse Soldier.
– Vá com calma, Soldier — disse Medic — Nós te conhecemos muito bem.
Soldier se levantou e foi até a garota.
– Menina! — gritou Soldier — Quem é você e o que faz aqui?
A garota se assusta e Scout vai até o dois.
– Soldier! — disse Scout. Ele afasta Soldier e olha para a garota, que estava assustada — Hã... Venha comigo, eu vou lhe levar para um quarto para descansar.
A garota se levanta e segue Scout para o hotel, onde os mercenários ficavam. Soldier sentou-se com a equipe novamente.
– Eu não gosto dela — disse Soldier — Ela é problemática.
– Você nem a conheceu direito, companheiro — disse Sniper — Apenas gritou com ela. Como pode saber disso?
– Eu tenho certeza! — disse Soldier — E acreditem, quando eu digo que ela é problemática, podem apostar suas munições nisso!
– Você já disse isso — disse Engineer — Da última vez que você disse isso, eu coloquei minha sentinela na entrada da nossa base em Well, o Heavy do BLU a destruiu e eles pegaram nossa maleta.
– E no final, você roubou a munição de todo mundo — disse Heavy — Scout teve que invadir a base do BLU porque você tinha pegado até mesmo a munição do armário de reabastecimento.
– E Scout acabou quebrando as pernas por isso — disse Demoman.
– Ok, aquela vez foi um erro — disse Soldier — Mas agora é para valer.
– Você disse isso depois daquele seu erro — disse Engineer — Quando Scout quebrou as pernas, você disse que o Medic não precisava o curar porque você disse era mais rápido do que ele.
– No final, você estava perseguindo o Scout do BLU e foi atropelado pelo trem — disse Medic — Eles capturaram nossa maleta novamente e Redmond descontou do nosso salário, além de gritar com a gente.
Soldier parou.
– Ok, eu desisto — disse Soldier — Mas escrevam o que eu estou dizendo! Ela é problemática e vai nos trazer problemas!
Soldier sai do lugar deixando a equipe pensativa.
– Ela até agora não nos disse nada — disse Spy — Soldier pode ter razão.
– Por favor, Spy! — disse Sniper — Ela é só uma garota. Que problemas ela pode nos trazer?
Scout e a garota entram no hotel. Eles sobem as escadas e chegam em um comprido corredor, onde algumas portas tinham nomes. Scout levou a garota para o final do corredor, onde havia um quarto sem nome.
– Bom, pode ficar aqui — disse Scout — Eu prometo que ninguém vai lhe incomodar, pode descansar.
Scout saiu do corredor e a garota entrou no quarto. Ela foi até a janela e olhou o tanque de robôs no horizonte. Continua...
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