Trapalhadas dos Marmanjos sem Noção

11 Capítulo 11 O9 – Danny em: Eita Fim de semana.


Notas iniciais
Gente, perdão pela demora. Fim de ano é sempre corrido e eu tinha que buscar tempo e criatividade pra escrever. Ano que vem eu volto com a continuaçao do Danny contando sobre o fim de semana. Beijinhos.

O9 – Danny em: Eita Fim de semana.

Sexta feira não teve aula na escola, porque aqueles professores, já viu ne? Detestam dar aula, ainda mais sexta feira.De tarde, depois que a maioria de nós acordou (exceto o David, porque a peste da irmã dele não deixa o coitado fazer nada.) tarde e fomos jogar bola na quadra de futebol do prédio dos gêmeos. O bom de ir pra casa deles, é que lá tem quadra, piscina e a mãe deles é super bacana.

Bom, chegamos lá era 15:00 e a mãe deles tava fazendo picolé. Eu prefiro uma cerveja bem geladinha, mas ok...

- Fala tia mãe do Bill e do Tom! *-* — cumprimentou Pierre.

- Olá Pierre. – respondeu ela, simpática. – vieram jogar bola até de tarde?

- Ou pelo menos ate quando as pernas agüentarem. – disse Harry.

- Vou dar uma força pra vocês. Daqui a pouco eu faço um lanche.

Nossos olhos até brilharam. David era o mais desanimado. Fui até ele ver o que ele tinha.

- O que você tem David? Ta triste por quê?

- Ah, nem to triste.

- Ta sim.

- Não, é que... Igual, hoje eu apostei com minha irmã... – ele cochichou no meu ouvido o que ele tinha apostado. – Ai eu tenho certeza que eu vou perder.

- Então pra que apostou, anta?

- Pra tentar ganhar da minha irmã.

- Você gosta disso?

- Gosto.

- Então ta.

Voltamos pra sala e a dona Simone tava lá chamando os meninos. Bill pra pentear aquele diacho de cabelo dele, ne? Demora anos-luz. Tom tava trocando de roupa, por que é outro vaidoso. Pena que ele mal aproveita isso.

- Anda meninos! Vocês vão jogar bola ou vão casar? Nem uma noiva demora tanto pra arrumar do que vocês dois, cruzes!

- é porque somos dois, mãe.

- Não justifica, vocês não têm tempo em dobro.

Logo finalmente os dois apareceram. A gente doido pra descer pra quadra, mas a irmãzinha deles, não parava de encher o raio da paciência. Tivemos que descer com a guria pra quadra. Ela é pequenininha, tem três anos. Mas quando quer é chatinha.

- Tom, deixa eu jogar bola com vocês? –pediu ela.

- Não. Se não você vai machucar.

Ela saiu emburrada. Mas os meninos não tava nem ai pra ela e fomos jogar bola. Tava um calor daqueles, o David, como é fresco, toda hora ia beber água numa garrafinha que ele tinha levado. Ele devia tomar uma cerva bem gelada, isso sim.

Passadas umas duas horas, dona Simone e a Rebecca chegaram com o lanchinho. Os meninos até saíram pulando. Tom e Bill ficaram com raiva.

- Porque vocês estão emburrados? — Perguntou Harry.

- Ah, minha mãe fica fazendo essas coisas pra chamar atenção dos vizinhos. Da raiva.- disse Tom.

- Eu acho que não. Sempre que a gente vem aqui, sua mãe é desse jeito.

- eu acho que vocês têm vergonha, e isso é feio. – disse.

- Não é vergonha, Danny. Mas eu acho que às vezes minha mãe esquece o jeito de nos tratar e trata igual à Rebecca.

- Pelo menos é bom, minha mãe me trata igual um adulto. –respondi. Mas era verdade.

Paramos pra tomar café e fomos dar uma volta pelo bairro. Ai eu pude tomar uma cerveja, aleluia. O ruim é que eu encontrei minha mãe, que tinha ido fazer compras.

- É Daniel, muito bem! Quando você chegar em casa vamos ter uma conversinha, ta?

Ignorei e continuamos a caminhar à toa pelo bairro. Assim que voltamos pro prédio, subimos pra jogar vídeo game. Estavamos lá jogando vôlei, pelo Xbox, a gente fica igual idiota na frente da televisão pulando. Era a vez de Pierre.

- GEEEEENTE! – gritei maravilhado.

- O que foi, seu maluco? – perguntou Tom.

- Pierre, você tirou o gesso *-*

- Eu não estava engessado. – disse ele assustado.

- Você melhorou seu pé *-*

- Danny, já tem três dias que eu tirei a faixa do meu pé. Só agora que você viu?

- Ah... Foi. –respondi sem graça.

- Já fui pra escola, já joguei bola e você nem percebe. Será que se eu morrer, você só vai perceber depois de três dias?

- Otimo Pierre, exagerar também não é necessário, ne? –disse David.

- Hump. –disse ele.

Ta né? Nem tinha percebido. Ah.