Notas iniciais
Oeee gente! taí mais um capítulo, queria pedir para que vocês divulgassem minha fic, estou com poucos leitores :( Enfim, aqui está o capítulo dez. Boa leituraaaaaaaa

10

— Que foi Oliv?

—Bom, eu preciso te contar tanta coisa.

— Conta então!

— Jen, eu tô apaixonado.

— Sério, Oliv?

— Sim. — Seus olhos brilham. Mesmo sendo gay, Oliver nunca demonstrou isso, agiu como um cara normal. Nunca saiu por aí em boates gays, andou pulando ou mudou sua voz e seus hábitos, até nisso Oliver é diferente. É encantador.

— Quem é ele?

— Não é ele.

— Acho que eu não entendi.

— Não é ele. É ela. — Fico boquiaberta com a sua confissão, uma garota, não é possível.

— Como assim? Ainda não estou entendendo.

— Bom, é o seguinte. Sim, eu era gay até você chegar. Aí tipo, você simplesmente me encantou, me apaixonei por você no momento que você entrou pela porta. Nunca tive coragem de te contar — Ele limpa a garganta enquanto eu perco o ar — Mas aí surgiu o Klaus para estragar tudo. Então, eu fui te esquecendo aos poucos. Antes de você chegar, eu e Katie ainda éramos melhores amigos, mas quase não nos falávamos. E agora? Bom agora, eu estou... — Ele suspira e fica alguns segundos em silêncio.

— E agora o quê, Oliver?

— E agora eu estou apaixonado por ela. Eu a amo. — Seus olhos umidecem, ele abre bem os braços esperando que eu o abraçe. Não foi um abraço qualquer, eu pulei nele. Ele precisa muito de um abraço agora. Precisa muito!

— Quando você vai falar para ela?

— Eu não sei... não sei como... não sei como vou falar para ela. — Ele soluça. Estou realmente com muita dó dele. Observo-o com um olhar de compaixão. Não ser mais gay já é difícil, a dificuldade triplica quando se está completamente apaixonado pela sua melhor amiga.

Ele me beija. Sim, me beija. Sei que não foi nada levado para o lado da malícia ou qualquer coisa que seja uma traição. Foi uma forma de dizer que ele me ama — Um amor fraterno. Entre irmãos. — Entendi muito bem o seu gesto e retribuí. Meus olhos marejaram os dele também. Depois do beijo entre ''irmãos'', ele me abraçou e chorou como um bebê no meu ombro.

— Me desculpe, Jen. — Ele consegue balbuciar.

— Eu te amo, Oliver. — Soluço.

— Eu também te amo, Jen. — Ele aperta mais o seu abraço.

— Vou te ajudar com a Katie.

— Jura? — Sua voz está repleta de esperança.

— Juro. — Ele me abraça mais uma vez e, depois disso descemos do farol. Andamos pela praia de mãos dadas. Gesto comum entre nós dois, sempre andávamos de mão dadas, afinal Oliver é gay. Quero dizer, era.

Deixo Oliver em sua casa e vou caminhando até a minha. Lembro-me do livro dos pesadelos. Espera aí. Eu não levei ele para casa na hora em que eu sai de lá. Esqueci o livro no balcão. Preciso ir lá agora!

Minha bolsa é uma bagunça, demoro alguns minutos remexendo-a procurando a chave. Quando ouço um tilintar das chaves no bolso do meio, pego-as e abro a porta. Tudo está escuro. Sinto um calafrio na espinha, corro até o balcão e o livro não está lá. As luzes são automáticas, acendem e apagam na hora programada, por isso não consegui acendê-las. Pego uma lanterninha na minha bolsa e vou até as estantes procurando pela capa de couro azul. Depois de muito tempo procurando, acho-o embaixo do balcão, caído. Pego-o e vou até a porta.

Solto um grito quando vejo alguém na porta de vidro, ilumino com a lanterna e é apenas um autor de papelão para decorar a livraria. Saio de lá ás pressas e vou para casa.

— Mãe? — Pergunto por ela na cozinha. Não está lá. Procuro pela casa e acho-a em seu quarto, de costas para a porta, escrevendo algo em um caderno. Ela ainda não percebeu minha presença. Aproximo dela e vejo-a escrevendo: ''Larry, eu....''. Ela me vê, se assusta e vai até seu armário e guarda o caderno dourado.

— Jeanie, sua louca! Assim você me assusta!

— Quem é o Larry, mãe? — Seus olhos se enchem de lágrimas.

— Não é ninguém.

— Mãe, por favor me diz! Me fala.

— Não é nada de mais!

— Se fosse nada, você não estaria chorando agora. — Ela olha para o seu reflexo no espelho e chora mais ainda. — Mais cedo ou mais tarde eu tenho que saber.

— Filha, eu só quero te proteger!

— Mãe, eu tenho vinte anos, não sou mais uma criança! — Grito.

Ela fecha os olhos e morde a parte inferior dos lábios, ela não quer me dizer, mas vai dizer, ela respira todo o ar que consegue, levanta sua mão direita e, com força bate em minha bochecha. Ela me deu um tapa na cara.

— Você não pode gritar comigo, ainda sou sua mãe. — Ela me repreende.

— Você pode ser minha mãe, mas não é como eu. Eu sou mulher de um homem só! — Ela bate mais uma vez em minha cara e começa a chorar, eu a deixo no quarto e solto a última frase — eu te odeio, Jeena.

Talvez ela sinta muita dor agora, com seu coração ferido. Eu não fui a única a dizer que a odeio, Larry também a odiava. Sim, eu tenho um completo ódio por ela. Por causa dela, eu não sei quem é meu pai. Por causa dela, o meu possível pai pode ter se suicidado, por causa dela eu tenho todos esses raios de pesadelos. Eu realmente a odeio.

Pesadelos. Observo os detalhes da capa azul. O prateado das letras brilha. Pesadelos. Quem é M. Hermann? Nem sei se é um homem ou uma mulher, na última página procuro alguma informação mas só acho um pequeno parágrafo com as pequenas informações: ''M. Hermann, nasceu, cresceu e mora em Lindywood. Publicado em 1994''. Como eu esperava, o livro realmente tem vinte anos. M. Hermann pode ainda estar vivo (ou viva). Posso procurar! Vou procurar por ele ou ela.

Estou decidida que vou acabar com todos esses malditos pesadelos, o mais rápido possível, eu vou conseguir acabar com eles, vou procurar por M. Hermann pela manhã , vou achar M. e ele ou ela vai me ajudar com isso. Agora só quero que essa pessoa ainda esteja viva.

Minha visão está escurecendo, meu corpo ficando pesado, estou com muito sono. Vou dormir agora, amanhã é um novo dia. Sinto um nó no estômago lembrando que terei um pesadelo, mas é inevitável que eu não durma, meus olhos se fecham, minha mente desliga, e, com tudo isso, o pesadelo também chega...

Notas finais
Enfim, esse foi o décimo capítulo, talvez amanhã eu poste outro, quem sabe euheuheu. Beijinhos açucarados para vocês. PS: não se esqueçam de divulgar minha fic ><