Notas iniciais
Galera, um recado simples:
Nesta fic não estou retratando o Edward que todas nós estamos acostumadas. Ele age impulsivamente, muitas vezes é egoísta, de certo modo vingativo, e gosta de armar planos. Mesmo assim ele não deixa de ser charmoso.
No entanto, de agora em diante ele começa a extrapolar um pouco, não que ele virará um malvado ou coisa parecida, mas ele vai começar a errar muito.
Se não estão preparadas ou ainda não quiserem, não estarem dispostas a vê-lo assim, aconselho a pararem de ler a fic.
Ficarei sentida, mas entenderei.
Por outro lado, para aquelas que quiserem continuar a leitura, prometerei mais trapalhadas, planos, e sentimentos intensificados.
Apreciem a leitura!
Bella

Estava acordando talvez pela décima vez. Meu sono tinha sido péssimo durante toda a noite. Quando conseguia pegar no sono, logo acordava agoniada. Remexia-me todo o tempo sentindo-me ansiosa pelo que descobri. Mantive desta vez os olhos abertos, pois já tinha amanhecido. Ouvi uma batida leve na porta e esperei que entrassem. O rosto sorridente da minha mãe se fez aparecer.

— Bom dia, filhinha. — Reneé falou doce como se eu tivesse dez anos de idade.

— Bom dia, mãe.

— Que bom que acordou. — Reneé entrou no quarto e sentou na cama ao meu lado beijando a minha testa.

— Acho que poderia ter dormido um pouco mais. — Confessei sentando-me também.

— Chegou muito tarde ontem á noite?

— Não muito, mas não dormi muito bem.

— Por que, bebê? — Minha mãe acariciou meu braço, preocupada.

— Insônia.

— Deve estar preocupada com alguma coisa. Está com algum problema? — Sim, estou completamente atraída e enciumada por um homem que não é o meu namorado.

— Não. Está tudo bem, mãe. Mas o papai já acordou? — Mudei de assunto.

— Já e estou preparando o nosso café. Não sabe a saudade que senti de tomar café com você e com o seu irmão. Bem, ele não mora mais aqui, mas você mocinha, pode levantar e se aprontar para descer e tomar café comigo e seu pai.

— Já estou indo. — Levantei para ir ao banheiro.

— Te espero lá embaixo. — Ouvi minha mãe falar atrás de mim.

Tomei banho tentando afastar os fantasmas que me rondaram a noite, mas mesmo assim peguei-me novamente imaginando o fim da noite de Edward com aquela garota. É claro que ele dormiu com ela e só o pensamento me deixava com um gosto amargo na boca.

Vesti uma bermuda curta jeans e uma bata creme e desci as escadas me sentindo ainda infeliz. Na verdade não queria entender o que esses sentimentos significavam. Por meu próprio bem queria me manter na ignorância, mas sinceramente sabia que logo teria que lidar com tudo isso. Queria mesmo era adiar, adiar o quanto pudesse.

Reneé e Charlie estavam sentados em a mesa com um belo café da manhã. Caminhei até eles que conversavam alegres e beijei meu pai.

— Bom dia, pai.

— Bom dia, querida. — Sentei a mesa.

— Dormiu bem?

— Não muito, tive um pouco de insônia.

— Oh querida, já disse para ir ao médico falar sobre isso. Sempre que acontece qualquer coisinha você fica sem conseguir dormir.

— Mas, pai, não aconteceu nada. Foi sem sentido essa insônia. — Menti. — Vocês vão à boate hoje?

— Sim, mas antes vamos para a casa de seus avós. — Minha mãe respondeu.

— Hmmm... Também vou. — Prontifiquei-me. — E vou levar o Jake, ele não vai trabalhar hoje.

— Vai ser ótimo, filha. — Reneé apoiou.

— Começamos a nos servir quando a campainha tocou. Entreolhamos-nos surpresos, não esperávamos ninguém.

— Vou atender. — Falei e fui abrir a porta. — Alice?

— Bella! — Alice me abraçou apertado. — Podemos conversar? — Falou em meu ombro.

— Claro amiga.

— Bella, quem é? — Minha mãe perguntou já chegando à sala. — Alice, querida. — Alice desgrudou-se de mim e olhou para minha mãe surpresa e feliz.

— Reneé! Você voltou! Que bom! — As duas se abraçaram, elas se adoravam. — Mas quando? Bella não me disse nada.

— É que... Estava com a cabeça cheia. — Falei sem graça, pois tinha esquecido completamente de falar para ela que meus pais haviam chegado porque estava muito ocupada sentindo ciúmes de seu irmão malvado. O que me lembrava uma coisa: Ela tinha armado com ele pra cima de mim. Espero que tenha vindo me pedir desculpas por ontem. Alice me olhou entendendo tudo.

— Oi, pequena! — Charlie também veio ver a minha amiga.

— Oi, Charlie! Senti tantas saudades de vocês! — Eles se abraçaram também. — Quero saber de tudo! — A essa hora acho que ela até esqueceu o que queria conversar comigo quando chegou.

— Então vamos conversar enquanto tomamos café. Já se alimentou hoje?

— Na verdade não, Reneé.

— Ótimo, podemos tomar café juntos. — Minha mãe pegou Alice pela mão e a levou até a sala de jantar.

Tomamos o café juntos enquanto minha mãe e Charlie contavam sobre a viagem deles. Depois que arrumamos a louça subi até o meu quarto com Alice ao meu lado. Entramos e sentamos uma de frente para a outra na minha cama.

— Então, veio me pedir desculpas por ontem? — Perguntei, Alice fez uma cara de quem não sabia do que eu estava falando, ela achava que podia me enganar.

— O que foi que eu fiz? — Apontou para si mesma alarmada.

— Com quem está aprendendo a ser tão dissimulada?

— Não me chame assim, conheço uma pessoa que é realmente dissimulada.

— Eu também e olha só, essa pessoa tem o seu sangue. — Encarei-a séria e ela riu.

— Bella, ás vezes você é muito engraçada.

— E ás vezes eu sou muito malvada. Adoro aplicar castigos para amigas traidoras.

— Ai Bella, para de falar assim comigo. Vim aqui para conversarmos sobre algo sério. Estou fragilizada e é assim que me trata? — Disse ofendida.

— Desembucha logo, Alice. Você armou pra cima de mim ontem com o seu irmão. Me levou até o banheiro e me deixou lá sozinha de propósito.

— Culpada. — Ela admitiu envergonhada.

— Mas Alice, você pirou? Como pode ajudar o seu irmão a me deixar maluca desse jeito? Tenho namorado você bem sabe disso e não foi você que disse que era para observar o seu irmão e ver se ele gostava mesmo de mim? Pois bem, vimos ontem que era apenas um joguinho dele.

— Não é nada disso, Bella. Ele está se empenhando para ficar com você.

— Se empenhando? Jogando com os sentimentos alheios? Ficando com uma loira oxigenada? — Alice riu da minha indignação. — Não vejo graça nenhuma.

— Não é engraçado, é fofo.

— O que é fofo, Alice? — Falei com o meu biquinho.

— Ver o meu irmão e a minha melhor amiga, apaixonados.

— Para com isso! — Levantei virando-me de costas para ela e mantendo os braços cruzados. Sei, típico de crianças birrentas. Alice riu novamente.

— Está apaixonada e com ciumes.

— Não estou apaixonada. Não estaria apaixonada por um homem sem vergonha como o seu irmão.

— Opa! Ele não é sem vergonha. Não mais. — Alice defendeu o irmão. — Ele está apaixonado por você.

— Ora, Alice! Ficou cega por acaso? Ele estava com outra e acho que até agora deve estar. — Falei e mordi o lábio por lembrar isso. Alice levantou e me virou de frente para ela.

— E ele fez bem. Não apoio que ele fique atrás de você o tempo todo se humilhando. Edward merece se distrair também, você tem o Jacob e ele não tem ninguém, fica chupando dedo o tempo todo vendo você e o seu namorado juntos.

Respirei fundo sentindo-me muito mal no momento.

— Ele se sente mal a me ver com o Jake?

— O que sentiu ao vê-lo com outra ontem? — Alice não me respondeu pelo contrário me fez essa pergunta difícil.

— Nada. — Falei baixo.

— Você é inacreditável. Até para mim em seu quarto não consegue admitir.

— O que quer que eu diga? — Perguntei um pouco alterada.

— A verdade. Que sentiu raiva, ciumes do meu irmão.

— O que isso vai me trazer de bom ou a ele? Não adiantaria nada. Só complicaria as coisas.

— Ou resolveria Bella. — Alice tocou em meu ombro. — Você está analisando as coisas como pedi? — sentei na cama sem saída.

— Estou com ciumes de seu irmão. — As palavras saíram quase em sussurro dos meus lábios. Alice sentou ao meu lado e pegou a minha mão.

— O que significa isso pra você?

— Não sei. — Olhei angustiada para a minha amiga. — Durante esse tempo que estou com o Jake, não me senti atraída por outro. Isso é normal quando seus sentimentos estõa bem definidos, quando não há dúvidas e é verdadeiro. E agora... Estou tão confusa!

— Você ainda tem tempo, Bella. Não fique angustiada. Pense mais um pouco, reflita sobre os seus sentimentos.

— Porque seu irmão faz isso comigo? Porque ele insiste tanto?

— Porque está apaixonado e é muito persistente. Se você se sentiu balançada é porque talvez o que sinta pelo Jacob não seja mesmo verdadeiro.

— Seu irmão é malvado. — Falei birrenta. Alice riu e me abraçou. Ela era mesmo uma grande amiga e sabia que se ela tinha ajudado o irmão era porque achou que seria bom para mim de alguma forma. — O que queria conversar comigo? — Alice se afastou e pude ver seu olhar mortal. — O que aconteceu, Alice? — Perguntei já tentando imaginar o que tinha acontecido para deixá-la tão feroz.

— Aquela idiota da prima do Jazz. Ela foi até a boate ontem. E como sempre deu em cima dele na minha frente. Aquela garota perdeu todo seu semancol.

— Ela foi até a boate? Como, como ela soube que estavam lá? — Perguntei surpresa.

— Jasper falou que iria até a boate de um amigo e disse o nome do lugar. A piranha fez o resto. A sujeitinha se convidou como ele não a levou, ela deu o seu próprio jeito.

— Que safada.

— Nem me diga. Estou de saco cheio dessa garota. Estou me segurando para não dar uns tapas na quela cara cínica. — Alice estava mesmo irritada, mas não era por menos. Até eu estava com vontade de bater na piranha. — O pior é saber que ela não gosta dele, só está fazendo isso para me provocar. Ela me odeia. E eu também a odeio. — Alice apertou a minha mão com f orça.

— Ai! — Gemi libertando a minha mão da dela.

— Ah, desculpa amiga. — Alisei a minha mão.

— Não foi nada. Só precisamos arranjar uma pessoa que queira ficar com a chata da prima do Jasper. Assim ela vai se ocupar e esquecer você. Ela só é mal amada.

— Quem iria querer ficar com aquela bruxa?

— Não sei, mas vou pensar com mais calma no assunto.

— Ai amiga você é 10! — Ela me abraçou novamente.

Ficamos conversamos por algum tempo ainda, até que me lembrei que meus pais iriam para a casa dos meus avós. Convidei Alice para ir também e para chamar o Jasper, pois eu iria levar o Jacob. Alice ligou para o seu namorado e eu liguei para o meu e marcamos tudo. Minha mãe ligou para a minha avó para falar da grande visita que faríamos e ela ficou eufórica.

Fomos todos para lá, eu no carro de Alice, quando voltasse viria com meus pais ou com o Jake que já estava indo me encontrar lá. No caminho liguei para meu irmão, ele ficaria zangado se não o chamássemos mesmo querendo poupá-lo, pois ele tinha trabalhado até tarde ontem. Depois de muitos toques ele atendeu com a voz de sono, e quando eu falei que todos iriam para a casa dos nossos avós ele despertou logo. Se todos os meus amigos iriam, não era justo deixar Ângela de fora, convidei-a também e pedi que levasse o Eric se ele quisesse.

Chegamos e logo em seguida Jasper chegou. Era uma tropa que iria visitar meus avós e estava tudo uma bagunça alegre. Minutos depois Jake apareceu para a minha felicidade, toda a culpa se dissolveu quando o beijei. Como iríamos almoçar todos lá, nós mulheres nos estalamos na cozinha para preparar um almoço.

Os homens conversavam enquanto ouviam música e nós riamos muito na cozinha. Quando o almoço estava quase pronto, Emm e Rose chegaram para completar a alegria, assim como Ângela e Eric. Depois do grande almoço, foi à vez dos homens trabalharem lavando, enxugando e guardando a louça. Depois tomamos vinho e conversamos mais um pouco.

No meio da tarde fomos todos para a boate para que meus pais a conhecessem. Emm todo orgulhos foi apresentando e espaço e alguns funcionários que estavam lá, Dimitri, o gerente, era um homem corpulento parecido com meu irmão, mas diferente do Emm, ele ria pouco. Emm o elogiava muito dizendo que era bastante competente.

— Ele é durão, sabe? Gosto dele por não dar mole a ninguém. Quando é preciso ele é uma rocha. Algumas pessoas têm até medo dele. — Emmet nos contou enquanto nos levava até a sua sala que ficou apinhada de gente. Olhei para Alice concebendo uma ideia e ela me olhou curiosa.

— O que foi? — Perguntou baixinho só para mim.

— Estou tendo uma ideia que envolve a Maria e o Dimitri. — Alice cobriu a boca em O e depois sorriu entendo onde queria chegar.

— Maravilhoso!

— Depois conversamos sobre isso. — Disse.

— Sim. — Ela sorriu e sabia que ela mal podia se segurar de ansiedade.

Depois que conversamos e bebemos mais um pouco nos despedimos de Emm e Rose e cada um foi para seu carro. Já era noite e logo a boate iria abrir. Meus pais iriam para casa Alice, Jasper, Ângela, Eric, eu e Jacob resolvemos comer uma pizza em algum lugar. Senti que Jacob aceitou, mas não estava totalmente à vontade.

— Não quer ir a pizzaria? — Perguntei no carro.

— Não é isso.

— E o que é então?

— Posso estar enganado, mas não confio no Jasper. — Minha boca abriu sem entender essa agora. Jacob olhou para mim tranquilo. — Não faça essa cara.

— Não entendi o porque da sua desconfiança.

— Ele é amigo do Cullen. — Uma luz acendeu em minha cabeça e entendi o raciocínio do meu namorado. Ele achava que Jasper poderia ajudar Edward de alguma forma. Isso porque ele não sabia de Alice.

— E ainda tem Alice. — Retiro o que pensei. — Ela é irmã dele. Não me sinto a vontade com eles, não mais.

— Jacob, esquece isso. — Pedi, não tirando a sua razão.

Durante todo o trajeto da pizzaria e o jantar, fiquei muito calada, respondia mais as perguntas que me eram feitas do que dava qualquer comentário ou puxava algum assunto. Minha cabeça cheia de Edward Cullen e o que ele estaria fazendo. Além dos meus próprios sentimentos tão confusos e perdidos. Era como se eu estivesse em um barco a deriva, sem saber a direção em que tomar. Alice pediu para que eu pensasse, mas pensar me assustava deveras.

— Não quer mesmo ir para minha casa? Ficamos lá um pouco. — Jacob falava carinhoso beijando o meu rosto. Estávamos na frente da minha casa.

— Não, Jake. Estou cansada e amanhã tenho que acordar cedo.

— Que pena. — Deu-me um selinho. — Parece mesmo cansada. Achei que estava calada demais.

— Amanhã estarei melhor. — Garanti.

— Então, vou deixá-la dormir. — Nos beijamos por algum tempo antes de nos despedirmos. — Boa noite.

— Boa noite.

Olha só, era a segunda vez consecutiva que me despedia do Jake assim, desanimada. As coisas estavam ficando cada vez mais estranhas e sentia-me incomodada quase o tempo todo. Era óbvio, sentia-me assim porque lá no fundo sabia que estava sendo desonesta com o Jake. Além de ser uma tonta por me deixar envolver por Edward. Será que a minha situação não iria melhorar?