Trevas e Fogo

10 Sonho ou... Pesadelo? //Sofia


Notas iniciais
Acho que ficou meio pequeno =/ Mas espero que gostem! Xxx. Nathy

Uma foto... Uma foto de Luke Castellan. Olhei para Guilherme com os olhos arregalados. Minha boca abriu e se fechou algumas vezes, antes de conseguir falar.

– Guilherme... Isso fica apenas entre nós, okay?

– Tudo bem. – Ele respondeu normalmente.

– Jure pelo Rio Estige.

– Juro pelo Rio Estige.

– Okay... Obrigada. – Eu respondi enquanto tentava me acalmar.

Ele fez sinal positivo com a cabeça a voltou a fazer o que estava fazendo. Sentei-me na cama e respirei fundo, tentando conter as lagrimas. Luke tinha sido bem mais que um amigo para mim... E então ele se foi. Agora, as únicas coisas que me mantinham interligada a ele era a memória e aquela foto.

Olhei para o cara loiro, com aqueles olhos perfeitos na foto. Acho que fiquei encarando por uns 40 segundos antes de decidir esconder debaixo do travesseiro.

O jantar já ia começar, e estando com saudades ou não de Luke, eu precisava liderar os meus irmãos para o Pavilhão.

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Quando voltei para o chalé, adormeci no instante seguinte que deitei na cama. Conclui-se que eu estava cansada.

Tudo que eu mais desejaria era conseguir dormir como uma pessoa normal pelo menos uma vez na vida, mas não... Eu tenho que ser uma semideusa e ter sonhos estranhos todas as noites!

Por um momento, eu não sentia mais nada. Apenas conseguia observar a fazer anotações mentais, percebi na hora que era mais um daqueles sonhos de meio-sangue. Então eu me vi.

Não era exatamente eu, era como uma cópia exata de mim, só que num tempo diferente. Ela não tinha 15 anos como eu tinha. Ela tinha 9 anos e uma carinha angelical. Uma expressão despreocupada. E ainda tinha uma mãe.

Ela estava sentada na cama, lendo um livro de fantasia. Fiquei a encarando por algum tempo. Eu queria acordar, não queria reviver aquele dia.

– Sofi? – Escutei uma voz familiar dizer meu apelido. A garota que lia o livro se levantou.

– O que foi, mamãe? – Ela perguntou.

– Venha cá! – A minha mãe respondeu.

– Não. Não vá lá. Fique no quarto lendo o seu precioso livro, idiota! – Eu berrei para a garotinha, mas ela não ouviu. Ninguém ouviu.

Ela saiu do quarto e andou até a sala. A minha mãe ainda estava lá, os cabelos loiros e olhos verdes lindos como sempre. Se ela estava cansada, não demonstrava. Ela nunca demonstrou qualquer tipo de fraqueza.

– Filha... Você sabe que eu te amo e sempre te amarei, certo?

– Claro, mamãe! Eu também te amo demais!

– Cale a boca! – Eu gritei mesmo tendo a consciência que naquele momento eu era um fantasma

– Você é uma guerreira. Vai superar tudo e todos! Não deixe que nada a machuque. – A minha mãe realmente precisava ter dito aquilo? Não sei.

– Vou sim! E nada vai me machucar! Nem vou deixar nada te machucar ou machucar a titia. – A garota de 9 anos respondeu. Mal sabia ela que acabara de dizer a maior mentira do mundo.

– Não, filhinha. Eu não tenho tempo, nem sua tia. Já nos foi dito o nosso destino. Éramos nós ou você. Eu te amo demais, Sofia!

Obviamente eu não compreendi nada daquele estranho diálogo com 9 anos.

– O que quer dizer, mamãe?

– Eu...

Ela não teve tempo de terminar a frase. Nesse momento a coisa que me assombra até hoje aconteceu.

Uma claridade descomunal apareceu. Eu ouvi um grito de terror. O grito da garotinha.

– Eu te amo, Sofia!

Essa foi a última coisa que a garotinha e eu ouvimos antes da claridade desparecer e o chão começar a tremer. Depois veio a escuridão. Ela pareceu engolir a casa inteira.

Ouvi gritos, gemidos, choro. O som puro do medo.

Assim que a escuridão se foi e o chão se aquietou, encontrei a garotinha sentada no carpete da sala. Ela chorava e não dava sinais que iria parar tão cedo, havia sangue em suas mãos, mas por experiência própria, eu sabia que aquele sangue não a pertencia. A mãe não estava lá, nem a tia, nem ninguém. Apenas a garotinha e uma dor infinita.

Ela ficou chorando pelo o que me pareceu uma meia hora. Por que eu não acordo logo desse pesadelo?

Por fim, a garota, depois de tudo que aconteceu ela certamente não era mais uma garotinha, se levanta, limpa o sangue no short e depois limpa as lágrimas.

– Eu serei forte. E nada nem ninguém irá me machucar. Eu prometo. Eu prometo, mamãe. – Ela diz num sussurro quase inaudível.

A esse ponto, eu estava me afogando em lágrimas.

Esse dia de visita aos mortos não acabaria?

Notas finais
Ok, ficou pequeno! Porém, vocês gostaram? Espero que sim! Beijus açucarados para vocês >u