Transformada A Saga Carmim 1°Livro

1 Capítulo 1 - Sonhos são reais?


Notas iniciais
Olá eu sou nova aqui no Nyah! Fanfiction, mas já frequento outros sites de escritas.
Trago a vocês a minha primeira original e espero muito que gostem.

Boa leitura.

Estou terminando os preparativos para o meu aniversário, que vai ser esse final de semana. Estou tão ansiosa que não Paro de falar e minha está prestes a gritar comigo, porque falar não está adiantando muito.

—Mary, para de falar. – Pediu com educação, mas já irritada comigo – Só um pouquinho.
—Os docinhos tem que ser de beijinhos e unicórnios. Sim, unicórnios. Eles vão ter que fazer mini bolos com o tema Unicórnio e de vampiros, dos Cullen. – Continuava a falar, sem ouvir minha mãe – O meu bolo vai ser de três andares e vermelho. Para dar um toque de charme e a decoração vai ser branca com vermelha. O vermelho da decoração vai ser a cortina e o fundo branco. E o resto das cores normais.
—Mary, para. – Minha mãe falou e eu parei de falar na mesma hora e a olhei chocada – Se não, não vai ter festa!
—Você está brincando né?
—Não.

Me levantei e fui para o meu quarto, onde entrei e me joguei na cama e voltei a pensar no que faltava para a festa. E passei mentalmente o que eu já tinha.
"Bolo — Confere
—Mini Bolo — Confere
—Cup Cake— Confere
—Decoração — Confere
—Tema — Confere
—Vestido — Confe..."

Dei um pulo na cama e falei desesperada.
—O vestido!
Me levantei da cama e corri para a minha mesa de estudos e abri o meu notebook e procurei o vestido. Mas como eu não gostei de nenhum que eu vi, sim eu sou enjoada com as coisas, peguei o meu caderno de desenho e fiz o meu próprio vestido. Ele era rodado, de mais ou menos cinquenta camas de seda na saia, para deixar bem rodado e um corpo apertado, ele é branco com detalhes em prata, dando brilho ao vestido. Uma tiara de pedras brilhantes, falsas claro e uma pulseira de pedras também. E a sandália branca com a sola vermelha, vamos de Louboutin.
Depois de feito, o olhei e fiquei impressionada com a minha habilidade de desenhar roupas. Me levantei orgulhosa e si do quarto, voltei para a sala onde encontrei minha mãe e meu irmão. Fui até eles, dei um beijo na cabeça dele e me sentei na frente da minha mãe e mostrei o caderno para ela.

—Que lindo filha! – Ela perguntou impressionada – Foi você que fez?
—Sim, gostou? – Perguntei esperançosa.
—Claro filha. Ele é perfeito. – Falou o admirando – Você tem capacidade para isso. Tem certeza que não quer entrar em um curso de moda? Se quiser eu te coloco na escola de moda, daqui de Milano mesmo, Mary.
—Sério?! – Perguntei feliz – Você faria isso por mim?
—Claro, você tem capacidade para entrar naquele Colégio. – Falou – E se você entrar, você vai melhorar mais ainda os seus modelos.
—Falando em modelos – Comecei a falar –, será que posso usar ele no meu aniversário?

Ela me encarou chocada e embasbacada.
—O quê? – Perguntei – Não posso?
—Pode filha, mas como vamos fazê-lo? – Ela falou – Eu não sei costurar ele e em tão pouco tempo.
—Podemos pedir para um alfaiate fazer. – Falei para ela esperançosa.

Ela pensou abaixou os olhos para o caderno e ficou pensando com ela o que fazer. E eu, como fico? Preocupada por ela rejeitar a proposta.
Peguei o meu celular e o liguei e procurei na internet um alfaiate aqui perto e ótimo, achei um perto do Colégio de Moda e que fazia um ótimo trabalhos. Como que eu sei que ele faz um ótimo trabalho? Simples, eu vi as suas coleções. E simplesmente AMEI!
Minha mãe levantou os olhos do caderno e me olhou, colocou o caderno na mesa e cruzou as mãos em cima da mesa.

—Filha, aonde que fica o alfaiate mais perto? – Ela falou com um sorriso, o que fez abrir um sorriso em meu rosto – Mas será difícil daqui para a frente.
—Ele fica perto do Colégio de Moda. – Falei alegre – E não se preocupe, eu vou te ajudar de algum jeito.
—Tá. Você pode ir lá então e pedir para ele fazer o seu vestido.
—Obrigada mãe. – Digo me levantando da cadeira – Então eu já estou indo. Beijos.
—Pega o meu cartão. – Falou e eu peguei o seu cartão e fui em direção da porta – E cuidado na rua.
—Pode deixar, mãe.

Sai de casa o mais rápido possível, com medo dela mudar de ideia. Guardei o cartão no celular, dentro da capinha e fui. Estou extasiada com a ideia de que vou usar o meu próprio vestido, um que eu criei. Quando dei por mim, já estava na frente do Colégio. Parei de andar e fiquei a olhando, me imaginando entrar nela. Desviei o olhar e voltei a andar. Na frente do alfaiate o olhei por um instante e entrei logo em seguida.
Assim que eu entrei, fez um barulhinho de sino avisando que tinha cliente. Fui até o balcão e tinha uma garota sentada olhando para a tela do computador, procurando modelos de vestidos para ela fazer os seus próprios.

—Licença.
Ela ergueu o olhar do computador e viu que tinha cliente na loja. Como estava imersa em seu trabalho não deve ter prestado atenção na campainha. Assim que ela me viu abriu um sorriso sincero.
—Pois não.
—Queria saber se dá para vocês fazerem esse modelito até final de semana. – Digo entregando o caderno com a minha assinatura em baixo e a data. – Vocês conseguem?
Ela pega o caderno e olha para o esboço do vestido e fica encantada.
—Que lindo. – Ela perguntou o estudando – Foi você quem fez?
—Sim. – Expliquei para ela – Mas não sou tão boa quanto vocês.
—A deixa de modéstia. Ele esta magnífico. – Disse me olhando, colocou o caderno na mesa e deu a volta no balcão – Vem, vamos para o estúdio, onde tirarão as suas medidas.

Fui levada até o ateliê das costureiras e lá algumas garotas vieram e tiraram a minha medida: do busto, do seio, a largura do ombro e a minha altura. Uns minutos depois um homem entrou e imaginava que ele seria o Sr. François, o alfaiate de alta. Ele estava segurando um caderno na mão e estava com os olhos brilhando e perguntou alegre.
—Quem foi que fez esse magnífico desenho?
Fiquei envergonhada de falar que ele é meu, então fiquei na minha. Só que não adiantou muito eu não falar que era meu não, porque a moça que me trouxe aqui falou por mim.
—É dela aqui, Sr. François. – Ela disse sorrindo – Lindo né?
—Oh, minha cara. Você tem ótimos traços e uma ótima imaginação para vestidos. Ele está magnífico. – Falou vindo na minha direção e me pegando pelas mãos. – É para algo importante?
Fiz que sim com a cabeça e tentei achar as palavras para explicar que o fiz só para o meu aniversário. Ele ficou me olhando esperando por uma resposta, e por fim eu falei.
—Sim, eu o fiz para o meu aniversário.
—E quando vai ser?
—Esse final de semana.
—Ok, garotas mãos a obra. – Falou chamando a atenção das costureiras – Temos um vestido para fazer e deixar essa Princesa feliz.
Uma delas se levantou e pegou o caderno e o penduro em um canto, onde as outras o veriam, as garotas que tiraram a minha medida, colocou elas do lado do caderno e as deixou lá para elas verem as medidas.
Um caos se estabeleceu ali, só para fazer o meu vestido. Elas pararam de fazer as outras coisas que estavam fazendo, só para fazer o meu.

—Preciso que me fale qual tecido e quantas camadas na saia, querida.
—Tá. – Afirmei – O tecido no corpo é um estofado fofo e quentinho, mas tem que ser confortável e lindo. E a saia entre cinquenta a sessenta camadas e a primeira de cima deve ter brilhos.
—Ok, estendido. – Falou e olho para as garota – Vocês ouviram as instruções. Venha comigo querida.

Saímos do ateliê, e fomos para o escritório dele. Entramos e ele me disse para mi sentar e se sentou atrás da mesa. Pegou um bloquinho, onde faria a conta de quanto sairia o meu vestido e começou a escrever nele. Depois que ele terminou de fazer a conta, me mostrou e eu fiquei chocada com o preço.
—Só isso? Pensei que seria mais caro.
—Foi um desconto da casa, mas não conte a ninguém.
—Pode deixar e obrigada.

Pego o cartão e o passo na maquininha e pago o vestido, ele também falou que iria pedir para um amigo fazer os acessórios e a sandália, que estaria incluso no preço ali do vestido.
O agradeci novamente e sai do estabelecimento e voltei para casa mega feliz. Entrei e falei para a minha mãe bem alto e em bom som.
—Mãe! Eu vou ter o meu vestido e todos os acessórios e a sandália!!

Minha mãe apareceu na sala feliz e surpresa com o que eu falei. Veio até mim e me abraçou feliz e me perguntou abraçada.
—Tem certeza filha? Que bom.
—Tenho sim mãe. O Sr. François me disse que eu ganhei os acessórios e o vestido ficou bem baratinho. – Falei abraçada a ela e pegando o recibo do cartão – Ficou bem menos do que eu estava imaginando.
—Que bom minha filha. –Ela disse me olhando, já longe o suficiente para olhar o meu rosto. – E por quanto ficou?
Levei o comprovante até o rosto dela lhe mostrando o preço, não querendo falar a quantidade. Caso alguém esteja perto e escute.
Ela levou a mão a boca e me olhando falou chocada.
—Só isso minha filha, e com os acessórios e a sandália?
—Sim, mãe.
—Que bom. E então, você pensou em entrar no Colégio de Moda?
—Sim, mas ele é interno e eu não quero ficar longe de vocês.
—Mas Mary, essa é uma oportunidade ótima para você e não estaremos longe nem cem metros. – Minha mãe falou feliz – Ela é aqui do lado.

Pensei um pouquinho e acabei sendo convencida.
—Tá, mas com uma condição?
—Qual?
—Que só entre no próximo bimestre e que eu possa vir para casa todo final de semana.
—Ok, feito. Assim é até melhor para mim, já que o Giulio é grudado em você.
Demos risada e depois fomos almoçar.
Passamos o resto do dia, terminando os preparos para a festa e ela foi fazer a janta e eu fui arrumar a casa e guardar a bagunça que fizemos na sala.
Jantamos e eu subi para o meu quarto, onde vi um menininho dormindo na minha cama. Fui até ele sorrindo, me sentei do seu lado e fiz carinho na sua cabeça. Me deitei do lado dele e o abracei e acabei adormecendo abraçada a ele.

Estou andando pelo corredor, indo até a minha sala. Entrei e fui até o meu lugar, onde me sentei e a minha amiga veio logo em seguida e começou a me contar as fofocas do dia.
—Miga, você não vai acreditar o que aconteceu?
—Fala logo criatura de deus!
—Não tem a Aurora? – Confirmei e ela continuo – Ela está querendo fazer uma festa no mesmo dia da sua, assim ninguém vai poder ir na sua.
—Se ela está achando que vai conseguir apagar o brilho da minha festa, está muito enganada! – Digo superior e irritada com ela – Você tem que ver o meu vestido.
—Você alugou?
—Não, eu pedi para fazerem o meu vestido. E adivinha?
—O quê? – Ela disse brincando – Eu ainda não sou vidente Mary.
—O vestido que vou usar, é feito por mim. – Digo animada – E eu vou entrar no Colégio de Moda, a minha mãe vai me matricular lá no próximo bimestre, Marissa.
—Nossa que legal, Mary!! – Ela disse animada – Você sempre quis entrar naquele Colégio. Mas por que só no próximos bimestre?
—É que eu não quero deixar você aqui sozinha nesse bimestre e além do mais, já está acabando esse bimestre. – Digo começando a me sentir zonza por causa de tanta coisa na minha cabeça – Porque você não entra também no Colégio? Você faz ótimos modelitos também.
—Posso ate fazer ótimos modelitos – ela começou a falar –, mas nenhum se compara aos seus. E então, cadê o seu vestido? Deixa eu ver o esboço.
—Não está comigo o caderno, eu deixei lá no ateliê do Sr. François. – Expliquei para ela – E como eles tem um prazo para entregar, eu...
—Pera, você falou Sr. François Mary ?! – Ela perguntou incrédula.
—Sim, por quê?
—Ele é o alfaiate mais caro daqui!
—Sério? – Perguntei com os olhos arregalados para a minha amiga.
—Sim. – Ela confirmou. – Ele de vez em nunca faz um desconto. Ele só faz se gostou realmente da roupa.

Fiquei chocada, pasma com o que ouvi e me peguei de boca aberta, de queixo caído. Ela me olhou preocupada e passando a mão na frente de meu rosto perguntou.
—Você está bem?
—Sim. – Falei vendo tudo girando – Eu, tenho que ir na enfermaria, está tudo girando. É muita coisa na minha cabeça.
—Meu Deus, Mary. – Ela disse se levantando e me ajudando – Vamos logo.

A caminho da enfermaria, encontramos um garoto que nunca tínhamos visto na vida. Ele veio até nós e nos cumprimentou.
—Olá meninas. Posso falar um pouquinho com a Mary?
Nos entre olhamos e eu pude ver que ela estava tão surpresa quanto eu, sobre ele souber o meu nome. Ela olhou de volta para ele e negou.
—Não, agora não. Talvez outra hora, agora ela não está se sentindo muito bem. Licença.
—Até a próxima então – Ele disse normalmente –, tchau Mary e Marissa.

Ele disse normalmente os nossos nome é depois foi embora deixando nos duas lá sem saber o que tinha acabo de acontecer. Entramos na enfermaria e a enfermeira Joy mediu a minha pressão e me fez repousar um pouco e pelo estresse que a Marissa estava, também a fez descansar, mas com remédio pois ela não iria ficar quieta.
A enfermeira saiu do quarto avisando que iria pedir umas coisas para a diretora e que já voltava. Nesse tempo, eu fechei os olhos e quando estava prestes a dormir senti alguém passando a unha de leve em meu pescoço, virei o rosto e me deparei com o mesmo garoto com um sorriso maléfico e possessivo e me falou baixinho, para não acordar a Marissa, o que me fez arrepiar.
—Você é minha, Mary Morrow.

Acordei no meu quarto assustada e suando frio, olhei para o meu lado e vi o meu irmãozinho dormindo. Olho para o relógio e vejo que já são seis horas. Me levanto, pego a minha roupa, uma saia vermelha vinho, uma camiseta branca escrita D&G e uma sandália de salto preta e lingerie e fui tomar o meu banho. Sai já pronta de lá, vestida e com a maquiagem feita, fui até o Giulio e o acordei.
—Eu acorda. Está na hora do Colégio pequeno.
Ele resmungou um pouquinho e levantou me olhando sonolento, se levantou da cama e saiu do meu quarto. Peguei as minhas coisas e fui para a sala, fechando a porta do meu quarto a chave e desci. Dei bom dia a minha mãe e tomei o meu café da manhã.
Já na escola, quando entrei pelos portões já estava cismada com o sonho que tive. Fui até a minha sala e me sentei em meu lugar e esperei a minha amiga aparecer, para conversar um pouco.

As aulas passaram rápido o que foi um alívio para mim. A minha festa vai ser depois de amanhã, no sábado para domingo e graças a Deus, a Aurora não vai fazer uma festa no mesmo dia que a minha e não encontrei aquele garoto. Fui para casa com a Marissa conversando, chegando lá abri a porta de casa e dei de cara com a minha mãe e meu... Pai? O que ele está fazendo aqui? Ele não estava morto? O que está acontecendo? Senti o meu peito apertar e os meus olhos queimarem, mas não por causa de lágrimas mas sim por raiva, por ele ter desaparecido assim do nada da nossa vida. Deixando a mamãe grávida e uma criança de dez para onze anos.

— O que faz aqui Antônio?!
—Oi para você também Maryanne.
—Não me chame assim – Digo irritada, só não dei um tapa nele porque a Marissa estava me segurando pelo braço –, o meu nome é Mary e não Maryanne.
—Tanto faz. Não vim aqui para brigar, mas sim para comemorar o aniversário da minha filha no sábado.
—Você não foi convidado e é muito menos desejado nessa festa. – Digo fervendo de raiva – Você acha que depois do que fez com minha mãe, meu irmão e comigo eu vou te perdoar? Tá muito enganado. Agora saia da minha casa.
—Olha como você fala comigo Maryanne.
—Eu falo do jeito que eu quero com um completo estranho e vagabundo. – Digo apontando o dedo para a rua – Agora, fora. Não quero que o Giulio veja o mostro que está aqui.
—Maryanne eu não vou sa...
—SAIA AGORA!

Gritei com ele o que fez minha mãe e Marissa pularem por causa do susto. Ele se rendeu e saiu de casa, mas antes de ir embora falou.
—Você não vai me proibir de vir ao seu aniversário.
—É o que vamos ver Antônio!
Fechei a porta na cara dele e joguei a minha bolsa no chão e peguei a almofada e a joguei na parede, já que não poderia jogar nada que quebrasse. Minha mãe veio até mim e me abraçou, me consolando e eu me permite chorar.
—Calma pequena, calma.

Após me acalmar, fui para o meu quarto junto com Marissa e lá fizemos as lições e eu falei do meu aniversário e o vestido e ela ficou muito feliz. Almoçamos e depois voltamos para o meu quarto, assistimos filme a tarde inteira. Jantamos, tomamos banho e depois fomos dormir. Sim, ela dormiu na minha casa. Toda quinta-feira ela dorme aqui e eu de terça-feira na casa dela. Sempre foi assim.

Notas finais
Espero realmente que tenham gostado do 1° Capitulo.