Trilogia Badlands - Mann Vs. Machine
8 Agora vocês me entendem
– Anya? — perguntou Scout — Anya, fale.
– Eu sou um robô, ok! — disse Anya.
Scout a olhou, surpreso.
– O que? — perguntou Scout.
Do nada, ela se transformou em um dos robôs de Gray, que a equipe ainda não havia enfrentado. Parecia uma mistura de todos na equipe e depois, ela voltou a ser Anya.
– Satisfeito? — perguntou Anya.
– Você é um robô? — perguntou Scout, surpreso — Como isso é possível?
Ela se apoiou na parede.
– Gray me construiu com o objetivo de conseguir Badlands e Mann Co. — disse Anya — Só que... Eu sou a mistura de todos vocês. Ele usou várias coisas que pertenciam a vocês para conseguir me criar, sangue, cabelo, unha... Tudo! Ele queria que eu fosse o melhor robô de todos os tempos!
– É por isso que você tem a mesma velocidade que eu? — perguntou Scout — Tem a mesma força do Heavy? Por isso que você sabia tudo sobre nós?
– Sim — disse Anya — Só que ele me programou de outro jeito: Eu posso ler e absorver as mentes de outras pessoas. Foi assim que eu tive sentimentos. Quando você disse que robôs não tem mente e nem consciência...
– Eu... Eu não sabia... — disse Scout.
– Não, você estava certo — disse Anya — Gray me fez absorver mentes de outras pessoas para me testar e eu comecei a ter consciência e sentimentos. Graças a isso, eu também comecei a me tornar humana... Mas, eu não entendia porque eu fazia aquilo. Eu matava pessoas, Scout! Quando você absorve mentes de outras pessoas, elas morrem e você se torna aquela pessoa. Qual era a razão daquilo?
– Foi por isso que você fugiu? — perguntou Scout.
– Eu não era mais totalmente robô! — disse Anya — Eu queria fugir, viver minha vida! Ser livre! Eu não queria matar ninguém e muito menos lutar com vocês! Mas meu pai... Gray... Nunca iria entender! Foi por isso que eu estava no tanque de robôs aquele dia! Gray percebeu minha falta no laboratório e mandou os robôs me capturarem! Por isso eles não estavam em modo de ataque!
– Mas, porque você não nos atacou? — perguntou Scout — Se você era um robô e o mais poderoso deles, porque ficou em silêncio quando nós te encontramos?
– Minha programação dizia que vocês eram meus inimigos — disse Anya — Mas eu não acreditava mais naquilo! Vocês podiam ser minha chance de ser livre! Mas eu tinha medo, eu admito, eu tinha medo de que vocês achassem que eu era um inimigo infiltrado.
– E se ele tentar fazer outro de você? — perguntou Scout — Com as mesmas capacidades?
– Ele não pode — disse Anya — Ele não tem a fórmula de criação.
– Como assim? — perguntou Scout.
Ela tirou um colar com um diamante enrolado.
– Não foi ele que me criou, foi um Engineer robô — disse Anya — Antes de eu fugir, eu absorvi as informações que tinham na memória dele, o destruí e coloquei em um chip, que está dentro desse cristal. Gray não faz ideia de que eu estou com isso.
Scout suspirou.
– Eu juro, eu pensei que... — disse Scout.
– O que? — perguntou Anya — Pensou que eu era de verdade? Nós tivemos uma relação. Eu te amei. Eu nunca tinha sentido isso antes. Foi bom, não foi? Foi bom sentir o que nunca sentimos antes.
– Está me dizendo que eu nunca tive um amor profundo? — perguntou Scout.
– Eu lia sua mente, Scout! — disse Anya — Toda vez que ficávamos juntos, eu lia sua mente! Você gostava de mim e agora, eu só vejo ódio. Confesse, você não gosta mais de mim só porque eu sou um robô.
– Não é isso! — disse Scout — Eu queria que você tivesse me contado! Poderíamos ter resolvido isso juntos!
– E você contar ao Soldier? — perguntou Anya — Eu conheço todos muito bem, eu tenho sua velocidade e seu pulo, sou turrona como o Soldier, tenho um pouco do humor do Demoman, tenho a força do Heavy, a inteligência do Engineer, a habilidade do Sniper com o rifle e o conhecimento do Spy. Nada nesse mundo iria fazer eu acreditar em você!
– Ei!
Eles olham para a porta do refeitório, a equipe toda estava os observando.
– Eu vou contar a eles — disse Scout.
– Conte — disse Anya — Não me importo.
– Ótimo — disse Scout.
Ele desce, enquanto Anya o segue. Eles chegam na frente do refeitório.
– Ouvimos as gritarias — disse Spy — O que houve?
– Não quer falar, Anya? — perguntou Scout.
– Falar o que? — perguntou Medic.
Anya olha sério para Scout.
– Ela é um robô — disse Scout — Foi criada pelo Gray para ele vencer essa guerra.
Todos a olharam, surpresos. Principalmente Soldier, que se gabava.
– Eu não disse? — perguntou Soldier, triunfante — Ela é problemática! Eu sempre soube! Se infiltrou aqui para acabar conosco!
– Porque fez isso com a gente, Anya? — perguntou Engineer — Nós te tratamos como uma convidada e é assim que termina?
– Nunca esperei isso de você — disse Sniper — Você tinha tanto potencial, garota.
– Ela é uma traidora! — disse Demoman — Ela não merece ficar aqui!
– Querem ficar em silêncio uma vez?
Eles olharam para trás de Anya e viram Miss Pauling.
– Ela não tem culpa, gente — disse Pauling — Eu sabia e escondi de vocês desde o início, porque eu sabia dessa reação.
– E nós temos que nos unir agora! — disse Anya — Gray vai mandar o resto da equipe de robôs que ele tiver!
– Não precisamos lutar — disse Soldier — Só entregamos você a eles e a guerra acaba.
– Se vocês me entregarem a eles, eu sou reprogramada, viro um robô novamente e destruo toda a cidade e Mann Co. — disse Anya.
– Quando isso acontecer, eu já estarei longe — disse Soldier.
– Vai perder seu emprego por isso? — perguntou Pauling.
Soldier parou e pensou.
– Acho que isso não vale a pena — disse Soldier.
– Gente, eu sei que menti para vocês, mas eu não tinha escolha! — disse Anya — Eu tenho habilidades de cada um e até mesmo o jeito de ser. Eu sou turrona como o Soldier, eu sabia se ele descobrisse que eu era um robô, iria dar um jeito de me destruir ou me mandar embora. Era meu sonho conhecer todos, porque eu existo por causa de vocês. Engineer, eu herdei sua inteligência, mas eu queria aprender a tocar violão como você.
– Nossa... Obrigado garota — disse Engineer — Eu gostei muito de você também.
– Demoman, pelo o que eu soube, eu tenho um pouco de seu senso de humor, mas eu queria aprender sobre explosivos — disse Anya.
– Ora, falando desse jeito — disse Demoman — Nunca tinha pensado que alguém poderia ter meu senso de humor.
– Pyro, eu não herdei nada seu, pelo o que eu saiba, mas você foi muito compreensivo comigo, sabendo que eu te achava um monstro — disse Anya.
Pyro: Bom, eu não podia te forçar a gostar de mim.
Todos riram.
– Eu tenho tanto habilidades, como a personalidade de vocês — disse Anya — Me desculpem se eu decepcionei vocês, mas nós precisamos nos unir senão vocês perdem o emprego ou são mortos.
– Saxton conta com vocês — disse a Administradora, pelos autofalantes.
Um silêncio dominou a cidade. Soldier dá um passo a frente, se aproximando de Anya.
– Vamos pegar esses robôs — disse Soldier — E depois tiramos a limpo nossas diferenças.
Anya riu depois de Soldier e os dois se abraçaram. A equipe toda riu e do nada, o grande estrondo entrou na cidade. O último tanque de robôs chegou no limite da cidade.
– Quero todos prontos no limite da cidade! — gritou Pauling.
Continua...
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