Transformada A Saga Carmim 1°Livro
14 Capítulo 14 - Preocupações.
Notas iniciais
—Olá querida, quanto tempo. — Diz tocando em meu rosto — Senti saudades de nossos joguinhos.
—Que pena — digo séria e desgostosa -, não senti saudades sua e nem de seus joguinhos.
Afasto sua mão com um tapa e dou dois passos para trás.
—E não me toque mais, Aurora. — Falo friamente — Você é pegajosa e nojenta.
Me viro para voltar para casa, quando a sinto me segurar pelo braço e me virar. Quando me vira bruscamente, ela desfere um tapa no meu rosto e por ela estar usando um anel fez um corte na minha bochecha.
—Eu não mandei você ir embora, vadia.
A olhei assassina, ela se assustou com minha expressão mas logo se recompôs e pôs um sorriso maquiavélico no rosto.
—E eu não te deixei tocar em mim, puta.
A seguro pelo cabelo e lhe dou um tapa na cara forte que a faz virar o rosto, ela está surpresa pela minha reação. Ela nunca que iria imaginar que iria levar um tapa meu, melhor, assim as coisas ficam divertidas.
Mas em um movimento que não consigo acompanhar, estou na parede de olhos fechados pelo impacto e cuspindo sangue.
—Pense duas vezes antes de me dar um tapa, desgraçada.
—Va-Vadia. — Pergunto com a voz entrecortada — O que vo-cê é?
Ela da uma risada sarcástica.
—Você realmente achou que eu iria te dizer o que sou? — ela ri novamente — É mais burra do que eu achava.
Sinto algo me sufocando, mas não vejo nada, minha visão fica embaçada e a última coisa que escuto é sua risada macabra.
Acordo tossindo, me sento na cama zonza e coloco a mão na garganta, a sinto ardendo. Me levanto da cama e vou para o banheiro e me olho no espelho, estou um pouco mais pálida que o normal e um vermelhidão em meu pescoço, mas pelo menos já está sumindo. Graças a minha habilidade de cura, suspiro aliviada quando a marca some de meu pescoço. Tiro minha roupa e tomo um banho relaxante na banheira, lavo o cabelo e depois saio vestindo o meu roupão de banho.
Coloco um vestido médio lilás com pedrarias em roxo, ele tem mangas que vão até o cotovelo soltas e possui um decote humilde e recatado, que serve para realçar meus seios, coloco uma meia transparente para apenas disfarçar e uma sandália de salto roxa também.
—Perfeita, agora a maquiagem.
Faço uma maquiagem básica da tonalidade de minha pele, um blush para dizer que sou saudável e um brilho labial. Me admiro no espero enquanto faço um coque de trança, deixando uns fios soltos e coloco uma tiara bem fininha. Me levanto e pego a minha bolsa e meu celular e saio do quarto, a Marissa achou estranho eu estar usando essa roupa, pois nunca fui de usar vestidos no colégio.
—Você está bem — ela me pergunta preocupada -, Mary?
—Sim, Mar. — Lhe dou um sorriso amigável. — Obrigada pela sua preocupação, mas estou bem. É sério, não me olha com essa cara.
—Maryanne, eu te conheço.
Reviro os olhos perante ao meu nome.
—Anda logo, vamos comer. — digo mudando de assunto — Estou com fome.
—Tudo bem. — Mar diz com um suspiro — Mas você não vai fugir de mim, mocinha.
—Eu sei, Marissa.
Ela me da um sorriso e fomos para o refeitório, onde fomos para nossa mesa e tomamos o nosso café da manhã. Thiago tentava conversar comigo, mas o ignorava totalmente. Tomamos nosso café da manhã tranquilamente, sem nenhuma lambisgóia vindo dar em cima do Thiago mas ouvi muito bem elogios e repulsa pela minha roupa.
Jenny não parou de me perguntar onde comprei esse vestido pois ela queria um exatamente igual, disse que é um designer meu e ela ficou maravilhada e o Thiago irritado. Me levanto da mesa junto a Mar e Jenny, elas se despediram dele e fomos cada uma para nossas respectivas aulas.
Para o meu magnifico azar, Thiago tem a mesma aula que eu junto com a Lorena, me sentei em uma mesa vazia e ele veio até mim mas a loira o chamou.
—Thiago, senta comigo. — ela pediu na maior cara de pau — A minha parceira de aula acordou indisposta hoje.
—Tudo bem para você, Juh?
É sério que ele está me perguntando isso? É claro que não está nada bem!
Suspiro e olho para ele e depois para ela desinteressada.
—Tudo, vai lá. — Digo dando de ombros. — Afinal, não tenho nada a ver com sua vida. Não sou sua dona.
Ele me olha arrependido e vai para a mesa de Lorena, se senta e começam a conversar. Por não querer ouvir o que eles estão dizendo, pego o meu fone de ouvido sem fio e o coloco, maldita hora que resolvi vir de cabelo preso, coloquei Bad Girl para tocar e fiquei ouvindo as músicas delas até o professor chegar.
Anoto tudo o que ele explica e escreve na lousa, faço os moldes que ele passou e do nada sinto meu pescoço arder igual hoje de manhã, coloco a mão nele ofegando e continuo a anotar as coisas e a desenhar no canto da folha. Sinto o olhar dele e do professor em mim, mas não ergo a cabeça.
—Srt. Morrow, está se sentindo bem?
Levanto a cabeça um pouco, o suficiente para que Thiago visse meu rosto.
Não levante a cabeça, seus olhos estão vermelhos. O que houve com você, Juh?
Não houve nada, cuida da sua vida.
Levanto a cabeça de olhos fechados, coloco as mãos no rosto tentando voltar ao normal. Abaixo a cabeça de volta e abro os olhos, tudo está rodando, não sei o que está acontecendo comigo.
—Srt. Morrow.
—Estou bem... Pode continuar a aula, professor.
—Tem certeza? Se não estiver bem, pode ir até a enfermaria, lá eles cuidarão de você.
—Sim, eu tenho. — Insisto — Estou bem.
Por que estou sendo tão teimosa? E por que estou zonza e fraca?
A dor começa a intensificar, se espalhando pelo meu peito.
Está queimando, isso dói. Faz parar.
Minha visão fica turva e me vejo tombando para o lado, só não caio porque o Thiago foi mais rápido e me segurou a tempo.
O que está havendo com ela? Ela está muito quente, é perigoso para ela e para nós.
—Leve-a para a enfermaria, Sr. Beaurigard. — O professor disse preocupado — Ela precisa de cuidados médicos.
—Certo.
A pego no colo, com cuidado por causa do vestido e vou para a porta da sala. Quando estou quase atravessando a porta, ouço a voz irritada de Lorena.
—Por que ele tem que levar ela?! Por que não o Giordanno?! Ou o Lucca?! Ele não pode ir com ela! Ele é meu namorado e eu não vou permitir isso!
Me viro para ela indiferente e frio.
—Desde quando somos namorados, Lorena? Do que eu saiba somos somente amigos e olha lá e outra, eu sou prometido a Mary desde que nascemos e não vou trai-la com uma garota qualquer igual a você. — Olhei para o professor. — Com a sua licença professor.
—Toda.
Sai da sala e fui para a enfermaria, a enfermeira Katherina se assustou quando viu a Mary em meu colo inconsciente, mas logo se recompôs e me pediu para deita-la em uma das camas. A deitei na última cama, a mais longe da porta e perto da janela. O sinal tocou e ela me falou para voltar par a sala mas neguei e afirmei que só sairia com minha pequena.
Não demorou nem meia hora para que Jenny chegasse aqui, depois de ouvir por uma das garotas de sua sala que sua prima tinha ido parar na enfermaria.
—O que houve com ela, Thiago? — Jenny me perguntou chorando — Ela ficará bem?
—Eu não sei o que houve, Jenny. — Explico para ela, tentando a acalmar. — Ela começou a ofegar e depois quando levantou a cabeça para olhar o professor, seus olhos estavam diferentes e um instante depois ela desmaiou. E ela estava muito quente, isso não é normal Jennyffer.
—Os olhos dela? Mas ela estava bem hoje de manhã. O que estão fazendo com ela?
Levanto minha cabeça a olhando inquisitivo e sigo o seu olhar confuso e vejo a enfermeira e o médico examinando a Juh, mas o que ele está na mão é uma seringa. Eles não podem tirar o sangue dela e nem precisam, a única coisa que ela precisa é ficar no soro e um remédio para baixar sua temperatura. Me levanto e vou até ele e tomo a seringa de sua mão.
—O que você pretendia fazer com essa seringa?
Ele me olha sem expressão, mas em seus olhos vejo uma ponta de decepção e irritação.
Eu estava certo, infeliz!
—Só iria tirar o sangue para fazer os exames.
—Ela não precisa de exames de sangue, apenas soro e um remédio para febre. Você pode ser expulso se fizer algo que a coloque em risco, lembre-se disso doutor.
Ele fecha a cara irritado, sabendo que o desmascarei. Ele apenas se vira para Katherina e pede o remédio de febre e o soro, ela acena perdida no meio de nossa "discussão" e vai arrumar as coisas que lhe foram pedidas.
—Como você soube?
—O que? Que você está atrás dela a anos ou que é um vampiro?
—Desgraçado. Quem é você?!
Abro um sorriso feroz, mas fofo.
—Thiago Beaurigard, noivo dela. Prazer, senhor doutor.
Ele se afasta de mim só para tropeçar na Jenny, ele a olha assustado e ela diz baixo friamente.
—Se algo acontecer a minha prima, você será uma das almas atormentadas pelo resto de sua eternidade na masmorra do meu palácio. — Ela o ameaça — E te asseguro que não será nada agradável.
—Nada acontecerá a sua prima.
Ele abaixa a cabeça desconfortável e se afasta de nós. Jenny se senta na cama e fica brincando com a manga do vestido da minha pequena, me sento na poltrona ao lado da cama e seguro sua mão. Sua temperatura está caindo de pouco em pouco, mas ainda continua muito quente.
Katherina volta com as coisas para o soro e um remédio na mão, coloca perto da cama e coloca a agulha que é ligada ao soro no interior do pulso dela e depois injetou o remédio no caninho e se retirou.
O resto do dia ficamos na enfermaria, junto de Mary esperando algum sinal mas nem menos um. Sua temperatura voltou ao normal e pegou um pouco mais de cor, mas ainda pálida, sua palidez normal e que contrasta com o brilho de seus cabelos. Jenny acabou adormecendo abraçada a ela, a cobri com a colcha e tirei seu sapato, fiquei velando o sono das duas até Marissa vir e me chamar para comer alguma coisa.
—Thiago vem comer. Oh, ela dormiu.
—Estou sem fome, Mar. — Digo fazendo carinho no rosto da minha bela adormecida.
—Como ela está?
—Está melhor. A febre acabou e logo ela poderá ser levada ao quarto, mas sem aulas por uma semana inteira.
—Ela vai odiar ficar presa no quarto.
Demos risadas e depois ela foi embora, nos dando tchau. Me ajeitei na poltrona e adormeci segurando sua mão.
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